segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Ônibus a energia solar australiano tem tarifa gratuita

Ônibus australiano movido a energia solar tem tarifa gratuita
Eles existem mesmo! Os ônibus movidos à energia solar, além de colaborarem para um mundo mais sustentável, também não cobram tarifa dos seus passageiros. Já imaginou andar num ônibus movidos à energia solar, totalmente ecológico, sem precisar desembolsar um centavo sequer? Na Austrália esse sonho já é realidade.
Batizado de Tindo, que quer dizer “sol”, o ônibus movido à energia solar que não cobra passagem, também oferece ar-condicionado e Wi-Fi aos passageiros. Com capacidade para transportar até 40 pessoas sentadas, o ônibus movido à energia solar é parte da frota da Adelaide Connector Bus, uma das maiores companhias de transporte público da cidade de Adelaide, na Austrália.
A Adelaide Connector Bus é a primeira empresa do mundo a colocar para circular nas ruas um ônibus movido à energia solar, garantindo tarifa zero para quem utiliza o transporte. Os ônibus são equipados com placas solares fotovoltaicas que são fornecidas pelo Estado.
O Tindo já circulou mais de 60 mil quilômetros, e com isso economizou 14 mil litros de diesel, salvando o meio ambiente de 70 toneladas de gases que poluem a atmosfera. O ônibus movido à energia solar tem autonomia para rodar cerca de 200 quilômetros em condições climáticas consideradas normais. O mecanismo de freio também ajuda a aproveitar a energia do veículo, o ônibus movido à energia solar possui um sistema de frenagem regenerativa, que transforma o impacto dos freios em energia, economizando cerca de 30% do consumo.
Enquanto isso, aqui no Brasil, pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina também desenvolveram um ônibus movido à energia solar. O transporte coletivo sustentável deve começar a circular em dezembro de 2016. O ônibus movido à energia solar foi idealizado para funcionar como uma estação de trabalho móvel, com direito até a Wi-Fi, para o deslocamento diário de professores e alunos entre o campus da Trindade e o laboratório no Norte da Ilha, no Sapiens Parque, que fica no bairro Canasvieiras.
No teto do ônibus movido à energia solar, baterias de lítio irão armazenar a energia gerada pelas placas solares fotovoltaicas instaladas nos telhados do Centro de Pesquisa. Com tração elétrica, o veículo tem autonomia para andar até 70 quilômetros sem recarga e irá percorrer 200 quilômetros por dia. Tudo isso sem gerar gases poluentes que prejudicam o meio ambiente.
Além do Wi-Fi, o ônibus movido à energia solar de Florianópolis também tem mesas de escritório, de reunião, e tomadas. Além disso, os futuros passageiros desse ônibus podem comemorar, pois assim como o Tindo da Austrália, o ônibus vai circular com tarifa zero, ou seja, será totalmente gratuito.
O projeto do ônibus movido à energia solar brasileiro custou R$ 1 milhão e recebeu o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. A ideia e execução do ônibus movido a energia solar é parte de um conjunto de ações do Programa Tecnologias para Cidades Sustentáveis da Secis (Secretaria Cidade Sustentável), que tem como principal objetivo fortalecer o domínio e a presença das tecnologias relacionadas à energia fotovoltaica em território brasileiro. Vamos torcer para que os ônibus movidos à energia solar evoluam cada vez mais, e quem sabe, se tornem um projeto mais viável a ponto de ser uma realidade para todos os brasileiros. (portalsolar)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

