O entendimento vem com o nível cultural e intelectual de cada pessoa!!! Aprendizagem, conhecimento e sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança em agregar novos valores aos já existentes.
sábado, 18 de maio de 2024
GM avalia autoprodução de energia e biogás para substituir gás natural
Futuro é elétrico?
Futuro é elétrico? Montadoras
já estão revendo planos após frustrações.
Nos últimos anos, a indústria
automotiva tem enfrentado uma pressão sem precedentes para adotar tecnologias
mais limpas e sustentáveis, especialmente no que diz respeito aos veículos
elétricos. Todo plano ganhou ainda mais corpo em 2022, quando a União Europeia
decidiu que, a partir de 2035, nenhum carro a combustão poderia ser
comercializado nos 27 países do bloco.
A partir dessa decisão,
diversas montadoras anunciaram planos ousados para eletrificação, e todo o
mundo passou a traçar estratégias para adotar os carros elétricos, como
incentivos, isenções e descontos tributários. Mas o rumo dessa história parece
ter mudado com o passar dos meses ou, ao menos, sido adiado.
No ano passado, a própria
União Europeia voltou atrás, com um acordo que permite a continuação da
comercialização de carros equipados com motores a combustão interna, desde que
sejam abastecidos com e-fuel, os combustíveis sintéticos livres de emissão de
CO2. Essa exceção causou discordância entre os países europeus, com
a Alemanha defendendo firmemente a manutenção dos motores a combustão.
Paralelamente a esses
acontecimentos, outros setores também passaram a demonstrar resistência à
imposição dos carros elétricos: a locadora Hertz, que havia anunciado planos
ambiciosos de eletrificar sua frota nos Estados Unidos até o fim de 2024, deu
um passo atrás em sua jornada de eletrificação. A empresa decidiu vender 20 mil
carros elétricos de sua frota devido ao aumento dos custos de manutenção
associados à nova tecnologia. Essa mudança de estratégia reflete os desafios
enfrentados pelas empresas ao tentar adotar rapidamente veículos elétricos em
suas operações.
A mudança de paradigma chegou
às montadoras. A primeira a mudar de ideia foi a Chevrolet, que acreditava em
uma passagem de modelos a combustão para elétricos sem a transição por
híbridos. A General Motors - grupo que controla a Chevrolet - havia prometido
originalmente que sua produção seria exclusivamente de veículos elétricos a
partir do ano de 2035.
Em janeiro, durante o anúncio
de R$ 7 bilhões de investimentos no Brasil, a marca assumiu a possibilidade de
produzir carros híbridos, e atribuiu essa decisão ao desejo do consumidor.
A Mercedes-Benz também fez anúncios relacionados à eletrificação de sua frota. Inicialmente, planejava se tornar totalmente elétrica em alguns mercados até o ano de 2030. Além disso, a empresa tinha uma meta de ter 50% do volume de vendas composto por veículos eletrificados até 2025. No entanto, há alguns dias, assumiu ter ajustado suas metas e estratégia - agora, a expectativa é que chegar a esse volume de vendas na "segunda metade da década", ou seja, até 2030.
Elétricos não atingiram as expectativas
O diretor da Jato Informações
Automotivas, Milad Kalume, explica que, de fato, os elétricos frustraram as
expectativas - e uma série de fatores contribuem para esse cenário. Os
primeiros fatores são os mais conhecidos: a falta de infraestrutura e o tempo
necessário para recarga do veículo. Mas existem outras questões, como o desconhecimento
da tecnologia e a preocupação com o que será do futuro do veículo.
"As pessoas temem o fim
da vida útil da bateria e a desvalorização do carro. Na Europa e nos Estados
Unidos a desvalorização do elétrico usado é alta, o que tem criado resistência
nos consumidores", opina.
Fator China
Outra questão é que os carros
elétricos se tornaram o verdadeiro trunfo da China, que consegue produzir esses
veículos com um custo muito menor do que as montadoras do Ocidente.
"As montadoras já investiram muito dinheiro recentemente nos motores à combustão para reduzir as emissões. Seria necessário investir muito mais na produção de carros puramente elétricos em grande escala. Por isso, talvez estejam pensando em continuar operando no que já dominam por mais tempo, antes de fazer uma transição desse porte", pondera Kalume.
Opinião: Por que futuro dominado por carro elétrico está a um passo de virar utopia?
Embora o futuro da mobilidade
continue sendo impulsionado por tecnologias mais limpas e sustentáveis, as
marcas estão sendo forçadas a reavaliar suas estratégias e adotar abordagens
mais flexíveis e realistas diante das complexidades do mercado e das demandas
dos consumidores. A transição para carros elétricos pode ser inevitável, mas o
ritmo e os desafios dessa transição estão se mostrando mais desafiadores do que
o previsto inicialmente. (uol)
quinta-feira, 16 de maio de 2024
Novas hidrelétricas ameaçam rios em todo o mundo
Mais de 260.000 quilômetros
de rio podem ser potencialmente cortados por projetos hidrelétricos planejados,
de acordo com pesquisadores da Universidade McGill.
