sábado, 22 de janeiro de 2022

Zona de Convergência do Atlântico Sul é boa para matriz brasileira

Zona de Convergência do Atlântico Sul é boa para matriz brasileira, diz Climatempo.

Estudo mostra que apesar de beneficiar fonte hídrica, fenômeno climático pode impactar na geração eólica e solar.
Estudo da Climatempo sobre a Zona de Convergência do Atlântico Sul mostra que dependendo da região em que ela atua ou da fonte de energia que está sendo gerada, o fenômeno pode ser ter tanto impactos positivos quanto negativos. Porém ao analisar a matriz brasileira, a ZCAS aparece como solução ou alívio para períodos de crise hídrica iguais ao que presenciamos atualmente. A ZCAS é o principal sistema meteorológico do verão no Brasil responsável por um período prolongado de chuva frequente e volumosa sobre parte das Regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. O estudo está disponível na Biblioteca CanalEnergia.
De acordo com o estudo, há um grande interesse de vários profissionais de diversos setores em entender e prever esse sistema, uma vez que ele está associado a chuvas intensas. A estrutura da ZCAS depende das condições de outros sistemas meteorológicos e oceânicos. Com isso, as mudanças climáticas são capazes de alterar a localização e intensidade da ZCAS e consequentemente, o impacto no setor elétrico.

Na parte hídrica, A ZCAS aparece aumentando o volume e a intensidade da chuva em algumas regiões onde estão alguns dos reservatórios de água do sistema. Assim, quanto mais chuvas sobre os reservatórios das usinas, maior é o nível e mais energia a usina poderá gerar. Já no caso da fonte eólica, a formação de sistemas como a ZCAS altera o regime de ventos na região na direção e na magnitude. Essa alteração nos ventos faz com que as usinas gerem menos energia. Os picos na produção eólica acontecem nos períodos de pouca chuva no Brasil. Os menores valores de geração eólica também ocorrem nos meses da estação chuvosa. No entanto, não é possível relacionar diretamente a ZCAS com esta geração, uma vez que grande parte dos parques eólicos estão instalados na Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte, onde há baixa frequência de ZCAS e maior ocorrência de fenômenos como o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis ou ainda a Zona de Convergência Intertropical.

No caso da fonte solar, a ZCAS causa aumento ou redução da produção devido a variação da nebulosidade em áreas de manufatura dessa modalidade, quanto maior a fração de nuvens no céu, maior será a área de sombreamento dos painéis e menor será a produção dessa energia. (canalenergia)

Energias renováveis batem recorde mundial, mas ainda não são suficientes

Renovável bate recorde no mundo, mas é insuficiente para a neutralidade de carbono.

Altos preços das commodities e da energia representam impedem um crescimento maior.

Um estudo divulgado pela Agência Internacional de Energia indica que, apesar do recorde batido, o ritmo ainda é insuficiente para colocar o planeta no caminho da neutralidade de carbono.
2021 assistiu a uma implantação sem precedentes de capacidade de eletricidade renovável no mundo, um ritmo muito insuficiente para colocar o planeta no caminho da neutralidade de carbono, segundo o relatório anual da Agência Internacional de Energia (AIE).

Este ano deverá bater o recorde do ano passado de 290 gigawatts (GW) de nova capacidade instalada, apesar do aumento do custo de alguns componentes e transporte, lê-se no relatório divulgado em 01/12/21.

A AIE reviu as suas projeções para cima e espera que 4.800 GW de instalações deverão estar disponíveis até 2026, mais 60% em relação a 2020 e equivalente à atual capacidade de eletricidade dos combustíveis nucleares e fósseis combinados.

A energia fotovoltaica deve ser responsável por mais de 50% deste crescimento, e a energia eólica offshore deve ver a sua capacidade triplicar.

No entanto, se os preços dos componentes e materiais se mantiverem tão elevados como estão até ao final de 2022, o custo do investimento em energia eólica poderá voltar aos níveis anteriores a 2015, e no solar, três anos de queda dos preços seriam eliminados, adverte o organismo.

"Os atuais preços elevados dos materiais representam novos desafios para o setor das renováveis, mas os preços elevados dos combustíveis fósseis também tornam as energias renováveis ainda mais competitivas", disse o diretor da agência, Fatih Birol.

Para a AIE, os governos poderiam facilitar a sua implantação através de medidas coerentes e consistentes, iniciando a adaptação das redes elétricas, combatendo a falta de aceitação social.

"Temos também de enfrentar as dificuldades de investimento nos países em desenvolvimento" apela a Agência.

Quanto às barragens, bioenergia e energia geotérmica a sua expansão só representará 11% do crescimento das energias renováveis até 2026, principalmente devido à falta de apoio e remuneração.

Assim, no final, este crescimento esperado das energias renováveis não será suficiente para colocar o mundo no caminho da neutralidade de carbono em 2050, o que é necessário para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C em comparação com o período pré-industrial.

