domingo, 30 de abril de 2017

Troca de chuveiro elétrico pelo a gás é mais vantajosa

Troca de chuveiro elétrico por modelo a gás é mais vantajosa, apesar de custo de obra.
Apesar de não ser o ideal, Gilca Guedes não tem medo do aquecedor no banheiro: “Tem trava de segurança”
Qual a melhor opção para ter em casa: chuveiro elétrico ou a gás? Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 70% dos brasileiros fizeram a primeira escolha. Entretanto, embora ainda haja quem evite o gás, por medo de intoxicação, especialistas garantem que, se instalado corretamente, ele é mais vantajoso.
— Entendo que o melhor é o chuveiro com aquecedor a gás, mais econômico para o consumidor. Se for instalado de acordo com as normas, não há perigo — afirma Luiz Antonio Cosenza, primeiro vice-presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-RJ).
Para Sérgio Andolfo, supervisor técnico em Elétrica do SENAI no Rio, uma pesquisa apresentada no 5º Congresso Brasileiro de Pesquisa de Desenvolvimento de Petróleo e Gás, em 2009, mostrava que um banho de dez minutos custaria R$ 7 por mês, se o chuveiro for elétrico. No chuveiro a gás, o valor cairia para R$ 0,76. A conversão para este último modelo, porém, é mais cara.
Um estudo do Grupo de Chuveiros da Abinee e do Centro Internacional de Referência em Reuso de Água (Cirra), vinculado à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), feito no mesmo ano, no entanto, apontou o inverso. Um banho de oito minutos com chuveiro elétrico sairia por R$ 0,22 contra R$ 0,58 do modelo a gás.
— O chuveiro elétrico aquece a água mais rapidamente — justifica Carlos Alexandre, diretor do grupo.
Há quatro anos, a aposentada Gilca Guedes, de 70, optou pelo gás e viu os gastos caírem à metade.
— Se faltar luz, tem água quente — afirma. (globo)

GLP traz banho quente mais barato que energia elétrica e gás natural

GLP traz banho quente mais barato que energia elétrica e gás natural, diz Sindigás.
Estudo mostra que no RJ uso de botijão de 13 kg é 64,2% mais barato que o de energia e 67,4% inferior que o do gás natural.
Estudo feito pelo Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo mostra que o gás de botijão de 13 kg, o GLP aparece como o insumo mais barato para aquecimento de água para banho, superando a energia elétrica e o gás natural. Na comparação do banho de 60 litros de água e 10 minutos com a energia elétrica, o banho aquecido pelo GLP sai 64,2% mais barato que o promovido por energia vida da área de concessão da Light. Em São Paulo, o aquecimento da água por energia é 34,7% mais cara que o feito por GLP na área de concessão da AES Eletropaulo. No Rio de Janeiro, foi usada uma tarifa de referência da Light de R$ 0,74 por banho e um preço de referência para o GLP de R$ 0,45 por banho. Em São Paulo, a tarifa da AES Eletropaulo é e R$ 0,83 por banho e o preço do GLP é de R$ 0,62 por banho.
De acordo com o presidente do Sindigás, Sergio Bandeira de Mello, é feito um acompanhamento periódico com base no monitoramento de preços de botijão que é publicado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Combustível, abrangendo 500 municípios. Na comparação com o gás natural, o aquecimento via botijão de gás leva vantagem, ficando em São Paulo 23% mais barato, tendo como referência a tarifa da Comgás de R$ 67,71 para o botijão de 13 kg equivalente e de R$ 55,04 para o botijão 13 kg. No Rio, a variação chega a 67,4%, tomando a tarifa da CEG de R$ 90,23 para o botijão de 13 kg equivalente e a de R$ 53,91 para o botijão de 13 kg como base.
A intenção do sindicato com o estudo é desmistificar a ideia que o GLP está restrito a ficar nas cozinhas brasileiras, quando ele pode ir além. Como tem seu preço bastante acompanhado, dá um poder de barganha forte ao consumidor. Outro conceito que ele pretende derrubar é que o Gás Natural é mais barato que o GLP. "Há uma série de aquecedores de gás que operam com botijão de 13 kg. Na verdade, ele pode ser usado em uma série de outros equipamentos que não tenham um consumo altíssimo", explica Bandeira de Mello. Segundo ele, a competitividade do Gás Natural fica evidenciada para os grandes consumidores, enquanto o GLP fica forte entre os que têm consumo mais baixo, como residências, hotéis ou lavanderias.
O presidente do Sindigás alerta que os consumidores ainda não têm a percepção que o GLP pode ser usado no lugar da energia elétrica para aquecimento de água. Para ele, é muito difícil a troca da eletricidade por outra fonte de energia. A imagem das grandes hidrelétricas dá a impressão da fartura de energia barata. "Nós ainda somos viciados que energia elétrica é abundante. Hoje energia é extremamente cara para o brasileiro é não mais abundante", avisa. Ele acredita que um trabalho de divulgação, que passe pelas escolas de engenharia e arquitetura, que viabilizariam  uma mudança de comportamento.
Outro estudo feito pela Universidade de São Paulo mostra que a construção de uma casa moldada para o GLP seria mais barata que uma moldada para o uso do chuveiro elétrico. "Existe uma crença que o chuveiro elétrico é barato. Mas ele precisa de itens como o tubo e disjuntor. Já o aquecedor fica na área de serviço que é perto do fogão. Fazer o desvio custa muito pouco", esclarece.
O recente aumento no preço do GLP efetuado pela Petrobras em março não preocupa Bandeira de Mello. Classificando-as como naturais, ele almeja um mercado em que as variações usuais de preço não chamem atenção. "Os anúncios afetam o preço do produto final, mas a grande mensagem é que a gente continua extremamente competitivo", conclui. (canalenergia)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

