terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Eólicas atingem 10GW de potência instalada

Empreendimentos da fonte só perdem para hidrelétricas e termelétricas em termos de participação na matriz de eletricidade.
Os empreendimentos de fonte eólica em operação no país atingiram 10 GW de potencia instalada em 2016. Existem atualmente 412 empreendimentos eólicos, que detêm participação de 6,73% na matriz elétrica brasileira, segundo dados do Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica. Em termos de participação na matriz, as usinas eólicas perdem apenas para as hidrelétricas, que representam 60,95% da capacidade instalada, e para as termelétricas, com 27,39%.
De acordo com o BIG, existem 138 projetos em construção, com 3,1 GW de potência instalada, e 202 empreendimentos cujas obras não foram iniciadas e que somam capacidade total de 4,7 GW. A maioria dos projetos concluídos em ou implantação está localizada na região Nordeste. (canalenergia)

domingo, 8 de janeiro de 2017

China e EUA são mercados atraentes para veículos elétricos


China e Estados Unidos são mercados mais atrativos para veículos elétricos, diz Accenture.

Na outra ponta, Brasil, Índia e Rússia são classificados como países 1hesitantes’ por seu baixo potencial de crescimento e demanda pequena.

Uma pesquisa realizada pela Accenture Research aponta que a China e os Estados Unidos são os países que possuem maior potencial de crescimento na comercialização de veículos elétricos. A combinação de fatores tecnológicos, econômicos e políticos – entre eles entradas mais planejadas de veículos elétricos no mercado de massa, ao longo dos próximos quatro anos – poderia trazer às montadoras oportunidades de investimento em nove mercados adicionais. Por sua vez, o Brasil está classificado como um mercado 'hesitante' ao lado de Índia e Rússia pelas pequenas dimensões de demanda e baixa taxa de crescimento.
A consultoria analisou 14 mercados domésticos: Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Japão, Holanda, Noruega, Rússia, Coreia do Sul, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos. Todos foram analisados considerando fatores locais, como regulamentações governamentais e subsídios, bem como aspectos não específicos, como a variação de veículos e o tempo de carregamento.
Entre todos são justamente as duas maiores economias do mundo que foram classificadas como as melhores, pois apresentam um extenso mercado e potencial para crescimento. Outros fatores dentro deste cenário são o volume futuro de compradores - que serão capazes de pagar pelos carros elétricos - e o desenvolvimento de uma infraestrutura extensa de carregamento.
De acordo com Christina Raab, diretora executiva da Accenture para a prática automotiva, a política governamental pode mudar rapidamente as regras do jogo, mais do que qualquer outro fator. E citou a China como exemplo. Por lá o governo local estabeleceu metas para carros elétricos e híbridos plug-in para que eles componham até 7% do total de vendas de automóveis em 2020 e, 40%, em 2030, atingindo uma estimativa de 15,2 milhões de unidades.
Canadá, França, Alemanha, Japão, Holanda, Noruega, Coreia do Sul, Suécia e Reino Unido foram classificados como países com potencial elevado por suas altas perspectivas de crescimento até 2020, mas com um mercado limitado no setor atualmente. Eles foram tipificados com base nos planos dos respectivos governos para investimentos significativos com o objetivo de tornar este tipo de veículo mais atraente.
Já os mercados classificados como hesitantes, explicou a Accenture Research, caracterizam-se pela ausência de infraestruturas públicas de carregamento e pelos baixos preços dos combustíveis, independentemente dos atuais preços do petróleo. Na avaliação da empresa, esta combinação torna os veículos elétricos economicamente pouco atraentes. Para esses mercados, continuou, os OEMs ainda não devem fazer investimentos significativos, mas devem regularmente reavaliar as oportunidades. Isto porque esses mercados vão exigir um alto investimento para uma gama de novas capacidades, como treinamento de equipe de vendas e pós-venda, assim que detectarem aumento na demanda. (canalenergia)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Combustível verde pode substituir petróleo em aviões