O estudo, liderado pelo World
Wildlife Fund e publicado recentemente na Global Sustainability, mostrou que
represas e reservatórios planejados são os principais contribuintes para o
declínio dos rios de fluxo livre em todo o mundo. Ele também fornece uma lista
abrangente de soluções baseadas na ciência para minimizar os impactos do desenvolvimento
da energia hidrelétrica nos rios.
“Usamos um conjunto de dados
de mais de 3700 projetos hidrelétricos potenciais e calculamos seus impactos
nos rios em todo o mundo”, disse o Prof. Bernhard Lehner, do Global HydroLab da
Universidade McGill, que criou os mapas de rios globais subjacentes. “Foi
preocupante saber que muitos dos rios de fluxo livre remanescentes correm o
risco de ser permanentemente transformados por novas infraestruturas de
energia”.
Além disso, o estudo também
descobriu que todas as barragens propostas em rios de fluxo livre gerariam
coletivamente menos de 2% da energia renovável necessária até 2050 para manter
o aumento da temperatura global abaixo de 1,5°C – uma pequena contribuição com
consequências potencialmente devastadoras para o restante rios de fluxo livre e
as pessoas e animais selvagens que dependem deles.
Os pesquisadores sugerem que, enquanto os líderes globais se reúnem para uma rodada crítica de cúpulas da ONU sobre clima e biodiversidade neste outono, os legisladores devem considerar as compensações entre o desenvolvimento da energia hidrelétrica e a manutenção de ecossistemas de água doce saudáveis.
Olhando para as compensações – desenvolvimento de energia hidrelétrica vs. custos ambientais
“É verdade que a energia
hidrelétrica é uma fonte de energia renovável com emissões de carbono
relativamente baixas”, diz Günther Grill, um pós-doutorado da McGill que
analisou os números e desenvolveu o modelo de avaliação ambiental espacial para
estimar o efeito de futuras represas. “No entanto, os projetos hidrelétricos
podem impactar de forma permanente e irreversível a dinâmica e as funções do
rio e da planície de inundação, muitas vezes em áreas selvagens tropicais com
alta biodiversidade”.
O documento de política
aponta para o fato de que rios conectados e saudáveis CO2
proporcionam diversos benefícios que muitas vezes são esquecidos: estoques de
peixes de água doce que melhoram a segurança alimentar para centenas de milhões
de pessoas; entrega de sedimentos que nutrem a agricultura e mantêm os deltas
acima do mar; e várzeas que ajudam a mitigar o impacto das inundações e
sustentam uma grande biodiversidade.
“Quando se trata de saúde fluvial, mudança climática e perda de biodiversidade, não podemos mais nos dar ao luxo de pensar nisso como questões separadas”, diz Michele Thieme, cientista-chefe de água doce do World Wildlife Fund (WWF) e principal autora do estudo. “Os rios são agentes poderosos para manter a vida selvagem e as comunidades saudáveis, especialmente em um clima quente, mas sua capacidade de sustentar a vida está ameaçada por barragens hidrelétricas em muitas partes do mundo. As melhores soluções políticas serão aquelas que equilibram as necessidades de energia renovável com os muitos benefícios dos ecossistemas de água doce prósperos”.
Proteger rios de fluxo livre e ao mesmo tempo cumprir as metas climáticas e as necessidades de energia
No artigo, os pesquisadores
compilaram uma lista de soluções de políticas baseadas na ciência para cumprir
as metas climáticas e as metas de energia, ao mesmo tempo que protegem os rios
de fluxo livre e seus benefícios para as pessoas e a natureza. Essas soluções
incluem evitar a fragmentação do rio, explorando opções de desenvolvimento
alternativo, como energia renovável não hidrelétrica, como solar e eólica;
minimizar os impactos com a instalação de barragens em locais com menos
consequências para as pessoas e a natureza; restauração de rios por meio da
remoção de barragens; ou compensar os impactos negativos das barragens em um
rio protegendo formalmente outro rio semelhante.
“Há uma longa história de conflitos, estudos e debates sobre como proteger os rios e desenvolvê-los de forma sustentável”, acrescenta Lehner. “Com uma pausa nos novos desenvolvimentos causados CO2 pela pandemia global, implementação antecipada do Acordo de Paris e reuniões de alto nível sobre o clima e a biodiversidade em 2021, agora é um momento oportuno para considerar a atual trajetória de desenvolvimento e opções de políticas para reconciliar barragens com a saúde do sistema de água doce.
