sábado, 20 de agosto de 2022

GreenYellow participará de projeto de eficiência energética nos Estúdios Globo

GreenYellow participará de projeto de eficiência energética luminotécnica nos Estúdios Globo.

O projeto, que teve sua primeira parte entregue em abril/2022, tem como objetivo diminuir o consumo de energia e padronizar o parque de iluminação do local.

A Globo e a GreenYellow iniciaram uma parceria para o desenvolvimento de um projeto de eficiência energética luminotécnica nos estúdios Globo, no Rio de Janeiro (RJ). O projeto, que teve sua primeira parte entregue em abril/2022, tem como objetivo diminuir o consumo de energia e padronizar o parque de iluminação do local. A multinacional francesa foi responsável por realizar um trabalho de Retrofit, incluindo a troca de 27.925 lâmpadas e luminárias com tecnologias mais econômicas e modernas.

O contrato terá duração de cinco anos, sendo a GreenYellow responsável pelo investimento, implantação do projeto, locação dos equipamentos e manutenção durante toda a vida do contrato. Ao longo desse período, a previsão é que o projeto permita a redução de mais de 50% do consumo de energia anual da iluminação em comparação com o que é gasto atualmente, gerando uma economia de 4,25 GWh a menos na conta a cada 12 meses. “Com base em nossa expertise, fizemos um estudo muito aprofundado das possibilidades de diminuição no gasto energético no que se refere à iluminação e verificamos um potencial muito grande”, disse o diretor comercial da GreenYellow, Marcelo Varlese.
Novos estúdios da Globo contam com 2 mil painéis para geração de energia.

“Essa iniciativa vem totalmente ao encontro com a nossa estratégia ESG, além de aliar a sustentabilidade com redução de despesas, de uma forma harmônica. A GreenYellow nos ofereceu um cenário no qual vamos conseguir reduzir o consumo de energia, sem perder absolutamente nada em termos de qualidade na iluminação das áreas de escritório dos Estúdios Globo. O ambiente contará com um projeto ainda mais moderno’, ressalta o gerente Sênior de Operação e Missão Crítica da Globo, Thiago Lacerda de La Vega. Com a implantação dessa primeira etapa do projeto, a Globo deixará de emitir anualmente mais de 420 toneladas de CO2 no meio ambiente, o que equivale ao consumo de mais de 2.100 casas. (canalenergia)

Impactos das termoelétricas flutuantes na baía de Sepetiba já são reais

O licenciamento para a empresa turca Karpowership é interrompido por decisão judicial, mas mesmo assim a construção das torres, inclusive em mar, acontecem a todo vapor na região, impactando a pesca artesanal, animais e vegetação, antes mesmo de ligar as usinas

Novas movimentações acontecem na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, tanto local quanto no campo jurídico. Como previsto, para a instalação das quatro usinas termoelétricas flutuantes e uma de armazenamento e regaseificação de GNL da empresa Karpowership (KPS), mais 36 torres de transmissão previamente previstas com número atualizado para 40 torres, o desmatamento da área costeira, que compreende o bioma Mata Atlântica, destruiu mangues e restingas. Já no mar, a movimentação local espantou peixes, o que está afetando diretamente a pesca, atividade econômica tradicional de milhares de famílias na região.

Segundo pescadores locais, os peixes já não são encontrados em mais de 6 áreas, entre elas, a restinga da Marambaia. Em outras localidades, estão escassos. Tudo isso por conta do tráfego de embarcações e desmatamento da região costeira – aproximadamente 6 hectares de Mata Atlântica. Em entrevista, pescadores afirmaram que o volume de pescado que estão retirando não está dando para pagar as contas e comparam a redução do alimento e fonte de renda: se antes conseguiam encher diversos isopores em poucas horas, agora, em uma madrugada, só enchem um.

Eles também relatam que as embarcações estão impedindo o livre acesso dos pescadores na região, ameaçando assim uma tradição e modo de vida. Insatisfeitos, eles fizeram um protesto em 27/07/22 e seguem denunciando cabos dentro da baía, que podem provocar acidentes, e a continuidade das construções, mesmo com a sentença do TJRJ. Cerca de 160 pescadores da Associação de Pescadores do Canal do Rio São Francisco se posicionaram em 60 barcos para protestar contra as embarcações da KPS. A empresa diz que irá compensar os pescadores, mas como o Instituto Internacional Arayara aponta, não houve discussão formal dentro do processo legal, que exige EIA-RIMA e escuta com chamadas oficiais de audiências públicas com a categoria.

