sábado, 2 de novembro de 2019

Reino Unido tem 1ª linha férrea mundial movida 100% a energia solar

Reino Unido tem primeira linha ferroviária do mundo movida 100% a energia solar.
Empreendimentos são abastecidos por cerca de 100 geradores fotovoltaicos localizados em uma fazenda solar.
O Reino Unido foi o primeiro no mundo a inaugurar uma linha de trem alimentada 100% por energia solar. Para abastecer a linha de trem, são utilizados aproximadamente 100 geradores fotovoltaicos solares localizados em uma fazenda solar.
O governo do Reino Unido pretende erradicar até 2040 o uso de diesel de sua rede ferroviária. A nação já possui diversas estações de trem que, em parte, são movidas a energia solar. A Network Rail investiu bilhões de libras para eletrificar as ferrovias e pretende futuramente alimentá-las utilizando energia solar.
A energia gerada pelos painéis da fazenda seria capaz de abastecer, por exemplo, 20% da rede Liverpool Merseyrail e 15% das linhas de trens em Kent, Sussex e Wessex, além de trens solares em Edimburgo, Glasgow, Nottingham, Londres e Manchester.
Além de ser uma fonte limpa, comparado ao diesel, a energia solar também traz menor custo para a geração da energia. O Reino Unido também se prepara para modificar alguns trens para funcionar por meio de tanques de hidrogênio e células de combustível.
Neste mesmo movimento, a Índia também conta com mais de 250 trens com painéis solares no teto. A Indian Railways tem planos para possuir a primeira rede ferroviária totalmente verde em dez anos.
(portalsolar)

Bolsonaro pretende instalar usinas solares em órgãos públicos

Medida faz parte dos projetos para redução de gastos com eletricidade no setor federal.
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou em seu Instagram que vai instalar microusinas fotovoltaicas nos prédios anexos à Explanada dos Ministérios, em Brasília, como parte dos projetos para redução de gastos de energia no setor público. A postagem diz que a revisão de contratos e geração de energia solar pode diminuir custos em até 90%.
A medida do presidente vai ao encontro de duas propostas do deputado estadual Faissal Calil (PV) para corte de gastos na máquina pública. Em março deste ano, o deputado apresentou, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a proposta de instalação de sistemas de geração distribuída de energia solar fotovoltaica nos prédios de órgãos públicos do estado.
Devido à crescente tendência no uso da energia solar e sua importante redução dos custos e no impacto ambiental, Calil solicitou, em junho deste ano, uma disponibilização da cópia do contrato de fornecimento de energia elétrica firmado pela Assembleia Legislativa junto à concessionária Energisa.
Segundo ele, a troca das lâmpadas da casa pelas de LEDs economizaria cerca de 30% na energia elétrica da casa, que hoje é de R$ 250 mil por mês. “Também temos condições de fazer um estacionamento aqui na ALMT (Assembleia Legislativa de Mato Grosso) com garagens cobertas por placas de energia fotovoltaica e essas placas produzem uma energia renovável que não agride o meio ambiente, tal como acontece hoje em dia na Justiça Federal”, conclui Faissal, que aguarda a aprovação de seus requerimentos. (portalsolar)

