O entendimento vem com o nível cultural e intelectual de cada pessoa!!! Aprendizagem, conhecimento e sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança em agregar novos valores aos já existentes.
quarta-feira, 28 de junho de 2023
Enel X Brasil vence leilão de iluminação pública para Itanhaém
Hospital Veterinários da UFMG tem iluminação modernizada
Hospital Moinhos de Vento terá energia 100% renovável
Investimento de R$ 1 milhão
está em linha com o planejamento estratégico para o ciclo 2022-2026.
O Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), deu um importante passo em suas práticas sustentáveis em linha com o planejamento estratégico para o ciclo 2022-2026. A instituição contará com 100% da energia consumida vinda de fontes renováveis. A Aneel e a CEEE Equatorial (RS) aprovaram a instalação de planta fotovoltaica sobre um dos estacionamentos do complexo de saúde.
Hospital Moinhos de Vento é o primeiro do Sul do Brasil a receber certificação de uso de energia renovável.
O investimento de R$ 1 milhão
possibilitará que a energia nas salas e consultórios no prédio do DOC Melnick
Even e de anexos administrativos do complexo, também localizados no bairro
Moinhos de Vento, seja oriunda das placas solares. A instituição estima que o
investimento voltará em cerca de 72 meses. Depois disso, a economia deve ser,
em média, de R$ 13 mil por mês, valor que será aplicado em investimentos na
própria unidade.
Nesses espaços, o hospital destacou que mantém setores voltados à tecnologia da informação, jurídico, administrativo, além de serviço de neurologia, telemedicina e o escritório de projetos do Proadi-SUS. As obras devem começar nos próximos dias, com finalização prevista em quatro meses.
A instituição tem obtido uma série de avanços em ESG, com destaque para o cuidado com o meio ambiente. Em 2021, o Moinhos recebeu a certificação I-REC ao se tornar o primeiro do setor na região Sul a ter 100% da operação hospitalar em sua sede alimentada por energia renovável, no âmbito do Programa Brasileiro GHG Protocol. (canalenergia)
segunda-feira, 26 de junho de 2023
Caminhos para o hidrogênio no Brasil
O maior desafio dado aos
produtores de hidrogênio no mundo é a falta de modelos de negócios viáveis.
Tecnologia e produtividade ainda estão sendo buscadas. Aplicações e locais para
descarbonizar não faltam. Ainda há necessidade de mais políticas de apoio e
subsídios até pelo mundo desenvolvido. A estratégia estabelecida pelos
empresários é de que o desenvolvimento do mercado de hidrogênio seja
sustentável a partir de uma década.
Informações divulgadas pelo
“Massachusetts Institute of Technology” (MIT), indicam que o combustível de
hidrogênio custa cerca de US$ 5 por quilo para ser produzido. O objetivo é
reduzir para US$ 1 por quilo. A redução no preço deste combustível deve ser de
80% com relação ao nível atual para garantir a sua viabilidade.
Diversas regiões
metropolitanas e cidades necessitam descarbonizar e iniciar este processo de
transição para fontes de energia limpas e livres de emissões de carbono. A
instalação de painéis de energia solar nos telhados ou no topo de edifícios
deve continuar e ser uma tendência crescente.
Os parques eólicos deverão seguir sucessivas ondas de repotenciamento em seus aerogeradores. As indústrias e diversas soluções para o transporte — de cargas e pessoas deverão ter soluções híbridas no consumo de energia, provavelmente incluindo o uso do hidrogênio nos seus processos.
Conforme a Organização das Nações Unidas (ONU/COP 27/2022), o “Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS)” de “número dezessete” e que contempla as parcerias e meios de implementação para o desenvolvimento sustentável é um dos mais desafiadores. É a ODS que precisa da integração entre finanças, tecnologia, capacitação técnica, integração comercial mundial sem barreiras tarifárias e constituição de parcerias multissetoriais entre outros desafios para chegar a este desenvolvimento.
Ainda conforme a ONU, existem
quatro indicadores que provam a existência de uma mudança climática da Terra. O
primeiro é alta concentração do carbono na atmosfera e que está causando o
efeito estufa. O segundo é um significativo aumento do nível do mar. O terceiro
é a elevação da temperatura dos oceanos e o quarto é a acidificação oceânica.
Conforme a instituição, estes
quatro indicadores vêm estabelecendo sucessivos novos recordes. Com base na
evolução anual destes indicadores, a ONU afirma haver um sinal claro de que a
atividade humana está causando mudanças em escala planetária. Esta mudança
afeta de forma dramática e duradoura a própria existência da vida do planeta.
Com este diagnóstico, a ONU indica que a chave para enfrentar esta crise é acabar com nossa dependência de energia gerada a partir de combustíveis fósseis, que são as fontes geradoras de carbono, o principal responsável pelas mudanças climáticas. A instituição alerta que as tecnologias de energias renováveis e limpas como a hidrelétrica, eólica e solar já existem e, na maioria dos casos, são mais baratas do que o carvão e outros combustíveis fósseis. Avalia, então, que sem energias renováveis, não pode haver futuro para o ser humano sobre a Terra.
