terça-feira, 18 de junho de 2024

Óleo de cozinha toma o lugar da soja na produção de biodiesel nos EUA

Um aumento nas importações de óleo de cozinha usado e outros ingredientes para produção de biocombustíveis nos Estados Unidos reduziu os lucros dos processadores de soja, o que tem forçado as empresas a desacelerar e a rever os planos de expansão.

Diante da demanda mais fraca, as empresas iniciaram a manutenção sazonal mais cedo do que de costume, fechando usinas por períodos mais longos.

Cerca de 20 milhões de bushels (540 mil toneladas) de capacidade de esmagamento ficaram fora de operação em abril na região do Corn Belt (cinturão do milho) — um recorde para o mês — incluindo grandes plantas da Archer-Daniels-Midland e da Cargill, segundo o CrushTraders. Pelo menos 10 milhões de bushels devem ser desativados em maio.

Esse é um sinal preocupante para uma indústria que investiu bilhões de dólares para expandir a capacidade de transformação de soja em óleo, que pode ser usado para produzir diesel renovável.

Embora os incentivos governamentais tenham criado uma crescente demanda por combustíveis mais limpos de fontes como culturas agrícolas, embarques estrangeiros de alternativas, como sebo importado, óleo de cozinha usado e óleo de canola, estão canibalizando a participação de mercado do óleo de soja.

A competição crescente levanta questões sobre quanto da capacidade será necessário no futuro.

“Aqueles projetos que estavam bem avançados vão continuar e ser concluídos”, disse John Neppl, diretor financeiro da Bunge Global, o maior processador de sementes oleaginosas do mundo, durante uma teleconferência com analistas.

“Mas, realmente, tudo o que foi proposto ou está nos estágios iniciais, vimos vários desses serem colocados em espera”.
O óleo de soja representou 32% das matérias-primas usadas para produzir biodiesel em janeiro, abaixo dos 44% de um ano antes e um recorde de baixa.

Isso é parcialmente porque o óleo de soja não é muito competitivo em relação às fontes alternativas, que são mais baratas e têm pontuações de menor intensidade de carbono, permitindo maiores subsídios.

“A indústria de processamento de soja dos EUA enfrenta dores de crescimento” devido aos desafios dessas alternativas, disse Susan Stroud, analista de grãos da No Bull Ag em St. Louis.

Ao mesmo tempo, o número de usinas de biodiesel está crescendo, chegando a 539 em janeiro, ante 384 um ano antes.

Os processadores de soja têm 21 projetos em andamento para expandir a capacidade nos Estados Unidos, de acordo com Gordon Denny, consultor agrícola e ex-diretor de compras da Bunge.

Desses, cinco projetos começam este ano e vão competir pela nova safra que começa a ser colhida em outubro. Isso criará uma capacidade de processamento adicional de 495 mil bushels por dia para competir pelas novas oleaginosas.

“Esse aumento na capacidade de esmagamento, além do uso de outras matérias-primas para produzir diesel renovável, está criando uma surpreendente falta de demanda por óleo de soja”, disse Denny.

Neppl disse que a Agência de Proteção Ambiental deve revisar suas regras que determinam quantos galões de biocombustível os refinadores são obrigados a adicionar à mistura de combustível para motores dos EUA.

Esses requisitos fazem parte do Padrão de Combustível Renovável, que visa reduzir gases de efeito estufa prejudiciais ao clima e fortalecer a segurança energética dos Estados Unidos.

As margens de esmagamento — que atingiram níveis recordes em 2022 e 2023 — estão sendo pressionadas pelo retorno da Argentina ao mercado de exportação após uma seca histórica, bem como pelos estoques crescentes de óleo de soja.

Em março, os estoques de óleo atingiram 1,85 bilhão de libras, com o aumento desde fevereiro sendo um recorde, segundo Stroud.

A competição ficará mais intensa durante a colheita no outono, quando mais plantas de esmagamento começarão a operar.

Como resultado, as empresas estão avaliando suas opções sobre quanto da capacidade será reativada.

