sexta-feira, 2 de junho de 2023

Vertimento turbinável chegará a R$ 6/MWh até 2025

Custo com vertimento turbinável pode chegar a R$ 6/MWh até 2025.
Projeção da PSR aponta concentração do curtailment em algumas usinas como desafio ainda maior, assim como as discussões e diferenciações entre flexibilidade e serviços ancilares.

O chamado vertimento turbinável, situação na quais usinas hidráulicas poderiam estar gerando energia pela quantidade abundante de água passando por suas comportas, mas que não acontece em consequência direta da inserção e sobrecontratação das renováveis complementares, pode custar R$ 6 o MWh até 2025 e concentrado em alguns empreendimentos, o que impõe um desafio ainda maior para o setor na visão da PSR.

Os dados trazidos em 30/03/23, pelo coordenador de projetos e consultor de assuntos regulatórios da consultoria, Jairo Terra, mostram ser preciso a implementação de um mecanismo que possa de fato revelar quais os custos das fontes eólica e solar, que trazem um modelo de negócios em que os valores variáveis operativos são tratados como nulos, além da discussão sobre qual é o verdadeiro custo das hidrelétricas, o que varia muito de usina a usina.

“Tem UHE que prefere pagar ao invés de deixar de gerar e comprometer de alguma forma suas máquinas”, comentou o especialista durante o terceiro bloco de apresentações e debates do Workshop PSR, evento promovido em parceria com o Grupo CanalEnergia/Informa Markets no Rio de Janeiro. Ele também afirmou que o quadro técnico da PSR está desenvolvendo diversos estudos envolvendo as temáticas de serviços ancilares, flexibilidade e separação de lastro e energia, haja visto que muitos geradores têm passado por situações críticas.

“Serviços ancilares hoje não são remunerados e tem competido com a geração das usinas, como no caso do suporte reativo, algo que deveria ser pago considerando o custo de oportunidade e de disponibilização dos equipamentos de determinada maneira”, complementa, citando um levantamento no qual avalia como ficaria a flexibilidade do sistema sem hidrelétricas, com valores expressivos entre R$ 20/MWh a R$ 100/MWh.

Além do vertimento turbinável, também chamado de curtailment, a apresentação apontou outras problemáticas para a fonte, como falta de previsibilidade do tempo de concessões, ausência de incentivos à eficiência, muito por conta da regulamentação desenhada para o MRE, além das restrições operativas, principalmente de cunho ambienta e social, e a falta de remuneração adequada aos serviços prestados ao sistema. “Não há outro caminho que não o aprimoramento regulatório”, ressalta. Os rumos para a fonte hídrica foram tratados também recentemente em uma reportagem especial aqui da Agência CanalEnergia.

Restrições operativas impostas às hidrelétricas podem trazer prejuízos ao O&M das turbinas (Cemig).

Novos mercados de capacidade, serviços ancilares e flexibilidade

Uma tônica das apresentações do começo da tarde foi a necessidade de definição e conceituação entre os novos produtos, bem como a definição das necessidades do sistema e especificação dos serviços de forma isonômica, no sentido de que a consagração virá daquele recurso que prover melhor determinado serviço e de maneira menos onerosa.

“Temos que ver as necessidades reais sob ponto de vista do sistema, mas precisamos definir o que é flexibilidade, como um recurso disponível todo momento para o sistema ou definir algum momento em que será provido especificamente”, resume Terra, tecendo sua conceituação como a habilidade do gerador de seguir a carga líquida do sistema.

Pelo lado da capacidade, são pelo menos 7 GW de potencial de ampliação de usinas com espaços vazios para novas turbinas a um custo muito baixo, além da repotenciação ao longo dos anos. Já segundo o PDE 2032 serão necessários 5 GW para atendimento da ponta até 2028, o que segundo Jairo Terra exigiria um leilão de capacidade com as hídricas ainda nesse ano, citando também as projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de 13 GW até 2031.

