quarta-feira, 6 de maio de 2026

Fontes renováveis de energia crescem quase 50% da capacidade global

As fontes renováveis de energia atingiram quase 50% da capacidade global de eletricidade em 2025, impulsionadas por um salto histórico na energia solar. Esta expansão supera o crescimento de combustíveis fósseis, consolidando a transição energética com destaque para a China e o Brasil, que é líder em fontes renováveis.

Impulso Solar: A capacidade solar foi o principal motor, com um crescimento de 511 GW em 2025, impulsionando a renovável a superar o carvão.

Contexto Global: China, EUA e União Europeia foram responsáveis por cerca de 79,5% do aumento da capacidade instalada, enquanto o crescimento na África e Oceania foi mais tímido.

Situação no Brasil: O Brasil destaca-se, com a energia solar tornando-se uma ferramenta popular de economia, com previsão de retorno do investimento (payback) entre 3 e 4 anos, segundo a ABSOLAR. O país gera 88% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis.

Metas e Desafios: O ritmo atual aproxima o mundo da meta da COP28 de triplicar a capacidade renovável até 2030, embora a Agência Internacional de Energia (IEA) indique a necessidade de manter um ritmo médio de 16,1% ao ano para alcançar os 6,73 TW propostos.

Dados mostram que fontes de energia renovável geraram mais eletricidade do que o carvão

As fontes de energia renováveis cresceram para quase 50% da capacidade global de eletricidade no ano passado.

Em 2025, as energias renováveis alcançaram quase 50% da capacidade global de eletricidade, impulsionadas principalmente pela energia solar. Bárbara Rubim, vice-presidente da Absolar, analisa o tema.

Renováveis atingem quase 50% da capacidade elétrica global em 2025

As fontes renováveis continuam sua trajetória de crescimento e estão muito perto de superar os combustíveis fósseis na matriz elétrica global. Com um aumento de 15,5%, capitaneado majoritariamente pela fonte solar, as renováveis chegaram ao final de 2025 a uma participação de 49,4% na capacidade mundial de geração de eletricidade. Em 2024, essa fatia era de 46,3%.

É o que mostra o relatório “Estatísticas da Capacidade Renovável 2026”, lançado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) no fim da semana passada. Segundo o documento, a energia renovável atingiu uma capacidade instalada recorde de 5.149 gigawatts (GW) em 2025, um acréscimo de 692 GW sobre o anterior, informam Folha, Earth.org e PV Magazine.

As renováveis representaram 85% do total da energia global adicionada em 2025. Impulsionando esse crescimento, a fonte solar representou sozinha quase ¾ de todas as adições de energia renovável – um recorde de 510 GW. A energia eólica ficou em segundo lugar na expansão, com 159 GW acrescentados em um ano – mais do que toda a expansão elétrica à base de combustíveis fósseis, que totalizou 116 GW no ano passado.

A Ásia continuou liderando a expansão, com quase 75% de toda a nova capacidade renovável (511 GW) e um crescimento de 21%. A África registrou o seu maior aumento histórico, com expansão de 15,9%, mas uma adição de apenas 11,3 GW, impulsionada por Etiópia, África do Sul e Egito. Já países da América Central e do Caribe acrescentaram 21 GW renováveis, mas tiveram o menor crescimento percentual sobre 2024.

Assim, o relatório confirma as disparidades persistentes e significativas entre países e regiões. Disparidade que, reforça a IRENA, expõe a vulnerabilidade das economias com baixa participação de renováveis e ressalta a necessidade urgente de aumentar essa participação para a segurança energética – a guerra no Oriente Médio é o sinal recente mais contundente dessa urgência.

“Em um período de incertezas, a energia renovável permanece consistente e firme em sua expansão. Isso não apenas indica a preferência do mercado, mas também apresenta um forte argumento para a resiliência da energia renovável com uma clareza brutal. Um sistema de energia mais descentralizado, com uma parcela crescente de energias renováveis e mais participantes do mercado, é estruturalmente mais resiliente. Os países que investiram na transição energética estão enfrentando essa crise (da guerra no Irã) com menos danos econômicos, pois aumentam a segurança energética, a resiliência e a competitividade”, reforça o diretor-geral da Irena, Francesco La Camera. (ihu.unisinos.br)

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