Cemig GD firma contrato de SPE para energia solar em hotéis

Parceria beneficiará todo setor hoteleiro de Minas Gerais com sistemas fotovoltaicos que irão gerar redução de 13% a 22% na tarifa.
A Cemig Geração Distribuída firmou um acordo de Sociedade de Propósito Específico (SPE) com a Associação Brasileira das Indústrias de Hotéis de Minas Gerais (ABIHMG) e a Mori Energia Solar, para a implementação de energia fotovoltaica nos hotéis associados, que receberão também um selo verde de energia limpa. A proposta inclui o uso de painéis solares para a captação de energia, gerando uma redução de 13% a 22% na tarifa.
De acordo com o diretor comercial da Cemig GD, João Paulo Dionísio Campos, a geração e distribuição será feita pelas redes já existentes, e o associado estará praticamente alugando uma quota das fazendas solares que estão sendo instaladas no interior do estado. Ele explicou que a empresa e a Mori possuem as fazendas e esse associado, por meio da adesão ao contrato, passa a ter direito, no tempo estipulado pelo documento, a parte da usina para a geração da própria energia e a obtenção desse desconto na conta de luz. “Assim, a anuência ao programa não implica em investimentos para o associado”, explica.
Minas Gerais está localizada no cinturão solar, uma faixa onde há a maior incidência de raios solares do país, e segundo o presidente da entidade, Guilherme Sanson, apostar neste tipo de energia renovável é cuidar do futuro da atividade econômica no estado. “Apesar da atenção com a ecologia no país ser embrionária, estamos percebendo um movimento de consciência ambiental no setor e em nossos hóspedes, e dar a possibilidade aos hotéis produzirem a própria energia, de forma limpa e renovável, diminuindo a emissão de poluentes, é um investimento no futuro dos empreendimentos com responsabilidade social e ambiental”, afirma.
Ainda segundo João Paulo Campos, investir em soluções de energia para o setor hoteleiro é gratificante para a SPE. “Somos uma subsidiária da Cemig voltada para o mercado de soluções energéticas e é muito satisfatório disponibilizar energia de maneira mais eficiente, limpa e barata para um setor tão relevante para a economia do estado e para o bem-estar dos nossos turistas e visitantes”, afirma o diretor comercial.
Economia
Além do impacto ambiental positivo, os associados que fizerem a adesão ao programa irão reduzir significativamente os custos. Sanson explica que esta é uma grande oportunidade de gerar economia e reinvestir no setor. “A tarifa de energia impacta em 20 a 30% nos custos do hoteleiro. Reduzir este percentual permite ao empreendedor um investimento no próprio setor, em maquinário, pessoal, treinamentos e marketing, reaquecendo a economia local”, pontua.
Incentivo e crescimento
Por meio da Lei 21.713, de 2017, o governo de Minas Gerais estimula a produção e a comercialização de energia solar no estado a empresas com atividade de geração, transmissão ou comercialização desse tipo de energia, por meio da concessão de créditos de ICMS relativos à aquisição de energia solar produzida no estado, pelo período de 20 anos.
De acordo com a Cemig GD, a carteira de clientes vem se expandindo, tendo firmado recentemente contrato com outra importante entidade, a Associação Comercial e Empresarial de Minas – ACMinas, num acordo poderá levar também a uma redução de até 22% no custo com energia elétrica para a sede da entidade a partir de outubro.
O Hotel MM está localizado em São Gabriel do Oeste, há 137 km de Campo Grande, MS. (canalenergia)

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Caso da usina nuclear em Pernambuco

