domingo, 24 de maio de 2020

Banco BV alonga parcelas para aquisição de equipamentos fotovoltaicos

Portal Solar e banco BV alongam parcelas para aquisição de equipamentos fotovoltaicos.
Modelo de prestação inédita pode chegar até 72 vezes, com prazo de carência de 90 dias.
O Portal Solar, marketplace de equipamentos fotovoltaicos, em parceria com o banco BV, reformulou o financiamento para equipamentos fotovoltaicos. Agora, a linha crédito permite o parcelamento inédito no mercado em até 72 vezes, facilitando ao consumidor a instalação de sistemas de geração de energia solar em residências, comércios e indústrias sem a necessidade de desembolso próprio.
Além do alongamento das parcelas, o prazo de carência para o pagamento da primeira parcela passou de 60 para 90 dias. Essa medida, segundo o Portal, tem o objetivo de dar mais tempo ao consumidor para obter as primeiras economias na conta de luz antes de receber o carnê do financiamento, uma vez que o tempo médio para adquirir um sistema fotovoltaico, despachar, instalar e homologar na distribuidora de energia é de três meses. 
Segundo os cálculos do Portal Solar, em cerca de 70% das operações de crédito contratadas, o alongamento do prazo possibilitará que a economia na conta de luz seja maior do que a parcela do financiamento.
“Agora, é possível comprar energia solar sem gastar dinheiro de imediato e já se beneficiar com a economia na conta de luz num valor maior do que a prestação que será paga mensalmente. Na prática, é como se o consumidor conseguisse na hora um desconto na sua conta de luz e, depois de seis anos, o sistema de energia solar se pagou com a própria economia na conta de luz”, explica Rodolfo Meyer, CEO do Portal Solar.
Para as novas regras de financiamento, a base de cálculo do Portal Solar considerou os preços praticados no mercado, a radiação solar das capitais e as tarifas das distribuidoras de energia que atendem em baixa tensão.
Para o superintendente de Produtos Varejo do banco BV, Daniel Monteiro, o crédito para instalação de placa solar está em expansão, acompanhando o crescimento do próprio mercado. “Uma vantagem é que o financiamento para o sistema de geração de energia limpa tem parcela fixa durante todo o contrato, ao contrário da conta de luz, que aumenta todo ano. Dessa forma, a economia do cliente aumenta progressivamente. Se hoje há uma economia de R$100 na conta de luz, daqui a dois anos, poderá chegar a R$ 115. E, quando acabar a prestação, vai economizar R$ 800 ao mês”, detalha.
Preços praticados no mercado usados como premissa nos cálculos:
Sistema 2,07 kwp: R$ 14.550,36
Sistema 3,45 kwp: R$18.760,03
Sistema 5,52 kwp: R$ 24.012,82
Sistema 8,28 kwp: R$ 35.892,36
Sistema 10,69 kwp: R$ 44.279,92
Sistema 16,56 kwp: R$ 60.859,90
Sistema 20,7 kwp: R$ 73.752,67
Sistema 52,44 kwp: R$ 170.112,91
Sistema 102,47 kwp: R$ 332.535,26
Sistema 310,5 kWp: R$ 975.135,25 (portalsolar)

Indústria gaúcha vai usar energia solar para produção de arroz

Indústria gaúcha vai usar energia solar para produção de arroz.
Coradini Alimentos investe R$ 5,5 milhões em placas solares com objetivo de economizar R$ 80 mil ao mês.
A gaúcha Coradini Alimentos, de Bagé, está prestes a inaugurar um projeto que usa a energia solar para a produção de arroz na unidade. Com investimento de R$ 5,5 milhões, em parceria com o fundo de investimentos americano Long Light Energy, foram instalados na fábrica 3,6 mil painéis solares com capacidade para gerar 1,150 megawatts. O projeto iniciou em agosto do ano passado. Com a ação, a indústria pretende economizar R$ 80 mil ao mês.
A empresa já alia sustentabilidade e economia. A mesma unidade, em Bagé, usa a biomassa, formada pela casca de arroz, para gerar energia elétrica, reduzindo-se assim a quantidade de resíduos e sem utilizar recursos do meio ambiente.
Agora, a ideia é produzir sua própria energia, por meio da fonte solar, para o beneficiamento do arroz. (portalsolar)