BNDES capta US$ 750 mi para energia sustentável

BNDES capta recursos de US$ 750 mi para energia sustentável
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) formalizará com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) Convênio de Linha de Crédito Condicional para o Financiamento a Investimentos Produtivos e Sustentáveis, no valor de até US$ 2,4 bilhões. A primeira operação, aprovada esta semana, será de US$ 750 milhões, para o Programa de Financiamento para Energia Sustentável, que terá garantia do governo brasileiro.
Os recursos da primeira captação de US$ 750 milhões têm como destino o financiamento a projetos de infraestrutura sustentável, que já fazem parte da carteira do BNDES, com foco no aumento da participação de energia renovável alternativa — eólica, solar e biomassa — na matriz energética brasileira e em eficiência energética.
A captação terá contrapartida local de até US$ 150 milhões. Os projetos apoiados pelo Banco contribuirão para o cumprimento das metas de redução de gases de efeito estufa do Brasil perante a Convenção da ONU sobre Mudanças do Clima e do Acordo de Paris.
O programa para energia sustentável oferece prazo e taxas que atendem aos fluxos necessários dos investimentos. O BNDES terá prazo de desembolso de até quatro anos da data de assinatura do contrato, carência de 54 meses, e taxa de juros baseada na LIBOR de três meses, acrescida da margem aplicável para empréstimos do capital ordinário do BID.
Produtividade – Os recursos do Convênio de Linha de Crédito Condicional, de US$ 2,4 bilhões, com prazo de utilização de 10 anos, financiarão projetos privados que visem aumento da produtividade brasileira nos setores de infraestrutura, energia sustentável, e nos investimentos das pequenas e médias empresas.
Os valores serão repassados às empresas pelo BNDES, contribuindo para a diversificação e ampliação de suas fontes de financiamento. Ainda não há data prevista para as demais captações, que serão formalizadas por meio de contratos individuais.
Diversificar fontes – A política de captação de recursos do BNDES junto aos diversos organismos financeiros internacionais tem como objetivo principal diversificar as fontes do Banco e compor um orçamento apropriado para suas operações de crédito. Nesse contexto, o relacionamento entre o BNDES e o BID tem papel de destaque na atuação junto a organismos internacionais.
O BID é historicamente o principal credor internacional do BNDES, cuja parceria teve início na década de 60. Até 2010, foram celebrados 21 contratos de empréstimo entre as instituições, no valor histórico que ultrapassa os US$ 8 bilhões. Os contratos mais recentes tiveram por objetivo apoiar operações de micro, pequenas e médias empresas no âmbito do segundo Convênio de Linha de Crédito Condicional. (ambienteenergia)

Sul registrou maior participação de renováveis em 2015




Sul registrou maior participação de renováveis na matriz em 2015, diz MME.
SE e NE apresentaram déficit na produção em relação ao consumo de energia de 48% e 11%, respectivamente.
O Sul é a região com maior participação de fontes renováveis na matriz elétrica com 92% em 2015, de acordo com o boletim “Matrizes Elétricas Estaduais – ano de referência 2015”,  da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia. Em segundo lugar vem o Centro-Oeste, com 87%, seguido da região Norte, com 86%, e do Nordeste, com 56%. O menor percentual de renováveis está na região Sudeste, com 55%. No total Brasil, a energia renovável alcançou 74% da matriz.
A publicação do MME mostra que o Sudeste e o Nordeste apresentaram déficit na produção de energia em relação ao consumo de 48% e 11%, respectivamente. Nas demais regiões, foram registrados superávit de 85% (Norte), de 73% (Sul) e de 43% (Centro-Oeste).
Segundo o ministério, de 2000 a 2015, o numero de estados com superávit de energia elétrica aumentou de seis para 15, o que mostra uma matriz elétrica mais diversificada e uma malha de transmissão mais robusta, capaz de promover o intercâmbio entre as regiões sem comprometimento do suprimento. Nesses 15 anos, o Nordeste registrou taxa média de crescimento anual do consumo de energia elétrica residencial per capita de 3,3%, a maior do país. O sudeste teve o menor índice, com 0,6% em média.
A publicação também revela que, no Norte, a indústria tem maior participação no consumo de energia elétrica, com 48%,  com peso especial da indústria de alumínio, alumina e de não ferrosos, no estado do Pará. No Centro-Oeste, o destaque é o setor de serviços, com 31%, influenciado pela participação de 53% desse setor no Distrito Federal. (canalenergia)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Revolução Energética

O Brasil tem plenas condições de chegar a 2050 com uma matriz energética de energias 100% renováveis.
Nosso país pode chegar a 2050 com uma matriz energética 100% renovável, criando novos postos de trabalho, melhorando a qualidade do ar e a vida de milhões de pessoas e ajudando a combater as mudanças climáticas. O caminho para esse Brasil passa por fazer uma [R]evolução na nossa forma de gerar e consumir energia nos próximos anos.
E esse caminho é apresentado pelo relatório [R]evolução Energética de 2016. Elaborado pelo Greenpeace Brasil a cada três anos com a colaboração de um grupo de especialistas de renome, a edição mais recente é a primeira a propor um cenário com 100% de fontes renováveis até a metade deste século.
O Brasil da [R]evolução Energética tem uma matriz energética mais diversificada e dá mais autonomia para a população urbana, que gera sua própria energia e, ainda, tem cidades com melhor mobilidade. Para as comunidades tradicionais e populações indígenas, esse futuro garante o respeito a seus diretos e dá a segurança de que não serão impactados por grandes obras – como as hidrelétricas propostas atualmente para o abastecimento de eletricidade do país.
Desde o Acordo de Paris, resultado da Conferência do Clima das Nações Unidas de 2015, o Brasil tem o compromisso de cortar suas emissões de gases de efeito estufa e descarbonizar sua economia durante a segunda metade deste século.
É por isso que o [R]evolução Energética se faz importante no cenário nacional.
Para mostrar como o Brasil pode alcançar 100% de energia renovável em 2050, o [R]evolução Energética considera algumas premissas e princípios em seu cenário:
- Eliminação do uso de todos os combustíveis fósseis na matriz energética, zerando as emissões do setor;
- Eliminação do uso da energia nuclear e de novos projetos hidrelétricos no bioma Amazônia;
- Implementação de soluções renováveis, com a priorização de novos projetos de energia solar e eólica, incluindo sistemas de geração de energia descentralizados;
- Respeito ao meio ambiente na construção de projetos energéticos;
- Consideração dos impactos sociais, causados por grandes obras, nas comunidades tradicionais e povos indígenas, causados por grandes obras. E respeito aos direitos constitucionais e humanos;
- Fim da dependência dos combustíveis fósseis para o crescimento econômico. (greenpeace)

