segunda-feira, 18 de maio de 2020

Setor solar no Brasil terá média de 327 empregos criados por dia em 2020

Oportunidades estarão espalhadas por todo o país e impulsionadas pelo crescimento das instalações em telhados brasileiros.
Segundo estimativa da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), o setor solar brasileiro irá criar mais de 120.000 postos de trabalho em todo o país em 2020.
Dividido no ano, esse número resulta em uma média aproximada de 327 vagas de emprego em energia solar a cada dia no Brasil.
A maior parte dos empregos estará nas instalações residenciais e comerciais do segmento de geração distribuída (GD), que em 2019 cresceram mais de 222% em relação a 2018.
Com 2 Gigawatts (GW) de capacidade instalada ao final de 2019, a Absolar projeta um crescimento de 170% do segmento para 2020, fechando o ano com cerca de 5,4 GW.
A porta de entrada para os profissionais que buscam ingressar nesse setor é a realização de cursos e treinamentos em fotovoltaica, com opção também de curso de energia solar online.
Essa capacitação técnica na tecnologia é fundamental para assegurar a qualidade e segurança dos sistemas, que duram mais de 25 anos quando bem instalados.
A longa vida útil da tecnologia e a economia de até 95% que oferece nas contas de luz dos consumidores são alguns dos motivos que puxam o crescimento das instalações no Brasil.
Com um marco regulatório favorável, os micro e minigeradores solares ainda ganharam um impulso extra nos últimos anos com a oferta de linhas de financiamento em energia solar.
Da mesma forma, esse crescimento do mercado também impulsiona o número de empresas para a venda e instalação dos sistemas, um nicho de alto potencial para empreendedores e que já conta com diversos modelos de franquia fotovoltaica.
Iniciado em 2012 com as regras da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o segmento de Geração Distribuída atingiu uma capacidade instalada de 2 GW ao final de 2019.
Isso demandou um total de R$8,4 bilhões de investimentos no país em micro e minigeradores solares, segundo o levantamento feito pela Absolar.
Para este ano, o órgão estima que serão mais de R$19,7 bilhões atraídos por todo o setor, sendo mais de 83% desses somente pelos projetos instalados em casas e empresas.
No total, o Brasil registra mais de 15 mil empresas em todo o setor solar e empregou 15.600 trabalhadores em 2018, segundo dados da IRENA (Agência Internacional para as Energias Renováveis). (ecodebate)

