quinta-feira, 4 de julho de 2019

Engie irá abastecer unidades da L’Oréal Brasil com energia eólica

Complexo eólico no Ceará fornecerá energia limpa para as fábricas, Centros de Distribuição, Centro de Pesquisa e a sede da empresa, evitando a emissão de 7.000 toneladas de CO2 na atmosfera.
Alinhada a compromissos de sustentabilidade, a L’Oréal Brasil e a Engie anunciaram uma parceria para o uso de eletricidade proveniente de fontes renováveis em todas as unidades da empresa de comésticos no país. A energia será gerada no Conjunto Eólico da Engie no município de Trairi, no Ceará, servindo para abastecer as fábricas, Centros de Distribuição, o Centro de Pesquisa e a sede da L’Oréal Brasil, o que evitará a emissão de 7.000 toneladas de CO2 na atmosfera, o equivalente ao plantio de mais de 43.000 árvores.
A presidente da L’Oréal Brasil, An Verhulst-Santos, comentou que uma das prioridades da empresa em termos de sustentabilidade é o tema de mudanças climáticas. “A decisão de focar na contratação de energia 100% renovável produzida no parque eólico Trairi tem como objetivo a redução do impacto ambiental das nossas atividades”, destacou. Já o CEO da Engie Brasil, Maurício Bähr, destacou a importância da sustentabilidade na parceria, o que leva ao reconhecimento e motivação aos investimentos e ações em prol dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, numa parceria que se encontra em conformidade com a estratégia global da companhia. “Estamos liderando a transição energética para uma economia de baixo carbono, atuando muito próximos das necessidades energéticas de nossos clientes e promovendo o desenvolvimento harmonioso”, avaliou Bähr.
A iniciativa faz parte do compromisso global de sustentabilidade da L’Oréal Sharing Beauty With All, que vem transformando a companhia de modo a ter um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. O programa estabeleceu metas de desenvolvimento sustentável até 2020, da concepção dos produtos até o consumidor final e tem dois focos no Brasil: cadeia de valor sustentável e promover o Protagonismo social através da beleza. No pilar cadeia de valor sustentável, uma de suas principais missões é alcançar uma operação de baixo carbono, com o objetivo de reduzir a emissão de CO2 até 2020 em 60% em relação a um cenário base de 2005, o qual já foi atingido: a L’Oréal Brasil conseguiu reduzir em 68% as emissões de CO2 de suas unidades industriais, em termos absolutos, no ano de 2018 quando comparado a 2005.
O Conjunto de Trairi, desenvolvido pela Engie, foi um projeto pioneiro de energia eólica e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), em especial o de Energia Limpa, mas que também colaborou para a área da saúde e educação de vulneráveis do município, com iniciativas alinhadas ao propósito da empresa de energia de oferecer soluções que aliem energia e atributos socioambientais.
O contrato de compra e venda foi elaborado em conformidade com as diretrizes do Protocolo de GHG (Green House Gas) desenvolvido pelo World Resource Institute e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), atendendo assim os critérios de neutralidade em emissões de carbono aplicados para o consumo de energia elétrica das empresas. (canalenergia)

Queda dos custos de energia renovável abre caminho para ambição climática

A queda dos custos de energia renovável abre caminho para uma maior ambição climática.
Novo relatório da IRENA sobre custos para energia renovável reafirma as energias renováveis ​​como solução de baixo custo para impulsionar a ação climática global.
A energia renovável já é a fonte de eletricidade mais barata em muitas partes do mundo atualmente, segundo o último relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). O relatório contribui para a discussão internacional sobre o aumento da ação climática em todo o mundo, antes da reunião preparatória global de Abu Dhabi para a Cúpula de Ação Climática das Nações Unidas em setembro.
Com os preços em queda, a vantagem de custo das energias renováveis ​​se estenderá ainda mais, dizem os Renewable Power Generation Costs in 2018, com  base em uma análise abrangente dos dados de projetos em todo o mundo. Isso fortalecerá o business case e solidificará o papel das energias renováveis ​​como o motor da transformação global de energia.