Para isso, a taxa de nova capacidade renovável instalada até 2026 teria de duplicar a previsão da AIE, e o crescimento da procura de biocombustíveis teria de ser quatro vezes superior. (suinoculturaindustrial)

Consumo de térmicas a gás aumentará 60% em 10 anos

Consumo de gás em térmicas pode aumentar 60% em 10 anos.

Segundo caderno de gás natural do PDE 2031 demanda deverá passar dos atuais 64 milhões de m³ ao dia para 102 milhões m³.
A demanda por gás natural para fins de geração de energia em termelétricas poderá apresentar uma elevação de 59,4% até 2031 quando comparado a 2021. Os dados são do caderno de gás natural do PDE 2031, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética e publicado pelo Ministério de Minas e Energia. Se as projeções se confirmarem o consumo passará dos atuais 64 milhões de m³ ao dia para 102 milhões m³. Esse volume inclui as instalações existentes e as que são previstas no sistema por já terem vencido leilões, além daquelas que podem vir a vencer leilões no horizonte decenal.

Mas antes desse aumento é esperada uma queda de 2 milhões de m³ em decorrência do fim de contratos de algumas usinas. Há outra queda mais expressiva, de 2024 para 2025, que passaria de 66 milhões m³ para 59 milhões m³ ao dia por conta da crise sanitária da covid-19 que levou à postergação da necessidade de UTEs.

Os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste concentram a maior parte da demanda termelétrica máxima. No horizonte decenal, aponta o caderno, deverão ser desenvolvidos novos projetos de UTEs, considerando, inclusive, novos modelos de negócio, contribuindo com robustez para segurança eletro energética do sistema elétrico brasileiro. Nesse sentido, é indicada a prestação de serviço de ponta ao longo da década.

De acordo com o ministério, a oferta nacional de gás na malha integrada, obtida pelo processamento da produção líquida proveniente dos campos onshore e offshore brasileiros, tem perspectivas de crescimento de mais de 100% nos próximos 10 anos. A capacidade de importação tem perspectivas de ampliação, com o aumento da capacidade do terminal de GNL da Baía de Guanabara na malha integrada para 30 milhões de m³/dia, já a partir do primeiro ano.

Do lado da demanda houve queda de cerca de 20% entre 2019 e 2020 pelos segmentos industrial, comercial, residencial e de GNV devido à crise da covid-19. Esta queda é revertida em 2021. O aumento esperado de demanda nos setores industrial, comercial, residencial e de transportes é de 3% ao ano no decênio. Ao total, a demanda deverá alcançar 47 milhões de m³ ao dia ao final do período do PDE.

A faixa de preços colocada como mais provável de ocorrer está no intervalo de US$ 14 a US$ 8 por milhão de BTU em 2031. Esse nível é o menor ao final da década que tem em 2024 a faixa mais elevada que está entre um pouco acima de US$ 10 a até quase US$ 16 por milhão de BTU. A trajetória de preços classificada como de referência varia pouco ao longo dos anos sendo o menor valor de US$ 12,4 em 2031 ao maior que é de US$ 13 em 2027, preços por milhão de BTU. (canalenergia)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Mustang Mach-E ganha respeito e carregará mais de 80% na potência máxima

Ford quebra as regras dos carros elétricos! Mustang Mach-E ganha respeito em todo o mundo e carregará mais de 80% na potência máxima.
Ford Mustang Mach-E

Ford Mustang Mach-E estende sua autonomia elétrica e continuará sendo uma das melhores opções de compra em desempenho, produto e resultados!

O Ford Mustang Mach-E está ganhando respeito em todo o mundo por suas muitas qualidades. O SUV elétrico da Ford melhora a cada dia graças a constantes atualizações remotas que melhoram algumas de suas qualidades. A partir de agora o limite de carga está em um nível mais alto que permite a recarga em um tempo menor. Mais de 80% da carga pode ser realizada na potência máxima, um pouco mais do que o permitido atualmente.

É comum que os fabricantes, para reduzir possíveis danos à bateria, limitem a faixa de potência de uma carga, especialmente quando realizada em carregadores rápidos de alta potência.

Até agora, o Mustang Mach-E desaceleraria ao atingir 80% da capacidade. Os 20% restantes foram executados com uma potência inferior para economizar a bateria e não causar danos graves a ela. Graças à sua última atualização remota, essa margem de 80% foi ampliada.

Mustang Mach-E, primeiro carro 100% elétrico da Ford.

Até atingir 90% da bateria, a recarga será feita na capacidade máxima.

Por meio de vários fóruns de clientes, os primeiros proprietários ao receber a atualização já puderam ver a mudança. Este é um dos pontos incluídos no programa de satisfação do cliente da Ford. Ainda não há dados oficiais, mas as primeiras experiências mostram que o novo limite de proteção da bateria está em 90%. Ou seja, até atingir 90% da bateria, a recarga será feita na capacidade máxima do ponto, limitando e degradando a velocidade uma vez que esse ponto tenha sido ultrapassado.