Uma das argumentações apresentadas com frequência pelos representantes da multinacional é de que vão compensar o desmatamento. “Mas o estrago que já está sendo causado agora é apenas o início do pesadelo, principalmente dos pescadores, marisqueiras e botos da baía, sem falar do efeito terrível nos componentes da flora e fauna do local com a falta de estudos conclusivos sobre os efeitos sobre cada um desses”, apontam os técnicos da Arayara.

É válido lembrar algumas das diversas problemáticas do empreendimento: além do fortalecimento de uma matriz energética suja – que deve ser deixada no passado, como cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas) afirmam – o potencial de poluição atmosférica e marítima é enorme. No caso do mar, a água utilizada para resfriar os motores das embarcações será devolvida a uma temperatura superior a da região, atingindo organismos sensíveis, como o Boto Cinza, sem contar os químicos utilizados para desincrustar os sistemas de resfriamento. Além disso, existem outros impactos associados, como o nível de barulho e a iluminação à noite.

A diretora do Instituto Internacional Arayara, Nicole Figueiredo de Oliveira, denuncia que a implementação do complexo de termoelétricas é um projeto de racismo ambiental e racismo energético , pois essa energia foi contratada com valor quase 7 vezes maior que o habitual e têm alto grau de impacto local, agravando crises econômicas e sociais. O petróleo e gás natural são as energias mais caras do mercado e podem ser substituídas por energias limpas e renováveis.

Uma das queixas dos pescadores é a falta de ação das autoridades locais. O INEA (Instituto Estadual do Ambiente) ainda não teria agido para paralisar a obra, conforme determina a decisão do Tribunal de Justiça Estadual do Rio de Janeiro. Tal inação já está levantando novas manifestações por parte dos moradores da baía.

Um despacho da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão informou que “deverá ser realizado o monitoramento por avistagem e acústico, durante todo o processo de instalação das torres que venha a interferir no ambiente marinho”. O documento ainda afirma que a frequência deve ser de, pelo menos, três vezes por semana, e o relatório deverá ser encaminhado mensalmente ao INEA. Nele, devem conter dados de avistamento diário de cetáceos, incluindo número de indivíduos, dia, horário e local georreferenciado em relação ao posicionamento das torres.

O coordenador técnico da Arayara.org, Engenheiro John Würdig, afirma que nunca tinha visto um órgão ambiental se manifestar de forma tão célere em favor de um empreendimento. “Fica cada vez mais nítido que os estudos apresentados pela KPS são falhos e não atendem a legislação ambiental brasileira, especialmente nas questões de padrões de emissões atmosférica e de geração de efluentes líquidos industriais. Esse empreendedor, desde dezembro/2021, tenta que seu empreendimento seja isento de licenciamento ambiental, declarando que se tratam de usinas já construídas e que têm baixo impacto ambiental, quando na verdade o próprio INEA classificou o empreendimento como de alto e significativo impacto poluidor, recebendo a classificação máxima como poluidor” diz Würdig.

Uma nova notificação foi enviada pela Arayara.org em 28/07/22, ao CECA (Conselho Estadual de Controle Ambiental) e ao INEA, solicitando que sejam incluídos no sistema de processo de licenciamento das termelétricas flutuantes os documentos referentes à decisão judicial publicada em 22/07/22, que impede que o empreendimento continue suas obras sem que o devido estudo de impacto ambiental EIA-RIMA seja apresentado e aprovado.

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) isentou a Karpowership de pagar multa no valor de R$ 140 milhões pelo atraso no início da operação, que deveriam ter iniciado, com todos os trâmites legais devidamente seguidos, em maio/2022. Houve a prorrogação do prazo por 90 dias, prazo esse que venceu em 01/08/2022.

Um novo pedido de prorrogação do prazo foi protocolado pela Karpowership ao INEA em 01/08/22, pois a empresa ainda não cumpriu duas condicionantes presentes da Licença de Operação (L.O.) concedida em 15/07/22. Uma é sobre a obrigatoriedade de contratação de serviços especializados de atendimento de emergências com poluição de óleo no mar, de acordo com a convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios (MARPOL), e a outra seria para realizar simulados e testes. Para cumprir tais condicionantes a empresa turca pediu 30 dias para contratação e 45 dias para simulação, a partir da data de expedição da L.O.

