sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Carro elétrico percorre 26 mil km na América

Cinco estudantes da universidade britânica Imperial College chegaram à cidade argentina de Ushuaia usando um automóvel elétrico, depois de partir em julho de Fairbanks, no Alasca, e percorrer 26 mil quilômetros e 14 países.
O veículo, batizado de SRZero, foi resultado de um projeto da faculdade dos estudantes – três alemães, um britânico e um holandês.
Todos os membros envolvidos no projeto britânico posam atrás do SRZero
"O objetivo da viagem foi mostrar que o veículo elétrico funciona para longos trajetos e é parte da solução para o meio ambiente"
Foram dois anos de trabalho para amadurecer esse sonho”, explicou o alemão Toby Schulz.
Os estudantes transformaram um carro esportivo a gasolina em um modelo elétrico com 400 cavalos.

Carro elétrico: por uma estratégia brasileira

O país precisa acelerar sua trajetória para fazer o carro elétrico uma realidade. É o que prega a publicação Estratégia de implantação do carro elétrico no Brasil, do Fórum Nacional Instituto Nacional de Altos Estudos (INAE), entidade dirigida pelo economista João Paulo dos Reis Velloso. O documento reúne textos de uma série de especialistas que abordam temas como os veículos elétricos e as ações do Ministério da Ciência e Tecnologia; Veículo elétrico, políticas públicas e o BNDES: oportunidades e desafios; Mobilidade elétrica no Brasil, uma opção de futuro; e Carro elétrico: desafio e oportunidade para o Brasil.
“É chegado o momento de o Brasil acordar para o fato de que está atrasado na corrida para o Carro Elétrico, quando deveria estar na vanguarda – como fez em relação ao carro a etanol”, comenta João Paulo dos Reis Velloso, coordenador da publicação, citando dados do Ministério do Meio Ambiente que mostram que o caro e a motocicleta são os grandes responsáveis pela poluição nas cidades brasileiras.
Segundo estes dados, “a frota de carros e motocicletas emite 40 vezes mais CO (Monóxido de Carbono) do que a frota de ônibus urbano”. “Em 2009, as emissões de CO por parte de carros e motos corresponderam a 83% do total desse gás… Os ônibus responderam por 2%”. “E o número de usuários foi equivalente.” O coordenador da obra também destaca outra vantagem dos veículos elétricos: a eficiência energética. (ambienteenergia)

