sábado, 6 de outubro de 2018

Cooperação de inovação em eficiência energética de Coelba e SENAI

Coelba e SENAI firmam cooperação para inovação em eficiência energética
Chamada Pública vai receber suporte de PEE/ Aneel e é destinada a Startups, PMEs e MEIs.
A Coelba (BA) e o SENAI celebram nesta quinta-feira, 20 de setembro, um termo de cooperação para o desenvolvimento de soluções inovadores em Eficiência Energética. Direcionada às Startups, Micro e Pequenas empresas e também ao Microempreendedor Individual, a iniciativa irá selecionar projetos que deverão receber aporte para o desenvolvimento de novas tecnologias ou novas metodologias focadas em eficiência energética.
Chamada de Desafio Nova Energia, a ação faz parte do Edital de Inovação para a Indústria do SENAI, através do Cimatec e recebe suporte do Programa de Eficiência Energética da Coelba e das outras três distribuidoras do Grupo Neoenergia, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. O intuito é fomentar o desenvolvimento de projetos em três áreas de interesse: soluções para redução do consumo de energia nas unidades consumidoras, geração distribuída e novas tecnologias educacionais com foco no tema de eficiência energética. O Desafio Nova Energia tem como objetivo o desenvolvimento de soluções inteligentes que facilitem maior eficiência no uso diário da energia elétrica. O projeto é uma iniciativa do SENAI, do SEBRAE e do SESI.
A seleção será realizada através de Chamada Pública, com a publicação do edital no dia 05 de outubro pelo SENAI e replicado nos sites da Coelba, Celpe (PE), Cosern (RN) e Elektro (SP/MT). As ideias selecionadas vão receber aporte da concessionária de R$ 600 mil e mais R$ 600 mil em horas técnicas de especialistas e uso de infraestrutura do SENAI Cimatec, em um período de até 12 meses. (canalenergia)

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Subsídios impedem eficiência energética e produtividade industrial

Subsídios impedem aumento da eficiência energética e produtividade na indústria
Estudo mostra que subsídios impedem aumento da eficiência energética e produtividade na indústria.
Entrada de empresas menores anulou efeito positivo alcançado pelas maiores, diz relatório da CPI/PUC-Rio.
Se por um lado a concessão de subsídios, isenções fiscais e créditos trouxe mais players para o setor industrial, por outro eles fizeram com que a eficiência energética e a produtividade na área não crescessem. Estudo feito pela Climate Policy Iniciative/ Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas da PUC-Rio concluiu que há uma relação entre as eficiências energética e produtiva e que a variação de 2003 a 2015 foi pequena, em função de benefícios concedidos. “Há uma melhora na utilização de recursos dentro das empresas, porém aumentou a participação de mercado das firmas menos eficientes, tanto em termos energéticos quanto produtivo”, afirma Amanda Shutze, pesquisadora sênior do CPI e líder da agenda de pesquisa de energia.
Ainda segundo ela, esse aumento no número de indústrias pouco eficientes na seara energética levou a perda de mercado das mais eficientes. Esse panorama acaba por deixar o Brasil na parte de baixo de rankings de eficiência energética e mal na comparação com outros países. “Apesar das condições do ambiente econômico propiciarem essa eficiência dentro das indústrias, essas mesmas condições têm reduzido participação de mercado das mais eficientes”, avisa. O estudo observou 106 setores da indústria extrativa de transformação.
O estudo mostrou que de onze setores que consomem cerca de 50% da energia da indústria, nos de fabricação de cimento; fabricação de papel, cartolina e papel-cartão; extração de minério de ferro; e fabricação de produtos de material plástico, as empresas mais eficientes no uso da energia e mais produtivas possuem maior participação. No contraponto, fabricação de produtos químicos inorgânicos; tecelagem – exceto malha – e fabricação de peças de veículos automotores possuem baixa participação de firmas eficientes e produtivas no seu produto total.
Segundo ela, há o interesse do setor industrial em eficiência energética, porém ele está alocado apenas nos maiores players, que participaram de workshop durante a produção do estudo. Queixas recorrentes de todas as classes de consumidores como a falta de crédito e a dificuldade em implantar ações internas também se repetiram na indústria.
Uma melhor distribuição de capital, trabalho e energia poderia trazer um aumento de 81% na produtividade da indústria e o setor de fabricação de derivados de petróleo aparece na ponta como que mais tem ganho de potencial de produtividade, sendo seguido pelo de serviços de pré-impressão e acabamentos gráficos e de fabricação de produtos de borracha.
Ela sugere como remédio para o aumento da eficiência da indústria o fim dos subsídios, classificados por ela como ‘distorções da economia’. Mas é a atuação do governo que pode dar um rumo no tema. O estudo também aponta que não há por parte do governo um plano de longo prazo para as políticas públicas e ações de eficiência energética na indústria. Outro aspecto que a pesquisadora do CPI salienta é o excessivo foco dos programas de eficiência energética nos clientes residenciais, esquecendo-se do industrial. “Não existe no Brasil um incentivo por parte do governo para a indústria em relação a eficiência energética”, avisa. (fmase)

