segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Eficiência energética

Eficiência energética é uma atividade que procura melhorar o uso das fontes de energia.
A utilização racional de energia, às vezes chamada simplesmente de eficiência energética, consiste em usar de modo eficiente a energia para se obter um determinado resultado. Por definição, a eficiência energética consiste da relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização.
A utilização das energias renováveis como fonte de energia para consumo das necessidades energéticas quer de climatização como de aquecimento de águas quentes sanitárias e de piscinas é uma das formas mais eficientes de reduzir o consumo de energias de combustíveis fósseis. A instalação de painéis solares térmicos na cobertura dos edifícios pode representar uma redução de 60% no consumo de energia para aquecimento de águas sanitárias. Entretanto deve-se considerar que mesmo em fonte limpas, sua eficiência está atrelada a sua taxa de consumo e não à fonte geradora.
A eficiência energética e as energias renováveis são os "dois pilares" da política energética sustentável.
Medidas de Eficiência Energética
Os equipamentos em nossa casa, escritório, o nosso carro, a iluminação nas nossas ruas e até as centrais que produzem e distribuem a nossa energia, quer ela seja eletricidade, gás natural ou outra, consomem de alguma forma uma fonte de energia.
Edifícios energeticamente eficientes, processos industriais e de transporte poderiam reduzir as necessidades energéticas do mundo em 2050 por um terço, e será essencial no controlo das emissões globais de gases com efeito de estufa, de acordo com a Agência Internacional de Energia.
A adoção de soluções ou medidas eficientemente energéticas em edifícios pode passar como, por exemplo, por colocar um isolamento térmico de modo a se consumir menos energia para aquecimento e arrefecimento mantendo a mesma temperatura, instalar lâmpadas econômicas, em vez de lâmpadas incandescentes para atingir o mesmo nível de iluminação. Redes de sensores sem fio são muitas vezes utilizados para visualizar o uso de energia em cada ponto para melhorar a eficiência, como no exemplo do Japão.
Como exemplos de medidas de poupança de energia que contribuem para uma maior eficiência energética temos:
·                     Afinação dos parâmetros de queima dos geradores de calor
·                     Isolamento térmico de superfícies quentes
·                     Otimização das condições de funcionamento de equipamentos
·                     Eliminação das fugas de fluidos quentes
·                     Aproveitamento de combustíveis ou fontes de calor residuais
·                     Dimensionamento correto das instalações energéticas
·                     Eliminação das fugas de ar comprimido
·                     Recuperação da energia térmica em compressores de ar
·                     Substituição de motores convencionais por motores de alto rendimento
·                     Instalação VEVs (Variadores Eletrônicos de Velocidade)
·                     Alteração da opção tarifária
·                     Deslastre de cargas
·                     Compensação do fator de potência
·                     Otimização e controlo da iluminação
·                     Melhor aproveitamento das condições de iluminação natural
·                     Implementação de sistemas de gestão de energia
·                     Instalação de sistemas d cogeração
No Brasil
Como todo país em desenvolvimento, o Brasil tem uma grande demanda reprimida de energia - mas os índices nacionais de perda e desperdício de eletricidade também são altos. O total desperdiçado, segundo o Procel, chega a 40 milhões de kW, ou a US$ 2,8 bilhões, por ano. Os consumidores - indústrias, residências e comércio - desperdiçam 22 milhões de kW; as concessionárias de energia, por sua vez, com perdas técnicas e problemas na distribuição, são responsáveis pelos 18 milhões de kW restantes.
Portanto qualquer política energética deve estimular a eficiência e o combate ao desperdício por meio de instrumentos de regulação - como a especificação de códigos com consumo máximo de energia em construções ou padrão de desempenho e melhorias em equipamentos para garantir a incorporação de novas tecnologias, mais eficientes, pelos fabricantes.
Na União Europeia
A União Europeia assume cada vez mais a redução do consumo de energia e a eliminação do desperdício energético como uma questão determinante para a sua política energética. Em 2007, os países membros da UE assumiram um objetivo para 2020: reduzir o consumo médio anual de energia em 20%. Portugal não foge à regra e traça até metas mais ambiciosas, estabelecendo como objetivo uma redução de energia primária de 25%.
O Conselho Europeu de 20 e 21 de março de 2014 salientou a eficácia da eficiência energética na redução dos custos de energia e da dependência energética. A UE estabeleceu normas e regras mínimas em matéria de eficiência energética aplicáveis à rotulagem e à concepção ecológica dos produtos, serviços e infraestruturas. Estas medidas visam melhorar a eficiência em todas as fases da cadeia da energia, desde o aprovisionamento energético à utilização de energia por parte dos consumidores.
Em Portugal
Com vista a cumprir os objetivos definidos pela UE e tendo em conta o Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética (PNAEE), estão em vigor vários programas de apoio à eficiência energética:
·                     Fundo de Eficiência Energética;
·                     Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia Eléctrica;
·                     Fundo de Apoio à Inovação;
·                     Fundos do Quadro de Referência Estratégia Nacional. (wikipedia)

