sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Ambev anuncia projeto de energia solar para abastecer operações em MG

Cervejaria Ambev anuncia projeto de energia solar para abastecer operações em Minas Gerais.
Usina fotovoltaica será inaugurada em Uberlândia e vai abastecer 100% dos centros de distribuição no estado mineiro.
A Cervejaria Ambev acaba de anunciar um projeto de abastecimento energético à partir de fontes renováveis todas as operações da empresa no estado de Minas Gerais. Os centros de distribuição que a companhia mantém no território mineiro terão em breve sistemas fotovoltaicos de geração distribuída.
A companhia vai inaugurar no complexo de Uberlândia (MG) uma usina de energia solar com capacidade de geração de 1.815 kWp. Previsto ainda para este ano, o projeto contará com 4.905 painéis fotovoltaicos e integra a meta de sustentabilidade anunciada em 2017 pela cervejaria, de ter todas as operações no Brasil alimentadas por energias de fontes renováveis até 2025.
A expectativa da empresa com a usina é capturar a emissão de 1.910 toneladas de CO2 na atmosfera. O programa de sustentabilidade da Ambev inclui também a utilização de 1,6 mil caminhões elétricos movidos à partir de energia limpa, que devem entrar em operação nos próximos cinco anos.
"Fábrica da Ambev em Uberlândia (MG). Usina solar vai abastecer estrutura e mais 13 centros de distribuição."
A empresa está desenvolvendo, em parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, o primeiro modelo 100% elétrico e movido a energia à partir de fontes renováveis da América Latina, com zero emissão de carbono, micropartículas e dos poluentes óxidos de nitrogênio (NOx) liberados pelo diesel.
A primeira fase de testes, que durou cerca de 30 dias, já foi concluída e o protótipo percorreu um total de 915 quilômetros, com emissão zero de partículas poluentes. Os testes reproduziram as rotas mais comuns feitas pelos caminhões na entrega e distribuição de bebidas da Cervejaria Ambev na cidade de São Paulo.
Em pleno funcionamento, a empresa terá 35% da frota que atende as operações da cervejaria composta por veículos movidos a energia limpa, que representa a redução de mais de 30,4 mil toneladas de carbono por ano. (portalsolar)

Expansão da matriz em 2018 alcançou 7,2 GW

Segundo dados da Aneel, esse é o quarto maior em termos de expansão desde o ano de 1998, a média de crescimento no período ficou em 4,6 GW.
Dados preliminares da Aneel apontam que o país apresentou o acréscimo de 6.525,41 MW em sua matriz elétrica no ano de 2018. De acordo com o relatório mensal da agência reguladora, que traz os números até o dia 15 de dezembro, foram 1.014,36 MW no mês passado e 1.261,99 MW durante novembro. Já com a o relatório de janeiro, considerando o volume adicionado nos últimos 15 dias do ano passado, o total acrescido foi elevado a 7.220,07 MW. Com esse resultado 2018 figurou como o quarto no ranking de expansão anual no histórico que data de 1998. No somatório desses 20 anos, o crescimento da capacidade de geração no país foi de 97.932,21 MW.
O ano em que o país registrou o maior crescimento da sua capacidade de geração foi em 2016 quando entraram em operação 9.526,30 MW, em 2014 foram mais 7.509,41 MW e em 2017, 7.393,48 MW. A média anual de incremento da matriz de geração brasileira desde 1998 é de 4.663,01 MW.
No acumulado do ano, até 15 de dezembro, a fonte hídrica foi a maior responsável pelo crescimento. Em UHEs foram 3.608,55 MW decorrentes, principalmente, da entrada em operação comercial de cinco máquinas de 611,11 da UH Belo Monte (PA, 11.233 MW) e mais 190,20 MW em PCHs.  A fonte eólica contribuiu com mais 1.613,95 MW em nova capacidade, seguida pela solar com 766,82 WM e a térmica com 345,89 MW (237,49 MW de usinas a combustíveis fósseis e 108,40 MW a biomassa).
Para os próximos anos são esperados mais 19.292,83 MW em nova capacidade de operação e há mais 4.420,08 MW sem previsão para entrada em operação. Desse montante, o maior volume é esperado para este ano com 6.467,37 MW, a maioria está com a sinalização verde, ou seja, sem restrições para a entrada em operação, apenas 343 MW apresentam restrições e são sinalizados na cor amarela. Na sequência, estão planejados 4.408,60 MW em 2020, 4.035 MW em 2021, 1.468,29 MW em 2022 e mais 2.913,56 MW em 2023.
Por fonte, os próximos cinco anos deverão apresentar leve retração na participação da fonte hídrica na matriz elétrica nacional. De acordo com os dados da Aneel, é esperada a expansão de 4.855,66 MW, a maior parte (3.502 MW) somente este ano. O maior volume deverá vir de térmicas fósseis com 6.253,74 MW, se desconsiderar as restrições sinalizadas pela agência reguladora, que colocam 3.888 MW sem restrições e outros 2.637 MW classificados em amarelo. A biomassa está contemplada com pouco mais de 1.200 MW, mesmo patamar de PCHs. Em eólica e solar fotovoltaica há 3.728,75 MW e 1.937,92 MW na soma das classificações verde e amarela, respectivamente. (canalenergia)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Geração de energia eólica cresce 15% em 2018

