quinta-feira, 6 de abril de 2017

Brasil é o 5º país em capacidade de geração eólica

Brasil é o 5º país em ranking mundial de capacidade de geração eólica.
Energia Limpa – Entidade internacional especializada em energia eólica apontou acréscimo de 2.014 megawatts no parque eólico brasileiro em 2016.
Em 2015, o Brasil assinou compromisso internacional na COP 21 de aumentar para 33% o uso de fontes renováveis até 2030.
Com a entrada em operação de novos parques eólicos, o Brasil ficou na 5º posição no ranking mundial de expansão da capacidade instalada de geração eólica em 2016. Os dados são da Global Wind Energy Council (GWEC), entidade internacional especializada em energia eólica, que apontou acréscimo de 2.014 megawatts de energia entre janeiro e dezembro de 2016.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apurou, no mesmo período, expansão ainda maior, de 2.491 MW.
Como resultado, o GWEC colocou o Brasil como o 9º País com maior capacidade acumulada de geração eólica no mundo (10.740 MW), superando a Itália, e mantendo o primeiro lugar na América Latina.
Segundo o estudo, a China ficou com o primeiro lugar no ranking de expansão da capacidade instalada de 2016, com 23.328 MW instalados, o que representa 42,7% da expansão mundial. Em segundo lugar ficaram os Estados Unidos (8.203 MW), seguidos pela Alemanha (5.443 MW) e Índia (3.612 MW). Ao todo, foram adicionados 54.600 MW de potência eólica no mundo, totalizando 486.749 MW ao final de 2016.
Energia renovável

Em 2015, o Brasil assinou compromisso internacional na COP 21 de aumentar para 33% o uso de fontes renováveis, além da energia hídrica, na matriz total de energia até 2030, aumentando a parcela de energias renováveis (além da energia hídrica) no fornecimento de energia elétrica para ao menos 23% até 2030, inclusive pelo aumento da participação de eólica, biomassa e solar. (ecodebate)