Escolas, postos e metrô de Fortaleza serão abastecidos por energia solar

Município deve poupar pelo menos 10% nos gastos com energia elétrica.
A cidade de Fortaleza, no Ceará, vai utilizar a energia solar para abastecer escolas, postos e saúde e o metrô da cidade. Segundo a prefeitura, o município deve poupar na área de educação e saúde pelo menos 10% nos gastos com energia elétrica, podendo chegar até R$ 2,8 milhões no custo atual com energia.
Trata-se de um projeto de lei que prevê o modelo de Parceria Público Privada (PPP) para “implantação, gestão, operação e manutenção da geração de energia solar” nas escolas e unidades de saúde pública do estado. A ideia é utilizar energia limpa, contribuindo para a questão ambiental e direcionando melhor a capacidade de investimento da Prefeitura.
O vencedor da concessão vai instalar placas solares nas próprias unidades públicas ou em usinas externas, para garantir o fornecimento de energia limpa a rede. Além da usina, será exigido projeto de eficiência energética, incluindo a troca de lâmpadas convencionais por LED e de equipamentos por opções mais modernas e que consumam menos. Segundo o coordenador de PPPs da prefeitura, Rodrigo Nogueira, a empresa escolhida também será responsável por todo o ônus de reposição.
A linha azul do metrô de Fortaleza também será abastecida por energia solar. A ordem de serviço para compra, montagem e instalação de placas no metrô já foi assinada em fevereiro deste ano e o prazo para instalação é de 12 meses. O projeto será executado pelo Consórcio Solar-For, com recursos do Tesouro Estadual do Ceará e da Caixa Econômica Federal da ordem de R$1,6 milhão.
O sistema será instalado em quatro estações da linha azul do metrô. Serão instaladas 650 placas solares na estação Juscelino Kubitschek (JK) e outras 325 na estação Padre Cícero.  A expectativa é de que a quantidade de energia solar produzida nas duas estações venha suprir a demanda elétrica de pelo menos quatro estações da Linha Sul.
A empresa ficará responsável pela instalação dos painéis, que poderão ser fixados direto nos empreendimentos ou em usinas externas e também pela troca de lâmpadas e outros equipamentos para uma maior eficiência energética.
O prazo da execução do projeto é de pelo menos um ano, seis meses para instalação e mais seis meses para a operação assistida, funcionando como fase de testes em que serão feitos os ajustes necessários.
A ideia é que a energia excedente produzida pelas placas solares das estações seja transferida para a rede de distribuição da Capital. Na sequência, esse excedente é revertido para o metrô em forma de crédito em produção elétrica. Assim, a empresa poderá obter compensações nas contas de energia, representando uma economia na operação.
Escola será abastecida por painéis solares, gerando economia de R$ 2 mil por ano.
Projeto aprovado facilita implantação de energia solar nas escolas e unidades de saúde de Fortaleza.
Projetos aprovados por vereadores da capital cearense autorizam a Prefeitura de Fortaleza a fazer parcerias público-privadas com empresas interessadas em gerir a energia de escolas municipais e unidades de saúde. (portalsolar)

Capacidade eólica pode crescer 112% na década

Estimativa da Wood Mackenzie leva em consideração o impacto da pandemia de coronvírus que será mais sentida neste ano, média projetada é de 77 GW.
A consultoria Wood Mackenzie indica que a despeito da pandemia do novo coronavírus espera que as adições globais de capacidade de energia eólica fiquem a uma média anual de 77 GW entre 2020 e 2029. Se essa previsão se confirmar, ao final desta década o consolidado representará um crescimento de 112% na capacidade instalada global quando comparada ao final de 2019.
Segundo relatório ‘Atualização da Perspectiva de Mercado Eólico Global: 1T 2020’ (na tradução livre do inglês), 62 GW de capacidade eólica foram adicionados nos 12 meses de 2019, o que representa um aumento de 23% em relação a 2018 e o segundo maior total anual após 2015, quando alcançou 63 GW.
A consultoria aponta que a aceleração na implementação deve-se ao ritmo induzido por políticas na China e nos Estados Unidos, que provocou um aumento de 11,5 GW nas adições de capacidade líquida global de 2019 em comparação com 2018. E, acrescentou, embora a história para 2019 seja positiva, 2020 não seguirá esse caminho por conta do impacto da pandemia.
As adições anuais na América Latina terão uma média superior a 4 GW. O desenvolvimento do mercado livre no Brasil, a execução dos prêmios inaugurais de leilão na Colômbia, a oportunidade apresentada pelas aposentadorias de carvão no Chile e a crescente demanda do segmento de no México apresentam potencial de contribuirão para um crescimento médio anual de 9% na região de 2020 a 2029.
Já o cumprimento das metas de energia e clima da UE para 2030 impulsionará a adição de 225 GW na Europa durante o período de previsão, de acordo com Wood Mackenzie. Por lá, as restrições de terra em países maduros impulsionarão um quarto do crescimento da Europa no exterior, onde o setor compreenderá 32% das adições na Europa Ocidental e 43% das adições no Norte da Europa entre 2020 e 2029.
Por sua vez, as restrições da cadeia de suprimentos e os atrasos causados ​​pelo coronavírus reduzirão o potencial de crescimento de curto prazo na China, mas os desenvolvedores ainda conseguirão conectar 26 GW de energia eólica à rede em 2020 por lá. (canalenergia)