É possível um mundo sustentado por 100% de energia renovável até 2050?

“Se você construiu castelos no ar, não pense que desperdiçou seu trabalho; eles estão onde deveriam estar. Agora construa os alicerces” - Duzentos anos do nascimento de Henry Thoreau (1817-1862).


Existe um sonho na praça que vai acirrar o debate entre os tecnófilos e os tecnofóbicos. O mundo pode ser abastecido 100% pelas energias renováveis até 2050. A lógica para tal revolução energética adviria dos altos custos ambientais da energia fóssil e da possibilidade do custo das energias renováveis (solar, eólica, geotérmica, ondas, etc.) permanecer abaixo do custo de produção dos combustíveis fósseis. Nesta situação, o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis e as próprias forças do mercado promoveriam a substituição das fontes geradoras de altos níveis de dióxido de carbono para as fontes de baixa geração de carbono.
Artigo de Thomas Overton, no site Power Mag (03/01/17), mostra que o boom das energias renováveis, impulsionado pela queda dramática dos custos, levou alguns especialistas e figuras políticas a começar a falar seriamente sobre o que outrora era ficção científica: um mundo totalmente alimentado por geração de energia renovável.
Ele questiona se é realmente viável ou econômico viabilizar tal projeto. O gráfico abaixo mostra que o preço da energia solar caiu 100 vezes de 1911 a 2013 (e continua caindo). Desta forma, uma série de estudos sugere que é – embora com algumas ressalvas importantes.
O artigo relembra que, em 1950, a ideia de alimentar um país inteiro com energia solar era ficção científica. Mas em 2017, muitos especialistas e políticos estão falando que é um objetivo inteiramente viável. Diversos municípios em todo o mundo fizeram da meta de 100% renovável​​uma questão de lei. Grandes corporações como Google, Apple e Amazon declararam intenções de atender todas as suas necessidades de energia a partir de fontes renováveis. Até alguns países como a Dinamarca estão alvejando a geração 100% renovável. O tratado climático da COP21, o Acordo de Paris, estabeleceu uma meta de 100% de renováveis ​​em todo o mundo até 2050, no conceito equivalente a 100% renovável.


