terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Telhado solar em resort nas Maldivas é destaque principal no projeto arquitetônico

Empreendimento integra os painéis solares do teto ao design geral da ilha e aposta no chamado “turismo sustentável” na região.
O recém-inaugurado resort Kudadoo Maldives, localizado nas Ilhas Maldivas, no Oceano Índico, elevou a energia solar para um novo patamar de sustentabilidade, usabilidade e beleza. O sistema de geração distribuída instalado no telhado do empreendimento foi concebido e desenhado para funcionar como o destaque principal de todo o projeto arquitetônico.
A empresa que está por trás do projeto na ilha privada é a Yuji Yamazaki Architecture (YYA), de Nova York (EUA). A proposta do empreendimento é a aposta no chamado “turismo sustentável”, que tem crescido exponencialmente em todo o mundo. O plano principal para o resort foi integrar os painéis solares do telhado ao design geral da região.
Embora a energia solar não seja uma novidade na ilha, já que tradicionalmente os sistemas são instalados em locais escondidos, o resort, por sua vez, distingue-se pelo seu impressionante telhado fotovoltaico, que está decididamente visível, tornando-se o ícone do lugar.
Com o Kudadoo Maldives, a YYA afirma que o conceito solar deve ser tão informativo e persuasivo quanto produtivo. De relance, os visitantes podem avaliar o tamanho do telhado solar, e então compreender a relação com a escala do resort por ele abastecido.
O projeto revela a geometria do sistema fotovoltaico, que não só maximiza a produção de eletricidade por seu ângulo de inclinação, mas também minimiza o consumo de eletricidade no local, permitindo que os raios solares passem pelas aberturas entre os painéis, o que reduz o uso de luz artificial durante o dia.
O sistema de geração solar distribuída do Kudadoo Maldives possui 320 kWp e gera eletricidade suficiente para alimentar todo o retiro de ilha de três hectares, sem a necessidade de qualquer fornecimento de energia adicional, como o diesel, por exemplo.
Os engenheiros do projeto preveem que o investimento inicial para instalar o sistema solar completo se pague em apenas cinco anos. (portalsolar)

Chernobyl inaugura projeto de utilização de energia solar

Em abril do ano de 1986, um acidente na usina soviética lançou material nuclear por toda a extensão europeia, matando algumas pessoas por conta das doenças causadas pela forte radiação. Recentemente, a Ucrânia inaugurou uma usina solar em Chernobyl, de frente com a usina que provocou este grande e histórico acidente nuclear.
Em uma área considerada com alta contaminação, foram instalados 3.800 painéis solares que são capazes de gerar energia para 2.000 residências. Chamada de Chernobyl Solar, a usina solar terá capacidade de gerar 1 megawatt. O projeto é uma parceria entre a empresa ucraniana Rodina e da alemã Enerparc AG. A usina Chernobyl Solar teve o custo de, aproximadamente, 1 milhão de euros. No entanto, aproveitou os benefícios das tarifas renováveis que fixam um preço determinado para a eletricidade.
A área que continua isolada e inabitável em grande parte só pode ser visitada com o acompanhamento de guias que possuem medidores de radiação. Muitas pessoas que estiveram em contato com a radiação contraíram doenças graves como, por exemplo, o câncer. Houve muitas mortes e pessoas continuam sendo prejudicadas pela radiação, e isso causa uma certa polêmica e debates sobre o assunto.
Um novo Arco de Confinamento Seguro que cobre o quarto reator danificado da usina nuclear de Chernobyl é visto perto de uma usina solar recém-construída em Chernobyl, Ucrânia.
Um imenso arco de 36.000 toneladas foi erguido sobre a usina nuclear há dois anos, com a intenção de bloquear a radiação e, assim, possibilitar que os restos do reator sejam desmontados com total segurança.  A gerente da antiga usina nuclear de Chernobyl disse que não conseguia imaginar que seria possível gerar energia naquele local. Desde 2000, quando houve o fechamento da usina, essa foi a primeira vez que houve geração de energia.
Agora, com a inauguração da usina Chernobyl Solar, haverá um aumento de investimentos em recursos naturais e renováveis pela Ucrânia. Mais de 500 MW de capacidade de energia renovável foram acrescentados ao sistema elétrico do país entre os meses de janeiro e setembro. Este crescimento, segundo o governo, representa mais que o dobro em comparação ao ano de 2017.
A usina Chernobyl Solar não é gigante, porém, as 3.800 placas solares instaladas irão captar muita energia solar e, assim, atender a muitas pessoas. O aproveitamento da área inabitável também causa muita repercussão. Ninguém pensou antes em utilizar o terreno para construir usinas solares? A questão é que a construção da usina Chernobyl Solar foi um grande desafio para os envolvidos justamente por se tratar de um local tão perigoso.
A Ucrânia soube aproveitar os subsídios que são ofertados para as energias renováveis. Um exemplo disso foi o incrível projeto da usina Chernobyl Solar. Já faz algum tempo que o governo ucraniano passou a investir intensamente nas energias renováveis, principalmente na energia solar. O país enxergou na energia solar uma solução para um local onde nada mais poderia ser feito.
Ucrânia encontrou o uso perfeito para as terras radioativas de Chernobyl.
Inauguração dos painéis solares em Chernobyl
A Ucrânia está aproveitando os terrenos inabitáveis de Chernobyl para instalar painéis solares e produzir energia solar. (portalsolar)

