terça-feira, 20 de março de 2012

Protestos mundial contra a energia nuclear

Protestos em todo o mundo contra a energia nuclear marcam um ano do acidente de Fukushima
Ativistas antinucleares fazem protesto em 17 países – Um ano depois do acidente na Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, os manifestantes realizaram neste domingo uma corrente humana em mais de 100 cidades. No Rio, a mobilização ocorreu em Ipanema, na zona sul da capital, e reuniu cerca de 40 pessoas. Alguns ativistas tinham os rostos pintados de caveiras em alusão às mortes causadas por acidentes nucleares, como o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, quando mais de 4 mil pessoas foram contaminadas e dezenas morreram.
Um ano depois do acidente na Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, ativistas antinucleares de 17 países realizaram em 11/03/11 uma corrente humana em mais de 100 cidades. No Rio, a mobilização ocorreu em Ipanema, na zona sul da capital, e reuniu cerca de 40 pessoas. Alguns manifestantes tinham os rostos pintados de caveiras em alusão às mortes causadas por acidentes nucleares, como o de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, quando mais de 4 mil pessoas foram contaminadas e dezenas morreram
Na Alemanha, país que decidiu abandonar progressivamente a energia atômica, após o terremoto e o tsunami que destruíram os reatores de Fukushima, cerca de 3.000 pessoas fizeram um círculo em torno da central de Brokdorf (norte), segundo os organizadores. Protestos também foram observados perto dos reatores alemães de Gundremmingen (sul), Neckarwestheim (sul) e Grohnde (norte).
“Em vários países está havendo uma revisão da política energética. Na Alemanha, por exemplo, fecharam usinas e desistiram de construir novas. Queremos mobilizar a sociedade e pressionar o Congresso brasileiro para não aprovar as futuras usinas que o governo quer construir no Nordeste. Temos sol, vento e biomassa de sobra e não precisamos dessa energia suja que gera lixo atômico”, defendeu Pedro Torres, coordenador da campanha de clima e energia da organização não governamental Greenpeace no Brasil.
O grupo está reunindo assinaturas em todo o país para um projeto, a ser apresentado ao Congresso, pedindo o fechamento das usinas nucleares Angra 1 e 2, a suspensão das obras de Angra 3 e a desistência das usinas programadas para serem criadas no Nordeste.
Cartazes pediam à chanceler alemã, Angela Merkel, que não financie empresas de reatores nucleares em outros países. “Cobramos do governo alemão que se mantenha coerente com sua política energética nacional. Se lá a energia nuclear não serve, eles não devem incentivar essa energia no país dos outros”, disse Torres.
Em Angra do Reis (RJ), as manifestações começam na noite de ontem (10), com vigília nas usinas Angra 1 e 2.
"Este é um ato em memória do acidente, mas também para cobrar medidas concretas em relação aos problemas relativos ao plano de emergência no caso das usinas de Angra e fazer uma campanha para que o mundo deixe de utilizar energia nuclear", disse o representante da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sape), Rafael Ribeiro.
Segundo ele, a Comissão Nacional dos Trabalhadores em Energia Nuclear faz uma série de críticas sobre a necessidade de atualização tecnológica dos reatores das usinas de Angra. “Além disso, a Rodovia Rio-Santos, que é nossa principal rota de fuga, tem dezenas pontos de deslizamento de terras O hospital de Praia Brava, que é referência, fica tão próximo do reator que em caso de acidente terá de ser evacuado”.
Além do Rio e de Angra, ocorreram manifestação em São Paulo (SP), Manaus (AM), Caetité (BA), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), João Pessoa (PB) e Recife (PE).
Cerca de 2% da matriz energética brasileira vêm das usinas nucleares. A principal fonte de energia, gerada por usinas hidrelétricas, responde por 66,91% da capacidade instalada do país. O restante é formado por 1,22% de eólicas, 0,18% das centrais geradoras, 26,67% de termelétricas e 3,3% de pequenas centrais hidrelétricas. (EcoDebate)