Status de conectividade global do rio e distribuição de rios que perdem seu status de fluxo livre entre os cenários de barragem atual e futuro. O portfólio atual de barragens, bem como métodos para calcular o status de conectividade e FFRs, são descritos em Grill et al. (2019). A construção da barragem adiciona 3.700 barragens hidrelétricas (> 1 MW de capacidade) (Zarfl et al., 2015). Uma lista de rios com mudança de status por mais de 500 km é fornecida na Tabela Suplementar S3. (ecodebate)
Volvo encerra produção de carros diesel
A decisão da empresa de
abandonar a tecnologia havia sido anunciada em setembro passado durante evento
em Nova York e faz parte dos planos da montadora para zerar suas emissões de
gases de efeito estufa e eletrificar toda sua linha até 2040.
A Volvo foi uma das pioneiras na oferta de carros leves motivos à diesel na Europa. Seus primeiros modelos começaram a ser vendidos em 1979 quando esse tipo de motorização no segmento passeio ainda era um produto de nicho.
Mudança acelerada
Em nota divulgada à imprensa, a montadora informou que “apenas cinco anos atrás” os carros diesel eram o principal produto de seu portfólio e representavam a maior parte dos veículos de passeio vendidos na Europa.
A reputação dos veículos diesel já vinha mudando depois do estouro do Dieselgate quando várias montadoras foram flagradas burlando os limites de emissões de poluentes no mercado Europeu. E com a aceleração da eletrificação no mercado de carros leves as vendas de veículos diesel começaram a perder tração no mercado europeu. “A maior parte de nossas vendas no continente já é de carros eletrificados. No último ano, as vendas de veículos elétricos aumentaram em 70%”, diz a nota. (biodieselbr)
terça-feira, 14 de maio de 2024
Teste comprova que biodiesel 100% rende o equivalente ao diesel
A empresa começou o estudo em julho/2023, com um caminhão da montadora
holandesa DAF. Durante 6 meses, o veículo foi utilizado pela JBS Transportadora
na rota entre a cidade de Lins, no interior de São Paulo, e o Porto de Santos,
no litoral paulista. Sempre abastecido com o biodiesel produzido pela Biopower,
a partir de resíduos da produção bovina.
“Foram 6 meses de operação, e os resultados mostram que o uso do B100 é promissor. Os resultados iniciais evidenciam que a performance do veículo abastecido com biodiesel é equivalente ao utilizado na mesma rota com o diesel convencional, mas com impacto ambiental muito inferior”, afirmou o diretor comercial da Biopower, Alexandre Pereira.
Desde o início do teste, foram usados cerca de 35.000 litros do biocombustível para percorrer 59.938 km. Segundo a companhia, os motoristas, responsáveis por transportar 3.200 toneladas de produtos fabricados no polo industrial da JBS, tiveram percepções positivas sobre a performance e o desempenho do caminhão abastecido com o biodiesel.
“Estamos otimistas em relação ao uso do biodiesel 100% (B100) como uma
alternativa segura e de alta qualidade para o uso nos caminhões em larga
escala. Os testes mostraram que o B100 tem impacto positivo na performance, no
desempenho e na preservação de itens importantes do caminhão, como o motor”,
disse o diretor da JBS Transportadora, Armando Volpe.
De acordo com os executivos, parte do otimismo se dá também porque o
biodiesel aparece como um substituto imediato do diesel, por ser compatível com
as tecnologias já existentes na indústria automobilística. Além de se tratar de
um combustível biodegradável e prático, segundo a empresa.
Atualmente, a Biopower tem 3 unidades fabris, nas cidades de Lins (SP),
Mafra (SC) e Campo Verde (MT). A capacidade instalada é de 785 milhões de
litros por ano – o equivalente a cerca de 10% do volume de biodiesel produzido
em todo o país, em 2023, conforme dados da ANP.
Tal iniciativa vai além do compromisso da JBS de reduzir a própria pegada de carbono e tornar a produção mais sustentável. “Nosso objetivo é comprovar a qualidade do B100 e colocá-lo como uma alternativa para a descarbonização da matriz energética no transporte brasileiro”, afirmou Alexandre Pereira.
Expansão é plano nacional
A estratégia da JBS de tornar a mobilidade mais limpa vai ao encontro de
medidas adotadas pelo governo federal. Em dezembro de 2023, por exemplo, o CNPE
(Conselho Nacional de Política Energética) decidiu aumentar a proporção de
biodiesel no óleo diesel, de 12% para 14%, a partir de março de 2024.
A ampliação do percentual seguirá em 2025, quando está previsto um novo aumento, de 1%. Trata-se, portanto, de uma aceleração do cronograma que havia sido aprovado no 1º trimestre do ano passado. Até aquele momento, a participação do biodiesel no chamado “diesel B” –vendido nos postos– só atingiria 15% em 2026.
O projeto de lei nº 4.516/23, conhecido como “PL do Combustível do Futuro”, é outra iniciativa nesse sentido. O objetivo é promover a mobilidade sustentável de baixo carbono, por meio da maior incorporação de biocombustíveis nos transportes. O texto substitutivo foi aprovado em março, na Câmara dos Deputados, e segue ao Senado Federal. (biodieselbr)


















