sexta-feira, 22 de abril de 2011

Unir forças para produzir etanol de sorgo

Associação entre Petrobras e São Martinho vai produzir etanol de sorgo
Objetivo é complementar produção de etanol de cana.
A Nova Fronteira Bioenergia, associação entre o grupo sucroalcooleiro São Martinho e a Petrobras Biocombustível, deu início ao plantio de sorgo para produção de etanol em Goiás. Segundo o diretor de operação da empresa, Agenor Cunha Pavan, o objetivo é complementar a produção de etanol de cana-de-açúcar e elevar o período da safra anual em cerca de 45 dias.
A produção de etanol de sorgo será realizada no período de entressafra da cana-de-açúcar, não competindo com a área plantada com cana. “Vamos ofertar mais etanol dentro da mesma safra, com o produto feito de sorgo e de cana”, disse.
A Usina Boa Vista, da Nova Fronteira, localizada em Quirinópolis, Goiás, e base da associação, está em fase de expansão da área plantada com cana-. A previsão é de que, em três anos, a oferta de etanol de sorgo atinja 28 milhões de litros por safra, com o plantio de uma área em torno de 7 mil hectares. A produção da safra 2011/2012 já começa na próxima semana, em fase experimental. (revistagloborural)

Produção de etanol de sorgo

Petrobrás e São Martinho vão produzir etanol de sorgo
Ideia da Nova Fronteira, joint venture dos dois grupos, é ter o produto na entressafra da cana-de-açúcar.
A Nova Fronteira Bioenergia, joint venture entre o grupo sucroalcooleiro São Martinho e a Petrobrás Biocombustível, iniciou o plantio de sorgo para produção de etanol em Goiás. "O objetivo é complementar a produção de etanol de cana-de-açúcar e elevar o período da safra anual em cerca de 45 dias", diz o diretor de operação da Nova Fronteira, Agenor Cunha Pavan.
Segundo ele, a produção de etanol de sorgo será realizada no período de entressafra da cana-de-açúcar, não competindo com a área plantada com cana. "Vamos ofertar mais etanol dentro da mesma safra, com o produto feito de sorgo e de cana", diz. A previsão é de que, em três anos, a oferta de etanol de sorgo da Nova Fronteira atinja 28 milhões de litros por safra, com o plantio de uma área em torno de 7 mil hectares. A produção da safra 2011/2012 já começa, em fase experimental, na próxima semana.
A Usina Boa Vista, da Nova Fronteira, localizada em Quirinópolis, Goiás, e base da joint venture entre São Martinho e Petrobrás Biocombustível, está em fase de expansão de sua área plantada com cana-de-açúcar. "Possuímos ainda uma grande área de pastagens onde vamos cultivar o sorgo neste momento", disse.
Ciclo
O plantio será feito entre novembro e dezembro e a colheita será realizada em março, antes do início da colheita da safra de cana-de-açúcar. "Dessa forma, teremos oferta de etanol antecipadamente ao início da safra de cana", explica.
Todo o processo de produção de etanol de sorgo utiliza tecnologia semelhante ao da produção do combustível de cana. "Não serão necessários ajustes nem grandes investimentos adicionais em tecnologia. Apenas o plantio do sorgo é diferente do da cana, feito por uma plantadeira. O restante da produção é praticamente igual", explicou o assistente de tecnologia da Nova Fronteira, Rene de Assis Sordi.
Quando a área plantada da Boa Vista estiver estabilizada, a estratégia é de plantar o sorgo nas áreas de renovação de cana. Segundo Pavan, a renovação é feita anualmente. "Como o ciclo do sorgo é curto, é possível realizar seu plantio e colheita e depois ainda plantar a cana nova. Ou seja, teremos duas safras em cima da mesma terra", disse. Pavan ressalta que o sorgo é rico em fibras, o que o elege um bom produto para ser queimado juntamente com o bagaço de cana para a cogeração de bioeletricidade.
Atualmente, a Usina Boa Vista possui uma capacidade instalada de moagem de 4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Em junho de 2010, a Petrobrás fez um aporte de R$ 420 milhões na Nova Fronteira e passou a deter 49% das ações do grupo.
Açúcar e álcool
A variedade de sorgo a ser utilizada na produção de etanol pela Petrobrás e a São Martino é a sacarino. Essa variedade também pode ser utilizado para a produção de açúcar. (OESP)