Vendedores de ilusão: Caso da usina nuclear em Pernambuco.
Uma forte ofensiva para a construção de novas usinas nucleares do país tomou fôlego no atual governo. Principalmente pelo fato de quem está a frente do Ministério de Minas e Energia é um almirante da marinha brasileira, atuante na área nuclear, tendo sido coordenador do programa Brasil e França para construção de submarinos, inclusive 2 deles movido a energia nuclear.
Além disso, outro fator não declarado abertamente contribuiu para esta ofensiva, o grande interesse de setores militares-civis para que o Brasil tenha sua bomba atômica. Tecnologia não falta ao país para construção deste artefato bélico. A questão atual para ainda não contar com a bomba tupiniquim é de origem econômica, pois seria necessário tornar competitiva a extração do urânio e de toda cadeia produtiva associada. Com as 6 usinas nucleares previstas, aumentaria assim a demanda desde a extração, as diferentes industrias envolvidas no ciclo do combustível nuclear.
Pernambuco é a bola da vez para receber em seu território um complexo nuclear, composto por 6 usinas, com uma potência instalada de 6.600 MW, a um custo total de 30 bilhões de dólares. O município “escolhido” foi o de Itacuruba distante 470 km de Recife, na beira do Rio São Francisco. Conhecido como rio da Integração Nacional, banha 7 estados, beneficiando com suas águas mais de 500 municípios, com 20 milhões de nordestinos dependendo direta ou indiretamente deste grandioso rio e de sua bacia hidrográfica.
Em Pernambuco, assim como em outros estados nordestinos suas respectivas constituições estaduais vedam a instalação de usinas nucleares em seu território. O que seria um impeditivo legal para esta insanidade de nuclearizar o território brasileiro.
Projeção da Eletronuclear, para a usina em Itacuruba, com seis reatores.
Mais isto não parece ser problema para aqueles que se tornaram cristãos novos na defesa deste empreendimento, cujo conteúdo do discurso contém meias verdades, e é capcioso, o que pode levar a população a cometerem erros de avaliação em seu processo de discernimento e de formação de opinião.
Em Pernambuco, o recém convertido deputado estadual Alberto Feitosa tem se destacado na defesa das usinas nucleares, inclusive propondo uma emenda a constituição estadual (Nº 000009/19 de 24/9/2019), para alterar seu artigo 216, que veda usinas nucleares no território pernambucano. A redação proposta já induz a considerar a energia nuclear como uma fonte renovável, com suas vantagens intrínsecas. Má fé ou mesmo ignorância total? A energia nuclear (minérios radioativos) não é uma fonte renovável de energia.
Difícil entender esta posição, pois os argumentos utilizados levam a confundir, e mesmo iludir as pessoas. E que nada esclarecem e nem colaboram para o debate sério sobre o tema. Talvez a origem militar, do nobre deputado, tenha contribuído para este posicionamento, de alinhamento automático aos setores pró-nuclear. Talvez? Porque realmente, do tema conhece muito pouco, apesar de falar com toda retórica de um pseudo especialista, formado a “toque de caixa” para desempenhar a sua função, no intrincado jogo de interesses que envolvem os “negócios da indústria nuclear”.

Na justificativa para sua emenda constitucional, comete maledicências. Afirmando a competitividade da nucleoeletricidade, cujos custos para novos empreendimentos seria hoje de R$ 480,00/MWh (MegaWatt-hora). Valor este já defasado, segundo o mais recente Relatório Anual da Indústria Nuclear Mundial (WNISR) que aponta para os custos da energia nuclear entre US$ 112 e US$ 189 por MWh. Enquanto a energia eólica situa entre US$ 29 e US$ 56 por MWh, e a energia solar fotovoltaica entre US$ 33 a US$ 44 por MWh.
Na questão ambiental é uma verdadeira falácia dizer que a energia elétrica produzida pela usina nuclear não emite gases de efeito estufa (GEE). Não é dito ao cidadão que para fabricar o combustível de uma usina nuclear, uma série de processos, envolvendo várias indústrias: desde a mineração, beneficiamento, conversão, enriquecimento, fabricação das pastilhas de combustível, o descarte dos resíduos (reprocessamento e armazenamento). Além do processo de descomissionamento da usina depois de sua vida média de 50 anos. Todo este conjunto de atividades/processos emitem os chamados GEE, e que devem ser levado em conta neste falso debate que a energia nuclear é limpa.