Um novo biocombustível para a aviação, feito de soja e outros vegetais, tem propriedades idênticas ao querosene, derivado de óleo fóssil.
Engenheiros químicos americanos transformaram com sucesso óleo de plantas ─ canola, coco e soja ─ em combustível para aeronaves, indistinguível dos combustíveis convencionais, de acordo com testes feitos pelo governo americano. Trabalhando com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada para Defesa (DARPA, na sigla em inglês) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, cientistas do Centro de Pesquisa de Energia e Meio Ambiente (EERC, na sigla em inglês) da University of North Dakota converteram o óleo derivado dessas plantas em combustível com densidade, conteúdo energético e, até ponto de congelamento, similares aos derivados de petróleo.
“O novo biocombustível congela somente a – 47º C. Qualquer pessoa familiarizada com biodiesel sabe que esse resultado é uma grande conquista”, observa o engenheiro químico Chad Wocken, gerente de pesquisas em tecnologia ambiental do EERC. “O óleo é processado para ter as mesmas moléculas de hidrocarbonetos do combustível fóssil”.
Biocombustíveis para aviões a jato: Cientistas americanos transformam óleo de plantas, como soja, em um combustível para jatos, com características semelhantes ao querosene, derivado do petróleo.
Embora tenha se recusado a explicar os detalhes exatos do processo, Wocken comenta que o processo é termocatalítico ─ em outras palavras, os engenheiros aquecem o óleo vegetal na presença de um catalizador (não revelado) para criar uma grande quantidade de produtos semelhantes aos derivados de petróleo. O processo não é diferente do refino convencional de petróleo, processo que produz vários subprodutos, desde querosene, usado como combustível para aviação, até a gasolina comum.
“O custo do processo é comparável ao do refino de petróleo”, e talvez até mais barato, ressalta Wocken, “e neste caso não estamos lidando com contaminantes como o enxofre”.
O preço final do biocombustível vai depender da capacidade de produção das usinas. No momento, a quantidade produzida ainda é pouco significativa, relativamente aos mais de 225 milhões de litros de consumidos diariamente por aviões comerciais nos Estados Unidos. O valor dependerá, em grande parte do custo da produção da matéria-prima ─ o que tem flutuado muito nos últimos meses devido à volatibilidade do mercado de commodities.
Um jumbo da empresa aérea Virgin Atlantic voou com uma mistura de combustível convencional e biocombustível de óleo de palmeira. Outro jato abastecido somente com biodiesel permaneceu no ar por mais de 30 minutos ─ embora com um dispositivo especial para evitar o congelamento do combustível em altitudes de cerca de dez mil metros.
O biocombustível da EERC não é o único disponível para jatos; a UOP LLC, uma divisão especial da Honeywell Specialty Materials, produz combustível similar à base de óleos vegetais e animais, enquanto a Solazyme Inc. - criadora de algas - desenvolveu um biocombustível a partir de algas que atende os padrões internacionais seguidos pela Sociedade Americana para Testes e Materiais (ASTM, na sigla em inglês).
“Desenvolvemos o produto fora do programa da DARPA”, comenta o diretor executivo da Solazyme, Jonathan Wolfson. “As pessoas querem ser ‘verdes’, mas não querem pagar mais pelo combustível”.
A EERC produz biocombustível para testes em laboratório de um motor a jato que deverá entrar em operação em abril. “Nossa expectativa é de que a força aérea envie uma ordem de compra, assim, poderemos conseguir o investimento necessário para construir a primeira usina para produção em grande escala”, avalia Wocken. “Podemos ter uma usina operacional em dois a cinco anos, desde que haja um mercado garantido para o consumo do combustível”. (uol)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Aneel fixa tarifa branca de energia para consumidores