É pertinente recordar que o leilão de energia em que a empresa foi contratada era de caráter emergencial e que a situação de crise hídrica não é mais uma realidade. Não se pode justificar tantos benefícios concedidos no processo de licenciamento “express” que se observa na contratação dessa energia suja e cara. Os estragos já são reais, a ANEEL deve tomar medidas justas sobre o não cumprimento do contrato, ou a sociedade vai continuar pagando caro por isso.

Para ampliar o debate, uma nova audiência pública foi articulada pela Arayara.org e aconteceu em 03/08/22 às 15h30 na Câmara Federal. A audiência reúne as Comissões de Direitos Humanos, por solicitação da deputada Talíria Petrone, e Comissão de Minas e Energia, solicitada pelo deputado Rodrigo Agostinho.

O Instituto Internacional Arayara estará presente, representado pelo coordenador técnico John Würdig, assim como Juliano Bueno de Araújo representando o Observatório do Petróleo e Gás, Flávio Lontro da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos e Comunidades Tradicionais Extrativistas Costeiros e Marinhos – Confrem Brasil, Jaime Mitropoulos do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, Helena de Godoy Bergallo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro/UERJ, Eduardo Fortunato Bim do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Philipe Campello do Instituto Estadual do Ambiente/INEA.

A sociedade civil reivindica que seja cumprida a lei e que o Estado do Rio e a Agência Nacional de Energia Elétrica/ANEEL sejam responsabilizados por não cumprirem os ritos processuais para esse empreendimento, que ameaça a qualidade de vida, o meio ambiente, a segurança alimentar, o modo de vida da população local e a soberania energética brasileira. (ecodebate)

Hyundai terá carro elétrico compacto para a Europa

Deverá ser vendido por € 20.000 (R$ 110 mil). Já que os EVs compactos têm dado certo no Brasil, pode ser que venha um dia.

Hyundai Ioniq 5 consolidou a marca entre os eletrificados no exterior. O compacto deverá dar continuidade

Visando aumentar sua participação no mercado de carros elétricos na Europa, a Hyundai está desenvolvendo um modelo compacto, visando a preferência do público do velho continente por carros pequenos.

Segundo Andreas-Christoph Hofmann, Chefe do departamento de marketing da Hyundai na Europa, o modelo não ficará pronto tão cedo. “Nosso carro compacto vai competir com elétricos de entrada que a Volkswagen, Skoda e Cupra planejam produzir. Todos na indústria sabem que o objetivo para esse segmento é a faixa dos €20.000 (R$ 111.000)”, disse.

“Mas produzir um carro nessa faixa de preço é complexo, por conta do custo e peso das baterias, que tornam os carros muito pesados e com um preço elevado para o consumidor final”, complementa o executivo.

Com a meta de lançar 11 veículos elétricos até 2030 no velho continente, a Hyundai vem investindo pesado em veículos elétricos e anunciou recentemente o sedã Ioniq 6 e em breve irá revelar o SUV Ioniq 7 , com sete lugares e foco no mercado norte-americano.

Além disso, a fabricante sul-coreana está construindo duas fábricas dedicadas exclusivamente à produção de baterias e carros elétricos, uma no estado americano da Geórgia e outra na Coréia do Sul.

Tais investimentos só reforçam o sucesso que os modelos da Hyundai vem obtendo no mercado, especialmente com o Ioniq 5. No primeiro semestre do ano, as vendas de elétricos da Hyundai cresceram 8%, na Europa. Globalmente os carros elétricos representam 16% de todos os Hyundai vendidos no mundo.

Hyundai confirma lançamento de carro elétrico compacto e acessível.

Segundo a Bloomberg, quando uma fabricante consegue mais de 10% de vendas de elétricos na Europa, seu ritmo de produção nesse segmento cresce rapidamente e pode chegar a 30% no fim de 2024.