“O poder renovável é a espinha dorsal de qualquer desenvolvimento que tenha como objetivo ser sustentável”, disse o diretor-geral da IRENA, Francesco La Camera. ”Devemos fazer tudo o que pudermos para acelerar as energias renováveis, se quisermos cumprir os objetivos climáticos do Acordo de Paris”. O relatório de hoje envia um sinal claro para a comunidade internacional: A energia renovável fornece aos países uma solução climática de baixo custo que permite a expansão de ações.
“Para aproveitar totalmente a oportunidade econômica das energias renováveis, a IRENA trabalhará em estreita colaboração com nossos membros e parceiros-chave para facilitar soluções locais e ações coordenadas que resultarão em projetos de energia renovável.”
Os custos para tecnologias de energia renovável caíram para um recorde baixo no ano passado. O custo médio ponderado global da eletricidade proveniente de energia solar concentrada (CSP) diminuiu 26%, bioenergia 14%, energia solar fotovoltaica (PV) e energia eólica onshore em 13%, energia hidroelétrica em 12% e energia eólica geotérmica e offshore em 1%, respectivamente.
As reduções de custos, particularmente para as tecnologias de energia solar e eólica, devem continuar na próxima década, segundo o novo relatório. De acordo com o banco de dados global da IRENA, mais de três quartos da energia eólica onshore e quatro quintos dos projetos solares fotovoltaicos que serão comissionados no próximo ano produzirão energia a preços mais baixos do que as opções mais baratas de carvão, petróleo ou gás natural. Crucialmente, eles estão dispostos a fazê-lo sem assistência financeira.
Os custos de energia eólica terrestre e solar fotovoltaica entre três e quatro centavos de dólar dos EUA por quilowatt / hora já são possíveis em áreas com bons recursos e permitindo estruturas regulatórias e institucionais. Por exemplo, os preços de leilão recordes para a energia solar fotovoltaica no Chile, México, Peru, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos tiveram um custo nivelado de eletricidade de apenas três centavos de dólar por quilowatt / hora (US $ 0,03 / kWh).
A eletrificação com base em energias renováveis ​​competitivas em termos de custo é a espinha dorsal da transformação de energia e uma solução chave de descarbonização de baixo custo em apoio aos objetivos climáticos estabelecidos no Acordo de Paris. (ecodebate)

terça-feira, 2 de julho de 2019

Caminhada em Pernambuco rechaça energia nuclear

Caminhada em Pernambuco rechaça energia nuclear – Marandiba, 15/6.
A pretensão do governo federal de impor a construção de quatro a oito usinas nucleares no Brasil, como indica o Plano Nacional de Energia 2030, esbarra na forte convicção dos pernambucanos contrários à implantação de usina atômica em Itacuruba, às margens do “Velho Chico”, no sertão nordestino.
Desde que esta hipótese surgiu, há cerca de 10 anos, o povo da região vem construindo uma resistência ao lobby nuclear, inspirada na valorização de uma cultura de paz. Os pernambucanos querem viver livres do perigo que a energia atômica representa para o meio ambiente, para a segurança hídrica do vale do São Francisco, para a Vida na Terra.
Em defesa da vida…
Em reunião com o Arcebispo de Olinda e Recife, D. Fernando Saburido (28/05), o Governador de Pernambuco, Paulo Câmara reafirmou sua oposição a instalação de um reator nuclear no Estado, como planeja o Ministério das Minas e Energia. Na oportunidade, D. Fernando entregou ao Governador uma “Carta em defesa da vida e em repúdio à implantação de novas usinas nucleares no Brasil, em especial no município de Itacuruba”. (http://www.cppnacional.org.br/noticia/mais-de-100-organiza%C3%A7%C3%B5es-assinam-carta-contra-implanta%C3%A7%C3%A3o-de-usina-nuclear-em-itacuruba-pe)
A carta, que tinha sido entregue ao Arcebispo pela Articulação Sertão Antinuclear, é assinada por mais de 100 entidades de vários estados, comunidades tradicionais, sindicatos, associações, intelectuais, pastorais e organismos ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O documento explica os motivos da critica à fonte atômica de energia descartam “qualquer possibilidade de instalação de uma usina nuclear ou qualquer projeto de mineração que envolva extração/beneficiamento de combustível nuclear.”
