O
secretário Nacional de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde,
destacou que a Resenha é mais um instrumento de monitoramento das políticas
energéticas. "Esta nova edição da Resenha Energética evidencia o
aprimoramento contínuo das políticas do setor e reafirma o caminho do
aproveitamento dos recursos nacionais e da diversificação da matriz.
Continuaremos trabalhando para fortalecer a transição energética e assegurar o
protagonismo do Brasil no cenário global”, afirmou.
Um
dos destaques foi a Oferta Interna de Energia (OIE), que alcançou seu maior
nível histórico, chegando a 322 milhões de toneladas equivalentes de petróleo
(tep), com crescimento de 2,4% em relação a 2023. Enquanto as fontes renováveis
avançaram, as não renováveis mantiveram-se estáveis, com leve recuo no consumo de
petróleo e derivados.
No
setor de transportes, o consumo final de energia cresceu 2,7%, com destaque no
uso de biocombustíveis: o etanol registrou alta de 15,6% e o biodiesel, 19,2%.
Esse movimento foi reforçado pela sanção da Lei do Combustível do Futuro
(14.993/24), que estabelece mandatos para biocombustíveis, biometano e diesel
verde.
No campo da eficiência energética, o Brasil mostrou evolução consistente. O Índice ODEX, que mede os ganhos de eficiência do país, indica que em 2023 estávamos 11,8% mais eficientes do que em 2005. Resultado do fortalecimento de políticas e programas do governo, como o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) que, desde 1986, já economizou cerca de 263 bilhões de quilowatt-hora (kWh).
A Resenha Energética Brasileira 2025 reafirma o papel do Brasil como uma das nações com a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo, em linha com seus compromissos climáticos e com a construção de um futuro energético mais seguro e inclusivo. O MME disponibiliza um painel interativo on-line com todos os dados da Resenha, assegurando transparência e utilidade para pesquisadores, empresas e cidadãos. (biodieselbr)



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