A partir de 01/01/2018 os consumidores de energia terão a opção de pagar mais barato pela energia consumida fora do horário de pico. O prazo foi fixado no último dia 06/09 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, a partir desta data, as distribuidoras de todo o país vão ter que oferecer aos seus clientes a chamada tarifa branca.
A tarifa branca de energia deverá estar disponível para residências e comércio com consumo superior a 500 kWh por mês. A partir de janeiro de 2019, o serviço também vai ser oferecido para aqueles com consumo superior a 250 kWh/mês. Já a partir de janeiro de 2020, todos os consumidores residenciais e de comércio terão acesso a ela, exceto apenas aqueles de baixa renda, que hoje têm tarifa subsidiada e não teriam vantagem com a mudança. O consumo médio do Brasil é de 150 kWh por mês.
Os consumidores podem optar por ela ou manter a cobrança de sua conta de luz como ocorre atualmente. Além disso, aqueles que mudarem para a tarifa branca de energia vão poder pedir para sair, caso não seja vantajoso.
Como funciona a cobrança
O sistema da tarifa branca prevê 3 faixas de cobrança da energia: fora de ponta, intermediária e ponta. Fora de ponta é o período do dia em que a distribuidora registra menor demanda por eletricidade e, por isso, ela será mais barata para o cliente. Na faixa intermediária e de ponta vão estar os horários em que a demanda é maior e, por isso, a energia terá um preço mais alto.
A divisão pelas três faixas de consumo será válida apenas para os dias úteis. Durante os finais de semana, será cobrado sempre o valor referente ao fora de ponta, ou seja, mais barato. A diferença entre a tarifa convencional e a tarifa cobrada quando o consumidor optar pela tarifa branca também vai variar de acordo com a distribuidora, mas a expectativa da Aneel é que ela seja de 10% a 20% mais barata.
A Aneel chama atenção para que os consumidores saberem qual o seu perfil de consumo para ver se a opção pela tarifa branca de energia é ou não vantajosa. Para descobrir qual o horário de ponta da sua distribuidora, os consumidores devem acessar o site da empresa ou telefonar, já que essa informação não está disponível na conta de luz. Quanto maior for a diferença entre o valor da tarifa convencional e o valor da tarifa branca, maior é a vantagem de aderir ao novo sistema. (ambienteenergia) 


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

MME defende retomada de térmicas

Secretário de energia do MME defende a retomada de térmicas.
O Brasil tem duas opções para atribuir segurança na operação do sistema elétrico, ou volta a ter usinas com reservatórios ou terá que colocar térmicas na base. Essa é a avaliação do secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Fábio Lopes Alves. Em sua avaliação o país precisará dessas duas fontes para trazer capacidade de regularização para que não haja estresse no sistema todos os anos esperando por um regime hidrológico favorável.
"Ou volta a ter usinas hidrelétricas com reservatórios ou teremos que colocar térmicas na base”. Por mais que a eólica, a gente entende que esta é uma energia muito boa, avance apresenta uma variabilidade muito grande e nunca será energia de base, sempre complementar.
“Quando perdermos a nossa capacidade de regularização não adianta esperar e rezar para que chova todo ano", avaliou Alves durante a abertura da 14a edição do Encontro para Debates de assuntos de Operação (EDAO), realizado em São Paulo.
Ele lembrou que a vazão em Sobradinho caiu para 750 m3/s e que recuará mais ainda, até 700 m3/s. Se o Brasil tivesse térmicas contratadas para operar na base o custo dessas usinas seria mais baixo do que as que estão hoje contratadas. E apontou que hoje há um preconceito quando se fala em barragens, mas disse que estes ativos trazem a possibilidade de regularização de rios e por outro lado evitam as cheias.
"Se não tiver um acordo nacional interministerial não construiremos mais essas usinas. Precisamos de um pacto nacional para termos essas usinas. O problema é que se tomarmos a decisão hoje são cerca de 10 anos para as centrais ficarem prontas. Como no setor elétrico os prazos são elásticos, teremos que colocar térmica porque todo ano seremos vulneráveis. Térmica tem que ser estruturante, e os leiloes deveriam ser por fonte e por região", enfatizou.
Segundo o secretário de Energia Elétrica do MME, no dia da votação da MP 735, que foi convertida na lei 13.360/2016 houve frisson por conta da emenda da modernização das térmicas a carvão na região Sul. E, destacou, não foi o MME que vetou, foi uma ação de governo e do Meio Ambiente que levou a essa proibição. E criticou a desinformação da sociedade quanto aos impactos das UHEs e das térmicas a carvão. E argumentou que as térmicas mais modernas associadas ao uso de filtros trazem um nível baixo de poluição. E ainda lembrou que um grande impacto acontece nas regiões onde se extraí o mineral. "O artigo foi vetado, mas é necessário voltar para discutir com a sociedade. E para isso o CNPE talvez seja o fórum mais adequado", avaliou. (duke-energy)