Case lança primeira retroescavadeira totalmente elétrica

A empresa de equipamentos de construção está familiarizada com as retroescavadeiras: a CASE alega que construiu a primeira retroescavadeira integrada em fábrica em 1957. E agora, a empresa está progredindo em direção ao futuro da eletrificação, criando o que afirma ser a primeira retroescavadeira totalmente elétrica do setor.
O novo Projeto Zeus tem as mesmas funções e potência que uma retroescavadeira a diesel. No entanto, por ser elétrico, o custo de operação do 580 EV é significativamente menor do que o de operar um modelo a diesel, segundo Case. Também é mais silencioso e emite zero emissões, otimizando-o para uso em construções em cidades lotadas.
A qualidade eletrificada do 580 EV também o torna atraente para empresas incentivadas a trabalhar com equipamentos de baixa emissão, afirma Case. Duas unidades do Projeto Zeus serão entregues a empresas nos EUA durante o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Um será enviado à Avangrid – que atende Nova Inglaterra e Nova York – e o outro à National Grid, que serve Rhode Island, Massachusetts e Nova York.
A Case Construction Equipment apresentou o 580 EV “Project Zeus”, uma retroescavadeira totalmente elétrica.
A primeira retroescavadeira totalmente elétrica é tão poderosa quanto uma movida a diesel, segundo seu fabricante. (biodieselbr)

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Mercado de carros elétricos na Europa triplicará até 2025

Mercado de carros elétricos na Europa deve triplicar até 2025.
Estudo divulgado com base nos dados de consultoria internacional mostra que as montadoras devem investir US$ 163 bilhões nos próximos anos.
Estudo por grupo europeu confirma velocidade de crescimento dos carros elétricos no continente. 
Principal grupo de defesa do transporte limpo na Europa, o Transport & Environment (T&E) divulgou estudo sobre o futuro dos carros elétricos (EV, veículos elétricos, na sigla em inglês) na Europa, que confirma a velocidade de crescimento desses veículos.
O número de modelos desse tipo de veículo no mercado europeu deve triplicar nos próximos três anos. A conclusão foi feita depois de o T&E analisar quais serão os próximos lançamentos, a partir de dados da IHS Markit.
O número de modelos, que no fim do ano passado chegou a 60, deverá alcançar 214 baterias elétricas (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e células de combustível (FCEV) em 2021, acelerando para 333 modelos em 2025.
Para chegar a esses números, será preciso não apenas tecnologia, mas muito dinheiro. As montadoras estão investindo US$ 163 bilhões em eletrificação.
Todas as grandes montadoras europeias, como a Volkswagen, a BMW, a PSA e a aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, têm previsão de lançar uma série de veículos elétricos na Europa. Ainda segundo o relatório, até 2025, a Fiat Chrysler e a Ford deverão oferecer novos modelos no continente.
“Até recentemente, o mercado de EV estava limitado a um nicho de usuários precoces (ou ‘early adopters’), mas a realidade de amanhã será muito diferente, já que os EVs entram em uma nova fase e se aproximam do mercado de massa", informa o relatório da T&E.
Ainda segundo a previsão de produção de veículos leves da IHS Markit e a análise interna da T&E, a produção de VEs na Europa deverá triplicar entre 2019 e 2025, ultrapassando os 4 milhões de carros e vans. Se os dados se confirmarem, esse volume de produção representaria cerca de 1/5 dos volumes de produção automóvel da UE.
O levantamento mostra também que a fabricação de veículos elétricos vai substituir as linhas de produção dos carros movidos a diesel em toda a Europa, com a concentração na Europa Ocidental – Alemanha, França, Espanha e Itália. Já na Europa Central e Oriental, deverão se consolidar como centros de fabricação desses modelos a Eslováquia, a República Tcheca e a Hungria.
Apesar de o estudo ser para o mercado europeu, há dúvidas quanto ao futuro do veículo no Reino Unido, por causa do risco de não negociação dos termos do Brexit, o que afetaria o crescimento da produção e das vendas.

