domingo, 10 de novembro de 2024

Startup Norueguesa combina solar com recarga de veículos elétricos

Startup Norueguesa combina solar com recarga de veículos elétricos e gerenciamento de energia.
A Evert, com sede na Noruega, disse que sua nova solução pode simplificar a instalação de energia solar fotovoltaica, gerenciamento de energia e carregamento de veículos elétricos, combinando vários dispositivos em uma unidade empacotada com software. É feita para os mercados residenciais e comerciais europeus e deve estar disponível em meados de 2025.
A startup norueguesa Evert está desenvolvendo uma solução residencial e comercial que combina inversor solar fotovoltaico, carregamento de veículos elétricos e gerenciamento de energia em uma unidade, substituindo vários equipamentos de vários fornecedores.

Os fundadores da empresa são ex-instaladores de energia solar fotovoltaica. “Percebemos rapidamente que o processo era mais complicado do que deveria ser”, disse o cofundador e CEO da Evert, Kristoffer Fossan, à pv magazine.

A solução proposta destina-se a integrar vários dispositivos em uma unidade, incluindo o inversor fotovoltaico, variando de 5 a 22 kW, controlador de carga solar MPPT, sistema de gerenciamento de energia e um carregador bidirecional de veículo elétrico de 22 kW.

Possui conectividade com a rede e sistemas de armazenamento, além de protocolos de comunicação, como Lorawan, Wifi, Modbus e Canbus. O software de gerenciamento Evert fornece acesso remoto e monitoramento via web e smartphone. Mais detalhes sobre os recursos e eletrônicos não estão sendo divulgados.

Espaço combina garagem solar com recarga de carros

Dois em um, projeto otimiza área de estacionamento para gerar energia renovável

“Nossa solução é direcionada a instaladores e distribuidores que atendem aos mercados solar residencial e comercial para poder oferecer a seus clientes um sistema completo de gerenciamento de energia”, disse Fossen. Está planejado suporte para integração de energia eólica, off-grid, energia solar comunitária e usinas de energia virtual.

A unidade de gerenciamento de energia está atualmente em fase de protótipo. “Os protótipos são entregues ao nosso parceiro de fabricação e estamos estabelecendo parcerias com distribuidores e instaladores em toda a Europa”, disse Fossan. Os primeiros produtos comerciais são esperados em meados de 2025. A fabricação é terceirizada localmente na Noruega.

A Evert foi fundada em 2023. Está a caminho de empregar 30 pessoas até o final do ano.

(pv-magazine-brasil)

EDP fecha contrato de energia solar compartilhada para atender 40 lojas Pão de Açúcar

EDP fecha contrato de energia solar compartilhada para atender 40 lojas do Minuto Pão de Açúcar.

Com contrato válido até 2026, o grupo varejista dono da marca, o GPA, deve evitar a emissão de 648,5 toneladas de dióxido de carbono (CO2).

A EDP prevê ampliar sua capacidade instalada de geração solar distribuída de 258 MWp para 500 MWp até 2026, com investimentos anuais de aproximadamente R$ 600 milhões.
A EDP assinou um contrato de dois anos com o GPA, grupo varejista dono das marcas Pão de Açúcar e Extra, para geração de energia solar no modelo de geração distribuída compartilhada. No total, 40 unidades das lojas Minuto Pão de Açúcar localizadas no estado de São Paulo, passarão a receber os créditos de energia renovável. O contrato prevê o fornecimento de 16,8 GWh (sendo 701,85 MWh/mês), de 2024 a 2026, provenientes de usinas fotovoltaicas localizadas nos municípios de Lorena, Santa Adélia, Leme, Pirangi e Iperó, no interior de São Paulo.

Até 2026, a EDP prevê atingir uma capacidade instalada de cerca de 500 MWp, com aportes anuais de aproximadamente R$ 600 milhões. Atualmente, a companhia possui 90 usinas solares de geração distribuída no Brasil, com capacidade instalada total de 258 MWp. Desse total, 76 usinas (209 MWp) estão em operação, sendo 89 MWp dedicados para a geração distribuída compartilhada. Outras 14 usinas (49 MWp) estão em construção ou aguardando energização.