Diversos trabalhos acadêmicos publicados tratam da meta “100% renovável”. O professor Mark Jacobson e o pesquisador Mark Delucchi escreveram uma série de estudos detalhando como o mundo e os EUA poderiam satisfazer todas as necessidades energéticas com uma combinação de geração hidrelétrica, geotérmica, eólica e solar.
Eles descrevem como uma estimativa de 20,6 TW da demanda mundial total de energia em 2050 poderia ser fornecida por cerca de 52,1 TW de capacidade renovável mais ganhos de armazenamento e eficiência energética.
■ 2,5 milhões de turbinas eólicas de 5 MW (mistura 60/40 de on- e off-shore) (37%)
■ 409.000 geradores de onda de 0,75 MW (0,5%)
■ 935 usinas geotérmicas de 100 MW (0,7%)
■ 1.058 usinas hidrelétricas de 1,3 GW (4%)
■ 30.000 turbinas de maré de 1 MW (0,06%)
■ 1,8 bilhões de sistemas residenciais fotovoltaicos (PV) de telhado residencial de 5 kW (15%)
■ 75 milhões de sistemas fotovoltaicos comerciais de 100 kW (12%)
■ 250.000 usinas fotovoltaicas de 50 MW (21%)
■ 21.500 centrais de 100 MW de energia solar concentrada (CSP em inglês) com armazenamento térmico (10%)
■ 13.000 CSP de 100 MW
A combinação de tecnologias que os autores chamam de “vento, água, e solar” (ou WWS em inglês) poderia fornecer o mix energético necessário. A lista acima inclui recursos já existentes, particularmente hidroelétricos. A estimativa pressupõe avanços em eficiência energética, redução da demanda e redução do consumo de energia em um mundo sem combustíveis fósseis. Sob este cenário, o mundo alcançaria 80% de fontes renováveis ​​até 2030 e cerca de 95% até 2040.
O roteiro para a transição para 100% de energia renovável global prevê um mundo alimentado quase inteiramente por energia solar e eólica, com pequenas quantidades de energia hidrelétrica e geotérmica. Mas existem gargalos em termos de recursos naturais. Um dos quais é a disponibilidade de neodímio (Nd) necessária para geradores de turbinas eólicas, pois a produção mundial de Nd precisaria ser quintuplicada para atender à demanda, algo que talvez não seja viável. O mesmo acontece com o Lítio que é um recurso escasso e pode não ser suficiente para as baterias caseiras e dos carros elétricos. A reciclagem destes materiais teria que ser de uma eficiência além do que é conhecido hoje.


Quanto custaria tudo isso? Segundo Thomas Overton, custaria muito. Em valores de 2013, o custo estimado é de US$ 125 trilhões, mais do que o PIB mundial atual. Mas se argumenta que grande parte desse dinheiro seria gasto de qualquer maneira em outros recursos energéticos fósseis. O principal beneficiário seria evitar impactos na saúde e ao desastre das mudanças climáticas. Ainda segundo o artigo, embora a maioria dos estudos recomendem uma variedade de políticas para apoiar a transição, a questão de saber se tal programa é politicamente e socialmente viável permanece aberta.
Artigo de David Roberts (Vox, 07/04/2017) diz que há razões para ceticismo e para otimismo em relação à meta de 100% energia renovável até 2050. Para o caso dos EUA, o vento e a energia solar geram um pouco mais de 5% da eletricidade (Nuclear gera 20 por cento). A luta para passar de 5% para 60% deverá ser épica. As barreiras políticas e sociais devem retardar esse crescimento do que qualquer limitação técnica, especialmente a curto e médio prazo. Os especialistas em energia entrevistados pela REN21, acreditarem que a previsão de 100% das energias renováveis é uma hipótese “razoável e realista”, mas eles não esperem que isso aconteça em meados do século.
Contudo, mesmo que os 100% de energia renovável na rede elétrica sejam alcançados, a mudança da matriz energética é apenas um dos elementos para evitar a degradação do meio ambiente. Pode ser que 2050 já seja uma data muito remota para evitar o colapso ambiental e o agravamento da crise ecológica até um ponto de não retorno. As necessidades de transformação do modelo “Extrai-Produz-Descarta” e o aumento da entropia requerem uma grande transformação da forma de produção e consumo do mundo. As mudanças requeridas são gigantescas. Mas, certamente, a mudança da matriz energética é uma necessidade indispensável e inadiável na busca de qualquer solução para salvar o Planeta. (ecodebate)