Dificuldades de armazenamento das energias renováveis


O Pico do Lítio e as dificuldades de armazenamento das energias renováveis.

Ao contrário dos combustíveis fósseis que podem ser estocados, as energias eólica e solar precisam ser consumidas assim que produzidas, pois o armazenamento em baterias é muito caro. O alto preço das baterias dificulta a difusão das energias renováveis.
A esperança está nas baterias de Íons de Lítio, que apresentam grande vantagem quanto a sua densidade de energia, uma vez que o lítio é um elemento altamente reativo. O lítio (Li) é um dos metais mais leves na Terra. Este tipo de bateria já é utilizado em larga escala em equipamentos eletrônicos, como nos telefones celulares. Assim, tem sido viável baterias pequenas e leves que fazem funcionar uma ampla gama de aparelhos eletrônicos.
Como a crescente demanda de lítio, os impactos da mineração estão afetando comunidades onde a extração nociva ocorre, comprometendo o seu acesso à água. Os níveis atuais de reciclagem de lítio são muito baixos. No caso das pilhas, isto equivale a cerca de 5% das baterias de lítio-íon colocados no mercado europeu. A maior parte das baterias de lítio é despejado em aterros ou incinerados.
Além das baterias dos dispositivos eletrônicos o maior uso do lítio virá das baterias dos carros elétricos. Com a expectativa de mais de um milhão de veículos elétricos (EVs) que devem entrar em circulação no mundo até o final de 2016, podemos esperar um forte crescimento na demanda das baterias de Íons de Lítio.
Artigo de Tam Hunt (02/06/2015) estima a produção de 100 milhões de carros elétricos por ano até 2040. Se este número for alcançado e os requisitos básicos da bateria não mudar muito, o mundo precisaria de cerca de 800.000 toneladas métricas de lítio em 2040, apenas para a produção de baterias dos carros elétricos e não inclui os muitos outros usos do lítio.
O Serviço Geológico dos EUA produziu uma estimativa de reservas de lítio no início de 2015, em algo como 39,5 milhões de toneladas métricas de “recursos”, que é uma categoria menos firme do que “reservas”. “Recursos” incluem suprimentos que seria exequível exploradas de forma rentável em algum momento no futuro, enquanto as reservas estimativas referem-se a atual viabilidade econômica. As maiores reservas estão na Bolívia e no Chile.
Para acompanhar o crescimento da produção atual, as reservas conhecidas seriam suficientes para cerca de 365 anos de produção global que está em cerca de 37 mil toneladas por ano. Mas se a produção de carros elétricos deslanchar, o fornecimento de lítio de 365 anos seria reduzido para 17 anos.

Ou seja, se houver uma revolução na matriz energética e as baterias de Íons de Lítio se generalizarem para os aparelhos eletrônicos, as casas e os carros, então teremos o Pico do Lítio e haverá uma escassez deste metal raro. Isto mostra que não é tão fácil avançar na revolução energética e na matriz 100% renovável.

O artigo de Tam Hunt, considera que mesmo com o avanço de possíveis substitutos do Lítio e a descoberta de novas reservas, não haverá Lítio para sustentar a produção mundial de carros elétricos e outros dispositivos. Ele conclui dizendo que “temos de fazer o nosso melhor para ficar longe de carros elétricos individuais de passageiros e investir mais no design inteligente das cidades, nas caminhadas, no ciclismo, nos trens, nos ônibus espaciais e no compartilhamento dos veículos”.

Artigo de Vikström e Davidsson (2013) mostra que se os veículos elétricos com baterias de Íons de Lítio forem extensamente usados, em vez de sermos dependentes do petróleo poderíamos tornar-nos dependentes de Lítio e das baterias de Íons de Lítio, com os recursos concentrados em dois países. O lítio é um recurso finito e a produção não pode crescer infinitamente, devido às restrições geológicas, técnicas e econômicas.
Portanto, não dá para o mundo seguir na rota do crescimento infinito em um mundo de recursos finitos. Mesmo a “economia verde” precisa respeitar os limites do meio ambiente e as fronteiras planetárias. (ecodebate)