terça-feira, 20 de maio de 2014

Realizado voo transatlântico usando bioQAV de óleo de cozinha

Um avião comercial Airbus da companhia aérea holandesa KLM Royal Dutch Airlines completou, neste final de semana, um voo transatlântico de 10 horas entre Amsterdã e a ilha caribenha de Aruba abastecido com biocombustível feito com 20% por óleo de cozinha reciclado.
O principal propósito da experiência foi recolher dados acerca do funcionamento e performance do motor da aeronado capazes de fornecer respostas mais precisas quanto ao uso de biocombustíveis e ao desempenho destes face aos combustíveis fósseis, altamente poluentes.
De acordo com um comunicado da fabricante de aeronaves com sede na França, o Airbus A330-200 decolou do Aeroporto de Schiphol, em Amsterdã, em direção à ilha de Aruba, completando com sucesso "o mais longo voo com biocombustível" feito até à data por um aparelho da empresa. Este voo foi o primeiro de uma série de 20 viagens de longo curso que deverão ser realizadas com aviões da Airbus no âmbito da iniciativa europeia ITAKA ("Initiative Towards Sustainable Kerosene for Aviation") que ambiciona acelerar a comercialização de biocombustíveis para a aviação na Europa.
Financiado pela União Europeia, este projeto colaborativo envolve a produção de combustíveis limpos para esta indústria e a realização de testes com estes combustíveis nos sistemas já existentes e em voos europeus convencionais através da KLM Dutch Airlines.
Além disso, explica a Airbus, a iniciativa pretende também melhorar as ligações entre oferta e procura, estabelecendo relações entre os produtores, os distribuidores e as companhias aéreas. "A nossa participação na iniciativa ITAKA com a KLM utilizando um A330-200 é fundamental para o nosso papel de catalisador na comercialização de combustíveis sustentáveis para a aviação", afirma Andrea Debbané, vice-presidente dos assuntos do ambiente da Airbus.
"Estamos muito felizes por ter o apoio total da União Europeia neste projeto, que sustenta a iniciativa da indústria da aviação para o desenvolvimento de biocombustíveis ecológicos", conclui. (biodieselbr)

Embrapa quer fazer do Inajá uma alternativa energética

Projeto da Embrapa quer fazer do Inajá uma alternativa energética
Inajá – de praga para uma alternativa energética

Acima da linha do Equador, o Brasil possui uma palmeira com potencial elevado para se tornar fonte de biocombustível. Desde 2010, a Embrapa por meio do PROPALMA, projeto financiado pela Finep, trabalha para viabilizar o cultivo de espécies de palmeiras produtoras de óleo nativas. Entra elas está o inajá, uma palmeira encontrada na região Norte.
A palmeira presente em grande quantidade em toda região Amazônica, com maior concentração em Roraima e no Amapá, possui fruto com elevada quantidade de óleo. De acordo com o pesquisador da Embrapa Roraima, Otoniel Duarte, os resultados mostram que o inajá é capaz de produzir cerca de 4.000 litros de óleo por hectare ao ano. Esse valor supera, em produtividade, outras fontes tradicionais de biocombustíveis e confirma o grande potencial da palmeira na produção óleos para atender ao crescente mercado de biodiesel. 
“O óleo produzido pelo inajá tem potencial de mercado bastante interessante”, afirma Alexandre Alonso, pesquisador da Embrapa Agroenergia e líder do Projeto PROPALMA.
Otoniel Duarte garante que o manejo do inajá também é uma alternativa viável e interessante para a agricultura familiar, tornando o ganho social outro ponto positivo dessa palmeira. “Características como ausência de espinhos, adaptação a solos pobres, resistência ao fogo, alta densidade por área e grande produtividade permitem um manejo barato e fácil para os pequenos produtores rurais, gerando energia e renda que tornam o inajá uma espécie atraente”, salienta.
Em Roraima, ocorrem as maiores concentrações da planta por hectare. Otoniel explica que o inajá, por ser uma planta rústica, era até muito recentemente considerado uma praga pelos produtores. A planta, no entanto, possui palmito nobre, polpa e amêndoas de onde é extraído o óleo, que pode ser utilizado também na indústria alimentícia, de cosméticos, de produtos farmacêuticos e rações. Esses usos eram desconhecidos pela população. “Após os resultados das pesquisas com o inajá começarem a ser divulgados pela Embrapa, muitos produtores passaram a nos procurar com informações sobre áreas com a palmeira e desejando orientação sobre possíveis usos. Com a difusão das informações sobre o potencial do Inajá, o que se percebe é que muita gente não elimina o inajazal. Inclusive nós temos produtores que já estão utilizando o inajá”, complementa Otoniel.