Tóquio pede fim de usinas nucleares

Passeata em Tóquio pede fim de usinas nucleares após tragédia em Fukushima
Milhares de japoneses pediram neste domingo em Tóquio o fim do uso da energia atômica no primeiro aniversário do acidente na usina nuclear de Fukushima, que despertou o fantasma da radioatividade no país e mantém mais de 80 mil pessoas longe de suas casas.
O foco dos protestos contra a energia nuclear foi o parque de Hibiya, em Tóquio, onde japoneses de todas as idades se reuniram trazendo chamativos cartazes.
A chamada “Grande Marcha de Tóquio” começou pouco depois que a multidão reunida prestou uma homenagem às vítimas com um minuto de silêncio na mesma hora em que há um ano aconteceu o terremoto de 9 graus na escala Richter, gerando um tsunami que tirou a vida de mais de 19 mil pessoas.
Em meio a uma forte presença policial que acompanhou de perto a passeata pelo distrito comercial de Ginza e a área de ministérios de Kasumigaseki, os participantes (45 mil segundo os organizadores e 6,8 mil segundo a polícia) foram divididos em grupos para não entupir as ruas em uma tarde ensolarada.
“Com Fukushima já tivemos o bastante”, disse à Agência Efe Yuta Ito, de 24 anos e um dos que levou à marcha um cartaz pelo fim das usinas nucleares.
“Deveriam fechar todas as usinas nucleares. No Japão temos tecnologia para criar novas fontes de energia, mas o governo prefere a nuclear porque é mais barata”, afirmou.
A crise nuclear levou ao decreto de uma zona de exclusão de 20 quilômetros em torno da usina de Fukushima Daiichi por conta da alta radiação, o que demandou a evacuação de todos os municípios dessa área, enquanto dezenas de milhares de pessoas abandonaram as regiões mais afastadas que também foram afetadas pela radioatividade.
Após o acidente nuclear, 52 dos 54 reatores nucleares do Japão foram fechados por segurança ou revisões rotineiras, o que disparou as importações de hidrocarbonetos e deu origem a apelos para um consumo responsável, amplificando as vozes que reivindicam fontes de energia alternativas.
Neste domingo, o primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, indicou em entrevista coletiva que após avaliar os resultados dos testes de segurança se consultará com as autoridades locais para analisar a possível reabertura das usinas, embora tenha evitado estabelecer uma data.
Após Fukushima, o governo japonês indicou que reduzirá sua dependência da energia nuclear, mas as autoridades ainda não elaboraram um plano nem estabeleceram objetivos concretos.
Os manifestantes levavam cartazes que responsabilizavam diretamente a operadora da usina afetada, Tepco, e o gabinete de Noda pela tragédia nuclear, enquanto outros denunciavam a contaminação de alimentos e pediam a proteção da população, sobretudo as crianças.
No ano passado foram detectados na região próxima à usina carregamentos de carne, chá e cereais contaminados e, apesar da fiscalização que está sendo efetuada, muitos consumidores ainda olham com desconfiança para os alimentos produzidos na área.
Para atenuar os temores, em 1º de abril entrarão em vigor limites mais rigorosos para os alimentos como carne, legumes e pescado, cuja taxa máxima de césio radioativo não poderá superar os 100 bequeréis por quilo, um limite cinco vezes menor do que o atual.
“O que mais me preocupa são os alimentos. Não acho que se possa dizer que são 100% seguros”, indicou à Efe Takeda, de 36 anos e integrante do coletivo “Jovens contra as usinas nucleares”.
Ao término da manifestação, os participantes se reuniram em torno do edifício da Dieta (Parlamento japonês) para formar uma cadeia humana e pedir ao governo que abandone a energia atômica.
Inúmeros policiais vigiavam o estreito espaço pelo qual passava a longa fila, cujos integrantes levavam velas e pedidos para o Executivo.
Em dezembro do ano passado, o governo decretou que os reatores de Fukushima estavam em “parada fria”, abaixo dos 100 graus centígrados, mas cerca de 3 mil trabalhadores ainda se esforçam todos os dias para manter a estabilidade e evitar vazamentos antes de retirar o combustível nuclear e desativar os reatores.
Estima-se que para extrair todo o combustível serão necessários aproximadamente 25 anos, aos quais será preciso somar outros 15 para fechar a usina. (EcoDebate)