terça-feira, 4 de abril de 2017

A hora das renováveis no meio rural


Com experiências exitosas no uso de biogás e solar fotovoltaica, escolha por benefícios ambientais e segurança no suprimento duela com tarifa rural mais baixa.
Sempre obtendo resultados expressivos ano após ano e considerada um dos pilares da economia, a agropecuária brasileira também é um setor aonde a relação com a energia fala mais forte. Com forte demanda para atividades de irrigação, refrigeração ou mesmo armazenamento de insumos, o setor pode se transformar em uma seara para as fontes renováveis. Com cerca de 70% dos alimentos consumidos em todo o país vindo da agricultura familiar, oportunidades com geração distribuída e autoprodução se utilizando de biogás e energia solar fotovoltaica começam a tomar forma.
Com um histórico de quem já atua nessa frente de pesquisa há mais de dez anos, Itaipu Binacional vem liderando os projetos de inserção de renováveis no setor rural. Aproveitando-se do potencial pecuário da região do entorno da hidrelétrica, o biogás e o biometano obtido dos dejetos das criações de aves, suínos e gado são o insumo obtido. De acordo com Herlon Goelzer de Almeida, chefe da Assessoria de Energias Renováveis de Itaipu Binacional, a tendência de crescimento do setor agropecuário leva a um aumento no volume de dejetos, o que favorece o uso para fins energéticos. “Esse setor está empregando e está crescendo. Vamos ter mais dejetos. Esses setores são grandes demandantes de energia. Todo produtor que tem aviário, ordenha ou pocilga é cada vez mais demandante de energia”, afirma.
A adoção de um sistema de autoprodução de energia traz a segurança necessária para o produtor que não pode ficar refém das oscilações da rede de uma distribuidora. Uma longa duração na interrupção do fornecimento pode ser fatal para determinadas produções, como frango. Na geração distribuída, ele ainda pode fazer o mútuo com a distribuidora e ver os seus custos com energia reduzidos. O biogás pode ser utilizado para gerar energia elétrica ou mesmo gás natural veicular. Em Itaipu, o biometano gerado por resíduos dos produtores da região é combustível para abastecer 59 carros da empresa. Até o fim do ano, serão 70 veículos. “Temos projetos individuais, com grandes agricultores e grandes cooperativas. Todos estão funcionando, gerando energia das mais diferentes formas”, avisa Almeida.
A solução ambiental também entra como atrativo para o uso de uma fonte renovável no meio rural. A transformação em energia acaba com o passivo ambiental dos dejetos. A quantidade de resíduos gerada por dia é maior do que a produção da propriedade. O processo de engorda do suíno é desproporcional ao volume de dejetos que ele gera diariamente. “Tudo que se produz no meio rural, o resíduo é maior que o produzido. Isso é um desequilíbrio”, explica Cicero Bley, presidente da Associação Brasileira de Biogás. Ele não se conforma com o pouco aproveitamento do resíduo no meio rural, quando no exterior ele já é largamente utilizado. “É uma riqueza potencial que tem sido jogada fora, tem se transformado em verdadeiro pesadelo para os produtores rurais, não sabem o que fazer”, diz.
Para o presidente da associação, a ausência de regulação e políticas públicas impede o incremento da fonte na agropecuária. A não inclusão do biogás como possibilidade energética também prejudicou o movimento. Fracassos de experiências anteriores não deram ao investidor a certeza no investimento. Bley também lembra que os descuidos com a manutenção dos biodigestores levaram a descontinuidade de projetos. “Energia não é um ativo fácil de se fazer, sem manutenção não há energia. Equipamentos se desgastam, vão perdendo eficiência e param. Nessa hora, o produtor não sabe o que fazer”, comenta, pedindo mais atenção para o pós-venda das máquinas e com a operação e a manutenção.
Mas nem todos os produtores do campo tem a consciência que tem uma fonte renovável na sua própria propriedade e que pode ser um autoprodutor. A adesão aos projetos ainda é considerada baixa e predomina uma visão antiga sobre os biodigestores. Porém quando descobrem os benefícios ambientais e a possibilidade energética, acontece a adesão. “Cada ano que passa vemos mais plantas de biogás instaladas no país e aqui no Paraná vemos cooperativas nessa de seguir com o biogás para garantir a segurança energética”, observa Rodrigo Regis, diretor do Centro Internacional de Energias Renováveis–Biogás.
Investimentos sem medo
Cícero Bley, da Abiogás
Regis dá como exemplo exitoso quando ouviu de um produtor que a compra de um biodigestor para a sua propriedade até poderia ser mais cara, mas não seria pior que ficar sem energia de modo a ter que interromper a sua produção. A Granja Haacke, em Santa Helena (PR), é um dos locais dos projetos de Itaipu Binacional. Lá há estrutura com biodigestor, compressor e filtros para tratar os dejetos gerados por gado confinado e galinhas poedeiras. A granja tem uma produção de biogás de 1.000m3/dia. O gás que sai da granja vai abastecer a frota brasileira de carros de Itaipu. A binacional também firmou uma parceria com a New Holland para testes com um trator movido a gás natural. O trator ficou 60 dias na granja e teve desempenho perfeito.
A falta de divulgação aos agricultores familiares também é criticada por Antoninho Rovaris, secretário de Meio Ambiente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura. Considerando o uso das renováveis como uma das grandes questões do futuro no setor, ele vê disparidades nos preços entre os estados. “Ainda há uma dispersão muito grande em relação a valores”, conta.
A resolução 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica vai abrir um grande horizonte para o biogás, na opinião de Alessandro Gadermann, diretor da GEO Energética. Ela é uma das maiores produtoras de bioeletricidade do Brasil e vê na região sul o cenário mais propenso. “No Sul o biogás é perfeito e ainda resolve o problema ambiental”, comenta. Ele pede mais investidores no setor, uma vez que as tecnologias já estão consolidadas.
Trator da New Holland movido a gás trazido ao Brasil por Itaipu
Surfando na onda do número crescente de conexões para geração distribuída, a fonte solar também busca seu espaço no meio rural. O uso de placas fotovoltaicas também aparece para atender funções como gerar a energia para irrigação de hortas, bombeamento de reservatórios de peixes ou refrigeração de gado leiteiro. Com a competitividade alcançada pela fonte, empreendimentos rurais já conectados à rede podem complementar o atendimento. De acordo com Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, a possibilidade de levar energia até partes remotas de uma propriedade ainda sem conexão também dá força ao movimento. “Em vez dele estender a rede até uma região, ele usa um sistema autônomo, com corrente contínua”, observa.