Outro aspecto da soberba no discurso infundado dos prós é a tentativa de minimizar o máximo possível os riscos de acidentes em uma usina nuclear. Alguns mais fanáticos, mais irresponsáveis, chegam a afirmar a inexistência de risco de ocorrer um acidente, traduzido como vazamento de material radioativo para o ar, terra e água. Como verdadeiros “deuses” que tudo podem, e tudo sabem, na ânsia de defenderem o indefensável; subliminarmente passam a ideia que podem controlar a natureza.
Um exemplo que serviu de alerta foi em Fukushima. Lá natureza disse a que veio. Um terremoto em alto mar, provocando ondas gigantescas (tsunamis), inundou e destruiu a casa de força do complexo nuclear, cortando a energia elétrica que moviam as motobombas para circulação da água do oceano, e assim deixando de refrigerar os reatores. Resultado provocado foi o derretimento de 3 reatores dos 6 existentes, seguido do vazamento de uma extraordinária quantidade de material radioativo para a natureza, e como consequência as mazelas que este tipo de acidente provoca.
As perguntas que não querem calar são:
“Por que então vamos correr este risco de um acidente nuclear com vazamento de radiação no rio São Francisco, se não precisamos para atender nossa demanda por energia elétrica, e que hoje o nuclear somente contribui com 1,1% de toda potencia elétrica instalada no país?”.
“Por que recorrer a uma fonte de energia no mínimo polêmica, com alto grau de periculosidade, se dispomos em abundância de outras fontes fornecidas pela natureza como Sol, vento, água e matéria orgânica (biomassa)?”
“Por que recorrer a uma fonte que produz energia cara, e que vai provocar mais ainda o aumento da fatura para o consumidor final?”
“Por que deixar para as gerações futuras o problema que ainda hoje é insolúvel, o que fazer com os resíduos, criados nas usinas nucleares, com elementos químicos que podem continuar emitindo altas doses de radiação por milhares de anos. Além das usinas gerarem artificialmente um isótopo do elemento químico plutônio, considerado o mais nocivo, o mais venenoso de tudo que existe no mundo?”
Se a energia nuclear é cara, perigosa e poluente qual o motivo para instalar estas usinas em nosso país, no Nordeste brasileiro, ao lado do rio São Francisco?
A não ser que acreditemos ainda num discurso vazio, já “cansado”, que é o do desenvolvimento para a região, a geração de empregos, de renda, blá, blá, blá. Esta ladainha já não convence mais os homens e mulheres de bom senso, de boa vontade, que escutam essa mesma ladainha, para justificar empreendimentos que só beneficiam alguns (os de sempre), e trazem sérios prejuízos a maioria.
Veja Pernambuco terá uma usina nuclear?: https://slideplayer.com.br/slide/3132453/.
Precisamos impedir mais está insanidade. Dai a única força que impedirá mais este atentado a vida, é a força do povo. O que significa a manifestação da maioria em dizer claramente: NÃO queremos, NÃO precisamos, e NÃO vamos aceitar a instalação de usinas nucleares no Brasil, no Nordeste, em Itacuruba. (ecodebate)