Pesadelo nuclear de Fukushima não acabou

A tragédia ocorrida no Japão em 11 março de 2011 completou um ano, e colocou em evidência mais uma vez, as grandes questões que ainda não foram respondidas pela área nuclear.
A primeira delas é o alto fator de insegurança na operação de usinas nucleares e os riscos de desastres relacionados a vazamentos de material radioativo, quase que invariavelmente de consequências dramáticas, espalhando radioatividade no ar, na terra e na água. A segurança dos reatores nucleares, já foram seriamente abaladas com os desastres de Three Mile Island (nos Estados Unidos), Chernobyl (na ex-União Soviética) e agora de Fukushima (no Japão). Com outras tecnologias para produzir eletricidade também podem ocorrer acidentes (como incêndios ou ruptura de barragens em reservatórios de usinas hidroelétricas), mas os acidentes nucleares, devido à liberação de radiação, são infinitamente mais perigosos à vida humana/animal e a natureza. Este último no Japão, mostrou que mesmo em um país altamente desenvolvido e bem preparado tecnologicamente, com nível científico elevado de seus especialistas, desastres e falhas tecnológicas podem acontecer. Os riscos de acidentes nucleares existem e quando acontecem são devastadores. Daí para evitar este risco o caminho é não instalar estas usinas.
Outra questão de caráter econômico é o fato da eletricidade nuclear ser mais cara que outras formas de produzir eletricidade. A geração nucleoelétrica é uma tecnologia complexa e cara, e que fica ainda mais cara e deixa de ser competitiva em relação a outras fontes de energia devido aos gastos para melhorar o desempenho e a segurança das usinas. De modo geral, somente empresas estatais constroem reatores nucleares, ou empresas privadas com fortes subsídios governamentais. E aí esta o “nó” para esta indústria que depende enormemente de altos investimentos vindo dos cofres públicos. No Brasil um reator de 1.300 MW tem seu custo inicial avaliado em 10 bilhões de reais.
E finalmente a questão não resolvida de armazenamento do “lixo nuclear”. Nenhum país conseguiu até hoje equacionar definitivamente o problema da destinação dos resíduos perigosos (altamente radioativos) produzidos nas reações nucleares, que em geral se acumulam nas próprias usinas (como em Angra 1 e 2; e projetada para Angra 3). Estes resíduos continuam ativos por milhares de anos, criando assim também um problema ético, pois a geração presente se beneficia dos serviços prestados pela eletricidade, e acabam legando as gerações futuras os resíduos radioativos.
Diante das evidências, tristemente constatadas em Fukushima no ano passado envolvendo a emissão de material radioativo para o meio ambiente, provocando a retirada de mais de 100 mil pessoas, ainda resta muito a fazer para acabar de vez com esta tragédia. O chamado programa de descontaminação iniciado recentemente, prevê reabilitar uma área de 20.000 km2 da região mais exposta a precipitação radioativa, e assim possibilitar o retorno das pessoas que de lá foram retiradas. Serão liberados pelo governo japonês 13 bilhões de dólares para esta finalidade. Estima-se que no caso dos reatores 1,2 e 3 o combustível fundido será retirado em prazo próximo a 25 anos, e que somente depois, estas unidades serão desmanteladas (descomissionadas), o que deverá levar mais 15 anos. Ou seja, as unidades da central de Fukushima Daiichi somente se tornarão um mausoléu definitivo para a posteridade em 2052. Lembrando que todo este trabalho ao longo dos próximos 40 anos será realizado na maioria por operários que trabalharão em ambiente de alta radioatividade.
A catástrofe em território japonês foi um grande exemplo/aviso para o mundo, contribuindo efetivamente para o aumento da desconfiança na indústria nuclear. Como consequência aumentou a rejeição da opinião pública global ao uso da energia nuclear, e vários países entenderam este alarme e anunciaram o cancelamento dos seus programas nucleoelétricos. Pesquisas de opinião pública realizadas em países que já tem usinas nucleares, o Brasil incluído, indicaram que 69% dos entrevistados rejeitam a construção de novas usinas. No Brasil 79% dos entrevistados dizem se opor a construção destas usinas.
Não há, portanto, razões para investir mais em energia nuclear no Brasil. Para garantir a segurança energética o país dispõe de recursos renováveis abundantes e diversos que podem atender a uma demanda eficientizada, sem desperdícios e com geração descentralizada, além da complementariedade entre as diversas fontes energéticas. (EcoDebate)