…Caminhada agita o sertão
A retomada dessa movimentação antinuclear começou em final do ano passado, quando o atual governo federal anunciou uma guinada na politica nuclear, ventilando aumentar essa fonte na matriz energética brasileira e privatizar a atividade nuclear, hoje monopólio da União. A carta teve origem na crescente organização popular, articulada pelo Sertão Antinuclear, que é composto por comunidades e povos tradicionais, comissões antinucleares municipais, organizações e movimentos sociais que lutam pela implantação de uma política energética que valorize a vida!
Um dos momentos de destaque desta movimentação foi a audiência com D. Fernando Saburido (22/05), na Cúria Metropolitana, em Recife, quando o Sertão Antinuclear, apoiado pela Diocese de Floresta, entregou ao arcebispo a carta que expõe preocupação com os impactos socioambientais que serão gerados pela eventual instalação de uma usina nuclear em Itacuruba.
Na oportunidade, D. Fernando disse que buscaria promover o diálogo entre representantes do Sertão Antinuclear, do empreendimento e do Governo do Estado para que os detalhes do projeto sejam conhecidos, pois “a Igreja é contra o que fere a vida e a dignidade humana e precisa participar das discussões que envolvem os direitos do povo de Deus, especialmente da parte mais sofrida e necessitada”.
É importante ressaltar que as ações do Sertão Antinuclear estão respaldadas na opinião da grande maioria dos brasileiros que, em pesquisas diversas, já se manifestou contra o uso dessa fonte, como aliás ocorre pelo mundo afora. Por um motivo muito simples. Abastado de fontes renováveis, o Brasil não precisa desta energia cara, poluente e perigosa.
A caminhada começa sábado próximo (15/06/19), às 5h,  com Concentração no  município de Mirandiba. Às 9h, haverá um ato contra a instalação da usina, em frente à Igreja Matriz, em Carnaubeira da Penha. Em seguida, vai de Carnaubeira para  Floresta. No domingo (16/06/19), a concentração começa 3h em Floresta rumo a Itacuruba, onde haverá um ato antinuclear, em frente à Igreja Matriz de Nossa Senhora do Ó. 
Por Zoraide Vilasboas
Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça, Cidadania / Articulação Antinuclear Brasileira.
Na foto, a área aonde pode ser construída a usina nuclear, em Utacuruba, no sertão pernambucano.
Carta entregue ao Governador de Pernambuco
Carta em defesa da vida e em repúdio à implantação de novas Usinas nucleares no Brasil, em especial no município de Itacuruba, Pernambuco
No dia 03/04/2019, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, declarou que o município de Itacuruba localizado no sertão de Pernambuco já foi analisado pela Eletronuclear para receber uma nova central nuclear, durante o World Nuclear Spotlight ocorrido no Rio de Janeiro. Detalhou ainda que o local pode abrigar até 06 reatores, com um total de 6.600 megawatts (MW) e investimentos no patamar de R$ 30 bilhões. Assim, o pronunciamento do governo federal durante o evento no Rio de Janeiro tornou oficial a sua intenção de possível construção de uma usina nuclear no estado de Pernambuco, muito embora o temor de sua construção já se arraste por uma década sobre a população da área.
Inicialmente, ressaltamos que, embora o governo federal tenha apontado a existência de estudos sobre a área, estes não foram divulgados e nem a população local, a ser diretamente atingida pela construção da usina, foi consultada e cientificada. Destacamos ainda que na localidade existem 3 povos indígenas e 3 comunidades quilombolas, que pela Convenção 169 da OIT devem ser consultadas previamente sobre a construção de grandes obras no local.
É preciso entender o contexto do local apontado pelos estudos da Eletronuclear como propício, município de Itacuruba, e, sobretudo, quais os possíveis efeitos da construção desse grande empreendimento no local. O município já foi alvo de um grande deslocamento populacional para a construção da Barragem de Itaparica, que inundou sua antiga sede e grande parte das áreas agricultáveis. Com isso, gerou um forte empobrecimento local e demonstrou uma desastrosa política de realocação da população, sobretudo com o grave desrespeito aos povos e comunidades tradicionais existentes. O resultado disso é um município que possui um alto índice de depressão e a absurda taxa de suicídio de 26,6 pessoas a cada 100 mil habitantes, enquanto a média do estado é de 3,6, sete vezes menor, segundo dados do CREMEPE.