Geração de energia eólica cresce 15% em 2018, diz CCEE.
Representatividade da fonte chega a 8,3% de toda energia produzida no Sistema Interligado Nacional do Brasil.
A geração de energia eólica em operação comercial no país cresceu 15% de janeiro a outubro em relação ao mesmo período do ano passado, informou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em nota ao mercado na última quinta-feira, 20.
As usinas movidas pela força do vento produziram 5.197,26 MW médios frente aos 4.527 MW médios entregues ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2017. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período alcançou 8,3%. A fonte hidráulica (incluindo as pequenas centrais hidrelétricas) foi responsável por 71,3% do total e as usinas térmicas responderam por 20,4% incluindo as usinas solares.
Ao final de outubro, a CCEE contabilizou 557 usinas eólicas em operação comercial no país que somavam 14.214 MW em capacidade instalada, número 16% superior frente aos 12.250 MW de capacidade das 480 unidades geradoras existentes em outubro/2017.
Quando a análise foca na geração por estado, o Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor de energia eólica no país com 1.473,3 MW médios de energia entregues nos primeiros dez meses de 2018. Na sequência, aparecem a Bahia com 1.236,4 MW médios produzidos, o Ceará com 732,4 MW médios, o Piauí com 648,4 MW médios, e o Rio Grande do Sul com 617,4 MW médios.
(canalenergia)

Energia eólica decola no Brasil; Solar continua engatinhando

O Brasil tem sol e ventos para ser líder em renováveis no mundo. Por enquanto, estamos crescendo em eólica, mas o investimento em solar é decepcionante.
A Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena), um órgão da ONU que promove novas fontes de energia, publicou na semana passada a atualização de seu estudo global sobre o atual estágio das energias renováveis no mundo. Os dados mostram que, no ano passado, as renováveis cresceram 8,5% e já somam 1.985 GW de potência instalada.
Os dados, de mais de 200 países ou territórios, estão abertos no site da agência. Uma análise desses números mostram alguns resultados interessantes. O Blog do Planeta montou alguns gráficos para mostrar o atual estágio das renováveis no Brasil. Um resumo: energia eólica está em rápido crescimento, mas no quadro geral, ainda estamos bem atrasados, e o nosso investimento em energia solar é ainda decepcionante.
O primeiro gráfico mostra o crescimento das energias renováveis nos últimos dez anos. Ele considera só as novas fontes de energia. As hidrelétricas, que já estão consolidadas, não entram. A curva mostra um crescimento expressivo. Saimos de pouco mais de 6 mil MW em 2006 para 22 mil MW no ano passado.
Energias renováveis no Brasil.
O avanço parece impressionante, mas colocado em perspectiva, nem tanto. Uma comparação com outros países mostra que crescemos muito pouco. Um exemplo interessante é a China, que tinha, em 2006, o mesmo patamar de geração de energia renovável que o Brasil. Coloque a China no gráfico e podemos perceber que o avanço brasileiro é quase imperceptível.
Energias renováveis no Brasil.
É verdade que a situação econômica de Brasil e China são muito diferentes, e o PIB da China é quase quatro vezes maior do que o brasileiro. Ainda assim, o investimento brasileiro em energias renováveis não hídricas ficou muito abaixo da capacidade brasileira. O país preferiu investir, nos últimos dez anos, em grandes hidrelétricas - o que nos deixou vulneráveis á seca do ano passado. Também houve redução dos incentivos à biocombustíveis nos últimos anos. O resultado é que continuamos muito dependentes da chuva.
Energias renováveis no Brasil.
Apesar dos problemas, é inegável que os dados mostram uma boa notícia: o crescimento da energia eólica no Brasil. Em 2006, a potência instalada de energia eólica era inexpressiva. Pouco menos de 200 MW. Em dez anos, a eólica atingiu mais de 8 mil MW, ultrapassando a a energia nuclear (que não está nos gráficos por não ser renovável) e se tornando uma das mais importantes fontes de energia do país. Com isso, o Brasil se torna o décimo maior gerador de energia eólica do mundo, como mostra a tabela abaixo.
Energias renováveis no Brasil.
Já o dado decepcionante é o quanto estamos atrasados em energia solar. O Brasil só começou a investir em painéis fotovoltaicos em 2011. Estimativas mostram que o Brasil poderia gerar mais de 100 mil MW de energia solar - o suficiente para suprir a maior parte da energia do país. Em vez disso, 2015 terminou com apenas 21 MW de potência instalada. Não são 21 mil, não. Apenas 21 MW mesmo. Uma comparação com os países da América Latina exemplificam nosso atraso: estamos gerando menos energia solar do que a Guiana Francesa, por exemplo.
Energias renováveis no Brasil. (globo)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