Sistema de Produção
Atualmente a exploração se dá exclusivamente por extrativismo e várias ações do projeto visam dar suporte a esse tipo de aproveitamento. A primeira ação consiste na identificação e mapeamento de maciços de ocorrência natural do inajá. “Para que a exploração extrativista ocorra de maneira sustentável e rentável é necessário primeiro identificar áreas em que as palmeiras ocorrem em maior concentração”, afirma Alexandre Alonso. A partir da identificação, os pesquisadores visam, a avaliar esses maciços quanto às suas diversas características e também determinar o potencial produtivo dos mesmos.
Outra ação importante é o investimento da Embrapa em ações que envolvem a determinação do ponto ideal de colheita como forma de garantir maior qualidade do óleo. Essas ações tem o propósito de indicar aos produtores o momento correto em que os frutos devem ser colhidos de forma a melhorar a qualidade e o rendimento do óleo, com impactos diretos na sustentabilidade e rentabilidade da atividade. Estes dados ainda estão em fase de análise no campo experimental em Roraima. Quando concluídos os estudos, os produtores terão informações sobre como colher cachos e frutos a fim de garantir óleo da melhor qualidade possível para produção de biodiesel e outros nichos de mercados mais específicos.
Além disso, a fim de que o inajá possa vir a ser explorado comercialmente, os pesquisadores da Embrapa têm focado no desenvolvimento de um sistema de produção para ele. Para tanto estão estudando métodos de manejo dos bosques nativos, as necessidades nutricionais da planta para indicar a adubação mais eficiente e a produção de sementes. Também estão determinando o espaçamento adequado entre as plantas e identificando os insetos e doenças que acometem a espécie. “Em conjunto, todas essas ações tem por objetivo tornar o inajá matéria-prima viável para a produção de óleo, que possa vir a ser utilizado para a produção de biocombustíveis”, conclui Alexandre Alonso. (biodieselbr)