Manifestantes protestam contra instalação de usina nuclear em Itacuruba.
Uma grande caminhada aconteceu contra a instalação de uma usina nuclear no município de Itacuruba, no Sertão de Pernambuco, seguindo por Mirandiba, Carnaubeira da Penha, Floresta até a chegada na cidade que é alvo do empreendimento.
Situando o contexto vivido pela população do município, somos contra a implantação de novas usinas nucleares pelos seguintes motivos:
-As centrais nucleares expõem a sociedade ao risco de acidentes de alta radioatividade, que podem trazer consequências catastróficas à vida das pessoas e do meio ambiente, como ocorreu em Fukushima e Chernobyl. E no caso brasileiro do Césio-137 com substâncias nucleares.
-A radiação emitida pode causar impactos imediatos e em longo prazo na saúde humana, como: vômitos, queimaduras; distúrbios gastrointestinais, síndrome cerebral, infertilidade, má- formação genética e câncer.
-Há também o agravante problema do lixo nuclear, cuja deposição final demanda pesados investimentos e estes rejeitos precisam ficar isolados durante milhares de anos.
-Uma usina nuclear pode causar grandes danos ao meio ambiente. Embora argumentem ser uma energia “limpa”, pode gerar quantidades consideráveis de gases de efeito estufa, além do aumento da temperatura das águas do Rio São Francisco, a serem usadas para o resfriamento dos reatores.
-A instalação de usinas nucleares utilizando as águas do Rio São Francisco seria mais um descaso com o rio, que já sofreu com a Transposição e outras obras de grande impacto sobre suas águas;
-O Brasil não precisa de usinas nucleares para atender as suas necessidades de energia elétrica, pois a produção atual energética já atende às demandas existentes;
-Existe alternativas que são realmente limpas e seguras para produzir energia elétrica, sem correr os riscos que oferecem as usinas nucleares, e em particular, o Nordeste brasileiro é abundante em fontes de energia como o Sol e o vento;
-A decisão de construir usinas nucleares no Brasil foi antidemocrática. A população em geral e os vizinhos dos reatores em particular, não tiveram oportunidade de se manifestar.
-A energia elétrica de matriz nuclear é a mais cara do que a gerada pelas matrizes eólica e solar, sendo injustificável o investimento nela também do ponto de vista econômico. Além de nos projetos não incluírem os possíveis custos inestimáveis em casos de desastres, acidentes ou simples negligência ou imperícia.
-A construção de uma usina nuclear, de altíssimo custo, não é investimento necessário para a região, que sofre com a seca e a falta de políticas públicas que atendam aos povos tradicionais, campesinos e suas necessidades produtivas, como agricultura, caprinocultura, piscicultura. Ainda, a construção de uma usina na localidade não vai contribuir com a geração de empregos.
-No mundo a fora, a energia nuclear não é mais vista como a energia do futuro ou limpa, tanto que países como a Alemanha já iniciou processo de desligamento de suas usinas para não ter mais essa fonte de energia funcionando em seu país até 2022.
-Já houve o reconhecimento pelo Estado de Pernambuco do potencial lesivo da geração de energia nuclear quando da promulgação de sua Constituição Estadual, que através de seu artigo 216, proíbe a utilização dessa matriz. A sua modificação configuraria um completo retrocesso e desrespeito à toda a população do estado.
Portanto, em razão de nosso comprometimento com a vida das pessoas e do meio ambiente, com a defesa do direito à terra e ao território, ao trabalho digno e à saúde, e tendo a certeza que o Nordeste não necessita da instalação de uma usina nuclear; sabendo também da quantidade de prejuízos imediatos e a médio prazo que um empreendimento desses pode causar; acreditando que o vultoso montante a ser investido deveria ser realocado para garantir políticas públicas necessárias para a população, nós, movimentos sociais, comunidades tradicionais, sindicatos, associações, intelectuais, pastorais e organismos ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, nos declaramos contra qualquer possibilidade de instalação de uma Usina Nuclear ou qualquer projeto de mineração que envolva extração/beneficiamento de combustível nuclear.