Sauaia recorda que o início do uso de energia solar no país se deu fora do ambiente urbano conectado, em zonas rurais. A fonte fotovoltaica se mostrou uma tecnologia estratégica, gerando energia em uma região de difícil acesso. A associação vem trabalhando com entidades e associações da agricultura para fomentar a tecnologia no meio rural. “A energia solar no ambiente rural atende a uma série de funções, de demandas do meio”, revela. Assim como com o biogás, o impacto ambiental é reduzido e no caso das placas, a necessidade de operação e manutenção é mais baixa em relação aos biodigestores do biogás.
Solar atende demandas do meio rural
Rodrigo Sauaia, da Absolar
Em parceria com a Absolar e a Associação Brasileira de Energia Eólica, o Governo Federal oferece desde 2015 a linha de crédito do Pronaf Eco. Com juros subsidiados, carência de três anos e prazo de até dez anos para pagar, a Secretaria de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário espera ver a adesão dos produtores a energia renovável. André Luiz Lemes Martins, Coordenador Geral de Agroecologia e Energias Renováveis da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, vê com bons olhos essa inserção de renováveis em áreas rurais. A secretaria planeja realizar seminários para divulgar a linha do Pronaf.
“Para ter acesso a linha, basta que o agricultor procure o sindicato rural ou a Emater para obtenção da Declaração de Aptidão ao Pronaf. Em seguida ele deve ir até a ATER da cidade para elaborar o projeto técnico de financiamento”, explica Martins. Após essa etapa, ele deve encaminhar o projeto para análise de crédito e aprovação do agente financeiro. Com o Projeto Técnico, ele negocia o financiamento com o agente financeiro. Aprovado o Projeto Técnico, o agricultor familiar está apto a acessar o recurso.
Sem ter avaliado o contingente de produtores que já usaram a linha, Martins explica que atualmente são 95 equipamentos solar cadastrados para financiamento na secretaria. Para o secretário, também há pouca divulgação das possibilidades do uso de renováveis na agricultura familiar. Ele aceita que com o tempo e a disseminação dos bons exemplos aliados com o empenho das esferas de governo, vai ser possível incrementar a adoção de soluções de energia renovável.
Informações da secretaria dão conta que em fevereiro de 2016, a fábrica de polpa de frutas da Comunidade de Barreiras, na zona rural de Quixeré (CE), usa energia renovável na confecção do seu produto. Ela reduziu os gastos com energia pela metade. A economia permitiu também que o preço da mercadoria caísse, o que deu mais competitividade a ele no mercado.
O bom desenvolvimento de um projeto vai fazer com que os seus riscos sejam mitigados. A presença dos técnicos e especialistas nesse momento é fundamental, para que a relação entre o tempo de retorno e o investimento não sofra qualquer tipo de desvio. “Não há motivo para ter medo de fazer investimento em produção de energia. Isso significa assegurar a possibilidade que o projeto em retorno viável”, ressalta Cícero Bley, da Abiogás.
Mas se para um produtor rural não parece ser difícil financiar um projeto desse tipo na sua propriedade, há um fator estrutural que torna a entrada das renováveis no setor agropecuário desafiadora. Devido a posição estratégica do setor, algumas atividades rurais tem uma tarifa diferenciada, bem abaixo da cobrada para os demais usuários. Por exemplo, o retorno do investimento sobre uma instalação de placas fotovoltaicas vai demorar muito mais caso fosse aplicada sobre uma tarifa comum, tirando a sua competitividade. “Representa certa dificuldade incentivar os agricultores em investir em geração própria de energia”
Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar, gostaria de um debate maior sobre esse tema da tarifa, uma vez que a Conta de Desenvolvimento Energético, encargo pago por todos os consumidores, subsidia esse desconto. Segundo ele, poderia haver um reenquadramento do subsídio. “Seria importante entender até que perfil de agricultor se justifica o incentivo e se não seria interessante no caso de agricultores mais estruturados, outros incentivos para torná-los mais autônomos, em vez de apenas conceder subsídio tarifário”, observa.
Já Antoninho Rovaris, da Contag, não acredita que a tarifa rural baixa seja um obstáculo para a instalação de um sistema de microgeração ou geração distribuída em uma fazenda, por exemplo. Ele aponta que a operação de mútuo não fica interessante para o produtor rural, tendo preferência pela comercialização simples da energia. “O valor da energia não é impeditivo. Impeditivo é poder gerar e jogar na rede e não receber por isso”, diz. O dirigente coloca a questão do coletivo em primeiro plano e faz uma crítica aos mecanismos que privilegiam apenas o individual. Ele gostaria que a energia renovável também fosse fonte de renda para o agricultor familiar organizado em grupos. “Os normativos nos impedem de ter uma cooperativa com 200 agricultores familiares produzindo uma quantidade de energia e não ter comprador para ela porque a norma só nos permite a compensação”, define.
Rovaris elogia a redução nos custos de energia que a GD proporciona, mas alerta para os valores cobrados na instalação de sistemas. “O custo da implantação ainda está muito alto”, frisa. Ele vê no uso das renováveis na produção um aliado importante para a manutenção do trabalho no campo. No biogás, por conta do aspecto ambiental e da diversidade da fonte, o investimento consegue mais justificativas para o retorno. Mais de 90% dos casos dão viabilidade econômica com as linhas de crédito.
Uso de placas fotovoltaicas no meio rural
No campo técnico, a insegurança já não existe, faltando um poder de decisão mais firme dos produtores rurais. Os resultados obtidos com os projetos experimentais já credenciam para projetos em escala. Rodrigo Régis, do Cibiogás, evidencia a necessidade de capacitação constante de profissionais como agrônomos, engenheiros para dar conta da expansão das renováveis no campo. Temos que quebrar essa insegurança, fazer com que isso ande. “É uma nova área que vai fazer um arranjo de profissionais qualificados para entrar e atuar”, afirma.
Em outubro do ano passado, Itaipu anunciou a realização de um estudo de viabilidade técnica e econômica da geração de energia solar, para que os resultados sejam a base para elaboração de políticas públicas de incentivo. Três propriedades receberão uma cobertura de 180 m² de módulos fotovoltaicos, o correspondente a uma produção de 20 kW ou 2 MWh ao mês. A pesquisa será feita pelo Centro de Energia Solar da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, que tem 20 anos de pesquisa no tema solar. (energia)