“Serão R$ 4,4 bilhões anuais de investimentos para o mercado de potência a partir de 2028, com base e atualização sob os preços ofertados no último leilão de reserva de capacidade”, informa o especialista.

Questionado sobre a competitividade entre térmicas e UHEs nos certames, Terra ressalta que para essa comparação direta é preciso calcular a contribuição de potências das hidrelétricas, do quanto tem de risco de não entregar a energia, e que faz sentido a participação de eólicas e solares no leilão de capacidade cumprindo os contratos conforme cada momento avaliado para o sistema, o que deve valer para qualquer fonte.

Sobre serviços ancilares, o especialista da PSR citou boas oportunidades com controle de frequência, suporte de reativos e de auto restabelecimento de geradores, diretamente proporcional ao maior incremento de renováveis intermitentes na matriz. Ademais trouxe dados do Chile e Reino Unido, que gastam US$ 585 milhões e US$ 2 bilhões respectivamente com o segmento, sendo importante trazer um regulamento que remunere esse tipo de serviço no Brasil, que hoje pela lei recairia no consumidor.

Por fim, os últimos destaques do painel foram as perspectivas futuras do lastro de flexibilidade como um novo produto a ser gerado e remunerado, e o resultado da enquete feita com o público, sobre quais os serviços seriam mais interessantes para o sistema no futuro, com 50% indo para flexibilidade, 25% para capacidade e 15% para os serviços ancilares. (canalenergia)

Auren inaugurou 2 complexos eólicos no Nordeste

 Auren inauguro dois complexos eólicos no Nordeste brasileiro.

Ventos do Piauí II e III contam com 93 aerogeradores com potência nominal de 4,4MW cada.

A Auren inaugurou na semana passada dois novos parques eólicos na região Nordeste do país. Com capacidade instalada de 409,2MW, Ventos do Piauí II e III contam com 93 aerogeradores com potência nominal de 4,4MW cada. Os complexos estão localizados nos municípios de Curral Novo do Piauí, Paulistana e Betânia do Piauí (PI) e Araripina e Ouricuri (PE).

Complexos Eólicos da Auren Energia deverá evitar a emissão de aproximadamente 1.6 milhão de toneladas CO2 e contribuem com descarbonização da economia no país.

Com investimento total de R$ 2,1 bilhões, os novos parques já estão em operação comercial desde o final de novembro do ano passado. A mesma região conta com mais dois Complexos eólicos, Ventos do Piauí I e Ventos do Araripe III.

Aerogeradores do complexo eólico Ventos do Piauí.

Auren Energia entrega 93 aerogeradores dos complexos Ventos do Piauí II e III.

Os empreendimentos têm capacidade de 409 MW, energia suficiente para abastecer 800 mil domicílios.

Empresa conta ainda com a construção, em fase inicial, do complexo fotovoltaico Sol do Jaíba, em Minas Gerais, que irá agregar ao portfólio da companhia 632MWp de capacidade instalada. Auren destacou que também está construindo o primeiro parque de geração híbrida do Brasil. O Sol do Piauí tem previsão de 48MW de capacidade instalada a partir de fonte solar e deve operar no modelo associado, compartilhando a mesma subestação de energia com o complexo eólico Ventos do Piauí I, em operação desde 2017. (canalenergia)

Lula assina decreto que inclui insumos fotovoltaicos no Padis

Programa do MCTI vai estimular a fabricação de semicondutores para painéis solares pela indústria nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que prorroga o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) até 31/12/26 e acrescenta equipamentos usados na fabricação de painéis solares.
Decreto inclui insumos fotovoltaicos no Padis, que valerá até 2026.

Com a desoneração aplicada a esses materiais, programa do MCTI vai estimular a fabricação de semicondutores para painéis solares pela indústria nacional.

Entre os novos insumos incluídos no programa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação pelo decreto presidencial, estão chapas e tiras de cobre, vidro temperado, condutores elétricos, cimento de resina e caixas de junção para módulos fotovoltaicos.