AL demanda sistemas mais flexíveis com avanço das renováveis

América Latina demanda sistemas mais flexíveis com avanço das renováveis, aponta GE em estudo.
A energia renovável pode mover o mundo?
Entre as ações que os tomadores de decisão precisam adotar esta a implementação de configurações de mercado onde todos os recursos de geração são incentivados a participar ao mesmo tempo em que reforça os sistemas de transmissão e distribuição.
A América Latina é uma região onde há tradicionalmente uma grande predominância da geração hidrelétrica, contudo, mais recentemente os países estão investindo na expansão das fontes renováveis de uma forma mais abrangente. O caso do Brasil, maior mercado desta região é o maior exemplo desse comportamento que vem sendo verificado. Apesar da produção limpa a variabilidade traz a necessidade de um sistema elétrico mais flexível.  Esse é o tema do estudo lançado pela GE Power. Com o título “Proporcionando Flexibilidade aos Sistemas de Energia na América Latina”, o material traz análise dos países latino americanos e propõe alternativas para uma rede elétrica mais estável, confiável e segura.
Na publicação, a empresa aponta que a demanda por energia cresce cada vez mais nesta região, um cenário diferente do verificado em mercados consolidados como o europeu. A GE apoia seu estudo em dados da Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês) cujas projeções pontam para a perspectiva de crescimento de 70% até 2030, impulsionada pelo crescimento da população e da economia nessa parte do planeta. A AIE, relata, acredita que serão necessários 140 GW adicionais de nova capacidade energética durante esse período para atender à crescente demanda.
Com a entrada das fontes alternativas renováveis, avalia o gerente Geral da divisão de Grid Solutions da GE Power para Américas, Emanuel Bertolini, uma maior variabilidade desafia a operação a dar respostas mais ágeis às mudanças de oferta e demanda no sistema. E a transformação contínua da energia cria a oportunidade para fornecer um produto que não seja simplesmente a energia gerada entregue na rede, mas uma energia com certa despachabilidade, fator este que proporciona a oportunidade para armazenamento. A integração entre essa modalidade em sistemas híbridos com a solar e eólica, opina, podem tornar a rede elétrica mais robusta e confiável.
Segundo a publicação, diferentes abordagens têm sido utilizadas para adotar operações e mercados de energia visando aumentar a flexibilidade de sistemas elétricos. Na avaliação da empresa, a combinação de resultados dessas ações podem ser utilizadas pelos tomadores de decisões latino-americanos para obter um resultado positivo. Entre as ações estão a implementação de configurações de mercado onde todos os recursos são incentivados a participar, a adoção de preços de energia horários ou sub horários baseados no custo marginal de operação e vinculados a preços de varejo, o desenvolvimento de mercados de serviços ancilares que estejam alinhados com os mercados de energia a fim de permitir a otimização conjunta e incluir uma ampla gama de produtos onde os mecanismos de capacidade explicitamente valorizem a flexibilidade. E ainda, a adaptação de mecanismos de confiabilidade como leilões, para avaliar a flexibilidade de todos os recursos disponíveis, bem como, garantir que as tecnologias sejam diferenciadas e remuneradas com base no seu tempo de reação.
De acordo com os autores do estudo, Brandon Owens e Genevieve de Mijolla, a implementação de mercados de energia por atacado baseados em custos marginais competitivos é essencial para permitir que produtores e consumidores de eletricidade reajam de maneira flexível às mudanças na oferta e na demanda. Eles afirmam ainda que os sinais de preços em tempo real são a maneira mais eficiente de incentivar o comportamento flexível, tanto dos produtores de eletricidade, quanto dos consumidores. Isso porque os geradores podem reagir aos altos preços da energia fornecendo volume adicional ao mercado e, da mesma forma, podem reagir a preços baixos removendo a oferta que não seja necessária. Do mesmo modo, continuam, consumidores podem ter uma reação contrária à dos produtores.