sábado, 16 de maio de 2020

Projeção de consultoria para eólica no mundo é reduzida em 5 GW

Wood Mackenzie aponta que crise do coronavírus desacelera a demanda em termos globais e deverá ficar em 73 GW, outras tecnologias também devem ser impactadas.
A evolução e alcance cada vez maiores da pandemia do novo coronavírus e outras mudanças no mercado desde a atualização do quarto trimestre de 2019 levou a consultoria Wood Mackenzie a alterar a sua previsão de expansão da fonte eólica no mundo para 73 GW em 2020. Essa estimativa é 4,9 GW menor do que projetava a empresa ao final de 2019.
Segundo avaliação da chefe de Pesquisa Global de Energia Eólica da Wood Mackenzie, Dan Shreve, as partes interessadas do setor estão adaptando continuamente as operações comerciais para equilibrar a segurança dos trabalhadores com as necessidades de seus clientes, cumprindo, ao mesmo tempo, medidas dinâmicas de contenção governamental.
De acordo com consultoria, o potencial impacto nas instalações globais continua sendo mais significativo nos dois maiores mercados, ou seja, China e Estados Unidos. Aliás, neste último a OMS estima que caminha para ser o novo centro da epidemia em termos globais.
Em mercados europeus classificados como de nível I, entre eles Espanha, França e Itália, a projeção é de que podem ser atingidos ainda mais em termos percentuais devido às medidas de bloqueio mais agressivas que inibem a mobilidade dos trabalhadores com o fechamento de fábricas nesta semana devido a infecções.
Contudo, o efeito dominó para outros mercados pode ser limitado, especialmente considerando a rápida recuperação prevista para a cadeia de fornecimento de energia eólica da China e o impacto limitado da pandemia na Índia e na América Latina até o momento.
“A cadeia de suprimentos de energia eólica é verdadeiramente global por natureza, com um nível de diversificação mais alto que o solar, e, portanto, o impacto do desligamento do coronavírus da China nos mercados ocidentais foi gerenciado através do aproveitamento de linhas de suprimentos estabelecidas da Índia, Brasil, México e outras grandes produções hubs”, aponta a consultoria. “Além disso, tanto a produção quanto a construção no mercado chinês estão se recuperando rapidamente com os governos locais, agora incentivando as instalações a voltar ao trabalho, pois acredita-se que o surto esteja sob controle. Este último ponto é crítico. Embora surjam interrupções no fornecimento na Europa Ocidental, o suprimento de componentes críticos da China, como pás de turbinas eólicas para os EUA, supera o da Espanha em dois a um”, acrescentou a consultoria em sua análise.
Mas alerta que os riscos permanecem, especialmente na Europa, onde o fechamento de fábricas provavelmente resultará em atrasos na instalação de turbinas, tanto no mercado interno quanto possivelmente nos EUA.
Aponta ainda que as plantas de pás de turbinas eólicas da LM Wind Power e Siemens Gamesa estão encerrando a produção. Embora o tempo de inatividade declarado seja medido em semanas, pode levar meses se a taxa de infecções na Espanha continuar aumentando. Enquanto nos Estados Unidos, as empresas de EPC relataram que suas cadeias de suprimentos permanecem intactas para itens de construção civil e elétrica, embora o fornecimento de equipamentos de alta tensão ainda a serem entregues esteja sendo monitorado de perto devido a opções limitadas de fornecimento. Em mercados com infraestrutura EPC bem estabelecida, a consultoria avalia que o impacto não é tão grave.
A maior preocupação com a demanda eólica está no potencial atraso ou cancelamento de novos leilões e licitações, de acordo com Wood Mackenzie. E cita países como a África do Sul que deveria lançar sua próxima rodada de leilões no segundo trimestre de 2020, cronograma classificado como improvável, assim como os certames planejados na Polônia e na Ucrânia na primeira metade do ano.
As cadeias de valor de diferentes tecnologias têm níveis variados de exposição a restrições do lado da oferta e escala potencial retração da demanda. A disseminação de paradas na Espanha, Itália, Malásia e partes dos EUA impactará os inversores solares e a produção de módulos. Nos EUA, estima que é provável que os portos permaneçam abertos e a construção do local possa continuar, mas atrasos na implementação poderão ser verificados.
Em termos da cadeia de suprimentos de baterias é visualizado uma volta na atividade na China e na Coréia do Sul, enquanto as instalações de fabricação automotiva na Europa e na América do Norte estão fechando ou mudando para produzir equipamentos médicos. Ainda é cedo para avaliar o impacto, pois as vendas de veículos elétricos permaneceram fortes até fevereiro e as implicações de execução e demanda de curto prazo do projeto para aplicações na rede serão direcionadas para estratégias locais de mitigação.
Em geral, aponta que o principal risco para os mercados regionais de energia é uma recessão prolongada. Os geradores de gás devem enfrentar impactos desiguais do colapso simultâneo do preço do petróleo.
Projeção de expansão eólica global é reduzida devido à pandemia.
Por aqui, continua a Wood Mackenzie, começamos a ver medidas de quarentena no mercado interno, desafiando ainda mais uma geografia fortemente dependente da demanda global de matérias-primas. Segundo a avaliação, isso diminuirá a demanda nos principais mercados do país, bem como no Chile, México e Argentina e provavelmente levará a leilões reduzidos ou atrasados e desafiará o financiamento de projetos. (canalenergia)