Pão de Açúcar e EDP assinam contrato para abastecer lojas com energia solar

“O fechamento deste contrato com um dos principais grupos do setor de varejo alimentar no Brasil reforça a nossa estratégia de liderar a geração distribuída solar e a transição energética no país. Temos investido na expansão da nossa capacidade de geração solar, buscando reforçar o pacote de produtos de energia renovável disponível para os nossos clientes, e contribuindo para que cada vez mais empresas descarbonizem seus negócios e tenham operações mais sustentáveis”, afirma o vice-presidente de Soluções para Clientes da EDP na América do Sul, Carlos Andrade.

Com a transação, o GPA deve evitar a emissão de 648,5 toneladas de dióxido de carbono (CO2) até o final do contrato. “Nosso objetivo é cada vez mais evoluir na gestão ambiental de nossos negócios, buscando soluções sustentáveis e eficientes, não só no âmbito energético – como estamos fazendo com a EDP – mas em toda a cadeia produtiva. Ao optar pela utilização de energia proveniente de usinas fotovoltaicas, reforçamos a importância da transição energética para matrizes de menor impacto e baixo carbono”, explica a gerente de Sustentabilidade do GPA, Renata Amaral. (pv-magazine-brasil)

Combustível do Futuro fará demanda por óleo de soja para biodiesel crescer 150%

Combustível do Futuro pode fazer demanda por óleo de soja para biodiesel crescer 150%, estima Itaú-BBA.

Esse incremento elevaria a demanda por óleo de soja para fabricação de biodiesel para 15 milhões de toneladas em 2037 — atualmente são 5,9 milhões de toneladas. Isso significa um crescimento de mais de 150%.

Estimativa do Itaú BBA considera cenário com mistura de 25% no diesel até 2037.
Lei estabelece aumento escalonado da mistura de biodiesel ao diesel; óleo de soja é uma das matérias-primas.

A lei Combustível do Futuro, sancionada no início da semana passada, prevê aumento nos teores de mistura de etanol anidro e biodiesel na gasolina e no diesel, respectivamente, nos próximos anos, além de estabelecer a criação dos programas do combustível sustentável de aviação (SAF) e do biometano. Com isso, tem potencial para elevar a demanda por biodiesel e etanol anidro no Brasil.

A lei estabelece o aumento escalonado da mistura de biodiesel ao diesel, com adição de 1 ponto percentual por ano, saindo de 15% em março de 2025 para 20% em 2030, e com autorização para ir até 25% a partir de 2031. O texto permite que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) também poderá reduzir o teor até 18% no período.

Para o etanol, a lei permite ao governo elevar o percentual de mistura na gasolina dos atuais 27,5% até 35%, desde que constatada a sua viabilidade técnica, ou reduzi-lo a 22%. Na área de biogás e biometano, a lei institui a obrigatoriedade de mistura ao gás natural a partir de 2026, com volume inicial de 1% sem poder exceder 10%.

De acordo com cenário traçado pelo Radar Agro, do Itaú BBA, considerando um teor de 25% de mistura de biodiesel no diesel, até 2037, e crescimento anual do consumo de diesel de 2,5%, haveria um aumento de 13,9 bilhões de litros na demanda pelo biocombustível, sendo 10,3 bilhões de litros em função do novo teor de mistura.
Esse incremento elevaria a demanda por óleo de soja para fabricação de biodiesel para 15 milhões de toneladas em 2037 — atualmente são 5,9 milhões de toneladas. Isso significa um crescimento de mais de 150%.

No cenário para o etanol anidro, o Itaú BBA considerou um crescimento anual do consumo do Ciclo Otto no Brasil de 2,5% e elevação do teor para 35% na gasolina, até 2037. Com isso, o aumento da demanda pelo anidro seria de 9,5 bilhões de litros, sendo 4,9 bilhões apenas em função do aumento do teor de mistura.

Os analistas do Itaú BBA também traçaram um cenário para o mercado de SAF e para isso consideraram duas rotas tecnológicas para produção do combustível sustentável de aviação: o HEFA (processo de hidrogenação usando gorduras e óleos vegetais) e a AtJ (da sigla em inglês álcool para querosene de aviação), utilizando como matéria-prima etanol de cana, óleo de soja e sebo.

Segundo os analistas, as premissas consideram um mercado de 11 bilhões de litros de querosene de aviação em 2037, e uma eficiência de 90% nos processos industriais de produção de SAF.