Brasil vê 1º carro movido a etanol e eletricidade

Montadora Obvio!, vendida ao fundo inglês Capadoccia, apresentou em 05/11/10 no seu País seu equipado com motor desenvolvido na Inglaterra.
"Protótipo. Motor do Obvio 828H foi desenvolvido com a ajuda de engenheiros brasileiros"
O governo Lula deve deixar para a equipe da presidente eleita Dilma Rousseff o programa de incentivo aos veículos elétricos e híbridos. Após idas e vindas, com direito até a evento de anúncio suspenso cinco minutos antes do horário previsto - em maio -, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se posicionou sobre um projeto nacional.
Em visita na semana passada ao Salão do Automóvel em São Paulo, Lula entrou em alguns dos 20 modelos híbridos e elétricos expostos no evento e ainda ganhou, em regime de comodato, um Ford Fusion híbrido, movido a gasolina e eletricidade.
Mas, enquanto a definição do programa não vem, grupos empresariais antecipam anúncios de projetos por acreditarem que o Brasil precisa estar na rota da eletrificação veicular. Hoje à noite, em evento no Consulado Britânico, em São Paulo, o grupo inglês de investimento Capadoccia, que recentemente adquiriu a empresa brasileira Obvio!, apresenta o 828H, minicarro híbrido que terá eletricidade gerada por um motor a etanol.
É o primeiro motor com essa tecnologia no mundo. Até agora, os modelos disponíveis em diversos países operavam com gasolina ou diesel. O propulsor foi desenvolvido na Inglaterra, com ajuda de engenheiros brasileiros. É um motor de alta eficiência que vai gerar energia para carregar a bateria elétrica, que também pode ser carregada na tomada. Se fosse vendido hoje, o 828H custaria entre R$ 150 mil e R$ 200 mil.
O evento de hoje é dirigido a um grupo de 200 pessoas, a maioria empresários britânicos que atua no País e também pilotos e organizadores da Fórmula 1. É a primeira vez que o carro, já visto em salões nos EUA, será mostrado em um evento no País. 'Temos grande interesse no desenvolvimento de tecnologias para diminuir os níveis de emissão de carbono', diz John Doddrell, cônsul em São Paulo.
Será lançado durante o evento um sistema de geração de energia sem fio desenvolvido pelo grupo Halo. O Capadoccia anuncia ainda parceria com a Gevco, empresa pertencente ao grupo inglês Lotus, que está desenvolvendo uma família de carros elétricos, um deles compacto para quatro pessoas, chamado de e-City. Futuramente, o modelo também poderá ser fabricado no Brasil a preços bem mais competitivos que o 828H, diz Ricardo Machado, presidente da Obvio!.
'Aguardamos a decisão do governo sobre um programa de incentivos à eletrificação', informa Machado. Os governos de todos os países que estão lançando carros elétricos oferecem incentivos para a compra.
O Capadoccia tem planos de montar uma fábrica no Brasil, mas, sem medidas governamentais, poderá ir para o México.
Fábrica. Outra iniciativa é a do empresário Eike Batista, da EBX. Ele anunciou que vai construir uma fábrica de carros elétricos no Porto do Açu, no Rio de Janeiro. Disse que já existem negociações com fornecedores de tecnologia japoneses e europeus e que a ideia é iniciar a produção em até quatro anos. O investimento estimado é de US$ 1 bilhão.
Mais uma empresa a manifestar interesse foi a Oxxor Motors, que assinou acordo de intenções com a Prefeitura de Campo Largo (PR). A Mitsubishi do Brasil mostrou em várias eventos e também ao presidente Lula um compacto elétrico feito pela marca no Japão, o i-MiEV e não descarta a produção local no futuro.
No Consulado também serão expostos modelos de alto luxo das marcas inglesas Aston Martin, Mini, Jaguar e Land Rover. 

SP terá ônibus movido a etanol a partir de maio

São Paulo vai implementar a primeira frota do país com ônibus movidos a etanol aditivado na tentativa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e cumprir a meta de chegar a 2018 com toda a frota de transporte público movida a combustíveis renováveis.
O protocolo de intenção assinado em 23/11/2010 prevê que o município terá 50 veículos adaptados para rodar com este combustível, a partir de maio de 2011.
O convênio foi firmado entre prefeitura, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a fabricante dos ônibus Scania, a fornecedora de etanol Cosan e a operadora Viação Metropolitana.
O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab não informou o montante necessário para implementar o programa. Disse apenas que parte dos recursos para custear a adaptação dos ônibus virão das multas aplicadas aos veículos que foram reprovados na inspeção veicular.
"O recurso virá de um programa ambiental para outro programa ambiental", disse. Ele acrescentou que a iniciativa corrige falha grave na cidade que, apesar da grande frota movida a etanol, ainda não usa o combustível no transporte público.
Prefeitura e empresas não quiseram falar sobre o custo de implantação do projeto. O presidente da Unica Marcos Jank apenas ponderou que o compromisso firmado com a prefeitura prevê que o preço do etanol usado nestas 50 unidades não deve superar o do diesel.
Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) indica que o preço médio do diesel em novembro em São Paulo é de R$ 1,99 por litro.
A prefeitura espera que 100% da frota de transporte público utilize combustíveis renováveis até 2018, de acordo com meta prevista em lei. "Mas nossa expectativa é que a maior parte destes veículos seja movida a etanol", disse Jank, acrescentando que a frota municipal de transporte público tem 15 mil ônibus.
Segundo Jank, a medida representa o ponta pé inicial da lei municipal de mudança do clima, porque este combustível permite reduzir em até 70 por cento as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa, em relação ao diesel. Ele explicou que se tratam de veículos com motores a diesel que são adaptados para rodar com a mistura de etanol e aditivo.
A Cosan, maior grupo de açúcar e etanol do Brasil, ficará responsável pelo fornecimento e distribuição do combustível. "Nosso objetivo é viabilizar o projeto da prefeitura", disse Mark Lyra, diretor de novos negócios da companhia, sem especificar o custo da operação.
O diretor da Cosan estima que os 50 veículos consumirão mensalmente cerca de 300 mil litros do combustível, que será composto por 95 por cento de etanol e 5 por cento do aditivo promovedor de ignição, atualmente importado, mas que segundo ele, no futuro será produzido no país.
A Scania vai fabricar os ônibus na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo. A empresa já fornece veículos deste tipo para a Suécia, que conta com frota movida a etanol desde a década de 90. A capital sueca tem hoje mais de 700 ônibus que rodam com este combustível. A Suécia é o maior importador europeu do biocombustível brasileiro, segundo a Unica.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Soluções para pesquisa sobre etanol