Obviamente, isso se traduzirá em uma melhor experiência do usuário para o cliente por meio de recargas mais rápidas. Repetimos que isso corresponde apenas às cargas em pontos de alta potência. A mudança é significativa, pois até agora, ao atingir 80% da capacidade da bateria, o Ford Mustang Mach-E cortou a torneira, reduzindo a potência para ambientes próximos a 10 kW, o que significava um tempo muito maior para atingir o nível máximo da bateria.

Ford Mustang Mach-E continuará sendo uma das melhores opções de compra em desempenho, produto e resultados

Esta não foi a única atualização importante para o elétrico cada vez mais popular da Ford. Além dessa velocidade de carregamento mais alta, há um alcance elétrico otimizado e estendido. Graças à otimização de recursos e ao melhor gerenciamento de diversos equipamentos, o Mustang Mach-E poderá estender um pouco mais sua autonomia elétrica, que já é uma das melhores do mercado.

A isso será adicionado um processo de construção aprimorado, a eliminação de certos componentes desnecessários e uma redução geral de peso. Com tudo isso, o Ford Mustang Mach-E continuará sendo uma das melhores opções de compra em desempenho, produto e resultados. Mais atualizações deste tipo são esperadas no futuro, conforme confirmado pela engenheira-chefe da modelo, Donna Dickson, em uma entrevista recente. (clickpetroleoegas)

Governo intensifica busca de áreas para novas usinas nucleares

Bento Albuquerque disse na abertura de conferência sobre energia nuclear que o MME está trabalhando nisso em parceria com o Cepel.
O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou em evento sobre energia nuclear que o ministério está trabalhando em parceria com o Centro de Pesquisa em Energia Elétrica na retomada dos estudos de localização de novos sítios para a instalação de usinas. A meta, segundo o ministro, é intensificar o trabalho de identificação de áreas preferenciais, que permitam ao governo propor ao Congresso Nacional a implantação de novos empreendimentos da fonte.

Albuquerque participou da abertura da décima edição da Conferência Internacional Nuclear do Atlântico, quando destacou que MME tem avançado, em coordenação com outras áreas do governo, para promover a expansão da energia nuclear na matriz energética e consolidar a posição do Brasil no setor. O evento promovido de forma virtual pela Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben) tem como tema a tecnologia nuclear e a redução da pegada de carbono.

“Temos foco no desenvolvimento de energias limpas e renováveis, e destacamos que o Brasil tem uma das matrizes de energia elétrica mais limpa do mundo, com 85% de fontes renováveis”, disse o ministro no discurso em 29/11/21. Albuquerque lembrou que nos últimos três anos os investimentos contratados nos setores de energia e mineração ficaram próximos de US$ 90 bilhões e representaram mais de 70% de toda a carteira de projetos do governo federal.

Ele disse ainda que o Brasil vai começar uma nova etapa na atividade de regulação, fiscalização e licenciamento, com a atuação da recém-criada Autoridade Nacional de Segurança Nuclear. A nova agência reguladora da atividade no país terá, na visão do ministro, grandes desafios com a retomada do Programa Nuclear Brasileiro e a expansão esperada em todos as áreas desde a mineração até a aplicação final na geração de energia elétrica, passando pela fabricação de radiofármacos, radiação de alimentos, e pelo futuro reator multipropósito (RMP), que vai concentrar as pesquisas relacionadas a todos os setores.

O presidente da Aben, Carlos Henrique Mariz, ressaltou que o setor está em sintonia com as preocupações da sociedade com o aquecimento global, e que a fonte nuclear tem um grande papel como alternativa para produção de energia de base, com mínima emissão de gases de efeito estufa, para substituir a produção a partir de combustíveis fósseis. “O momento é de intensa atividade na geração de energia nuclear no mundo e no Brasil com anúncios de projetos de construção de novas usinas e expansão da vida útil de muitas em operação”.

Já o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Rafael Grossi, afirmou há pessoas no mundo sem acesso à eletricidade. “Aliviar a sua pobreza tem que fazer parte do nosso plano, e isso significa que a demanda por energia vai crescer, e que a demanda por energia nuclear vai aumentar, sendo necessário desenvolver ações para aumentar matrizes energéticas com baixo teor de carbono”, acrescentou Grossi.

Além da conferência que termina em 02/12/21, vários eventos voltados para a academia, centros de pesquisa e para a indústria estarão acontecendo simultaneamente. Entre eles, os encontros técnicos de Física de Reatores e Termo hidráulicos (Enfir), de Aplicações Nucleares (Enan) e da Indústria Nuclear (Enin). Há também a ExpoINAC, uma exposição de projetos e materiais, e sessões técnicas de pôsteres Juniores, destinadas a estudantes de graduação. (canalenergia)