8 fontes inusitadas de biocombustíveis

Quando pensamos em biocombustível, logo nos vêm à mente o etanol de cana brasileiro e o de milho americano. Mas, diante da crescente busca por novas energias, outras fontes vêm surgindo. Confira as mais curiosas e, quiçá, estranhas descobertas recentes.
Penas de frango - pode completar?
Em 2009, pesquisadores do Departamento de Engenharia da Universidade de Nevada, em Reno, nos EUA, mostraram ao mundo que é possível produzir um combustível biodiesel a partir de penas de galinha. O trabalho científico, publicado no The Journal of Agricultural and Food Chemistry (JAFC), mostra que é possível obter entre 7% e 11% de biodiesel da gordura das penas através de fervuras e processos químicos específicos.
Atualmente, devido ao seu alto teor proteico, as penas de frango são transformadas em farinha para ração animal, ou em fertilizante, em função da concentração de hidrogênio. Segundo o estudo, a quantidade de farinha gerada pela indústria avícola anualmente seria suficiente para a produção de 580 milhões de litros de biodiesel nos EUA e 2,2 bilhões litros no mundo. Coisa do futuro? Que nada, o biocombustível já está sendo usado experimentalmente pela agência espacial americana, NASA 
Borra de café
Depois de ler isto aqui, você nunca mais vai olhar para o café que prepara em casa do mesmo jeito, já que um dia ele poderá servir de combustível para o seu carro. Pesquisadores da Universidade de Nevada – os mesmos que descobriram o potencial energético das penas de frango – também estudam a extração de biodiesel a partir do café. Aproximadamente 15% da borra seca é óleo e, assim como o óleo de soja, mamona e dendê, pode ser convertido em biocombustível. A prova prática foi feita com grãos e borra doados pela rede de cafeterias Starbucks.
Aqui no Brasil, cientistas da USP também estão demonstrando que é possível usar a borra para gerar combustível. De acordo com a professora de química Denise Moreira dos Santos, que lidera a pesquisa, o biodiesel de café poderia ser usado por pequenas comunidades agrícolas em tratores e máquinas. 
Gordura de jacaré
Assim como as penas de galinha, a gordura de jacaré é um subproduto do processamento da carne deste animal para a indústria alimentícia e de couro. Mas diferentemente do primeiro caso, ela comumente vai parar no lixo. No entanto, pesquisadores da Universidade de Luisiana, nos EUA, querem dar uma nova destinação para cerca de 15 mil toneladas de gordura jogadas fora todos os anos pelas fazendas do estado, que criam os animais em cativeiro.
Os cientistas acreditam que este subproduto pode ser um excelente candidato para produção de biodiesel. Para testar essa hipótese, eles obtiveram algumas amostras de gordura de jacaré congelada de produtores locais. Resultado: depois de aquecer o produto no micro-ondas e usar solventes químicos, eles chegaram a um óleo de ácido graxo que preenche todos os requisitos de alta qualidade do biodiesel. 
Tequila
Algave é este o nome da planta, que destilada, produz uma das bebidas mexicanas mais famosas, a tequila. Agora, esta espécie que cresce em áreas inóspitas e praticamente desérticas, está ganhando popularidade no meio científico por ser uma fonte alternativa potencial de biocombustível.
A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade de Oxford, indica que a algave possui alta concentração de açúcar, além de ser capaz de suportar condições extremas, como temperaturas elevadas, longos períodos de estiagem. O biodiesel é obtido através da queima da biomassa coletada das folhas, pelo processo chamado pirólise rápida. E através da fermentação dos açúcares do caule, também é possível obter álcool. É energia em dose dupla! 
Chocolate
Esta delícia milenar altamente energética serviu como combustível para uma empreitada fora do comum realizada pela empresa inglesa Ecote, em 2009. A fim de promover sua mais nova invenção – o biodiesel de chocolate – a companhia montou uma equipe para atravessar o deserto do Saara a bordo de um caminhão movido por uma mistura de óleo de cozinha, soda cáustica e etanol, feito a partir de restos de chocolate. Para a expedição foram levados ao todo 1,5 mil litros do combustível feito a partir de três mil quilos de chocolate. Haja energia! 
Fraldas descartáveis
O que de um lado é solução para toda mãe, de outro é um verdadeiro problemão moderno, a ponto de vários países instalarem usinas de reciclagem específicas para as fraldas descartáveis. Algumas empresas estão indo mais longe na tentativa de reaproveitar ao máximo esse produto. É o caso do grupo de engenharia britânico Amec, que estuda a possibilidade usar fraldas descartáveis e outros plásticos para produzir uma espécie de diesel sintético. A empreitada pode ajudar a reduzir o lixo gerado nas grandes cidades, além de evitar o uso de outras fontes fósseis. Cerca de 7 quilos de fraldas podem gerar 1 litro de biogás. 
Melancia
Só nos EUA, mais de 300 mil toneladas de melancia são descartadas anualmente por varejistas e supermercados por apresentar alguma imperfeição. Mas um estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos mostra que é possível gerar biocombustível a partir do açúcar dessa fruta. Segundo cálculos, seria possível obter quase nove bilhões de biocombustível por ano da parcela rejeitada de melancias. A solução “energética” também seria uma forma de agregar valor à colheita nas fazendas e evitar desperdícios. 
Folha de Cannabis sativa
Às várias utilidades da folha da maconha que estão em estudo no mundo, como sua vocação terapêutica e medicamentosa e até mesmo sua aplicação em carrocerias de carros, adicione mais uma: a de combustível. Pesquisadores da Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, descobriram que a fibra da Cannabis sativa, conhecida como o cânhamo industrial, tem propriedades que a tornam viável e atraente como matéria-prima para a produção de biodiesel.
Durante testes de laboratório, 97% do óleo extraído da semente da planta foram convertidos em biodiesel. Outra vantagem da erva, segundo os pesquisadores, reside na capacidade dela crescer em solo pobre e de baixa qualidade, o que afasta a necessidade de cultivá-la em lavouras especiais destinadas ao plantio de alimentos. (exame)