Mais competitividade para as indústrias

Eficiência energética: mais competitividade para as indústrias
Aumento na tarifa de energia afeta indústrias do PR. Veja as alternativas que empresas têm buscado para reduzir custos de produção.
Um recurso fundamental para a indústria, tão precioso quanto caro. A energia que move máquinas e motores e mantém linhas de produção ativas é, também, uma das maiores despesas no orçamento. Para se ter ideia, em alguns segmentos da indústria a energia elétrica representa 10% do custo de produção. Um valor que faz parte da composição de preços – e é por isso que, quando a tarifa aumenta, os preços dos produtos nas prateleiras também inflacionam. Quem explica melhor esta equação é João Arthur Mohr, especialista em infraestrutura e gerente dos Conselhos Temáticos e Setoriais do Sistema FIEP. “Energia é crucial para a indústria, especialmente para os segmentos eletro intensivos, que utilizam com intensidade o recurso. É o caso dos setores de metalurgia, mineração, siderúrgica e têxtil: é um dos principais custos de produção é a energia”, pontua.

O recente aumento da tarifa de energia elétrica, anunciado em junho deste ano, teve grande impacto sobre a indústria paranaense. “O aumento de 17,5% nos custos de indústrias eletro intensivas impacta em um aumento geral de 1,7% nos custos. Se pensarmos em um negócio com margem de lucro entre 3% a 5%, por exemplo, metade da margem desaparece. A empresa é obrigada a repassar esse aumento para os preços, perdendo competitividade e gerando inflação”, detalha Mohr.
Alternativas para garantir a produtividadeMais do que reduzir custos, repensar as formas de geração de energia é uma tarefa que também envolve questões ambientais. O Paraná já está no caminho: diversas indústrias têm gerado energia a partir dos resíduos de suas próprias fábricas. É o caso das fábricas de papel e celulose, madeira e frigoríficos de aves. Os dejetos são transformados em biomassa, matéria-prima para gerar energia termoelétrica ou biogás. Uma alternativa economicamente viável e ambientalmente sustentável.
Iniciativas do Sistema FIEP, por meio do SENAI, apoiam indústrias no planejamento dos custos com energia.
Além disso, a análise dos gastos com energia elétrica também é cada vez mais buscada pelas empresas. João Arthur Mohr conta que o Sistema FIEP, por meio do SENAI, oferece consultorias na área e já tem resultados expressivos nos negócios: “por meio deste trabalho de consultoria, há empresas que conseguiram reduzir a conta de energia em até 15%. É um valor representativo no orçamento das indústrias”, destaca. “Auxiliamos as empresas a avaliar também se a contratação da energia é adequada às suas demandas”, diz Mohr.
Soluções para eficiência energética
Outras soluções estão no foco do Sistema FIEP em parceria com a Copel. É o caso da modernização do parque de motores elétricos das indústrias do Paraná, que deve acontecer em 2018. “O parque que aciona os equipamentos das indústrias é antigo, tem cerca de 17 anos e precisa ser repensado. Hoje há tecnologia e motores muito mais eficientes, que substituirão os atuais. Esta troca contará com subsídio da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por meio de um programa que a Copel já está montando. Cerca de 40% do valor dos novos motores será subsidiado pela Agência. Os outros 60% serão investidos pela empresa”, conta Mohr. Segundo ele, o investimento será de recuperação rápida: em 1 ano e meio, a economia de energia na produção será equivalente ao valor pago pelos motores novos.
Outras possibilidades têm alcançado um número cada vez maior de indústrias, como os consórcios. Para setores que não geram resíduos, a associação com outras empresas em usinas fotovoltaicas, eólicas e pequenas centrais hidrelétricas tem gerado economia e melhor uso dos recursos naturais. Mohr conta que, nestes casos, as próprias indústrias também podem montar seu sistema de geração de energia. “É possível fazer uma instalação fotovoltaica em pequenas empresas ou comércios para atender sua própria demanda. O investimento é recuperado em apenas alguns anos”, destaca.
Instalações fotovoltaicas: solução para indústrias gerarem sua própria energia.
O que a esfera pública pode fazer sobre o assunto?
O Sistema FIEP tem trabalhado em parceria com o setor industrial para pleitear junto ao governo estadual novas alternativas, como a revisão de impostos. Um dos pleitos recentes é a redução do ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. “Queremos reduzir a alíquota do ICMS da energia elétrica de 29% para 26%. Desta forma, com o aumento da tarifa e redução do imposto, o Estado garante a mesma arrecadação. Para as indústrias, o orçamento fica mais equilibrado”, explica Mohr.
Em relação ao aumento da tarifa, Mohr destaca que a determinação veio do sistema nacional de energia elétrica. Isso porque a conta não inclui somente o custo energético. Ela também subsidia programas públicos e contempla tributos que podem ser assumidos pelas instituições governamentais. “É por isso que a energia elétrica no Brasil está entre as mais caras do mundo. O ideal é rever a forma de subsídios: retirar da conta de luz e colocar em outros impostos, que vão servir como fundo para subsidiar programas energéticos”, destaca Mohr. “Temos que deixar a energia mais barata. Com isso, você produz mais, vende mais, gera mais receita e arrecada mais impostos. E são estes impostos que podem ser reaplicados em programas de subsídio. É preciso inverter a equação atual e é para isso que temos atuado fortemente junto aos governos estadual e federal”, encerra. (g1)