domingo, 20 de janeiro de 2019

Fernando de Noronha usará energia solar para operar sistema de dessalinização

Projeto em Fernando de Noronha irá utilizar energia solar para operar um sistema de dessalinização.
Um projeto-piloto está sendo realizado em Fernando de Noronha, Pernambuco. O chafariz e dessalinizador da Vila do Trinta passará a funcionar com uma fonte energética renovável: a energia solar. O foco do projeto é suprir, com o uso da energia solar, aproximadamente, 70% da energia consumida no equipamento. Até então, grande parte da energia gerada na ilha é produzida através da queima de combustíveis fósseis, como o óleo diesel.
A instalação do sistema solar fotovoltaico já foi feita e o método utilizado é o de compensação de energia, conforme determina as resoluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ou seja, o sistema solar fotovoltaico será ligado à rede elétrica da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), tendo a possibilidade de exportar o excedente produzido ou, até mesmo, consumir a energia gerada. De acordo com a Compesa, a contabilidade é feita por um medidor bidirecional.
O projeto-piloto no chafariz foi apenas a primeira unidade da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), que pretende ter mais sistemas de geração de energia solar fotovoltaica. Segundo o coordenador do projeto, a companhia planeja ampliar essa ação para outras unidades no Estado. Estima-se que sejam instalados mais dois sistemas solares fotovoltaicos com 75 e 230 kWp.
O equipamento solar instalado pela companhia é composto por placas fotovoltaicas, inversor de frequência solar e acessórios que garantem sua eficiência. O engenheiro eletricista Milton Tavares, coordenador do projeto, afirma que embora a ação esteja sendo testada, é uma maneira da Compesa contribuir de forma direta para a conservação ambiental da Ilha de Fernando de Noronha, reduzindo a emissão de CO2.
A energia solar possui diversos benefícios e vantagens em comparação às fontes comuns. Por ser uma fonte de energia renovável e limpa, não prejudica a natureza! A fonte solar se tornou importante para a preservação do meio ambiente e seu futuro, além de não emitir gases poluentes, também não compromete os recursos naturais e essenciais à vida, como a água.  Os mares e rios são preservados com a energia solar.
Atualmente, a energia solar é considerada a melhor opção para obter energia. Existem diversas formas de captação desta fonte renovável que pode ser utilizada em residências, empresas, indústrias e campos. A instalação dos equipamentos é rápida, levando somente de 2 a 3 dias. Além disso, os painéis solares são resistentes e possuem grande duração, cerca de vinte e cinco anos, ou seja, não requer muitas manutenções.
Placas de geração de energia fotovoltaica foram instaladas pela companhia.
A energia solar é a melhor alternativa para quem se preocupa com sustentabilidade e preservação da natureza. (portalsolar)