“Margens menores contribuem para o tempo de inatividade, mas as empresas também estão levando seu tempo depois de trabalhar o máximo que puderam em 2022 e 2023″, disse Kent Woods, proprietário da CrushTraders. “O mercado está realista que as coisas ficarão desafiadoras à medida que avançamos”. (biodieselbr)

Produção de diesel de biomassa cresceu 38% em 2023

EUA: Produção de diesel de biomassa cresceu 38% em 2023.
A indústria de diesel de biomassa – biodiesel e diesel verde – dos Estados Unidos teve um 2023 para ninguém botar defeito. Segundo dados da Administração de Informação de Energia (EIA), as usinas e biorrefinarias norte-americanas disponibilizaram um total de 16,2 milhões de m³ de biocombustíveis ao mercado, o que representa um salto de impressionantes 38,3% em relação ao desempenho do ano anterior. Foi o maior nível de crescimento anual para o setor nos últimos 10 anos – perdendo para os 41,2% registrados de 2012 para 2013.
Esse crescimento todo foi puxado pela produção de diesel verde. Desde que passou a aparecer nas estatísticas do mercado norte-americano em 2011, a produção do novo substituto para o diesel de petróleo se multiplicou mais de 40 vezes. Foram 75% de crescimento apenas no último ano. Isso fez com que – pela primeira vez – o diesel verde superasse o biodiesel convencional em volume.
No somatório do ano tivemos 9,81 milhões de m³ de diesel verde contra 6,43 milhões de m³ de biodiesel que viu sua participação no mercado dos Estados Unidos cair de 52,2% para 39,6% em apenas um ano. E isso não quer dizer que 2023 tenha sido um ano ruim para os fabricantes de biodiesel dos Estados Unidos. (biodieselbr)

domingo, 16 de junho de 2024

UEMS mostra que planta aquática tem potencial para produção de biodiesel

Crassipes na produção de biodiesel é que esta planta não é utilizada na alimentação humana, como a soja ou canola, por exemplo. Portanto, além das vantagens de ser fito remediadora e gerar um biocombustível, o uso desta macrófita não traz o desvio de possíveis fontes de alimentação humana.
Pesquisa mostra que planta aquática tem potencial produção de biocombustível

Um projeto de pesquisa em andamento pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está avaliando o potencial da espécie Eichhornia crassipes (Mart.) Solms –planta aquática conhecida popularmente como Jacinto-de-Água – como uma fonte de óleos para a produção de biodiesel. Os resultados da pesquisa foram apresentados no artigo “Biodiesel production potential of Eichhornia crassipes (Mart.) Solms: comparison of collection sites and different alcohol transesterifications” na revista Scientific Reports, uma das publicações da Nature.

Segundo os cientistas, o biodiesel fabricado a partir dos ácidos graxos extraídos da planta consegue atender aos padrões de qualidade exigidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O Jacinto-de-Água é uma espécie nativa do Sul da América que se adapta à diversos ambientes e tem alta capacidade de propagação em meios contaminados por excesso de resíduos orgânicos. Ela tem sido pesquisada como uma ferramenta para projetos de fitorremediação em ambientes aquáticos. Segundo a professora Leila Cristina Konradt Moraes, a planta “retira do ambiente materiais nitrogenados e fosfatos, além de alguns metais pesados” a possibilidade de aproveitar comercialmente os óleos acumulados pelo vegetal na produção de biodiesel “tornam seu emprego ainda mais promissor”.

Além disso, como a espécie não é utilizada na alimentação humana – como acontece com a soja ou canola – ela tem a vantagem de não desviar recursos agrários.

Um projeto de pesquisa em andamento pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está avaliando o potencial da espécie Eichhornia crassipes (Mart.) Solms –planta aquática conhecida popularmente como Jacinto-de-Água – como uma fonte de óleo diesel.

TCC

A pesquisa é resultado do trabalho de conclusão de curso (TCC) da aluna do curso de Engenharia Ambiental da UEMS Aricely Aparecida Silva Leite sob orientação da professora Leila Cristina Konradt Moraes. Os dados obtidos foram ajustados e analisados estatisticamente com a colaboração de outros pesquisadores da universidade para a publicação.

No artigo publicado foi comparado o biodiesel obtido de plantas coletadas nos municípios de Dourados e de Corumbá. O resultado indicou que o biocombustível produzido a partir de populações cultivadas em meios ambientalmente impactados em Dourados, produziu um biodiesel com propriedades físico-químicas mais adequadas do que o produzido a partir da macrófita coletada em Corumbá.

Ponte de Inovação: Pesquisa mostra que planta aquática tem potencial produção de biocombustível

As pesquisadoras dizem que para esse produto se tornar viável em escala comercial, precisa-se de investimento, de estudos em escalas maiores e do interesse do poder público. A prof. Dra. Leila ressaltou que a equipe continua trabalhando em pesquisas com coletas de plantas de outros quatro ambientes aquáticos diferentes para conhecer com mais precisão o comportamento de crescimento e absorção da planta em diferentes condições de contaminantes e biomas, além de também trabalhar com outras macrófitas. (biodieselbr)

Helexia e Globo firmam parceria de eficiência energética

Com o projeto, a Globo passará a ter 100% de iluminação em LED nos endereços comtemplados.
Em parceria com a Helexia Brasil, a Globo vai realizar um projeto de retrofit de iluminação em três endereços da empresa no Rio de Janeiro. O contrato consiste na substituição das atuais luminárias existentes por um sistema de LED em toda a área dos Estúdios Globo e dois prédios no Jardim Botânico.

