sexta-feira, 8 de maio de 2026

Custos caem até 17% e preços ao consumidor até 9%

Custos caem até 17% e preços ao consumidor até 9%, reduzindo payback da energia solar no Brasil.

Queda no preço dos sistemas em 2025 ficou em 7% para os sistemas de menor porte, enquanto retorno do investimento segue abaixo de 5 anos em muitos casos, mesmo com juros elevados.
As instalações em imóveis novos têm sido um fator chave para o crescimento da energia solar em telhados no Reino Unido.

A redução dos preços dos sistemas fotovoltaicos voltou a reforçar a atratividade da geração distribuída (GD) no Brasil, com impacto direto no tempo de retorno dos investimentos. Segundo o Estudo de Soluções Energéticas Distribuídas (SED) da Greener, os sistemas de menor porte registraram queda próxima de 7% nos preços em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Considerando uma visão mais ampla do mercado ao longo de 2025, a redução média dos preços ao consumidor final pode chegar a cerca de 9%, dependendo do porte dos sistemas e da metodologia de análise.

A queda é impulsionada principalmente pela redução de 17% nos custos dos equipamentos fotovoltaicos, acompanhando o movimento global de redução de preços na cadeia de suprimentos.

Com isso, o tempo de payback — principal indicador utilizado pelos consumidores na decisão de investimento — segue competitivo. De acordo com levantamentos anteriores da Greener, o retorno de sistemas residenciais típicos no Brasil tem se mantido na faixa de três a 5 anos, podendo ser ainda menor em projetos comerciais, a depender do perfil de consumo e da tarifa de energia.

Embora o estudo mais recente aponte uma mudança gradual no perfil de decisão do consumidor, com maior valorização de atributos como confiabilidade e segurança energética, o retorno financeiro continua sendo um dos pilares da expansão da GD.

Ao mesmo tempo, o cenário econômico tem influenciado a dinâmica do mercado. A manutenção de taxas de juros em patamares elevados ao longo de 2025 reduziu a participação do financiamento nas vendas, que caiu para 41%, impactando especialmente consumidores mais sensíveis ao custo do crédito.

Ainda assim, a redução dos preços dos sistemas contribui para mitigar esse efeito, mantendo o investimento em energia solar atrativo tanto para consumidores residenciais quanto comerciais.

Por outro lado, o estudo alerta para possíveis pressões de alta nos preços ao longo de 2026. Entre os fatores estão o aumento dos custos logísticos, a valorização do dólar e mudanças tributárias, como o fim de benefícios fiscais para módulos fotovoltaicos e o impacto das tarifas de importação.

Nesse contexto, o mercado deve observar um equilíbrio entre a redução recente de custos e novas pressões inflacionárias, o que pode influenciar o payback dos sistemas nos próximos anos.

Além disso, o estudo indica uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. A decisão de investimento passa a considerar não apenas o retorno financeiro, mas também fatores como confiabilidade, segurança energética e integração com novas tecnologias, como armazenamento e mobilidade elétrica.

Mesmo com essas transformações, a geração distribuída segue com fundamentos sólidos no Brasil, combinando redução de custos, previsibilidade de economia e crescente relevância estratégica para consumidores em diferentes perfis. (pv-magazine-brasil)

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