terça-feira, 26 de novembro de 2019

Boeing amplia investimento em biocombustível para aviação no Brasil

A Boeing anunciou em 17/10/19 US$ 1 milhão em investimentos no Brasil para estabelecer uma indústria de combustível sustentável para a aviação. De acordo com a empresa, o capital será investido em iniciativas que “maximizem benefícios sociais, econômicos e ambientais” para as comunidades locais envolvidas na produção de matérias-primas para fabricar biocombustível para aviões. Em 2018, a empresa norte-americana já havia investido outro US$ 1 milhão para as ações do setor no mercado brasileiro.
“O Brasil é uma potência em biocombustível e acreditamos que essa liderança pode se traduzir em benefícios para pequenos agricultores e comunidades que participam da cadeia de fornecimento de múltiplas matérias-primas que viabilizam a produção de biocombustível para aviação no país”, disse Marc Allen, vice-presidente sênior da Boeing e presidente da parceria com a Embraer e das operações do grupo.
A Boeing vai realizar o novo investimento no país em parceria com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e a Roundtable for Sustainable Biomaterials (RSB- sigla em Inglês para Mesas Redondas para Biocombustíveis Sustentáveis), para identificar comunidades de agricultores com potencial para fornecer biomassa para a produção de biocombustível. Os produtores serão então certificados usando indicadores de sustentabilidade que geram benefícios sociais, como geração de renda, práticas trabalhistas sólidas e segurança alimentar. Pequenos grupos de lavradores que produzem cana de açúcar e óleo de macaúba na região sudeste já foram certificados pela RBS nos últimos anos, com o apoio financeiro da gigante do setor aeroespacial.
Em 2013, tanto o WWF quanto a RBS participaram do desenvolvimento do Plano de Voo Para Biocombustíveis de Aviação no Brasil. Este projeto, liderado pela Boeing, Embraer e a Fundação de Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), detalha as oportunidades e desafios de criar uma indústria de distribuição e produção de biocombustível para a aviação que seja economicamente viável e sustentável no Brasil.
“Nos últimos 10 anos, a Boeing investiu mais de US$ 2 milhões em projetos comunitários no Brasil”, disse Allen. “O Brasil é líder na indústria aeroespacial global e a Boeing está empenhada em trabalhar com nossos parceiros locais para garantir sua permanência na vanguarda da inovação por muitas gerações”.
A Boeing também informou que espera fazer um anúncio sobre novos investimentos na área de Educação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) no Brasil nas próximas semanas. (biodieselbr)

As 3 novas oportunidades de trabalho no mercado de energia solar

Tá sentindo a necessidade de fazer uma mudança profissional? O setor de energia solar está disparado no ranking nacional de oportunidades de emprego e de estabilidade econômica para muitos brasileiros. 
Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) estão previstos mais de R$ 3.000.000,00 de investimentos em geração distribuída em 2019. 
E pra começar, você nem precisa se preocupar em ter uma formação específica ou conhecimento técnico na área. 
O setor é bastante democrático e empregando para todas as áreas: comercial, vendas, marketing, financeiro, atendimento etc. 
Mas, tem 3 oportunidades que não podem escapar aos olhos de quem quer ganhar dinheiro com  energia solar no Brasil.
Fica de olho! 
Instalador fotovoltaico 
Dá sim pra começar do zero e transformar sua carreira ingressando no setor solar. 
Tem gente agarrando a oportunidade e se especializando em cursos de formação e certificações específicas. 
E não requer conhecimento ou formação prévia, o bom mesmo é ter muito interesse e disposição para instalações elétricas. 
O setor vem crescendo mais de 200% ao ano e a quantidade de novos sistemas instalados e conectados à rede só no primeiro trimestre de 2019 foi de 13.941. 
Nada mais do que 134,97% em relação ao mesmo período de 2018. 
São centenas de empresas, também chamadas de integradoras,  que vendem os equipamentos e a solução completa para casas e empresas. 
Dentro dessas empresas, as vagas para trabalhar com energia solar variam desde vendedores, passando por engenheiros projetistas e os requisitados especialistas em instalação.
Pesquise por cursos de instaladores de energia fotovoltaica e comece já ganhar por cada instalação realizada. 
Projetista de Energia Solar
Um projetista solar precisa, além dos cálculos técnicos de potência e quantidade de módulos, saber fazer análises de faturas e estimativas de retorno financeiro para o consumidor. 
Neste quesito, os engenheiros podem sair na frente incrementando suas atividades assinando projetos de instalação residencial e comercial. 
Todo o projeto elétrico do sistema fotovoltaico conectado à rede (SFCR)  também pode ser responsabilidade do projetista solar. 
Os cursos de projetistas solares são mais técnicos e exige cálculos e uso de softwares específicos. 
É uma boa pedida para quem já realizou os cursos de instalação e quer se especializar mais ainda no setor. 
Empreender com Franquias de Energia Solar 
Aqui o assunto é empreendedorismo. 
Ver a oportunidade e saber como ganhar muito dinheiro com energia solar fica por conta das franquias de empresas de energia solar. 
Para quem sempre sonhou em abrir sua própria empresa com foco em inovação e tecnologia, essa é hora! 
De acordo com a ABF (Associação Brasileira de Franquias), o setor de franquia cresceu cerca de 8% em 2018, desempenho considerado superior a outros setores de comércio e serviços.
O crescimento rápido e de baixo risco estão entre as outras vantagens para se tornar um franqueado no setor solar. 
O franqueador já possui uma rede própria de distribuição e o sucesso da marca foi estabelecido.
Sem contar que o franqueado recebe orientação e treinamento do franqueador para manter o sucesso da marca. 
Com plano de negócio já desenhado e com o apoio de um franqueador competente, o empreendedor solar pode abrir seu negócio e expandir com menor risco financeiro.
Os ganhos podem chegar a milhões já no primeiro ano! 
Viu como trabalhar com energia solar pode render muito para o bolso e para o futuro da sua carreira? 
Invista em conhecimento e faça parte de um dos setores que mais cresce no Brasil. (ecodebate)