China transforma mina de carvão destruída em fazenda solar flutuante

Demanda global por geração fotovoltaica em espelhos d’água foi avaliada em US$ 106,85 milhões no ano passado e deve contabilizar US$ 584,27 milhões até 2024.
A China acaba de dar um dos passos mais significativos no combate a poluição no país. O governo chinês inaugurou a maior usina de energia solar flutuante do mundo, construída numa área alagada de uma antiga mina de carvão destruída.
Com 70 megawatts (MW) de potência instalada, o empreendimento abrange mais de 63 hectares da área inundada e vai fornecer energia limpa e sustentável para cerca de 21 mil residências no país. Especialistas acreditam que a China, que autodeclarou guerra à poluição em 2014, pretende reorganizar o panorama energético mundial.
Prova disso é que o projeto na mina de carvão chamou atenção das grandes corporações e despertou o interesse de outras nações ao redor do mundo, a ponto de provocar uma série de lançamentos de produtos inovadores e adaptados para melhorar a eficiência de usinas de energia solar flutuante, inclusive no Brasil.
Na contramão dos Estados Unidos, o governo chinês anunciou a maior fazenda solar flutuante do mundo, construída sobre uma antiga grande mina de carvão, no sudeste do país. O local virou um grande reservatório de água, por causa das chuvas.
O plano da China é aproveitar várias minas de carvão abandonada e impactadas e construir dezenas e até centenas de fazendas solares flutuantes de 1 gigawatt (GW). A proposta por trás desses projetos sugere que não apenas os chineses estão assumindo a liderança em energias renováveis, mas estão indo além da velocidade, eficiência e produção em massa, tornando-se um centro de inovação em tecnologias de energia verde.
A demanda global por mercado de usinas solares flutuantes foi avaliada em US$ 106,85 milhões no ano passado e deve contabilizar US$ 584,27 milhões até 2024, com uma taxa de crescimento composta estimada em 28,0% de 2019 a 2024.
Atualmente, a China não apenas se destaca como o maior mercado de energia solar em todo o mundo, após adicionar 34 GW de energia em 2016 – duas vezes a quantidade instalada nos EUA – mas também consolidou sua posição como líder mundial em energia renovável.
China é a maior produtora de energia solar do mundo.
Minas de carvão desativadas viram fazendas solares.
Vários países ao redor do mundo substituem o mais sujo dos combustíveis fósseis por fazendas de energia solar.
Com investimentos crescentes, a China dependerá em grande parte de usinas solares flutuantes para alcançar as suas metas de energia renovável e emissões de GEE. Aprovado com uma pipeline relativamente poderosa no que diz respeito à implantação de energia solar, estima-se que o mercado de painéis solares flutuantes da China tenha uma taxa de crescimento de mais de 30% entre 2019 e 2024. (portalsolar)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Ambev anuncia projeto de energia solar para abastecer operações em MG

Cervejaria Ambev anuncia projeto de energia solar para abastecer operações em Minas Gerais.
Usina fotovoltaica será inaugurada em Uberlândia e vai abastecer 100% dos centros de distribuição no estado mineiro.
A Cervejaria Ambev acaba de anunciar um projeto de abastecimento energético à partir de fontes renováveis todas as operações da empresa no estado de Minas Gerais. Os centros de distribuição que a companhia mantém no território mineiro terão em breve sistemas fotovoltaicos de geração distribuída.
A companhia vai inaugurar no complexo de Uberlândia (MG) uma usina de energia solar com capacidade de geração de 1.815 kWp. Previsto ainda para este ano, o projeto contará com 4.905 painéis fotovoltaicos e integra a meta de sustentabilidade anunciada em 2017 pela cervejaria, de ter todas as operações no Brasil alimentadas por energias de fontes renováveis até 2025.
A expectativa da empresa com a usina é capturar a emissão de 1.910 toneladas de CO2 na atmosfera. O programa de sustentabilidade da Ambev inclui também a utilização de 1,6 mil caminhões elétricos movidos à partir de energia limpa, que devem entrar em operação nos próximos cinco anos.
"Fábrica da Ambev em Uberlândia (MG). Usina solar vai abastecer estrutura e mais 13 centros de distribuição."
A empresa está desenvolvendo, em parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, o primeiro modelo 100% elétrico e movido a energia à partir de fontes renováveis da América Latina, com zero emissão de carbono, micropartículas e dos poluentes óxidos de nitrogênio (NOx) liberados pelo diesel.
A primeira fase de testes, que durou cerca de 30 dias, já foi concluída e o protótipo percorreu um total de 915 quilômetros, com emissão zero de partículas poluentes. Os testes reproduziram as rotas mais comuns feitas pelos caminhões na entrega e distribuição de bebidas da Cervejaria Ambev na cidade de São Paulo.
Em pleno funcionamento, a empresa terá 35% da frota que atende as operações da cervejaria composta por veículos movidos a energia limpa, que representa a redução de mais de 30,4 mil toneladas de carbono por ano. (portalsolar)