Bioenergia: soluções para pesquisa sobre etanol de segunda geração
Da Agência Ambiente Energia - O segmento de etanol de segunda geração está na mira da Acatec, que representa no Brasil fornecedores dos Estados Unidos e do Canadá de soluções de análise científica para esta área. Com foco em centros de pesquisas e laboratórios de universidades brasileiras que estudam a produção de etanol celulósico, a empresa estima fechar este ano com um faturamento 30% maior. A empresa também fabrica instrumentos para análise de teor de sacarose da cana-de-açúcar, voltados para usinas de produção de açúcar e álcool.
“Hoje, muitas universidades estão fazendo pesquisas sobre combustível de segunda geração, produzido a partir de fibras de vegetais”, comenta Affonso Celso de Aquino, diretor da Acatec, empresa fundada em 1971, que acompanhou de perto a evolução do programa brasileiro Proalcool. Um dos principais clientes da Acatec é o Centro de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), para o qual já negociou um conjunto de equipamentos, entre eles o chamado filtro semi-industrial voltado para pesquisa do etanol de segunda geração.
Fabricado pela Pope Scientific, dos Estados Unidos, o equipamento chamado de Nutsche permite reter partículas sólids nos processos de aprimoramento de novas tecnologias para a produção de etanol, como a hidrólise do bagaço e o uso da palha para a produção de energia. “O CTBE é um dos principais parceiros tecnológicos da Acatec. É um centro de referência para pesquisas sobre etanol de segunda geração, cujos resultados, certamente, chegarão depois para as indústrias”, comenta o executivo, de olho também nas oportunidades de negócios oferecidades pelos laboratórios de universidades federais.
Outro produto da Pope Scientific que a Acatec representa no Brasil é o reator piloto para produção semi-industrial, indicado para decomposição da estrutura celular da matéria orgânica, que trabalha com maiores volumes de materiais analisados. O catálogo de produtos da Pope conta ainda com evaporadores e destiladores utilizados após o processo de fermentação para separar as substâncias usadas para pesquisa e produção do biocombustível.
A empresa também representa a norte-americana Parr Instrument Company, fabricante de reator de laboratório, que desempenha função similar ao do produto da Pope, só que trabalhando com um menor volume de material orgânico analisado. Da Conviron, do Canadá, a Acatec forne no Brasil câmaras de crescimento de plantas, equipamentos que fazem testes de temperatura, luminosidade e umidade nas pesquisas para o desenvolvimento e avaliação da eficiência de novas cultivares. A empresa também fornece produtos da norte-americana Spex.
Além de representar fabricantes mundiais de vários setores como o de biocombustíveis, petroquímico, petrolífero, automobilístico, alimentício e farmacêutico, por exemplo, a Acatec fabrica sacarímetros e refratômetros, soluções utilizadas para a análise do teor de sacarose da cana-de-açúcar e da qualidade do açúcar após o processo industrial. A empresa tem uma base de mil equipamentos instalados em usinas de açúcar, etanol e destilarias do país. “São produtos que auxiliam na qualidade da cana”, diz o executivo. (ambienteenergia)