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sobra de energia prejudicam distribuidoras e consumidores

Sobra de energia prejudicam distribuidoras e consumidores cativos, afirma Abradee
Associação discute com o governo e com a Aneel medidas para reequilibrar os contratos das concessionárias.
A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica informou que pelo menos metade das 64 distribuidoras do país estão com sobras de energia elétrica em seu portfólio em 2016. Em média, a sobre contratação "involuntária" das concessionárias está em 107%, quando o saudável para o negócio é algo próximo a 103%.
Segundo Marco Delgado, diretor da Abradee, parte dessas sobre contratação é consequência de atos normativos existentes e, portanto, não deveria ser assumida pelas companhias ou pelos consumidores. "Parte dessas sobrecontratação foi consequência de normas regulatórias. Isso é um ponto que estamos conversando com o ministério. Não pode se entender isso como um risco ordinário."
Em situações em que o preço da energia no mercado spot está baixo, a sobrecontratação causa prejuízos financeiros às empresas e aos consumidores atendidos por essas concessionárias. Isso porque essa sobra de energia é liquidada pelo Preço de Liquidação das Diferenças a valores inferiores aos dos contratos firmados em leilão.  Pela regulação vigente, os consumidores de energia do mercado cativo assumem os custos dessa sobra até 105%. Acima disso o risco é das distribuidoras.
De acordo com Delgado, uma combinação de fatores contribuiu para o atual cenário de sobrecontratação. Os contratos de energia que estão sendo entregues agora foram firmados há 5 ou 3 anos, quando se projetava um crescimento no consumo nesse período. Além disso, o aumento de mais de 50% nas tarifas do mercado cativo em 2015 e a queda repentina do PLD estimularam uma nova onda de migração de consumidores para ambiente livre. Um terceiro efeito é o fato de as distribuidoras, por regra, terem um piso mínimo de contratação.
Por exemplo, a AES Eletropaulo (SP), que atende ao maior mercado do país, está com 112% de sobrecontratação neste ano. Antes do leilão A-1 de dezembro de 2015, a empresa já havia informado ao MME que não precisava contratar um grande volume de energia, uma vez seu mercado encolheu (-4,5% no ano passado) por conta da crise econômica do país e pela elevação das tarifas. Mesmo assim foi obrigada a recontratar 96% da energia que estava sendo descontratada naquele ano.
Soluções para reverter esse quadro estão sendo discutidas com a Agência Nacional de Energia Elétrica, com o Ministério de Minas e Energia e com a Câmara de Comercialização de Energia. A mais urgente permitirá a devolução de contratos aos geradores nos casos em que houver a migração de consumidores especiais (0,5 MW e 3 MW) para o mercado livre. A regulação atual permite que essa operação seja realizada apenas para a saída de consumidores livres (acima de 3 MW). 
O assunto está sendo discutido na audiência pública nº 85/2013. "O exercício por consumidor especial ou livre da opção de compra de energia no ACL assegura à distribuidora local a possibilidade de redução de montante equivalente dos CCEAR decorrentes de leilões de energia elétrica proveniente de empreendimentos existentes", diz o artigo 28 da minuta de resolução, ainda pendente de homologação.
Outro processo que pode minimizar o atual quadro de sobrecontratação é a operacionalização do Mecanismo de Sobras e Déficits de Energia Nova, o MCSD, recentemente regulamentado pela Aneel. "O quando mais breve possível forem implementadas essas ações, melhor para os agentes e para a modicidade tarifária", defendeu Delgado, sem revelar o potencial rombo financeiro que a sobrecontratação pode causar no setor ou quais distribuidoras são as mais afetadas.
Cenário inverso - O cenário de sobrecontratação das distribuidoras neste ano é exatamente ao oposto de 2014, quando as empresas ficaram expostas involuntariamente por conta de atos regulatórios e atrasos na conclusão de projetos de geração. Essa situação causou um grave problema de caixa nas concessionárias. O Governo Federal precisou intervir e contratou três empréstimos com bancos públicos e privados para socorrer as distribuidoras. Juntos, os empréstimos somam R$ 21,75 bilhões e serão pagos pelos consumidores de energia por meio da conta de luz. Esse empréstimo foi um dos fatores que pressionou as tarifas de energia em 2015. (canalenergia)