Exemplo
Para Lucien Mathieu, analista de transporte e e-mobilidade da T&E, parte do estímulo para o crescimento projetado para os carros elétricos vem do fato de a União Europeia ter adotado padrões rígidos de emissão de C02 para veículos. No entanto, é preciso adotar outras mudanças para estimular essa motorização, como alterar a tributação de carros para tornar os elétricos ainda mais atraentes do que as alternativas disponíveis atualmente no mercado.
Esse tipo de incentivo será fundamental para os planos de crescimento das montadoras, já que, juntas, elas despejarão bilhões de dólares para continuar a desenvolver o mercado de carros elétricos.
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“Precisamos enviar um sinal claro à indústria de que não há como voltar atrás e concordar com a eliminação progressiva das vendas de carros a gasolina e a diesel nas cidades, em nível nacional e da UE. A era do motor de combustão está chegando ao fim”, avalia.
Apesar de não fazer parte da UE, a Noruega é um exemplo no mercado de veículos elétricos. Em março passado, pela primeira vez, a venda desses modelos superou a de gasolina e diesel juntas. A participação nas vendas quase chegou a 60%, impulsionada por dois fatores principais: a política consistente do governo norueguês de estimular as compras de carros com emissão zero e um número recorde de entregas de Tesla Model 3 naquele mês.
Apesar de ser um país pequeno, com uma população de 5,3 milhões de pessoas, a Noruega é considerada um mercado importante para os elétricos, em particular para a Tesla, de Elon Musk, que festejou na sua conta do Twitter o resultado obtido naquele país.
Carros elétricos serão mais baratos até 2025.
No Brasil, por enquanto, há uma frota de cerca de 10,6 mil carros elétricos, vendidos no período que vai de 2012 a 2018. (correiobraziliense)

Carros elétricos cresceu exponencialmente na Europa em fevereiro

Registo de carros elétricos cresceu exponencialmente na Europa em fevereiro/2020.
A adesão aos carros elétricos na Europa seguia a um ritmo elevado nos últimos meses. Este é um movimento natural e que vai mudar completamente o panorama das nossas estradas no futuro próximo. A mudança está decidida e está já em prática.
Os números referentes a fevereiro foram agora apresentados e revelam um cenário muito animador. O registo de carros elétricos cresceu exponencialmente na Europa em fevereiro, chegando agora aos 92%.
Mercado competitivo
Quem acompanhava os números do mercado automóvel tinha uma visão de que os registos de novos carros elétricos estavam a crescer a um ritmo muito elevado. Cada vez mais estes são uma opção no momento da compra, com todas as vantagens associadas.
Os valores deste mercado para o passado mês de fevereiro vêm mostrar que este ritmo acelerou e que esta presença está ainda mais visível. De acordo com a JATO Dynamics, uma empresa do mercado automóvel, os registos de BEVs aumentaram 92%, para um valor de 38.700 unidades, e os híbridos plug-in aumentaram 153%, para 28.700 unidades.

Tesla não domina
Embora o Model 3 da Tesla domine as vendas de veículos elétricos no mercado global, esse domínio não existe na Europa. Consegue apenas a terceira posição neste mercado, com 3.481 novos registos em fevereiro de 2020. Curiosamente, o seu volume de vendas caiu 6% em comparação com o ano anterior.
Quem domina é o Renault Zoe que vende quase o dobro das unidades, com 6.391 registos em fevereiro. Surpreendentemente, o VW Golf Electric continua popular com 3.695 registos. O Peugeot 208 EV elétrico e o Nissan Leaf completam a tabela dos cinco carros elétricos mais vendidos com 3.463 e 2.416 novos registos.
Vendas de fevereiro
Os números de carros elétricos continuam a crescer de forma elevada. Os seus registos saltaram das 75.400 unidades em fevereiro de 2019 para as 135.500 unidades no mês passado. O aumento de mais de 80% ocorreu às custas dos carros a diesel e gasolina.
Registros de Carros Novos na Europa por Tipo de Combustível.
Até agora, os veículos elétricos foram a maior salvação para os fabricantes que operam na Europa. Esta é uma boa notícia, pois os planos de eletrificação do setor finalmente receberam uma resposta positiva dos consumidores.
As vendas por país
Embora a JATO englobe todos os tipos de veículos eletrificados não nos permite determinar números exatos de VE numa base geográfica, os dados mostram as vendas de carros elétricos por país. Em todo o continente, os VEs representaram quase um terço de todos os chamados registos eletrificados.
Assim, temos em França um valor de 14%, no Reino Unido temos 13%, na Alemanha 11%, em Espanha 10% e em Itália 8,6%.
A Noruega liderou todos os outros mercados com 75% de registo de carros novos como modelos elétricos. (biodieselbr)