TV Globo firma contrato com Helexia para projeto de eficiência energética em iluminação

Contrato envolve substituição das atuais luminárias por sistema de iluminação em LED em toda a área dos Estúdios Globo.

TV Globo firmou um acordo com a Helexia para realizar um projeto de eficiência energética para a iluminação em instalações da companhia.

TV Globo firma contrato com Helexia para projeto de eficiência energética em iluminação. Contrato envolve substituição das atuais luminárias.

Globo firma projeto com Helexia para instalação de iluminação LED

Emissora pretende substituir 30 mil luminárias para implementar novo sistema em todos os endereços.

A Globo firmou um projeto com a Helexia Brasil para iluminação em três endereços da emissora de televisão no Rio de Janeiro. O contrato consiste na substituição das atuais luminárias existentes por um sistema de LED em toda a área da empresa e dois prédios no bairro Jardim Botânico (RJ).

Com a iniciativa, a Globo terá todos os endereços com iluminação LED. Cabe destacar que parte da substituição do sistema foi realizada em anos anteriores.

A expectativa é substituir 30 mil luminárias, segundo o diretor comercial e de marketing da Helexia Brasil, Bruno Vieira. O estimado é que a nova iluminação vai representar uma economia de 60% no consumo da energia elétrica, sem considerar o consumo de, por exemplo, ar-refrigerado, motores, entre outros.

O descarte do material substituído gerenciado pela companhia seguirá os protocolos de proteção ao meio ambiente, direcionando os insumos que possam ser reaproveitados para reciclagem para empresas devidamente habilitadas.  "A Helexia também se responsabiliza pela manutenção e gestão do estoque para o cliente ao longo dos cinco anos de vigência do contrato”, completou o CEO da Helexia Brasil, Aurélien Maudonnet. (brasilenergia) 

Inovação: 22% das tecnologias limpas são criadas na UE

Inovação: 22% das tecnologias limpas são criadas na UE, aponta relatório.
Regulamentação consistente e um acesso mais rápido ao financiamento ainda são as formas de apoio político mais desejadas pelos investidores.

Um relatório lançado em conjunto pelo Banco Europeu de Investimento (BEI) e pelo Instituto Europeu de Patentes (EPO) aponta que mais de 70% das empresas que investem em inovação e que patenteiam tecnologias limpas e sustentáveis ​​na União Europeia têm menos de 5 mil funcionários. E que 22% das tecnologias limpas e sustentáveis ​​desenvolvidas globalmente provêm desta região.

A inovação em tecnologias limpas da UE centra-se na economia de baixo carbono, na mobilidade limpa e em alternativas ao plástico. Embora 29% das empresas de tecnologia limpa da UE visem os mercados nacionais, 61% pretendem expandir-se no mercado único da UE, que consideram crucial para o crescimento futuro. O relatório intitulado “Financiamento e comercialização de tecnologias limpas e sustentáveis”, (na tradução livre do inglês) está disponível para download.

O relatório destaca o fato de a União Europeia contribuir para mais de um quinto de todas as invenções de tecnologias limpas de elevado valor a nível mundial, e de a Alemanha e França terem sido os principais países que contribuíram nesse campo regionalmente.

Já em nível mundial, o Japão, os Estados Unidos e a China continuam a ser intervenientes importantes, tendo a China desenvolvido rapidamente o seu setor de tecnologias limpas nos últimos anos.

Desde 1997, aponta o relatório, mais de 12% das invenções em todo o mundo têm sido voltadas para tecnologias limpas e sustentáveis, sendo aquelas de baixo carbono as que lideram, seguida por registros de patentes de mobilidade limpa e alternativas aos plásticos, bem como tecnologias de adaptação às alterações climáticas e tecnologias limpas.

A importância da tecnologia limpa

Embora a União Europeia seja bastante inovadora em tecnologias limpas, existe uma lacuna de financiamento em comparação com os seus pares dos EUA. Por isso, em termos de um segurança jurídica para impulsionar os negócios, os investidores em inovação em tecnologias limpas da UE citam uma regulamentação consistente e um acesso mais rápido ao financiamento como a sua forma mais desejada de apoio político. (canalenergia)