Quadruplicaram as residências que produzem energia elétrica

Residências que produzem sua própria energia elétrica quadruplicam em 2015
Até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras deverão ter energia gerada por elas mesmas, entre residências, comércios, indústrias e no setor agrícola.
A geração distribuída no Brasil registrou em 2015 o total de 1.307 novas adesões de consumidores, somando uma potência instalada de 16,5 megawatts (MW) e totalizando 1.731 conexões. A geração distribuída é quando o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis.
Apenas entre novembro e dezembro, após a aprovação das alterações na Resolução Normativa Aneel 482/2012 e o Lançamento do Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), houve crescimento de 73% nos projetos, que registravam mil unidades em outubro.
A fonte mais utilizada pelos consumidores continua sendo a solar, com 1.675 adesões, seguida da eólica, com 33 instalações. Atualmente, o estado que possui mais micro e minigeradores é Minas Gerais, com 333 conexões. Seguem o Rio de Janeiro, com 203, e o Rio Grande do Sul, com 186.
A geração distribuída tem registrado crescimento expressivo desde as primeiras instalações, em 2012. Naquele ano, eram apenas três projetos registrados, enquanto que em 2013 foram verificados 75. Se comparado com o ano de 2014, quando registrado 424 conexões, o número de adesões quadruplicou em 2015, passando para as atuais 1.731 adesões.
Com o aprimoramento na Resolução Normativa nº 482/2012, que criou o Sistema de Compensação de Energia Elétrica e permite que o consumidor instale pequenos geradores, tais como painéis solares fotovoltaicos e microturbinas eólicas, são estimadas 1.230.000 unidades de micro e minigeração até 2024, o que representaria 4.500 MW de capacidade. As novas regras começam a valer a partir de 1º de março de 2016.
Para aprofundar as ações de estímulo à geração de energia pelos próprios consumidores, com base nas fontes renováveis de energia, o Ministério de Minas e Energia (MME), lançou em dezembro de 2015, o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD).
Com investimentos de pouco mais de R$ 100 bilhões até 2030, o Programa prevê que 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas, entre residências, comércios, indústrias e no setor agrícola, o que pode resultar em 23.500 MW (cerca de 48 TWh produzidos anualmente) de energia limpa e renovável, o equivalente à metade da geração anual da Usina Hidrelétrica de Itaipu. (ecodebate)

Consumo nacional de energia cai 8,3% em janeiro

Consumo nacional de energia cai 8,3% em janeiro/16, segundo CCEE
PCHs aumentaram a produção em cerca de 20% no período.
O consumo nacional de energia caiu 8,3% até 26 de janeiro na comparação com o mesmo período do ano anterior, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica em 28/01/16. O consumo somou 59.115 MW médios, apresentando reduções de 8,5% no mercado cativo e de 7,8% no mercado livre.
Consumo de energia cai 8,3% no País de 1º a 28 de janeiro/16.
Na análise do consumo entre os ramos industriais, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve queda em todos os segmentos. As maiores retrações foram verificadas no setor de veículos (-15,7%), minerais não metálicos (-12,8%) e de extração de minerais metálicos (-10,1%).
A análise do desempenho da geração indica a entrega de 61.145 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional em janeiro. As pequenas centrais hidrelétricas aumentaram a produção em cerca de 20% no período, com 2.977 MW médios. A representatividade da fonte hidráulica, em relação a toda energia gerada no país, foi de 76,8%, índice 3,7% superior ao registrado no ano passado.
A CCEE também apresentou estimativa para a produção das hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia. Espera-se que na quinta semana do mês as usinas gerem o equivalente a 82,3% de suas garantias físicas, ou 48.388 MW médios em energia elétrica. (canalenergia)

Tarifas de energia terminaram 2015 com alta de 51%

IPCA: tarifas de energia terminaram 2015 com alta de 51%
São Paulo liderou alta, com aumento de 70,97%.
A divulgação em 08/01/16 da variação de 0,96% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo em dezembro, levando a uma inflação de 10,67% em 2015, também mostrou que a energia elétrica terminou o ano com um substancial aumento de 51%. No país, São Paulo (SP) foi a cidade com maior aumento, de 70,97%, sendo seguida por Curitiba (PR), com 69,22% e Brasília (DF), com 56,43%. O maior impacto do ano, de 1,5% ficou com a energia que, ao lado dos combustíveis, com 1,04%, representa 24% do índice do ano.
O índice mostra ainda que no primeiro trimestre do ano, período em que a inflação registrou as maiores altas, somando 3,83% os reajustes ordinários e extraordinários nas tarifas de energia impactaram significativamente. Houve ainda a aplicação do sistema de bandeiras tarifárias, que fizeram com que o consumidor pagasse diretamente os gastos com o acionamento de térmicas. (canalenergia)