Evacuação de Tóquio devido à contaminação

Fukushima: Governo japonês considerou hipótese de esvaziar Tóquio devido à contaminação nuclear
Às vésperas de os acidentes nucleares no Japão completarem um ano, um relatório informa que o governo japonês considerou a possibilidade de esvaziar a capital do país, Tóquio. O documento foi elaborado durante inquérito feito por um painel independente. De acordo com os peritos, integrantes do governo temiam que o desastre levasse ao colapso de uma série de usinas nucleares.
Em 11/03/12 fez um ano que houve um terremoto seguido por tsunami, o que levou a uma série de explosões e vazamentos nucleares, na região de Fukushima, no Nordeste do Japão. Em decorrência dos acidentes nucleares, o país mergulhou em uma crise interna: houve troca de autoridades no primeiro escalão, promessas de revisão do programa nuclear e mudanças na legislação.
Na ocasião dos acidentes, o então primeiro-ministro japonês Naoto Kan determinou que os trabalhadores permanecessem na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, danificada pelo tsunami, enquanto minimizava os riscos. A investigação foi feita por um painel formado por 30 professores universitários, advogados e jornalistas. O trabalho durou seis meses e envolveu mais de 300 entrevistas.
O atual primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, os ministros a fim de que orientem os moradores das cidades vizinhas à usina para que retornem às suas casas. Desde o terremoto seguido por tsunami, no ano passado, muitas famílias que tiveram de abandonar suas casas vivem em abrigos provisórios.
De acordo com os dados oficiais, quase um ano depois dos acidentes nucleares, cerca de 160 mil pessoas da região de Fukushima ainda vivem de forma provisória. Na tentativa de retomar a normalidade, Noda quer que os prefeitos das cidades vizinhas à usina se unam e troquem informações em busca de medidas para melhorar a situação. (EcoDebate)

domingo, 18 de março de 2012

Toyota Aqua o híbrido mais eficiente do mundo

Toyota Aqua chega ao Japão como o híbrido mais eficiente do mundo
 A Toyota não parou no Prius V, a versão monovolume de seu famoso híbrido. Ela está lançando no Japão o Aqua, um compacto híbrido que será vendido em outros mercados como Prius C (de “compacto”), que já é apontado como um dos híbridos mais eficientes do mundo.
Isso porque o ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão avaloiu o consumo do modelo, e segundo sua noma JC08 o Aqua cravou 35,4 km/l, e 40,0 km/l dentro do ciclo de teste MLIT 1015.
O compacto é equipado com um combinado motor elétrico de 45 kW (61 cv) e um propulsor a combustão 1.5 litro do ciclo Athikinson (mais eficiente mas nem tão potente) que gera 54 kW (73 cv), com os motores em uso combinado a potencia máxima é de 73 kw (99 cv). As baterias são de óxido de níquel.
No Japão os preços do Toyota Aqua partem dos 1,69 milhões de yens, o equivalente a 35 mil reais. A Toyota espera comercializar 12 mil unidades por mês no país de origem. (motorpasion)