Embraer assina com Boeing para centro de P&D em biocombustíveis

Embraer assina memorando com Boeing para centro de P&D em biocombustíveis
A Embraer anunciou em 12/05/14 ter assinado um memorando de entendimento com a Boeing para implantação de um centro de pesquisa e desenvolvimento em biocombustíveis no Brasil.
O centro deverá ser instalado no Parque Tecnológico em São José dos Campos (SP), disse a Embraer, acrescentando que a investida busca "desenvolver e amadurecer o conhecimento e as tecnologias que possibilitem o estabelecimento da cadeia de biocombustíveis sustentáveis para a aviação".
O projeto para o centro será estruturado por meio de um acordo de colaboração entre as partes, sendo que também está prevista a possibilidade de participação de outras companhias e instituições.
"A Embraer está comprometida em apoiar o desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis para a aviação, e os esforços conjuntos com a Boeing certamente contribuirão para que a empresa siga acompanhando a vanguarda das pesquisas no tema", afirmou o vice-presidente executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer, Mauro Kern, em comunicado. (biodieselbr)

Motores Mercedes podem rodar com B20 gerando benefícios ambientais

Amplamente testados e aprovados pela própria empresa, os ônibus Mercedes-Benz movidos com misturas de até 20% de biodiesel podem ser utilizados, com vantagens, nas cidades da Copa no Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. De acordo com a empresa, o B20 – mistura de 20% de biodiesel e 80% de diesel comum – reduz em 35% a emissão de material particulado, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar nas grandes cidades.
Empresa é pioneira no desenvolvimento do uso de biodiesel no Brasil, tendo realizado mais de 2,2 milhões de km de testes com a mistura B20 em ônibus urbanos. A experiência da Mercedes-Benz do Brasil com o desenvolvimento, testes e uso regular de combustíveis alternativos em ônibus assegura confiabilidade e qualidade às empresas e aos gestores de transporte coletivo urbano.
Os veículos Mercedes-Benz podem ser abastecidos normalmente com o biodiesel B20, que foi amplamente testado e aprovado para uso nos ônibus e caminhões da marca sem necessidade de alterações no veículo e no motor, independente do ano de fabricação.
“Os motores desenvolvidos pela Mercedes-Benz abastecidos com o biodiesel mantêm a eficiência e o excelente desempenho, com menores emissões e reduzido consumo. O uso do B20, por exemplo, possibilita a redução de 35% na emissão de material particulado. Isso reforça a confiança da empresa no uso deste combustível alternativo, que se mostra como opção interessante, uma vez que não requer alteração na estrutura da frota atual”, afirma Gilberto Leal, gerente de Desenvolvimento de Motores da Mercedes-Benz do Brasil.
Segundo o executivo, o B20 pode ser utilizado com vantagens nas cidades que abrigarão grandes eventos, como a Copa do Mundo deste ano e as Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro. “Seria uma espécie de ‘Copa Verde’, com redução de emissões, melhoria da qualidade do ar e estímulo ao desenvolvimento do PNPB”, completa.
Pioneira
A Mercedes-Benz do Brasil é pioneira no desenvolvimento e nos testes com o uso de biodiesel, já tendo realizado mais de 2.200.000 km de testes de operação com biodiesel B20 em ônibus urbanos. “Mostramos ao mercado que esta é das mais viáveis alternativas de combustível ‘limpo’ para nosso País”, reforça o executivo. “Novamente, a nossa marca indica o caminho a seguir, consolidando também um trabalho de parceria na busca por soluções sustentáveis”.
Os ganhos ambientais proporcionados pela utilização do biodiesel são potencializados ainda mais pelos motores com a exclusiva tecnologia BlueTec 5 da Mercedes-Benz, que reduzem em 80% as emissões de Material Particulado e em 60% as emissões de Óxidos de Nitrogênio (NOx), em relação à legislação anterior. (biodieselbr)