Para atender a demanda por SAF, as quantidades do biocombustível variam conforme a matéria-prima. Assim, de acordo com os analistas, para atingir 100% da demanda via HEFA a partir de sebo, seria de 1,5 bilhões de litros de SAF, enquanto a partir de óleo de soja seriam necessários 4,5 bilhões de litros de SAF. No processo de AtJ, a partir de etanol de cana, a necessidade é de 1,7 bilhão de litros, calcula o banco.

De acordo com a consultoria agro do Itaú BBA, a demanda por matéria-prima por cada um desses processos seria de 3,2 bilhões de litros de etanol de cana, 1,7 milhão de toneladas de sebo bovino e 5,2 milhões de toneladas de óleo de soja.

Para os analistas de agro do Itaú BBA, a lei Combustível do Futuro “ terá impacto muito positivo para a economia brasileira, em especial para o agronegócio. (...). Contudo, apesar dos efeitos positivos da sinalização da maior demanda já influenciarem alguns investimentos no curto prazo, os impactos da lei serão sentidos principalmente no longo prazo”. (globorural)

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Energia elétrica renovável em diferentes aplicações energéticas

Oportunidades de Power to X no Brasil: energia elétrica renovável em diferentes aplicações energéticas.
A energia elétrica renovável pode ser aplicada em diversas situações, como:

Geração de eletricidade: Painéis solares em telhados podem gerar eletricidade.

Abastecimento de comunidades: Turbinas eólicas podem gerar eletricidade para abastecer comunidades.

Alimentação de veículos elétricos: Veículos elétricos podem ser alimentados com eletricidade de fontes renováveis.

Aquecimento de água: A energia solar térmica pode ser utilizada para aquecer água e outros líquidos.

A energia renovável é proveniente de fontes que se regeneram naturalmente, como o sol, o vento, a chuva, as marés e a energia geotérmica. São consideradas uma alternativa ao modelo energético mundial, que se baseia no uso de combustíveis fósseis.

No Brasil, a maior parte da energia renovável é produzida em usinas hidrelétricas, mas a geração de energia eólica e solar também tem ganhado destaque.

O diretor do “International PtX Hub” da agência de cooperação técnica alemã GIZ, Torsten Schwab, conversou com a pv magazine sobre o conceito e as oportunidades que ele abre para o Brasil. “Os combustíveis de aviação e marítimos, bem como a produção de ferro ou aço verde oferecem uma oportunidade imediata”, disse o especialista. A substituição de combustíveis fósseis na indústria cria um novo mercado para a geração renovável no país.

Alternativas às fontes fósseis de energia usadas em diferentes aplicações industriais, como o hidrogênio, a amônia e combustíveis sintéticos, criarão um novo mercado de venda para a geração elétrica renovável. A pv magazine conversou sobre o conceito Power-to-X e as oportunidades que essas aplicações criam para o Brasil com o diretor do International PtX Hub, da agência de cooperação técnica alemã GIZ, Torsten Schwab.

“Combustíveis de aviação e marítimos, bem como a produção de ferro ou aço verde oferecem uma oportunidade imediata. Esses são produtos de alto valor que são facilmente comercializáveis em todo o mundo”, diz o especialista.

Torsten Schwab, diretor do International PtX Hub.

Como o conceito de Power-to-X pode ser aplicado ao contexto brasileiro?

O país oferece abundância em todas as matérias-primas para PtX renovável, ou seja, eletricidade, água e carbono. Além disso, sua indústria diversificada, experiente na produção lucrativa de combustíveis renováveis em tamanhos adequados de planta, coloca o Brasil em uma posição promissora para liderar o assunto globalmente. A questão é se há participantes corajosos para dar os passos necessários.

O PtX cria um novo mercado de compra de eletricidade renovável. Talvez, no futuro, essa eletricidade seja otimizada para operar eletrolisadores em vez de para a rede elétrica.

Quais são os desafios técnicos e econômicos para implementar o Power-to-X?

Tecnicamente, as peças únicas dos processos existem, frequentemente usadas em processos fósseis. Mas a integração é necessária e isso para a configuração renovável. Enquanto para instalações fósseis o paradigma é “quanto maior, melhor”, com PtX renovável há uma restrição de tamanho dada pela eletricidade renovável disponível e carbono renovável necessário para os processos. Especialmente este último não é economicamente válido para transporte em longas distâncias. Portanto, o tamanho da instalação PtX é dado em função da disponibilidade local de carbono, o que significa unidades muito menores do que com equivalentes fósseis.