O hidrogênio é considerado uma energia limpa porque a sua combustão resulta somente em água. O seu potencial energético é bem conhecido e compreendido. É o elemento mais abundante no universo. Ele atualmente se constitui em opção viável para aplicações diversas, permitindo o uso industrial, aquecimento de residências e de edifícios e no transporte.
Estimativas indicam que
considerando apenas a aplicação no setor de transporte, o uso do hidrogênio
poderia reduzir as emissões de carbono na atmosfera em até 30%. Como fonte de
energia elétrica, o hidrogênio pode ser utilizado em células combustíveis, ou
“fuel cells”. O custo das células combustíveis vem se reduzindo e sua
tecnologia vem gradativamente sendo padronizada e recebendo certificações. Para
esta aplicação o hidrogênio atende a diversos requisitos, como a de
armazenamento.
A produção do hidrogênio recebe um tipo de “selo” por sua origem. Pode ser obtido de diversas formas como a que utiliza temperaturas elevadas para separar os átomos de hidrogênios do metano, mas têm como subproduto o monóxido e o dióxido de carbono, fontes do aquecimento global. O hidrogênio produzido desta forma recebe a classificação de “hidrogênio cinza”.
As agências de fiscalização, homologação e certificação passam a ser relevantes nesta área. Existem diversos outros processos de obtenção, mas o produzido a partir da eletrólise da água, utilizando fontes renováveis, como a energia hídrica, solar ou eólica são os únicos estabelecidos para a produção do produto classificado como “hidrogênio verde”. O “hidrogênio verde” tem, então, o objetivo de não aumentar a pegada de carbono na produção de energia, diminuindo ou eliminando o efeito estufa do planeta.
O hidrogênio pode ser
armazenado e transportado integrando um produto como um hidreto, que são compostos
formados por dois elementos, sendo que um deles é, obrigatoriamente, o próprio
hidrogênio. Pode ainda ser transportado como um hidrocarboneto. E no Brasil,
poderia agregar mais valor ao etanol – que possui seis moléculas de hidrogênio
– e que além de ser biocombustível, já possui várias aplicações industriais.
O Brasil ocupa uma posição geopolítica excepcional para a produção do hidrogênio neste novo mercado. O país necessita ainda desenvolver, além da área de pesquisa e desenvolvimento, diversos outros serviços como o de crédito de carbono, que pode estar associado a este mercado. O país possui etanol, com distribuição nacional e já exportada. A facilidade dada por esta estrutura de distribuição e de armazenamento pode promover a utilização deste produto para a produção de hidrogênio.
No país, o mercado interno para o produto não é significativo. Em princípio, sua produção seria destinada prioritariamente para o mercado internacional. Este produto pode representar uma grande oportunidade nos negócios de energia. A matriz energética brasileira apoiada no etanol pode trazer novas oportunidades para o produto e agregar mais valor. Empresas poderão buscar novas oportunidades. São áreas que ainda não foram totalmente mapeadas na escala que o universo da energia exige. (ecodebate)
Hidrogênio verde alternativa para a economia e os objetivos sustentáveis
A necessidade de energia e
produtos que tenham baixa emissão de carbono em sua cadeia produtiva é cada vez
mais urgente para combater as mudanças climáticas e reduzir a temperatura
terrestre. Neste aspecto, o hidrogênio verde tem um papel de extrema
importância e pode ser protagonista da mobilidade sustentável.
Embora mais populares, os
motores à combustão são altamente poluentes e contribuem significativamente
para a emissão de gases do efeito estufa. A indústria automotiva já reconhece a
importância de investir em carros elétricos, mas quando falamos de
infraestrutura de carregamento, a solução pode estar no hidrogênio verde, que
pode começar a abastecer navios, caminhões e até aviões – ou seja, veículos que
não podem pesar demais ou fazer paradas durante longos trajetos. Gerado por
matrizes de energia limpas, ele pode ser utilizado em motores de combustão
interna, se superados alguns desafios técnicos (como eficiência e segurança),
ou em células de combustível.
O Instituto do Petróleo e dos
Recursos Naturais (IPR) da PUCRS tem desenvolvido um estudo sobre a produção de
hidrogênio verde adaptado ao contexto brasileiro. Esse projeto busca
compreender qual o potencial do produto como vetor energético e seus impactos
positivos para diferentes setores da economia.
A Cummins, por exemplo, já atua em seus centros de pesquisa e desenvolvimento com diversos tipos de eletrolisadores capazes de captar energia de fontes diversas para produção de hidrogênio. Enquanto isso, nos Estados Unidos, as usinas da Plug Power trabalham para produzir cerca de 500 toneladas de combustível por dia até o final de 2025, com o propósito de fornecer opções mais sustentáveis para clientes como Amazon e Walmart.
A expansão e popularização desse estilo de combustível tende a desenvolver diversas possibilidades para o setor elétrico. Muito mais do que mobilidade, estamos nos referindo a mudanças em siderúrgicas, que utilizam queima de carvão para produzir aço. Além dos benefícios em geração, bem como para atenuar as intermitências na área das energias renováveis. Tudo isso, de forma muito mais saudável para o meio ambiente e ajudando no combate às mudanças climáticas. (canalenergia)
















