Custos
caem até 17% e preços ao consumidor até 9%, reduzindo payback da energia solar
no Brasil.
Queda
no preço dos sistemas em 2025 ficou em 7% para os sistemas de menor porte,
enquanto retorno do investimento segue abaixo de 5 anos em muitos casos, mesmo
com juros elevados.
As
instalações em imóveis novos têm sido um fator chave para o crescimento da
energia solar em telhados no Reino Unido.
A
redução dos preços dos sistemas fotovoltaicos voltou a reforçar a atratividade
da geração distribuída (GD) no Brasil, com impacto direto no tempo de retorno
dos investimentos. Segundo o Estudo de Soluções Energéticas Distribuídas (SED)
da Greener, os sistemas de menor porte registraram queda próxima de 7% nos
preços em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Considerando
uma visão mais ampla do mercado ao longo de 2025, a redução média dos preços ao
consumidor final pode chegar a cerca de 9%, dependendo do porte dos sistemas e
da metodologia de análise.
A
queda é impulsionada principalmente pela redução de 17% nos custos dos
equipamentos fotovoltaicos, acompanhando o movimento global de redução de
preços na cadeia de suprimentos.
Com
isso, o tempo de payback — principal indicador utilizado pelos consumidores na
decisão de investimento — segue competitivo. De acordo com levantamentos
anteriores da Greener, o retorno de sistemas residenciais típicos no Brasil tem
se mantido na faixa de três a 5 anos, podendo ser ainda menor em projetos
comerciais, a depender do perfil de consumo e da tarifa de energia.
Embora
o estudo mais recente aponte uma mudança gradual no perfil de decisão do
consumidor, com maior valorização de atributos como confiabilidade e segurança
energética, o retorno financeiro continua sendo um dos pilares da expansão da
GD.

Ao
mesmo tempo, o cenário econômico tem influenciado a dinâmica do mercado. A
manutenção de taxas de juros em patamares elevados ao longo de 2025 reduziu a
participação do financiamento nas vendas, que caiu para 41%, impactando
especialmente consumidores mais sensíveis ao custo do crédito.
Ainda
assim, a redução dos preços dos sistemas contribui para mitigar esse efeito,
mantendo o investimento em energia solar atrativo tanto para consumidores
residenciais quanto comerciais.
Por
outro lado, o estudo alerta para possíveis pressões de alta nos preços ao longo
de 2026. Entre os fatores estão o aumento dos custos logísticos, a valorização
do dólar e mudanças tributárias, como o fim de benefícios fiscais para módulos
fotovoltaicos e o impacto das tarifas de importação.
Nesse
contexto, o mercado deve observar um equilíbrio entre a redução recente de
custos e novas pressões inflacionárias, o que pode influenciar o payback dos
sistemas nos próximos anos.
Além
disso, o estudo indica uma mudança estrutural no comportamento do consumidor. A
decisão de investimento passa a considerar não apenas o retorno financeiro, mas
também fatores como confiabilidade, segurança energética e integração com novas
tecnologias, como armazenamento e mobilidade elétrica.

Mesmo
com essas transformações, a geração distribuída segue com fundamentos sólidos
no Brasil, combinando redução de custos, previsibilidade de economia e
crescente relevância estratégica para consumidores em diferentes perfis.
(pv-magazine-brasil)
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