Economicamente, a curva de aprendizado precisa avançar. As primeiras plantas precisam ser construídas, mesmo que ainda não sejam lucrativas. Mas se não começarmos, isso nunca acontecerá. Portanto, precisamos encontrar os nichos que prometem lucratividade hoje e aproveitar qualquer tipo de subsídio ou outro meio de financiamento de risco para ganhar experiência e reduzir custos.

Como as tendências globais em descarbonização e Power-to-X podem impactar o mercado brasileiro?

O truque é que o mundo não vai descarbonizar, mas sim “desfossilizar”. O carbono ainda será necessário para alguns tipos de combustível e também para a indústria química, incluindo farmacêutica e cosmética, bem como alguns produtos agrícolas. É aqui que está a grande oportunidade do Brasil: carbono renovável como matéria-prima para a PtX para fornecer qualquer coisa que hoje seja derivada de petróleo bruto fóssil ou gás natural. O Brasil pode ou não surfar na onda do esforço global de desfossilização. Pessoalmente, acho que seria uma oportunidade perdida se não o fizesse.

Quais são as oportunidades de colaboração internacional para o Brasil em projetos de descarbonização e Power-to-X?

Para começar, eu diria que os combustíveis de aviação e marítimos, bem como a produção de ferro ou aço verde oferecem uma oportunidade imediata. Esses são produtos de alto valor que são facilmente comercializáveis em todo o mundo.

O que é Power-to-X?

O conceito de Power-to-X descreve o uso de eletricidade renovável, de usinas eólicas, solares, hidrelétricas e geotérmicas, para gerar uma ampla variedade de produtos finais (X) para descarbonizar diferentes etapas de consumo de energia. Isto é, substituir combustíveis fósseis usado para aquecimento, resfriamento e abastecimento de trens e carros, retirando o elemento carbono do processo. A eletricidade renovável pode aquecer e resfriar diretamente edifícios, trens e carros elétricos (eletrificação direta).

Já o hidrogênio — produzido a partir da eletrólise da água abastecida por eletricidade renovável — pode servir como combustível para processo de altas temperaturas, por exemplo, na indústria de vidro ou cimento, ou como agente de redução na indústria siderúrgica, além de armazenamento de energia para compensar a intermitência de energias renováveis no sistema elétrico (energia de reserva). O hidrogênio renovável também pode ser combinado com nitrogênio para produzir amônia, descarbonizando um insumo essencial para a indústria de fertilizantes, para explosivos na mineração, a indústria química para cosméticos e produtos farmacêuticos, que também pode ser combustível no transporte marítimo.

Para avançar ainda mais na desfossilização da indústria, é possível produzir hidrocarbonetos sintéticos sustentáveis (CxHy), a partir do carbono renovável, de fontes renováveis não fósseis, como captura direta de ar (DAC) e resíduos biogênicos, ou reciclado de fontes industriais inevitáveis a partir da captura e uso de carbono da indústria (CCU). O carbono renovável é transformado em um tipo de petróleo bruto sintético, muitas vezes chamado de syn-crude, que pode ser transformado em produtos específicos, como combustível de jato para aeronaves. (pv-magazine-brasil)

‘10 megatendências para a transição energética’

MTI Technology Review apresenta as ‘10 megatendências para a transição energética’

Documento destaca inovações tecnológicas e soluções sustentáveis que moldarão o futuro da energia e promoverão uma transição mais rápida, sustentável e inclusiva como captura de carbono, energia solar distribuída, armazenamento de energia e hidrogênio verde, entre outras.
A vertical de energia da MIT Technology Review, apresentou esta semana o relatório 10 Energy Megatrends, que lista ’10 megatendências para a transição energética global’. O documento foi produzido utilizando o innovation stakeholder model do MIT.

O relatório foi baseado nos resultados do Energy Summit 2024, evento global de inovação e empreendedorismo em energia e sustentabilidade, que ocorreu em junho no Rio de Janeiro

De acordo com o CEO do Energy Summit, Hudson Mendonça, essas tendências devem moldar o futuro da energia nas próximas décadas do setor energético global, oferecendo oportunidades e desafios para os stakeholders. “As tendências deste relatório mostram que a transição energética é uma grande oportunidade e precisa ser conduzida com inteligência estratégica. Políticas públicas robustas e o envolvimento de setores além do setor energético serão essenciais para que essas inovações sejam implementadas com sucesso, trazendo benefícios reais para a sociedade”, comenta.