Governo publica decreto que inclui insumos de painéis solares no Padis até 2026.

Segundo o secretário substituto da secretaria de ciência e tecnologia para a transformação digital do MCTI, Henrique de Oliveira Miguel, ao adicionar os itens ao Padis, será possível garantir que os benefícios fiscais do programa favoreçam as empresas que produzem placas solares no Brasil. “Com a redução de impostos aplicada a esses materiais, estimulamos a indústria nacional a fabricar os painéis aqui no país em vez de importá-los”, disse. (canalenergia)

terça-feira, 30 de maio de 2023

UE fecha acordo para não produzir carros a gasolina e diesel até 2035

UE fecha acordo para acabar com produção de carros a gasolina e diesel até 2035.
Os países da União Europeia (UE) chegaram em 27/03/23 a um acordo que valida o fim dos automóveis com motor de combustão interna a partir de 2035, um dos pilares das ambições do bloco em questões ambientais.

O texto obrigará os carros novos a deixarem de emitir CO2 — eliminando na prática os motores que funcionam com combustíveis fósseis — e será incluído na pauta da reunião de ministros da Energia em 28/03/23 para sua adoção formal.

O anúncio do acordo foi feito pela delegação da Suécia, país que ocupa a presidência semestral do Conselho da UE. A delegação não forneceu detalhes da reunião dos representantes permanentes dos países do bloco em Bruxelas e mal mencionou que houve "amplo apoio" ao documento resultante do acordo.

Este regulamento para acabar com as emissões de CO2 na frota automóvel é um dos pilares do ambicioso plano da UE para alcançar a neutralidade do carbono até 2050.

O texto havia sido inclusive aprovado pelo Parlamento Europeu em fevereiro e determinava 100% de motores elétricos para carros novos vendidos a partir de 2035 no bloco.

As gigantes do setor automobilístico europeu já adiantaram seus planos de conversão fabril. Praticamente todas as empresas, inclusive as de luxo, oferecem modelos elétricos.

No entanto, a Alemanha surpreendeu a todos ao mudar de posição e passou a exigir uma proposta da Comissão Europeia (o braço Executivo da UE) para abrir caminho para veículos movidos a combustíveis sintéticos.

Opção questionada

Combustíveis sintéticos são questionados por ONGs (Organizações Não Governamentais) ambientalistas que os consideram caros, grandes consumidores de energia elétrica para sua produção e poluidores, por não eliminarem as emissões de óxido de nitrogênio (NOx).

Esses combustíveis ainda estão sendo desenvolvidos, embora a ideia tenha sido timidamente apoiada por algumas construtoras para manter a comercialização de carros com motor de combustão interna além de 2035.

Ao mesmo tempo, muitos especialistas duvidam que essa solução possa prevalecer no mercado frente aos carros elétricos, cujo preço deve cair, de acordo com as previsões para os próximos anos.

De qualquer forma, a mudança abrupta de posição do governo alemão pegou o resto dos países da UE de surpresa e gerou desconforto. O assunto chegou a ser um tema obrigatório nas discussões durante uma cúpula europeia realizada na semana passada.

No sábado, a comissão e a Alemanha anunciaram uma forma de chegar a um acordo sobre a redação do texto. Esse entendimento deixaria inalterado o documento já aprovado, mas a comissão se comprometeria a abrir um caminho mais explícito para os combustíveis sintéticos em uma proposta separada, que deveria ser validada por volta de setembro de 2024.

Entretanto, Olaf Scholz chefe do governo alemão, se encontrou nessa posição difícil para manter a unidade da coalizão de seu governo.

Em uma mensagem no Twitter, o ministro dos Transportes alemão observou que "os veículos com motor de combustão poderão ser registrados novamente após 2035 se usarem combustíveis neutros em CO2". (biodieselbr)

Governo aposta em combustíveis fósseis e vai contra discurso climático

Governo Lula aposta em combustíveis fósseis na contramão do discurso climático.
Apesar do discurso de campanha e pós-eleição que garantia que a crise climática teria protagonismo nas políticas públicas, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito novos investimentos em combustíveis fósseis.