Para isso o segmento de compactos é importante, principalmente na Europa, que tradicionalmente tem um forte apreço por pequenos veículos citadinos, e onde o Fiat 500 ainda tem um número expressivo de vendas mesmo em 2022. (ig)

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Hyundai confirma carro elétrico para concorrer com a Embraer

A Hyundai, por meio de sua divisão de mobilidade urbana aérea Supernal, anunciou que vai desenvolver um carro elétrico voador, ou eVTOL (veículo elétrico com decolagem vertical). Durante o Farnborough International Airshow, na Inglaterra, a montadora sul-coreana deu detalhes do projeto e já estipulou data de lançamento: 2028.

A sul-coreana explicou como será a sequência de trabalho com seu carro voador, que teve um conceito de cabine exposto no evento. A ideia é de certificá-lo nos Estados Unidos em um primeiro momento e só depois partir para outros mercados, como Europa e até o Brasil. Até lá, muitos testes devem ser feitos.

Renderização dá ideia de como será o carro voador da Hyundai.

A montadora também explicou que a Supernal trabalha no desenvolvimento do carro elétrico com outras empresas, que devem fornecer suas expertises para avançar mais rapidamente com o projeto. Essas parceiras pertencem ao próprio grupo Hyundai e incluem setores como automóveis, peças automotivas, construção, robótica e direção autônoma.

Como é o carro voador da Hyundai?

Pelo que pôde ser visto no conceito exposto na Inglaterra, o carro voador da Hyundai terá uma cabine semelhante a de um carro, com tecnologias que ajudarão no conforto e na segurança dos passageiros. Chamou atenção o cuidado que a empresa teve com a iluminação interna, além dos aspectos de infotenimento, com a inclusão de uma tela central.

Interior do carro voador da Hyundai deve ser bem confortável e abriga cinco pessoas.

Hyundai divulga projeto de carro voador para viagens em 2028.

As especificações técnicas ainda não são conhecidas, mas é certo que o veículo será 100% elétrico e terá equipamentos de direção autônoma para ajudar nas viagens. O uso mais comum desse carro voador, segundo consta no site, pode ser o de ligação entre centros urbanos com aeroportos e grandes hubs de negócios, sempre equipados com vertiportos.

Quando será lançado?

Se os processos de homologação atingirem os objetivos de prazos e datas, a Hyundai espera iniciar as vendas e operações de seu carro voador em 2028. Em paralelo, uma variante movida a células de combustível de hidrogênio deve ser desenvolvida, sendo lançada um pouco depois, em 2030.

Vale lembrar que outras grandes empresas trabalham no desenvolvimento de carros voadores, como a Embraer, Joby Aviation, Jetson, Volocopter, entre outras. (canaltech)

Hyundai lançará um carro elétrico barato

Hyundai lançará um carro elétrico barato, confirma executivo.
A eletrificação parece mesmo fazer parte do futuro da Hyundai. Depois de apresentar por completo o Ioniq 5 e de confirmar o sedã Ioniq 6 ainda para 2022, a marca sul-coreana quer ampliar sua participação no mercado. Como? Colocando nas ruas um carro elétrico acessível, ou seja, barato.

A montadora confirmou que pretende lançar mais 11 modelos totalmente elétricos até 2030 e, entre eles, o de entrada, que pode ser o i10 remodelado. A má notícia, pelo menos para o público brasileiro, que está pegando o gosto por este segmento, é que, a princípio, o carro elétrico barato da Hyundai deverá ficar restrito ao mercado europeu.

Andreas-Christoph Hofmann, head de marketing da Hyundai para a região, foi quem fez o anúncio durante participação em um Congresso realizado em Praga. O executivo revelou, inclusive, a faixa de preço em que o futuro carro elétrico acessível da montadora coreana deve se posicionar: 20 mil euros.

Carro elétrico barato da Hyundai pode ser a versão renovada do i10, lançado em 2020.

Venda de elétricos impulsionou Hyundai

A vontade da Hyundai de investir alto em carros elétricos não surgiu do nada. Hofmann revelou que os números da montadora sul-coreana no 1º semestre de 2022 foram animadores na Europa, justamente por conta do aumento da procura dos consumidores por carros deste segmento.

Segundo o executivo, a fatia de mercado da Hyundai na União Europeia e no Reino Unido cresceu de 3,7% para 4,7%, com os veículos elétricos ficando responsáveis por 16% do total de vendas entre janeiro e o fim de junho/2022. A intenção, agora, é expandir ainda mais essa margem. “Estamos confiantes para o 2º semestre”, concluiu. (canaltech)