Potencial de biomassas residuais como fonte de energia renovável

Projeto avalia potencial de biomassas residuais como fonte de energia renovável
Iniciativa da Univates busca apontar alternativa para reduzir a dependência do Vale do Taquari por energia de origem externa.
Pesquisas laboratoriais realizadas no Laboratório de Biorreatores do Tecnovates
Com financiamento de quase R$ 1 milhão pelo Banco Mundial e valor global de R$ 1,3 mi, a Univates iniciará um projeto, em parceria com a Cooperativa Languiru, com foco em produção de biogás a partir de biomassas residuais. O objetivo é identificar, caracterizar e avaliar o potencial desses materiais orgânicos (dejetos suínos, bovinos, de aves e lodos de Estações de Tratamento de Esgoto – ETE) para produzir biogás e utilizá-lo como fonte alternativa de energia.
A ideia principal fundamenta-se na geração de energia descentralizada com o intuito de apresentar opções para a redução da dependência do Vale do Taquari por energia proveniente de outros lugares. “Atualmente, cerca de 95% da energia consumida na região é de origem externa”, comenta Odorico Konrad, coordenador do projeto. “Então, temos que buscar alternativas a esta dependência tentando gerar uma parcela dessa energia localmente. Nós temos potenciais locais para geração de energia descentralizada, apenas temos que aproveitá-los melhor”, afirma.
O projeto intitulado “Tratamento anaeróbio de biomassas residuais com foco na geração de energia renovável”, teve seu financiamento aprovado por meio do Programa de Apoio aos Pólos Tecnológicos da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SDECT) do Estado.
O trabalho será executado em dois eixos: em escala laboratorial, com análises realizadas no Laboratório de Biorreatores da Univates, no Tecnovates, e em escala piloto em Encantado, no Centro de Estudos em Biogás e Energias Renováveis (CEBER), estrutura onde serão avaliadas as potencialidades de biomassas e biogás como fonte de geração de energia elétrica, térmica e como biocombustível. A intenção é fomentar a produção de conhecimento acerca da geração e utilização do biogás, fornecendo subsídios para a tomada de decisão em investimentos nesta área.
Reflexos ambientais
Ao final do trabalho, que terá duração de dois anos, o conhecimento científico e tecnológico desenvolvido será compartilhado com a indústria parceira, demais indústrias do Vale do Taquari e produtores rurais detentores de biomassas residuais interessados.
Além dos benefícios técnico-científicos e econômicos, a questão ambiental ganha destaque no projeto. Konrad aponta que a utilização de biomassas residuais, como uma fonte renovável de energia, contribui para um melhor tratamento de uma série de resíduos orgânicos. O efeito imediato é a redução de impactos ambientais. “Hoje temos um excesso de lançamento de dejetos brutos em solo agrícola”, afirma.
Sequencia de trabalho
A viabilização do biogás e da agroenergia tem relação direta com a adoção de tecnologias, pesquisas e desenvolvimento. Com esse novo projeto, novos equipamentos serão adquiridos para a melhoria das análises laboratoriais. Conforme Odorico Konrad, o trabalho é uma sequência dos estudos realizados no Laboratório de Biorreatores e no CEBER. “Nós já pesquisamos biogás há dez anos aqui na Univates”, conta.
Um desses resultados foi a elaboração do Atlas das Biomassas do RS, um conjunto de informações que contempla o mapeamento de biomassas residuais dos setores agroindustriais, incluindo dejetos de animais, frigoríficos e laticínios, além do setor vitivinícola e dos aterros sanitários e estações de tratamento de esgoto doméstico.
Metas
O projeto será realizado por meio de cinco metas centrais. Conheça-as:
i) caracterizar biomassas residuais (dejetos suínos, bovinos, de aves e lodos de ETE) que possam ser aproveitadas como substrato para a produção de biogás;
ii) produzir biogás em escala piloto a partir de ensaio de codigestão das biomassas disponíveis, com base nas informações obtidas na escala laboratorial, quantificando e caracterizando o biogás produzido;
iii) testar a geração de energia térmica e elétrica utilizando biogás dessulfurizado e biogás purificado;
iv) utilizar o biogás purificado (biometano) como combustível veicular e realizar avaliações de emissões de CO, CO2, SO2 e NOx, além de testes de autonomia;
v) realizar a difusão tecnológica por meio de curso teórico-prático, transferência de tecnologia e elaboração de boletim técnico sobre produção de biogás a ser disponibilizado em meio eletrônico. (ecodebate)