Governo de SP estuda implantação de geração solar em 8.000 prédios

Governo de São Paulo estuda implementação de geração solar em oito mil prédios.
Estado mantém dois projetos pilotos instalados nos munícipios de São Vicente e Guaíra.
O Governo de São Paulo estuda a implementação de sistemas fotovoltaicos de geração de energia em oito mil edifícios no estado. Atualmente, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) monitora o andamento de dois projetos pilotos instalados nos munícipios de São Vicente e Guaíra. “Estamos acompanhando a economia, eficiência energética e o tempo de payback nas duas cidades. Os resultados até aqui têm sido positivos”, afirma o subsecretário de Infraestrutura da SIMA, Glaucio Attorre. Ele explica que o projeto está sendo desenvolvido em convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Attorre assinala que ambas as regiões têm perfis bastante adequados para gerar energia por meio de placas fotovoltaicas. “De modo geral, todo o estado tem boas condições para isso. Estamos estudando e trabalhando na modelagem da instalação desses sistemas em oito mil edifícios e, em breve, iremos divulgar mais detalhes”.
De acordo com o último levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), São Paulo está na terceira colocação no ranking estadual de geração distribuída, com um total de 268 MW de potência instalada. “Gostaríamos de subir no ranking, mas acredito que ainda temos que caminhar e adquirir mais conhecimento. A ideia desses projetos é servir de exemplo”, afirma o subsecretário.
Ele acredita que o fato de o estado já ter fornecedores instalados em seu território pode ajudar na difusão da fonte. Como exemplo, ele cita a Globo Brasil e a BYD. Em relação a incentivos fiscais, Atorre assinala que o governo tem avaliado com cautela. “Por enquanto estamos mantendo a isenção de ICMS [Imposto sobre circulação de mercadorias e serviços] em geração de até 1 megawatt. Estamos estudando a ampliação disso, mas temos que manter a responsabilidade com nossa meta fiscal. Alguns estados ampliaram para 5 megawatts e tiverem problemas de arrecadação”.
Atualmente, há um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) de autoria do deputado Gil Lancaster (PSB) que propõe ampliar a participação da energia solar na matriz energética do estado por meio da instalação de sistemas fotovoltaicos em comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e em regiões distantes de redes de transmissão de energia elétrica, além da implantação de sistemas térmicos para aquecimento de água em residências de famílias de baixa renda. (portalsolar)