segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Café Lourenço adota sistema fotovoltaico de 11,1 kWp e foge da bandeira 2

Instalação do Dia: Café Lourenço adota sistema fotovoltaico de 11,1 kWp para fugir da bandeira 2

Empresa com sede em Mogi das Cruzes, São Paulo, especializada na moagem e torra de café, além da venda e aluguel de máquinas, buscou a Solar21 para uma solução fotovoltaica e contratou a instalação de um sistema on grid híbrido, preparado para baterias e carregador de veículo elétrico. A expectativa é de economizar mais de R$ 12 mil em um ano.
Sistema fotovoltaico instalado pela Solar21 no telhado da sede do Café Lourenço, em Mogi das Cruzes.

Em resposta ao aumento das tarifas de energia com a bandeira vermelha nível 2, o Café Lourenço, empresa com sede em Mogi das Cruzes, São Paulo, e especializada na moagem e torra de café, além da venda e aluguel de máquinas, buscou a Solar21 para uma solução fotovoltaica e realizou a instalação de um sistema on grid híbrido, preparado para baterias e carregador de carro elétrico. A Solar21 desenvolveu o projeto para oferecer não só economia imediata, mas também futuras expansões para baterias e carregadores de veículo elétrico.

O Café Lourenço, fundado em 1923 no bairro do Belenzinho, São Paulo, cresceu ao longo de quase um século, tornando-se uma referência no segmento de café e locação de equipamentos. Hoje, com sede em Mogi das Cruzes, a empresa atende também o Vale do Paraíba e o Litoral Norte do estado. Com o aumento das tarifas de energia elétrica, a empresa seria impactada significativamente, o que a levou a procurar uma solução sustentável para reduzir custos e manter sua competitividade.

Segundo os franqueados da região, Rômulo Henrique, Fernando Luiz e Sandro, o principal desafio era instalar um sistema que cobrisse o consumo médio da empresa, que gira em torno de 1.230 kWh/mês, sem necessidade de aumento de potência. Além disso, o sistema precisava estar preparado para futuras expansões, como a integração de baterias e a instalação de carregadores para veículos elétricos.

Redução do custo da sua conta de energia com a energia solar fotovoltaica em Mogi das Cruzes será de até 95%.

A Solar21 optou por um sistema fotovoltaico on grid híbrido, projetado para produzir 14.818,50 kWh no primeiro ano, o que equivale a uma média mensal de 1.235 kWh, suprindo integralmente as necessidades de energia da empresa.

Com a instalação, em operação desde o início de setembro, o Café Lourenço deve ter uma economia mensal de R$ 1.001,30, totalizando mais de R$ 12 mil por ano. A previsão é que o sistema pague o investimento em 35 meses, e ao longo de 25 anos, a economia acumulada pode chegar a R$ 300.390,75. Com o valor economizado, a empresa poderá reinvestir em melhorias e inovação.

Equipamentos Utilizados no Sistema de 11,1 kWp

- 20 Módulos fotovoltaicos Jinko Solar de 555 Wp (12 anos de garantia contra defeito de fabricação e 30 anos de garantia de eficiência)

- 1 Inversor Huawei de 8 kW, 220V mono (10 anos de garantia)

- Estrutura de fixação metálica (10 anos de garantia)

- Monitoramento via app Solar21

A Solar21, com sede em São Paulo, é especializada em soluções fotovoltaicas e tem atuação nacional. A empresa já realizou mais de 3 mil projetos, sempre com foco em soluções sustentáveis e de alta qualidade. (pv-magazine-brasil)

Eficiência reduzirá consumo elétrico em 6,8% até 2034

EPE: Ações de eficiência devem reduzir consumo elétrico em 6,8% até 2034.

Dados são comparativos ao ano passado de 2023 e mostram que setor de edificações devem representar mais da metade da demanda por eletricidade daqui a 10 anos.
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) projeta que a eficiência elétrica resultará em uma redução de 6,8% no consumo de eletricidade em 2034 na comparação com 2023.

Consumo de energia no Brasil deverá crescer 2,1% ao ano até 2034

Estudo do Plano Decenal de Expansão de Energia 2034 prevê crescimento no uso de eletricidade e ganhos de eficiência energética.