Assim, por entender que não precisamos da energia nuclear, suja, perigosa e cara, que é indefensável sob qualquer ponto de vista – social, ambiental, político, econômico e cultural, exigimos do governo do estado de Pernambuco um pronunciamento oficial contrário a possível construção de uma usina nuclear e uma audiência pública para melhor debater o tema.
Recife, 28 de maio de 2019.
Assinam essa carta:
– ABA – Associação Brasileira de Antropologia
– Associação de Mulheres Artesãs Pankará
– Associação Nacional dos Trabalhadores da Produção de Energia Nuclear – ANTPEN
– Associação pela Recuperação e Conservação do Ambiente, Arca – Goiás
– Associação de Advogados/as de Trabalhadores/as Rurais no Estado da Bahia – AATR
– ADAGRO
– AMAP Associação de mulheres artesãs Pankará
– ANAI – Associação Nacional de Ação Indigenista
– APOINME – Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo
– Articulação Antinuclear Brasileira
– Articulação dos Pescadores do Sertão
– ASA – CAATINGA
– Associação Comunitária Remanescente de Quilombo Negros de Gilú- Itacuruba
– Associação Hibakusha Brasil Pela Paz
– Associação PROVIDA
– Casa da Mulher do NE
– Cátedra Dom Helder Câmara de Direito Humanos – UNICAP
– Centro Cultural Direito de Ser de Itacuruba – PE
– CMDR SERRITA
– Coletivo Graúna de Justiça de Transição
– Coletivo Margarida Alves de Assessoria Popular
– Comissão Estadual dos Quilombolas de Pernambuco
– Comissão Pastoral da Terra (CPT)
– Comitê Povos Tradicionais, Meio Ambiente e Grandes Projetos da ABA – Associação Brasileira de Antropologia
– Comunidade Indígena Pankará Serra do Arapuá
– Comunidade Indígena Tuxá Campos
– Comunidade Quilombola Negros de Gilú
– Comunidade Quilombola Poço dos Cavalos
– Comunidade Quilombola Araçá
– Comunidade Quilombola Balanço
– Comunidade Quilombola Cajueiro
– Comunidade Quilombola de Ingazeira
– Comunidade Quilombola Feijão em poss
– Comunidade Quilombola Jardim
– Comunidade Quilombola Juazeiro Grande
– Comunidade Quilombola Pau de Leite
– Comunidade Quilombola Pau de Leite
– Comunidade Quilombola Pedra Branca
– Comunidade Quilombola Pedra de Amolar
– Comunidade Quilombola Queimada
– Comunidade Quilombola Quixabeira Helena
– Comunidade Quilombola Serra do Talhado
– Comunidade Quilombola Tupanaci
– Comunidade Quilombola Várzea do Tiro
– CMDR – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – BELMONTE
– CMDR – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – CEDRO
– CMDR – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – MIRANDIBA
– CMDR – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – SALGUEIRO
– CMDR – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – TERRA NOVA
– CMDR – Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – VERDEJANTE
– COJIPE- Comissão de Juventude Indígena de Pernambuco
– Coordenação Nacional de Articulação das comunidades quilombolas- CONAQ
– Conselho Indigenista Missionário (CIMI)
– Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP)
– Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas- CEAQ
– Diocese de Floresta
– Diretório Acadêmico Demócrito de Souza Filho – DADSF/UFPE – Gestão Rebuliço
– Federação dos Quilombolas
– Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras familiares do Estado de Pernambuco FETAPE
– Fernanda Giannasi – Engenheira e Auditora, Fical do Trabalho aposentada
– Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social
– Fórum SUAPE Socioambiental
– Frente de Luta pelo Transporte Público de Pernambuco
– Fundação Leonel Brizola – PE
– Geografar/ UFBA.