Em 24/03/23 o MME (Ministério de Minas e Energia) anunciou planos para escalar a produção nacional e tornar o Brasil o quarto maior produtor mundial de petróleo – hoje é o oitavo, de acordo com a Administração de Informação Energética dos EUA.

Uma frente especialmente sensível é a da exploração de petróleo pela Petrobras na foz do rio Amazonas, que está nas fases finais do licenciamento ambiental.

Esses movimentos acontecem na contramão da ciência, que aponta que para frear as mudanças do clima é essencial que fontes de energia suja ocupem um espaço cada vez menor na matriz energética mundial.

Recente relatório do painel do clima da ONU (IPCC, na sigla em inglês) afirma que é necessária "uma redução substancial no uso geral de combustíveis fósseis" para zerar as emissões líquidas de carbono, ou seja, para que todo o CO2 emitido possa ser reabsorvido. O documento é o maior e mais avançado estudo já feito sobre o tema e tem o objetivo de nortear a elaboração de políticas públicas.

Outra pesquisa, elaborada pela Agência Internacional de Energia, aponta que para atingir a meta de zerar emissões líquidas até 2050 é essencial que nenhum novo projeto de extração de combustível fóssil seja autorizado.

O IPCC já apontou que atingir esse objetivo nas próximas três décadas é um dos passos mais importantes para cumprir o Acordo de Paris e limitar o aquecimento global a 1,5°C.

Em comunicado, Alexandre Silveira, que chefia o MME, se refere ao petróleo e ao gás natural como "a riqueza do povo brasileiro que está no subsolo".

"Sem medidas para promover sua exploração e produção, não há empregos, renda ou desenvolvimento regional. Temos uma janela de oportunidade, não podemos perder o novo pré-sal que pode estar na margem equatorial e que será o passaporte para o futuro das regiões Norte e Nordeste do Brasil", diz.

Petróleo

Os 10 países com maior produção de petróleo do mundo em 2021

A margem equatorial brasileira é o trecho que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte, onde ficam cinco bacias sedimentares que estão na mira da Petrobras. O que está mais próximo do início da exploração é o bloco 59, na bacia da Foz do Amazonas, que recebeu a concessão de exploração da ANP (Agência Nacional do Petróleo) em 2013.

O bloco fica a cerca de 160 km da costa do Oiapoque (AP) e a 500 km da foz do rio Amazonas propriamente dita. O interesse da indústria petroleira por ele vem do fato de que blocos que já foram perfurados nas proximidades, como na Guiana, tiveram resultados positivos em termos de reservas de óleo.

A área abriga imensos sistemas de recifes de corais descobertos recentemente e sobre os quais ainda se sabe pouco. "É a região que o rio Amazonas deságua no mar, que leva nutrientes até o Caribe e alimenta uma biodiversidade muito rica", explica Daniela Jerez, analista de políticas públicas da ONG WWF.

Originalmente adquirido pela BP, o bloco 59 é administrado hoje pela Petrobras, que espera autorização do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para fazer a perfuração de um poço exploratório. Com isso, vai ser possível estimar quanto óleo existe no local.

O processo de licenciamento começou em 2014 e hoje está em fase avançada —ainda que, de acordo com o Ibama, estudos tenham demonstrado preocupação devido à alta sensibilidade ambiental e aos desafios logísticos para o desenvolvimento da atividade na região.

A Petrobras ressalta que vem cumprindo todos os requisitos e procedimentos estabelecidos pelos órgãos reguladores, licenciadores e fiscalizadores para a concessão da autorização.

A petroleira disse, ainda, que a margem equatorial poderá abrir uma frente energética fundamental para o país e que novas fronteiras são essenciais para a garantia da segurança e soberania energética nacional.