O consumo de energia no Brasil deverá aumentar em média 2,1% ao ano até 2034, de acordo com projeções elaboradas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e coordenadas pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Os dados estão no Caderno de Demanda e Eficiência Energética do Plano Decenal de Expansão de Energia 2034 (PDE 2034), divulgado em 11/10/24, que apresenta uma visão abrangente do futuro do consumo energético no país.

O estudo aponta que em 2034, os derivados de petróleo devem continuar sendo a principal fonte de energia no Brasil. No entanto, prevê-se um aumento de 2,5% na participação da eletricidade, que é majoritariamente renovável, e um crescimento de 1,6% na utilização do gás natural.

Cenários de consumo e eficiência energética

Um dos destaques do caderno são as projeções para o consumo de eletricidade, que foram apresentadas em três cenários possíveis para lidar com a incerteza do crescimento econômico na próxima década. Os cenários ajudam a prever como a demanda de energia elétrica poderá evoluir, considerando diferentes ritmos de expansão econômica.

Além disso, o relatório enfatiza a importância da eficiência energética. Em 2034, os ganhos de eficiência previstos devem equivaler a uma economia de 6,7% do consumo energético final do Brasil registrado em 2023. O setor de transportes e o setor industrial são os principais contribuintes para essa economia, com participações de 46% e 36%, respectivamente.

Especificamente para a eletricidade, espera-se uma redução de 6,8% no consumo em 2034 em comparação a 2023, resultado de iniciativas como o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), o Programa de Eficiência Energética (PEE) da ANEEL e os Índices Mínimos de Eficiência Energética.

Segurança energética e mudança climática: diferentes visões, diferentes políticas

Segurança energética e mudança climática são os dois grandes eixos em torno dos quais se estruturam atualmente as políticas energéticas no mundo.

Políticas públicas e segurança energética

As políticas públicas de eficiência energética promovem a inovação tecnológica e a substituição de equipamentos por versões mais eficientes, além de incentivar hábitos de consumo que economizem energia. A adoção de práticas eficientes visa garantir a segurança energética do país, além de contribuir para a modicidade tarifária e a competitividade econômica.

De acordo com o PDE 2034, essas iniciativas são essenciais para o planejamento energético de longo prazo e para assegurar que o Brasil continue a avançar em direção a um futuro sustentável e economicamente competitivo.

O investimento do Brasil em energia renovável está crescendo de forma exponencial.

O aumento do consumo de combustíveis fósseis, o esgotamento do petróleo e a poluição do meio ambiente são alguns dos fatores que incentivaram a sociedade a procurar por fontes alternativas. Com o tempo, as energias renováveis evoluíram tecnologicamente e se tornaram tendência ao redor do mundo.

Mais do que isso, elas se tornaram uma necessidade. Graças à abundância, às pequenas taxas de poluição e aos valores cada vez mais acessíveis, as energias renováveis foram impulsionadas durante a pandemia da Covid-19. Elas são vistas por diversos especialistas como a melhor opção para diversificar a matriz energética do Brasil e ajudar na recuperação econômica de várias empresas, que viram seus gastos superarem os lucros. (guiadefatos)

sábado, 2 de novembro de 2024

Energia fotovoltaica em grande escala tem efeito em áreas desérticas

Energia fotovoltaica em grande escala tem efeito ambiental positivo em áreas desérticas.

Pesquisadores da China descobriram que grandes usinas de energia solar têm um impacto positivo no ambiente ecológico das áreas desérticas. Seus testes foram realizados em um parque solar de 1 GW localizado na província de Qinghai, no nordeste da China.
Universidade de Tecnologia de Xi’an, relatórios científicos, Licença Comum CC BY 4.0

Uma equipe de pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Tecnologia de Xi’an, na China, avaliou os efeitos ecológicos e ambientais do desenvolvimento fotovoltaico em larga escala em áreas desérticas.

Como estudo de caso, eles avaliaram o efeito no local (WPS) do Parque Fotovoltaico Qinghai Gonghe, uma enorme instalação de 1 GW localizada em um típico deserto árido alpino em Talatan, na província de Qinghai, no nordeste da China. O WPS foi comparado com áreas de zona de transição (TPS) e fora do local (OPS) para controlar os achados.