Já para o CEO da MIT Technology Review, André Miceli, essas megatendências, ressaltam a importância da inovação tecnológica para promover uma transição mais rápida, sustentável e inclusiva, criando oportunidades econômicas para governos, corporações e startups. “A inovação tecnológica é o grande motor da transição energética. Empresas que abraçarem essas inovações estarão à frente do futuro da energia, gerando impacto econômico e ambiental. Agora é a hora de investir em tecnologias que moldarão as próximas décadas”, reforça.

Principais resultados do estudo

1. Captura de Carbono

A captura de carbono é uma tecnologia crucial para reduzir as emissões de CO₂, especialmente em setores industriais como cimento, siderurgia e petroquímicos. O mercado de captura de carbono, avaliado em US$ 2 bilhões em 2022, deve crescer para US$ 50 bilhões até 2030. Políticas públicas e investimentos em tecnologias como CCS (Captura e Armazenamento de Carbono) e DAC (Captura Direta do Ar) serão decisivos para sua escalabilidade.

2. Eficiência Energética com IA e IoT

A combinação de Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas (IoT) está revolucionando a eficiência energética. Essas tecnologias estão sendo aplicadas em sistemas de monitoramento em tempo real e otimização de infraestruturas industriais, reduzindo desperdícios e melhorando o gerenciamento de redes elétricas. O mercado global de eficiência energética deve atingir US$ 154 bilhões até 2030.

3. Energia Solar Distribuída

A energia solar distribuída está transformando o setor energético com novos modelos de negócios, como sistemas de assinatura e comunidades solares. Estima-se que o segmento de energia solar distribuída responda por mais de 300 GW até 2030, permitindo uma geração de energia mais descentralizada e acessível.

4. Armazenamento de Energia

Com o aumento da demanda por fontes renováveis, o armazenamento de energia se tornou fundamental. O mercado global deve crescer de US$ 10 bilhões em 2020 para US$ 55 bilhões até 2030, impulsionado pelo avanço das baterias de íon-lítio e outras tecnologias emergentes, como baterias de fluxo e de estado sólido.

5. Combustível Sustentável de Aviação (SAF)

O combustível sustentável de aviação (SAF) está emergindo como uma solução promissora para descarbonizar o setor aéreo. A produção global de SAF, que alcançou 300 milhões de litros em 2022, deve representar 10% do combustível de aviação global até 2030. O Brasil, devido à sua biomassa, pode se tornar um grande líder na produção de SAF

6. Hidrogênio Verde

O hidrogênio está se consolidando como uma peça-chave na transição energética, com o hidrogênio verde ganhando destaque por ser produzido a partir de fontes renováveis. Com a queda nos custos de energias como solar e eólica, espera-se que o hidrogênio verde represente 25% da produção global de hidrogênio até 2050.

7. Pequenos Reatores Modulares (SMRs)

Os pequenos reatores modulares (SMRs) representam uma nova geração de energia nuclear mais segura, acessível e escalável. Estes reatores podem ser usados tanto para geração elétrica quanto para calor industrial e dessalinização de água. A expectativa é que a adoção dos SMRs se consolide até 2035.

8. Materiais Avançados

Materiais avançados, como nanomateriais e grafeno, estão acelerando inovações em setores como energia e eletrônica. Esses materiais estão sendo aplicados em tecnologias fotovoltaicas e de armazenamento, ajudando a reduzir o impacto ambiental e aumentando a eficiência energética.

9. Fusão Nuclear

A fusão nuclear é vista como a “energia do futuro”, prometendo uma fonte praticamente inesgotável e limpa de eletricidade. Embora a comercialização ainda esteja distante, avanços em reatores de fusão compactos e novos materiais estão acelerando o desenvolvimento dessa tecnologia, com previsão de adoção até 2050.

10. Computação Quântica

A computação quântica promete revolucionar o setor energético ao otimizar processos e permitir a simulação de novos materiais. Essa tecnologia emergente está se consolidando em áreas como criptografia, simulação molecular e otimização logística, com um crescimento projetado de US$ 500 milhões em 2022 para até US$ 10 bilhões em 2030.

As megatendências destacadas indicam um futuro em que a inovação será fundamental para o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

O relatório oferece um direcionamento para que governos e empresas transformem o setor energético, promovendo um futuro mais eficiente e economicamente viável. (pv-magazine-brasil)