No plano estratégico da empresa para o período de 2023 a 2027, estão previstos quase US$ 3 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões) para a exploração da margem equatorial, onde já adquiriu outros blocos. O total para exploração e produção é de US$ 64 bilhões (cerca de R$ 336 bilhões).

Outros US$ 4,4 bilhões (R$ 23 bilhões) devem ir para ações que reduzam as emissões de carbono das operações da empresa. Não há previsão de investimento em fontes de energia renováveis, como eólica e solar.

No início de março/2023, a Petrobras anunciou lucros de R$ 188,3 bilhões em 2022 — os mais altos da história não apenas para a estatal, mas também entre todas as empresas brasileiras. Outras grandes petroleiras, como Chevron, Exxon Mobil, Shell e BP, também tiveram lucros recordes no período.

"Existe certo fetichismo, na nossa análise, de que o petróleo é a solução para tudo. Acreditamos em acelerar a transição e transformar o Brasil não só em produtor de energia verde, mas também exportador", afirma Juliano Araújo, diretor do Instituto Arayara e do Observatório de Petróleo e Gás. "Se ficarmos amarrados no petróleo, vamos perder todas as janelas de oportunidade".

Governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contraria discurso de campanha e pós-eleição.

Governo Lula aposta em combustíveis fósseis na contramão do discurso climático.

Apesar do discurso de campanha que garantia que a crise climática teria protagonismo nas políticas públicas, o governo de Lula tem feito novos investimentos em combustíveis fósseis.

Para quem acompanha esse tema, a postura pró-petróleo do governo Lula não é exatamente surpreendente. Nos relatórios do grupo de trabalho de Minas e Energia da transição de governo, por exemplo, já se falava em ampliar a exploração de óleo e gás, inclusive na margem equatorial.

A meta assumida pelo país após o Acordo de Paris (a Contribuição Nacionalmente Determinada, conhecida pela sigla em inglês NDC) previa uma redução das emissões de gases de efeito estufa de 37% até 2025, em relação aos níveis de 2005. Até 2021, a redução nas emissões brutas foi de apenas 8,2%, segundo os dados do Seeg (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa).

Durante o governo de Jair Bolsonaro, a NDC foi atualizada duas vezes, ambas recorrendo a mudanças do referencial de emissões no ano-base de 2005. Na prática, a manobra, que foi chamada de "pedalada climática", faz o Brasil chegar a 2030 com uma meta de emissão maior do que o previsto pela primeira NDC.

A maior parte das emissões brasileiras vem do desmatamento (49%), seguida pelo agronegócio (25%). O setor de energia é o terceiro colocado, responsável por quase um quinto (18%) do total.

"Você tem que ter um cronograma de descarbonização, não do aumento do carbono. Eu não estou mirando no petróleo zero, mas não dá para expandir, nós temos que reduzir. Temos que fazer um planejamento estratégico que considere a crise climática", opina Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do Observatório do Clima.

Na entrevista coletiva em 22/03/23, ao lado do ministro do Clima e Meio Ambiente da Noruega, Espen Barth Eide, a ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva, foi questionada sobre a ampliação das atividades da Petrobras na foz do Amazonas.

"Minha posição pessoal é que a Petrobras deve transitar para ser uma empresa de energia. Não só de exploração de petróleo", disse. "Devemos usar esses recursos para investir em tecnologia, em inovação, para novas fontes de geração, do vento, do sol, da biomassa e da produção de hidrogênio verde. É um processo de transição. Isso não acontece da noite para o dia".

Governo Lula aposta em combustíveis fósseis na contramão do discurso climático.

Uma frente especialmente sensível é a da exploração de petróleo pela Petrobras na foz do rio Amazonas.

A ministra afirmou, ainda, que a transição energética é um desafio no mundo todo. "Vivemos o paradoxo de ainda não conseguir prescindir dessa fonte de geração de energia. Mas, obviamente, temos o sentido de urgência de fazer o mais rápido possível essa transição". (biodieselbr)