Complexo de Chernobyl: a USP e o preço da mentira

Há 33 anos, parte da Europa ficou ameaçada de se tornar inabitável após o acidente nuclear na Usina de Chernobyl. O episódio de 25 de abril de 1986, na região onde hoje fica a Ucrânia, foi retratado recentemente na série “Chernobyl e o preço da mentira.”.
A série mostra o que acontece em um sistema hierarquizado quando opiniões técnicas contrariam interesses políticos.
De um lado, os membros do Partido Comunista, representados por Boris Scherbina, então Vice-Primeiro Ministro da União Soviética. Do outro lado, os técnicos liderados por Valery Legasov, o físico nuclear responsável por avaliar os danos do acidente.
Segundo Scherbina, o acidente havia provocado apenas uma radiação de 3,6 Roentgen (o equivalente a um raio-X). Não havia, portanto, motivos para se preocupar: a situação era estável e estava sob controle. Ouvindo a narrativa política, Legasov não se conteve:
“Não! Isso não é verdade. A verdade é que a leitura máxima do dosador é de 3,6 Roentge. Pelo que vi, este número deve ser muito maior...”.
Diante do impasse, o que fizeram os membros do Partido Comunista – aqueles responsáveis por tomar as decisões? Confiaram nos especialistas da reunião? Buscaram mais informações? Tentaram compreender mais o ocorrido? Não! Pelo contrário, acreditaram na versão que era conveniente ao Partido.
O tempo mostrou a verdade. A radioatividade não era 3,6, mas 15.000 Roentgen, o equivalente a 400 bombas de Hiroshima e Nagasaki juntas. Uma fumaça de Iodo-131 e Césio-137 se espalhou pelo vento. Menos de dois dias depois do acidente, a fumaça radioativa havia chegado à Suécia, a 1.100 quilômetros do local da explosão, na cidade em Pripyat.
Chernobyl foi o maior acidente nuclear da história, classificado como um evento de grau 7 (a classificação máxima). Segundo as estatísticas da velha URSS, apenas 31 pessoas morreram no acidente, mas a ONU estimou em 2005 que mais de 4 mil pessoas morreram pela exposição à radiação. A decisão das autoridades de minimizar o acontecido e não avisar a população para se auto proteger maximizou a contaminação.
Apesar de Chernobyl ter se passado em 1986, a mentalidade está presente até hoje. Inclusive na USP, a principal universidade do país.
A Universidade de Leiden, na Holanda, produz anualmente um ranking com as instituições que mais produzem pesquisa acadêmica. Segundo esse ranking, de 973 universidades analisadas, a USP foi a 8ª que mais produziu artigos. Foram 16.846 artigos entre 2014 e 2017.
Em meio a críticas recentes, a notícia era boa o suficiente para o alto escalão da USP comemorar. O próprio Jornal da USP fez uma matéria com o título: “Ranking que avalia produção científica classifica a USP como a 8ª melhor do mundo.”.
Como recentemente passei a compor o conselho consultivo da USP – como representante do Poder Legislativo Paulista – senti-me como Legasov e os técnicos vendo os camaradas soviéticos comemorando o fato de a radiação ser supostamente 3,6 Roentgen. Trata-se de um autoengano.
Assim como ele, infelizmente tenho que dizer que não há praticamente motivo algum para se comemorar.
O Ranking Leiden classifica as universidades em todo mundo pelo volume de publicações acadêmicas. Como a USP está entre as maiores universidades do mundo em número de professores e alunos, é natural que tenha mais quantidade de pesquisas do que as outras.
Seria a mesma coisa que dizer que somos quatro vezes mais prósperos que a Suécia, já que temos um PIB de 2 trilhões de dólares, enquanto eles possuem um PIB de US$ 500 bilhões. Quem utiliza essa lógica ignora que o fato de que temos 210 milhões de pessoas e eles, apenas 10 milhões.
Não podemos comparar a USP, que tem 98 mil alunos, com Stanford, que possui 16 mil.
Temos que avaliar a qualidade da pesquisa, e não apenas a quantidade.
Vendo o ranking Leiden, me perguntei: qual a porcentagem das pesquisas está entre as mais relevantes? E quando se faz análise essa análise, dos mais de 16 mil artigos, apenas 6,2% está entre os 10% melhores em suas áreas. Utilizando esse critério, a USP cai para 775ª colocada. Conclusão: a USP produz muitos artigos, mas com pouco impacto no cenário internacional.
Claro que – assim como Legasov – tentei contra argumentar com aqueles que me repassaram a notícia de que a USP era a 8ª melhor do mundo em pesquisa. Mas o que membros do alto escalão fizeram quando viram o Ranking Leiden? Questionaram? Não. Fizeram críticas à metodologia? Não! Pelo contrário, fizeram como os soviéticos em Chernobyl: aplaudiram a verdade que lhes convinha e fizeram questão de divulgar a informação que lhes favorecia.
Não me entendam mal. Não quero diminuir a USP, que é uma universidade respeitada, faz parte da história do país e já fez muitas contribuições relevantes. Pelo contrário, o objetivo é fazê-la melhorar cada vez mais.
Como deputado cuja principal bandeira é a educação, trabalho diariamente para melhorá-la em todo o país, sobretudo no ensino superior. Mais que isso, como membro do conselho consultivo da universidade, quero ver a USP lado a lado com as melhores do mundo.
Porém, como vamos melhorar se aqueles que deveriam reavaliar constantemente os rumos da universidade simplesmente distorcem a realidade?
Como vamos melhorar se buscamos apenas mentiras confortantes e escondemos as verdades inconvenientes? Com certeza não é isso que se faz em Harvard, Oxford, Yale e tantas outras instituições de excelência.
No auge de Guerra Fria, os soviéticos negavam qualquer narrativa que fosse enfraquecê-los para não revelar fraqueza ao Ocidente. Mas em Chernobyl e na vida real, a mentira tem seu preço, e as coisas só pioram quando escondemos os fatos.
No último episódio da série, Legasov pergunta aos presentes no julgamento final: “Qual o preço da mentira”? Cada mentira que contamos gera uma dívida com a verdade. Um dia, esta conta deverá ser paga.
A verdade não pode ser apenas um mero detalhe. Uma cultura de mentiras deixa um rastro de destruição. A USP precisa se livrar do seu complexo de Chernobyl.
Localização das cidades e do complexo nuclear. (blogdopolibiobraga)