domingo, 2 de abril de 2017

10% do biodiesel produzido em jan/17 vieram de outros materiais

Mais de 10% do biodiesel produzido em janeiro veio de outros materiais graxos.
O mix de matérias-primas da indústria brasileira de biodiesel continuam em franca transição nesse começo de 2017. Segundo a edição mais recente do Boletim Mensal do Biodiesel da ANP, no mês de janeiro, praticamente um quinto – 19,6% – de todo o biodiesel fabricado no país foi feito a partir óleos e gorduras diferentes do de soja e de sebo bovino.
Esse resultado acelera um processo que já vem se desenrolando desde o ano passado. (biodieselbr)

Biocombustível de aviação reduz emissão em até 70%

NASA confirma que biocombustível de aviação reduz emissão em até 70%.
A aviação pode ficar mais amiga do ambiente. Ensaios realizados pela NASA, em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR) e o Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá (NRC), concluiu que uma mistura com metade de combustível de aviação convencional e metade de biocombustível, reduz as emissões de partículas de fuligem liberadas pelos motores das aeronaves entre 50% e 70%. O estudo foi publicado pela revista científica Nature.
Os resultados foram obtidos numa série de ensaios que forneceram informações sobre as emissões de poluentes geradas pelo uso de biocombustíveis na aviação. A meta foi medir como eles podem contribuir para tornar o transporte aéreo mais limpo não só pela nas proximidades dos aeroportos, mas também em voo de cruzeiro.
Os motores das aeronaves emitem partículas de fuligem. Estes servem de núcleos de condensação de gotículas e cristais de gelo, que levam a formação dos contrails – aqueles rastros de vapor que se formam atrás dos aviões. Tais cristais de gelo podem permanecer por várias horas nas condições frias e úmidas de altitudes entre 8 a 12 quilômetros. Esses cristais formam nuvens altas – conhecidas como contrail cirrus – que alteram as condições de radiação na troposfera e o ciclo de chuvas modificando o clima.
Pode parecer apenas um detalhe, mas, segundo Hans Schlager, coautor do estudo e pesquisador do DLR, essas nuvens têm um impacto no clima “semelhante ao total de emissões de carbono do setor de aviação acumuladas ao longo dos últimos de 100 anos”. “A possibilidade de reduzir emissões de fuligem dos motores em mais da metade utilizando biocombustíveis abre caminho para a redução do impacto climático”, afirma.
Durante os testes realizados em 2014, um avião Dassault Falcon do DLR equipado com sensores especiais, voou no rastro dos motores de um DC-8 da NASA que havia sido abastecido com uma mistura entre combustível convencional Jet A1 e biocombustível de éster hidroprocessado e ácidos graxos (Hefa) fabricado a partir do óleo da camelina.
De acordo com Rich Moore, cientista da NASA e principal autor do artigo da Nature, essa foi a primeira vez que partículas de fuligem emitidas pelos motores a jato a partir da queima de biocombustível foi quantificada.
Os testes foram realizados a partir do Centro de Pesquisa de Voo Armstrong da NASA, em Palmdale, na Califórnia. (biodieselbr)