Fontes renováveis serão mais baratas que combustíveis fósseis

Em 10 anos, fontes de energias renováveis podem ser mais baratas que combustíveis fósseis, estima ONU.
Segundo a ONU Meio Ambiente, 100% da energia consumida no mundo podem ser provenientes de fontes renováveis até 2050, número que chega a 20% atualmente; custos desse sistema energético podem ser mais baratos do que combustíveis fósseis em dez anos.
100% da energia consumida no mundo pode ser proveniente de fontes renováveis até 2050 – e os custos desse sistema energético podem ser mais baratos do que combustíveis fósseis em dez anos.
Foi o que apontou um novo relatório divulgado nessa semana pela Rede de Energias Renováveis para o Século 21 (REN21) em parceria com a ONU Meio Ambiente.
Atualmente, somente 20% da energia utilizada em todo o mundo é derivada de fontes renováveis.
“O relatório pretende estimular a discussão e o debate sobre as oportunidades e os desafios de alcançar um futuro de energia renovável de 100% até meados do século”, disse a secretária-executiva da REN21, Christine Lins.
“O pensamento positivo não nos levará até lá. Apenas compreendendo os desafios e se engajando em um debate informado sobre como superá-los, os governos podem adotar políticas e incentivos financeiros adequados para acelerar o ritmo de implementação desse tipo de energia”, acrescentou.
De acordo com Lins, 2016 foi o terceiro ano consecutivo em que a economia global continuou a crescer em 3%, mas as emissões relacionadas ao setor de energia diminuíram. Para ela, isso se deve principalmente às energias renováveis e aos investimentos eficientes promovidos pela China e pelos Estados Unidos.
O relatório destacou os interesses da indústria de energia convencional como um dos principais desafios para alcançar a transição de 100% em algumas regiões na África, nos EUA e no Japão.
Além disso, a falta de segurança política em longo prazo e a ausência de um clima estável para o investimento em eficiência energética e energias renováveis dificultam o desenvolvimento na maioria dos países. (ecodebate)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Cargill e Tenda coletam de óleo de cozinha usado

Cargill e Rede Tenda coletam 150.000 litros de óleo de cozinha usado
Mais de 50 mil clientes já foram beneficiados, resultando em 90 mil reais em descontos.
A parceria entre a Cargill, por meio da marca de óleos LIZA, e a Rede Tenda Atacado apresenta ótimos resultados em coleta de óleo de cozinha usado. Desde o início da parceria, já foram coletados 150.000 litros. Com o objetivo de conscientizar o consumidor para a correta separação do óleo vegetal, oferecendo uma alternativa prática e sustentável para o descarte ambientalmente correto, para cada litro de óleo usado entregue, o consumidor recebe R$0,60 de desconto em suas compras. Para participar, basta separar o óleo de cozinha usado em uma garrafa PET transparente com a ajuda de um funil e quando a garrafa estiver cheia, levar para uma das lojas Tenda Atacado. Dessa forma, 90 mil reais já foram ofertados como desconto para mais de 50 mil clientes.
A iniciativa faz parte do “Programa Ação Renove o Meio Ambiente” mantido pela Cargill, como um dos maiores programas de logística reversa de óleo e gordura vegetal residual do Brasil. Com o Ação Renove o Meio Ambiente, a empresa tem contribuído para uma cadeia produtiva mais socioambientalmente responsável. “Um dos maiores benefícios do Programa para o meio ambiente é a não poluição de rios e mananciais causada pelo descarte incorreto do resíduo”, explica Fernando Janizello, analista de Sustentabilidade da Cargill Foods Brasil. “Além de ajudar o meio ambiente, participando do Programa o consumidor ainda consegue se beneficiar financeiramente com o descarte correte do resíduo de óleo vegetal”, completa.
“Através do Programa Ação Renove o Meio Ambiente, transformarmos o óleo de cozinha usado, que seria jogado fora, em matéria prima para a produção de novos produtos, como o biodiesel, combustível de fonte limpa e sustentável, essa parceria é muito importante para o Tenda Atacado e só tem crescido” salienta Isabel Rego, coordenadora de responsabilidade socioambiental da Rede Tenda Atacado.
Programa Ação Renove o Meio Ambiente
Criado em 2010, com o objetivo de oferecer ao consumidor uma alternativa prática e sustentável para o descarte ambientalmente correto do óleo de cozinha usado, o programa articula parcerias com redes de supermercados, empresas e ONGs para implantação de mais de 700 pontos de coleta de óleo residual em oito estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul). Desde sua implantação, a Ação Renove já arrecadou mais de 1,7 milhões de litros de óleo residual, quantidade suficiente para poluir até 42,5 bilhões litros de água potável, o que representa o volume de água necessário para abastecer as necessidades básicas da população da cidade de São Paulo, com 11.967.825 pessoas por 28 dias*.
*De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de 3,3 mil litros de água por mês (cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene). (biodieselbr)