Etanol a partir de sorgo

Usina produz pela primeira vez etanol a partir de sorgo
A Cerradinho, de Catanduva (SP), cultivou 1.200 hectares e deles conseguiu extrair 1,4 milhão de litros.
A Usina Cerradinho, em Catanduva (SP), acaba de produzir 1,4 milhão de litros de etanol de sorgo sacarino, experiência inédita no mundo de fabricação em escala industrial do combustível a partir da planta. A companhia cultivou 1.200 hectares da variedade híbrida desenvolvida pela CanaVialis/Monsanto, capaz de gerar açúcar fermentável para a produção de álcool e biomassa para energia elétrica.
A produção de etanol na entressafra de cana reforça a aposta no sorgo sacarino como alternativa para um período de escassez do combustível. O sorgo sacarino tem o mesmo aspecto da cana e, apesar de mais fino, é cultivado em áreas de reforma de canaviais e tem ciclo de 120 dias. Se plantado entre outubro em novembro, no início da entressafra da cana, pode ser colhido até 45 dias antes do início da próxima safra de cana.
Opção
Etanol de sorgo pode ser produzido ne período de entressafra da cana, para evitar a falta do combustível.
Mesmo maquinário
A planta é colhida com as mesmas máquinas utilizadas para cana e a moagem depende apenas de alguns ajustes na usina. Após sete anos de desenvolvimento, a primeira variedade brasileira de sorgo sacarino criada pela CanaVialis/Monsanto já ocupa 12 mil hectares em dez usinas parceiras da companhia, área que poderá ser quadruplicada na próxima safra.
O sorgo sacarino tem produtividade esperada de 60 a 80 toneladas por hectare, 12% de teor de açúcar e entre 11% e 15% de fibra. Já a cana tem produtividade média de 120 toneladas/hectare, entre 13% e 14% de açúcar e até 12% de fibras. A cana tem como vantagem a produção média de 145 quilos de açúcar por tonelada processada, ante entre 110 e 125 quilos de açúcar do sorgo. O custo de produção do sorgo ficou em torno de R$ 900 por hectare, excluindo a semente, fornecida pela CanaVialis/Monsanto. "O sorgo sacarino é complementar à cana, pois deve ser cultivado no período de entressafra e em áreas de reformas de canavial; não existe a competição entre as duas plantas", disse Urubatan Klink, líder de melhoramento de sorgo da Monsanto.
Comparação
145 kg de açúcar por tonelada processada a cana produz
115 kg, em média, de açúcar por t processada o sorgo produz (OESP)

Um energético em todos os sentidos

Energético pela própria natureza, o café entra em linha de pesquisa para gerar energia elétrica. Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) estuda o aproveitamento de resíduos agroflorestais como fonte de energia, tanto para indústrias quanto para comunidades rurais. Segundo os pesquisadores, a casca do café tem um potencial energético que pode, em alguns casos, torná-la substituta da lenha, sendo uma opção mais barata e ecologicamente correta para empresas que usam a madeira na geração de energia.
“A casca do café, assim como outras biomassas, pode gerar eletricidade em termoelétricas, a partir da combustão em fornalhas, gerando energia na forma de calor, utilizado para a produção de vapor, que por sua vez é utilizado para a produção de energia elétrica e, em cogeração, outras energias como a mecânica”, explica Ailton Teixeira Vale, bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPa/MCT) que lidera os estudos.
O engenheiro florestal diz que, como combustível, a casa do café tem inúmeras vantagens em relação aos combustíveis fósseis. “Em primeiro lugar, é um combustível renovável, e os compostos liberados na sua combustão são sequestrados pelos novos plantios, fechando o ciclo do carbono, e, portanto, não contribuindo com o efeito estufa. Outra vantagem é a possibilidade de agregar valor a um resíduo que geralmente é descartado e, com isso, gerar emprego, renda e desenvolvimento social nas regiões onde a cultura do café é uma prática”, explica o pesquisador.
Além do aproveitamento da casca de café para gerar energia, o estudo vai gerar dados que podem ser usados para melhorar a gestão dos resíduos de biomassa. Com isso, segundo os pesquisadores, abre-se a possibilidade de uso na produção de energia em pequenas comunidades rurais e nas agroindústrias, a partir da combustão, da gaseificação ou da transformação em carvão vegetal. (ambienteenergia)

Bahia usa lixo para gerar energia

A Solvi Valorização Energética inaugurou, a Termoverde Salvador, termelétrica a biogás que vai utilizar os gases gerados pelo lixo doméstico produzido na capital da Bahia, Lauro de Freitas e Simões Filho para gerar eletricidade. Com investimento de R$ 50 milhões, o projeto busca tornar em energia renovável 2,5 mil toneladas diárias de resíduos, para abastecer grandes e médias empresas instaladas no estado.
Construída em uma área de sete mil hectares pelo grupo Solví, a termelétrica tem potência de 19,73 MW e produzirá 150 mil MWh ao ano – isto daria para atender 300 mil residências. A usina a biogás fica no Aterro Metropolitano Centro de Salvador.
A termelétrica é composta de usina geradora de energia com 19 motogeradores de 1.038 KW cada, unidade de tratamento do biogás, subestação elevadora e linha de transmissão de 7,8 quilômetros que liga a usina à rede elétrica da Coelba, que fará a distribuição às empresas consumidoras.
De acordo com o presidente da Solví Valorização Energética, controladora da Termoverde, Latino de Carvalho, a termelétrica a biogás de aterro sanitário utiliza os gases compostos por dióxido de carbono e metano, provenientes do lixo, transformando-o em energia.
Ele explica que, normalmente, esses gases são lançados na atmosfera, sendo os principais causadores do efeito estufa. Mas, quando utilizados como energia alternativa, evita-se o lançamento de Gases de Efeito Estufa (GEE) na camada de ozônio e seu consequente impacto, contribuindo com o meio ambiente. Além disso, não afeta a vegetação e a fauna e nem polui os mananciais. (ambienteenergia)