Os serviços ancilares ajudariam a equilibrar o sistema de transmissão à medida que ele transfere a energia de fontes geradoras para consumidores de varejo. “Equilibrar o sistema significa combinar oferta e demanda, mantendo uma frequência constante do sistema. Vários fatores podem afetar o equilíbrio entre oferta e demanda e a frequência. Os produtos que fazem parte do mercado desses serviços ao sistema para que este consiga lidar com este desequilíbrio entre carga e geração”, explicam. Esses foram alguns exemplos apontados e ainda há produtos de Suporte a Rampas, Regulação Rápida de Frequência, Regulação Primária de Frequência, Reservas Girantes, Produto de Resposta Inercial Síncrona, entre outros.
Uma questão a ser considerada no processo é que os mercados latino-americanos estão em diferentes estágios de desenvolvimento. O estudo aponta que o mexicano está em meio à implantação de um modelo competitivo. Por aqui foi adotado um design híbrido que contém alguns dos elementos necessários para aumentar a flexibilidade. Já na Colômbia existem muitos dos recursos necessários de design do mercado de energia, mas precisam considerar novas abordagens para serviços ancilares.
“É claro que a crescente participação de energia renovável variável em toda a região exigirá que cada país mude em direção a uma configuração que inclua mercados de energia competitivos apoiados por serviços ancilares e mecanismos de adequação adaptados para valorizar e incentivar a crescente flexibilidade do sistema de energia”, avalia o relatório. As ferramentas para facilitar a transformação das redes, continua, já estão disponíveis e foram demonstradas em mercados em todo o mundo. “A próxima fase para os países da América Latina é dar os primeiros passos para ajustar seus mercados de energia, proporcionando maior flexibilidade aos seus sistemas. Dada a história da região em termos de inovação em sistemas elétricos, começando com a primeira desregulamentação do sistema elétrico no Chile em 1982, todas as peças estão instaladas para permitir uma transição suave e bem-sucedida nas próximas décadas”, aponta.
A análise indica que os crescentes volumes de energia renovável variável como a energia eólica e a solar desafiarão os mercados e as operações de energia em toda a América Latina, exigindo que os países respondam mais rapidamente às mudanças de oferta e demanda. E cada país tem uma característica própria que deve ser considerada. Em comum, os meios que existem para atribuir essa característica flexível ao sistema passa pela operação dos sistemas e modelo de mercado, pelo armazenamento de energia, opções de gestão da carga, geração flexível e a expansão e fortalecimento da rede de transmissão e distribuição.
Em todas essas categorias apontadas, a empresa afirma que há opções tecnicamente e economicamente viáveis para aprimorar a flexibilidade de sistemas elétricos. O documento com 53 páginas destaca as diferentes abordagens que foram utilizadas para aprimorar as operações e modelos de mercado do sistema elétrico. Ainda mais à medida em que o sistema global de energia evolui e as redes nacionais de eletricidade estão sendo transformadas em sistemas integrados de energia que contém uma mistura de energia central e distribuída, e de energia renovável variável e despachável.
“Isso é particularmente importante, uma vez que as fontes que apresentam variabilidade em sua produção alcançam níveis mais altos de penetração. Esses recursos variáveis podem injetar grandes quantidades de eletricidade na rede em horários que podem não estar sincronizados com a demanda de eletricidade. O sistema de energia rígido e inflexível não será capaz de acomodar oscilações cada vez mais rápidas na oferta e demanda”, finaliza. (canalenergia)