Sua análise foi baseada no modelo Driving-Pressure-Status-Impact-Response (DPSIR), recomendado pela Agência Europeia do Meio Ambiente (AEA). Essa estrutura divide as questões ambientais em cinco componentes, conforme mencionado em seu nome.

As forças motrizes (Driving) referem-se às causas subjacentes da mudança ambiental; as pressões são os efeitos diretos das forças motrizes no ambiente; status refere-se à condição atual do ambiente como resultado das pressões; enquanto o impacto se refere ao seu efeito na saúde humana e na biodiversidade; finalmente, a resposta é a ação tomada para abordar ou reduzir os impactos.

Ao todo, foram analisados 57 indicadores nessas cinco áreas. Alguns dos dados foram retirados de documentos oficiais, alguns de monitoramento em tempo real e outros de testes de amostras e investigação de campo. O peso de cada indicador foi baseado no método do peso da entropia, que dá maior importância aos indicadores com menor variabilidade.

Inclusão de Comunidades na Energia Solar

No modelo DPSIR, a classificação ambiental “pior” é alcançada se o intervalo do índice for de 0 a 0,2, se a pontuação for de 0,2 a 0,35, é “ruim”. É considerada “geral” entre 0,35-0,55, “boa” de 0,55-0,75 e “excelente” se varia entre 0,75 e 1.

Por meio de sua análise, os cientistas descobriram que a pontuação geral no WPS era “geral”, com uma pontuação de 0,4393, TPS e OPS pontuaram “ruim” com 0,2858 e 0,2802, respectivamente. De acordo com os cientistas, isso sugere que “o desenvolvimento fotovoltaico induziu principalmente efeitos positivos no microclima da região, nas propriedades físicas e químicas do solo e na diversidade das comunidades vegetais e microbianas, conforme apoiado por descobertas recentes”.

O grupo também descobriu que a usina fotovoltaica do deserto possivelmente influenciou o índice em todas as áreas: WPS marcou 0,0513 em fatores determinantes, enquanto TPS e OPS tiveram 0,0257; também se saiu melhor com a pressão, marcando 0,0145, enquanto o TPS alcançou 0,0090 e o OPS obteve 0,0072. No status, o WPS marcou 0,1818, enquanto o TPS marcou 0,1155 e o OPS mostrou 0,1114. Nos indicadores de impacto, o WPS obteve 0,1096, o TPS 0,0945 e o OPS 0,0948. Quanto à resposta, os resultados foram 0,0821, 0,0411 e 0,411, respectivamente.

A equipe de pesquisa incluiu cientistas do Centro de Inovação da Indústria Fotovoltaica de Qinghai do Grupo de Investimento em Energia do Estado.

Localização do Parque Fotovoltaico Qinghai Gonghe tem uma temperatura média anual de 4,1°C, precipitação de 246,3 mm, evaporação de 1716,7 mm, duração da luz do sol de 2.300 horas a 3.500 horas, radiação total de 6564,26 MJ/m², velocidade do vento de 1,8 m/s, com a direção do vento sendo principalmente oeste e noroeste. O parque usa painéis fotovoltaicos de silício monocristalino ou silício policristalino não transparentes, alguns fixos, alguns com semi-rastreamento e outros com rastreamento completo. (pv-magazine-brasil)

Primeira planta de hidrogênio por meio de energia solar da Petrobras

A Petrobras vai construir sua primeira planta-piloto para geração de hidrogênio renovável na Usina Termelétrica do Vale do Açu, em Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte.

Nova unidade contará com investimento de R$ 90 milhões, tem previsão de operação para 2026. A Usina Fotovoltaica de Alto Rodrigues terá produção ampliada de 1,1 MWp para 2,5 MWp, suprindo a demanda elétrica da do planta-piloto de eletrólise de 2 MW a ser instalada.
Usina Fotovoltaica de Alto Rodrigues, no Rio Grande do Norte.

A Petrobras vai construir sua primeira planta-piloto para geração de hidrogênio renovável na Usina Termelétrica do Vale do Açu, em Alto do Rodrigues, no Rio Grande do Norte. O projeto, com orçamento total de R$ 90 milhões e realizado em cooperação com o Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (Senai ISI-ER), terá as obras executadas pela WEG, empresa brasileira referência global em eletrificação. A previsão é que a planta para teste entre em operação no primeiro trimestre de 2026.