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Crédito de US$ 25 milhões para eficiência energética

BID lança linha de crédito de US$ 25 milhões para eficiência energética e GD.
Modelo de financiamento também oferece um seguro contra riscos de desempenho dos equipamentos.
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) lançou em 18/09/18 uma linha de crédito de US$ 25 milhões para geração solar distribuída e eficiência energética, com a cobertura adicional para risco de desempenho, dedicado a pequenas e médias empresas.
As linhas de crédito, as metodologias padronizadas de análise de projeto e o seguro garantia de eficiência energética fazem parte de um conjunto de mecanismos de balanceamento e mitigação de riscos, fruto do Programa de Eficiência Energética Garantida (em inglês, Energy Savings Insurance (ESI)) – uma iniciativa regional do BID, que objetiva estimular investimentos privados em sistemas de geração renovável e em mecanismos de uso eficiente da energia, como estratégia para a redução de custos e de impactos ao meio ambiente.
Estudos recentes indicam que somente o setor industrial brasileiro poderia economizar custos na ordem de R$ 4 bilhões ao ano com a adoção de tecnologias mais atualizadas em processos de resfriamento, climatização, compressores de ar, motores e sistemas de vapor e cogeração de energia.
O desafio é aumentar o investimento privado em projetos de eficiência por meio da maior conscientização dos investidores quanto às reais vantagens da implementação de tais projetos. Nesse sentido, um conjunto de mecanismos foi desenvolvido para aumentar a confiança dos investidores sobre os resultados econômicos projetados, minimizando o risco de que a economia de energia não se concretize e dando alternativas de cobertura de perdas caso a economia não ocorra.
Dentre tais mecanismos, o já mencionado seguro garantia de eficiência energética merece destaque. Trata-se de um seguro garantia, especificamente desenvolvido para o programa com a colaboração da seguradora parceira AXA Brasil, similar aos seguros de performance comumente oferecidos pelo mercado segurador brasileiro. O investidor é indenizado caso o contratado não alcance a economia de energia estimada.
Ao garantir que o investidor não sofrerá prejuízo econômico em caso de desempenho abaixo do esperado, o seguro garantia de eficiência energética reduz o risco mais evidente dos projetos de geração solar distribuída e eficiência energética, tornando-os ainda mais atrativos. Além disso, grande parte dos fornecedores, prestadores de serviços e integradores tem capacidade limitada de tomar financiamento para grandes projetos.
“O pagamento das parcelas do financiamento é realizado pelas empresas-clientes à instituição financeira, e não pelo fornecedor como em um modelo tradicional de serviços de conservação de energia, ou ESCO, sendo produto da economia energética gerada”, explica Maria Netto, Especialista em Mercado de Capitais do BID. “Uma vez que o principal risco esteja mitigado, esperamos que mais empresas possam conhecer e se beneficiar dos investimentos em eficiência energética”, complementa.
Pelo programa, Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Goiás Fomento receberão apoio para conceber e implementar estratégias financeiras sob medida para suas instituições e para os mercados que atendem, o que inclui análises de viabilidade, avaliação de tecnologias e de mercado, assim como planos de negócios e de implementação, entre outros elementos.