– GESTA/UFMG – Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais
– Greenpeace Brasil
– Grupo de Estudos com Povos Indígenas/Unilab
– Grupo de Pesquisas sobre Identidades Coletivas, Conhecimentos Tradicionais e Processos de Territorialização da UFPI
– Grupo de Pesquisas Memórias, processos identitários e territorialidades no recôncavo da Bahia, MITO/UFRB
– Grupo REC – Recife Estudos Constitucionais CNPq/UNICAP
– Igreja Batista de Mirandiba
– Igreja Batista Missionária de Mirandiba
– IPA – Instituto Agronômico de Pernambuco
– IRPAA – Instituto Regional de Pequena Agropecuária Apropriada
– Jackson do povo Atikum de Itacuruba
– Laboratório de Antropologia, Política e Comunicação LAPA/UFPB
– Laboratório de Estudos sobre Ação Coletiva e Cultura – LACC/UPE
– Laboratório de Estudos sobre Espaço, Cultura e Política – LECgeo/UFPE
– Laboratório do Projeto Nova Cartografia Social da UFPI
– LACC – LABORATÓRIO DE ESTUDOS SOBRE AÇÃO COLETIVA e CULTURA
– Laced/Laboratorio de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento, do Museu Nacional/UFRJ
– LICEEI – Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena/ UNEB
– Movimento Paulo Jackson – Ética, Justiça e Cidadania
– MIRE – Mística e Revolução
– Movimento Pela Soberania Popular na Mineração/ MG
– Movimento da Juventude Indígena Pankararu – MOJIP
– Movimento Ecossocialista de Pernambuco – MESPE
– NARP – Nascentes do Rio Pardo e seus Afluentes
– Núcleo de Assessoria Jurídica Popular – NAJUP
– Núcleo de Estudos em Agroecologia e Nova Cartografia Social/UFRB
– Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental da Unimontes/MG
– OJIKA – Organização de Jovens Indígenas Kapinawá
– OJIPA – Organização de Juventude Indígenas de Pankará;
– OJIT- Organização de Jovens indígenas Truká
– Ororubá Filmes;
– Pastorais Sociais de Floresta
– Pastoral Social do Regional NE2
– Povo Indígena Pankará de Serrote dos Campos
– Povo Indígena Pankará da Serra do Arapuá
– Povo Indígena Tuxá Pajeú – Itacuruba-PE
– Povo Indígena Xukuru do Ororubá
– Poyá Limolaygo – Coletivo de Jovens do Povo Xukuru;
– Prefeitura Municipal de Mirandiba
– Programa de Pesquisas sobre Povos Indígenas do Nordeste brasileiro, Pineb/UFBA.
– Prorural
– Província Eclesiástica de Pernambuco
– Rede de Mulheres do NE
– Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares em Pernambuco- RENAP
– Rede de Monitoramento de Direitos Indígenas de Pernambuco – REMDIPE
– Renato Athias, Coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Etnicidade (NEPE/UFPE)
– Sindicato Rural de Mirandiba
– SINTRAF
– Sociedade Angrense de Proteção Ecológica – SAPE
– Organização Indígena Tronco Velho Pankararu;
– Rede de Juventude Indígena (REJUIND);
– Voz das Mulheres Indígenas. (ecodebate)

Maior Usina Solar do Brasil será instalada em Pernambuco

Maior produtor de energia eólica do país, o Nordeste também se destacou nos últimos anos como um polo de geração fotovoltaica e deverá abrigar o maior complexo de usinas solares do Brasil.
O projeto é fruto da parceria entre uma empresa privada e o estado de Pernambuco, e está previsto para ser instalado na cidade de São José do Belmonte, a aproximadamente 500 km do Recife.
Com previsão de início das obras para 2021, o complexo irá abrigar sete usinas em um espaço de aproximadamente 2.270 hectares, tudo a um investimento aproximado de R$ 3,5 bilhões.
A potência total do complexo será de 1,1 Gigawatts (GW), quase três vezes mais que o maior projeto solar atualmente em operação no país, o complexo Pirapora, em Minas Gerais.
Segundo informação do governo de Pernambuco, o projeto deverá criar cerca de 1.000 postos de trabalho somente na fase de construção.
As obras serão iniciadas no primeiro bimestre de 2021.
Com os maiores índices de radiação solar do país, a região Nordeste é hoje a escolha certa para usinas fotovoltaicas, agrupando a maioria dos 73 projetos em operação no Brasil.