O hidrogênio renovável será gerado pelo processo de eletrólise da água com uso de energia solar, que consiste na quebra das moléculas de água por meio de uma corrente elétrica, separando o hidrogênio e oxigênio.

Segundo o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, trata-se de um projeto-piloto fundamental na estratégia da companhia de investir em descarbonização. “É o primeiro passo para futuras iniciativas comerciais no segmento de hidrogênio sustentável. A produção de hidrogênio renovável a partir da eletrólise da água utilizando energia solar não apenas reduz a emissão de gases de efeito estufa, como também promove o uso de recursos naturais abundantes e sustentáveis no país”.

Petrobras anuncia sua primeira planta de hidrogênio renovável no Brasil, marcando o início de uma nova era de energia limpa e sustentável.

Além do petróleo! Petrobras surpreende mercado ao anunciar sua primeira planta de produção de hidrogênio renovável! Unidade já tem data para operar.

A Usina Fotovoltaica de Alto Rodrigues, que foi construída originalmente para fins de pesquisa e desenvolvimento, terá capacidade de produção ampliada de 1,1 MWp (Megawatt pico) para 2,5 MWp, suprindo a demanda elétrica da unidade-piloto de eletrólise de 2 MW a ser instalada. A usina de eletrólise será testada em diferentes modos de operação, aproveitando a conexão com a malha de distribuição de energia elétrica e o sistema de armazenamento de energia já instalado na unidade.

O hidrogênio produzido será usado para geração de energia e em estudos sobre a adição em gás natural, alimentando microturbinas cujo desempenho e integridade estrutural serão testados com a mistura desses dois componentes. Vale ressaltar que a Petrobras é a primeira companhia brasileira a estudar os efeitos da adição de hidrogênio renovável ao gás natural em microturbinas.

Petrobras vai construir planta de hidrogênio verde no Rio Grande do Norte, projeto prevê investimentos de R$ 90 milhões e a operação está prevista para começas em 2026. (pv-magazine-brasil)

Lactec disponibiliza recarga rápida gratuita para carros elétricos

Lactec disponibiliza recarga rápida gratuita para proprietários de carros elétricos.

Laboratório vai testar um modelo de carregador rápido próprio. A recarga gratuita será realizada na sede do Lactec, entre 9 e 30/10/24.
Proprietários de veículos elétricos podem participar de um projeto de pesquisa e inovação em recarga rápida, testando um novo modelo de carregador desenvolvido pelo Lactec. A recarga é gratuita e será realizada entre 9 e 30/10/24 na sede do Lactec, em Curitiba, Paraná. A inscrição pode ser realizada através de formulário.

De acordo com o pesquisador especialista do Lactec, Carlos Bianchin, o objetivo é garantir que essa tecnologia avançada seja ainda mais eficiente e segura para todos os modelos de carros elétricos. “Como temos vários carros diferentes, o objetivo é testar a comunicação e autorização de recarga dos veículos elétricos. De quebra, também testaremos o nosso eletroposto, tornando-o mais robusto e confiável para o consumidor”.

Lactec oferece recarga gratuita para veículos elétricos

Ação vai até 30/10/24 e faz parte de testes para o novo modelo de carregadores e não vale para modelos BYD.

Durante a recarga, os proprietários ainda poderão contar com o suporte de especialistas do Lactec. Estão sendo buscados veículos elétricos das seguintes marcas: BMW, JAC, Jeep, Land Rover, Mercedes-Benz, Fiat, Mini Cooper, Porsche, Volvo, GWM e outros, exceto BYD, pois os testes com a marca já foram realizados.

O Lactec é um dos maiores centros de pesquisa, tecnologia e inovação do Brasil. Atua fortemente nos mercados de Energia, Saneamento, Meio Ambiente, Indústria e Infraestrutura em todo o ciclo de inovação, desde P&D, ensaios e análises até a execução de processos complexos para o setor de infraestrutura.

É viável ter um carro elétrico no Brasil?

Apesar do alto valor, a rede de recarga aumenta, com mais potência e menor tempo de carregamento. (pv-magazine-brasil)