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) será responsável pela acreditação de fornecedores, prestadores de serviços e integradores, bem como pela validação dos projetos, assegurando que as metodologias sejam respeitadas e que a instalação dos equipamentos e medição de economia energética ocorram de acordo com as premissas contratadas.
Por meio do controle de qualidade de serviços e equipamentos, exercido pela ABNT, associado a um novo modelo de contrato de desempenho e ao mecanismo securitário desenvolvido em parceria com a AXA Brasil Seguros, a iniciativa busca criar um mercado mais confiável, para que as pequenas e médias empresas encontrem conforto para a tomada da decisão de investimento em geração e uso sustentável de energia. O programa, ainda, busca promover uma atuação mais positiva dos fornecedores, prestadores de serviços e integradores em prol do desenvolvimento desse mercado e, por conseguinte, o acesso a financiamento para alavancar investimentos.
Espera-se que a implantação desses mecanismos demonstre importante potencial replicador no mercado brasileiro. O Programa de Eficiência Energética Garantida conta com recursos do Governo Dinamarquês e o modelo vem sendo aplicado também no México, El Salvador, Colômbia, Peru, Chile, Argentina e Paraguai. (canalenergia)

Construção de 2 complexos eólicos é apresentado no RS

Projeto para construção de dois complexos eólicos é apresentado no RS.
Com aporte de R$ 3,3 bilhões, investidor pretende ampliar capacidade de geração eólica do estado em 686 MW.
Um projeto para implantação de dois complexos eólicos no Rio Grande do Sul, nas regiões da Campanha e Litoral, foi levado à Secretaria de Minas e Energia em 13/09/18. Durante a reunião com a secretária Susana Kakuta, o diretor da Innovent Invest, Paulo Yazbek, apresentou os detalhes da proposta que pretende ampliar a capacidade de geração eólica do estado em 686 MW.
De acordo com Yazbek, os empreendimentos contarão com investimentos de cerca de R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 2,5 bilhões direcionados para construção de 262 torres no Complexo Eólico da Fortaleza, localizado nos municípios de Capivari do Sul, Cidreira, Osório e Tramandaí, com capacidade instalada de 524 MW. Já no Complexo Eólico Três Cerros, serão aplicados R$ 800 milhões na instalação de 81 torres, com capacidade instalada de 162 MW, nos municípios de Bagé e Dom Pedrito.
Parque eólico de Osório/RS
Para a secretária, as propostas são relevantes, com alto impacto local, uma vez que atuam em prol da sustentabilidade energética. “Os projetos vão ampliar a capacidade eólica e gerar mais arrecadação. Os arrendamentos são uma alternativa de receita aos proprietários da terra”, comentou.
Também participaram da reunião o diretor técnico da SME, Eberson Silveira, os diretores da Forza Energias Alternativas, Edison Jardim e Roberto Jardim, além dos diretores da Geotrópico, Brites Pereira e Rafael Moura.
RS terá novo parque eólico com capacidade para abastecer até 1,2 milhão de pessoas.
Complexo com cem aerogeradores ficará entre São Gabriel e Lavras do Sul.
Estado já tem cinco parques eólicos em funcionamento. (canalenergia)