Os destaques vão para os estados do Piauí, Bahia e Minas Gerais, sendo este último também líder nacional nas instalações de energia solar para casas e empresas.
Juntos, os projetos de geração centralizada de energia solar alavancaram a fonte para a 7ª posição na matriz elétrica nacional, que desbancou a geração nuclear em março deste ano.
Com os novos leilões de energia agendados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para os próximos anos, juntamente aos preços competitivos da tecnologia solar, o pipocar de novas usinas no Nordeste não deve parar tão cedo.
Previsto para entrar em operação em 2021, empreendimento terá sete usinas com capacidade instalada para gerar 1,1 mil megawatts (MW).
É mais energia limpa e investimentos para o Brasil, devendo ser US$97 bilhões até 2040, segundo um recente estudo da consultoria americana Bloomberg New Energy Finance. (ecodebate)

sexta-feira, 28 de junho de 2019

AES Tietê fornecerá energia solar para rede de restaurantes

Com investimento de R$ 30 milhões, geração distribuída vai abastecer unidades do MacDonald’s em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
O McDonald’s, líder no segmento de serviço rápido de alimentação, se uniu à AES Tietê, uma das maiores geradoras de energia do Brasil, para o desenvolvimento do projeto que vai proporcionar energia sustentável para o consumo de parte da rede de restaurantes. O contrato de geração solar distribuída, que pode vir a se tornar o mais representativo para o varejo, corresponde à potência estimada total de 5,3 MW e conta com investimento da AES Tietê na ordem de R$ 30 milhões.
Com previsão de início de operação para o final deste ano, trata-se de um modelo totalmente personalizado que resulta na construção de três plantas solares em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, uma em cada estado. São mais de 21 mil módulos fotovoltaicos, geração média mensal de 1.142 MWh de energia limpa que alimentará as redes de distribuição, com créditos inicialmente para 39 unidades.
O investimento inicial, construção e operação da planta, gerenciamento e controle do consumo mensal e geração de energia solar são de responsabilidade da AES Tietê.
Ao gerar sua própria energia, os restaurantes da rede deixarão de emitir toneladas de CO2. “Nós observamos uma preocupação clara dos nossos consumidores em relação ao meio ambiente e estamos tomando decisões importantes para proteger o planeta e contribuir para que a empresa atinja sua meta de redução da emissão de gases de efeito estufa. A parceria com a AES Tietê, que é um projeto da nossa área de equipamentos, e a utilização de energia limpa nos nossos restaurantes vão de encontro com esse nosso propósito, já que vamos deixar de emitir milhares de toneladas de CO2 para a atmosfera”, disse em nota Leonardo Lima, diretor de Desenvolvimento sustentável do McDonald’s.
“A AES Tietê é uma empresa inovadora, eficiente, pautada pelo crescimento sustentável e diversidade na matriz energética. Atuamos para oferecer soluções com valor agregado ao nosso cliente, a parceria com o McDonald’s é um grande passo para provar que a sustentabilidade estará na energia consumida pelos restaurantes no preparo de cada alimento, até ao fritar as famosas tortinhas do McDonald’s”, enfatizou Ítalo Freitas, presidente da AES Tietê.
O McDonald’s se preocupa com o desenvolvimento sustentável, além de ter se tornado no ano passado a primeira rede de restaurantes do mundo a assinar um compromisso global de combate às mudanças climáticas. A companhia se compromete a diminuir em 36% as emissões de gases de efeito estufa até 2030, além de 20% em toda sua cadeia de suprimentos dentro do mesmo período.
No Brasil, as ações da rede estão organizadas em blocos, que vão desde a sustentabilidade na compra dos insumos até o processo de conscientização no descarte dos resíduos recicláveis nos restaurantes. Além de outras iniciativas, como adoção da iluminação de LED, desestímulo do uso de canudos e reutilização do líquido de condensação dos equipamentos de ar-condicionado, por exemplo.
Parceria inédita no Brasil proporcionará energia sustentável para abastecer rede de alimentação.
Com investimento de R$ 30 milhões, geração distribuída pela AES Tietê vai abastecer com energia solar restaurantes da rede Mcdonald´s em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. (canalenergia)