Mudança regulatória traz desequilíbrio ao consumidor de energia solar

Proposta de mudança regulatória traz desequilíbrio ao consumidor de energia solar da geração distribuída, alerta ABSOLAR.
Segundo a entidade, energia solar gerada pelos brasileiros pode sofrer desvalorização de mais de 60% com nova regra apresentada pela Aneel, sob pena de inviabilizar a geração distribuída no País.
A proposta de ajuste regulatório para a geração distribuída, apresentada em 15/10/19 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), pode causar um enorme retrocesso ao País e inviabilizar a modalidade que permitiu aos brasileiros gerar e consumir a própria eletricidade em residências, comércios, indústrias e propriedades rurais.
Segundo análise da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), com base em documentos publicados pela agência reguladora sobre a Resolução Normativa nº 482/2012, que traz como proposta a chamada “Alternativa 5”, tanto para geração distribuída remota quanto para a local, a proposta traz um grande desequilíbrio para o consumidor e para as empresas do setor, e favorece os monopólios da distribuição de energia.
A mudança drástica proposta pela Aneel pode reduzir em mais de 60% a economia do cidadão que investe na geração de sua própria energia elétrica limpa e renovável. “A proposta apresentada ontem pela Aneel surpreendeu o setor e está visivelmente desbalanceada e desfavorável para a geração distribuída no Brasil. A agência desconsiderou diversos benefícios da geração distribuída solar fotovoltaica aos consumidores e à sociedade brasileira, no setor elétrico, na economia e ao meio ambiente, dentre eles a postergação de investimentos em transmissão e distribuição de eletricidade, o alívio nas redes pelo efeito vizinhança, a geração de empregos, a diversificação da matriz elétrica e a redução de emissões de gases de efeito estufa e poluentes, entre diversos outros”, explica o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia.
Outro ponto de alerta é a proposta de reduzir o prazo de vigência das regras, de 25 anos para 10 anos, para quem já investiu na geração distribuída. Pela nova proposta da Aneel, consumidores com geração distribuída em operação teriam as condições mantidas apenas até 2030. Para a ABSOLAR, a proposta decepciona e vai na contramão do espírito de segurança jurídica e regulatória do setor. “A ABSOLAR defende que a agência honre o compromisso assumido em inúmeras ocasiões por seus dirigentes, de manter as atuais regras por pelo menos 25 anos para os consumidores que acreditaram na geração distribuída e investiram pela regulamentação vigente”, comenta a vice-presidente de geração distribuída da ABSOLAR, Bárbara Rubim. “Quaisquer mudanças devem ser previstas em cronograma claro e não podem prejudicar investimentos já realizados sob as regras atuais, honrando a previsibilidade jurídica e regulatória que é pilar estrutural do setor elétrico brasileiro”, recomenda Rubim.
Atualmente, geração distribuída solar fotovoltaica é ínfima e está muito abaixo das potencialidades do Brasil. Dos mais de 84,2 milhões de consumidores cativos brasileiros, menos de 146 mil (0,18%) possuem a tecnologia. “Por isso, defendemos que a transição do modelo seja gradual e ao longo de um período planejado, com a mudança começando a partir de um gatilho de atendimento da demanda de energia elétrica de pelo menos 5%, conforme boas práticas internacionais”, acrescenta Bárbara.
Já o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk, indaga: a quem interessa essa mudança regulatória? “Certamente não ao consumidor brasileiro, que terá sua liberdade atrasada ou até mesmo impedida com esta proposta”, conclui Koloszuk. (ecodebate)

domingo, 24 de novembro de 2019

Aneel quer rever regras para consumidores que geram energia elétrica

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu abrir uma consulta pública para rever as regras que tratam da chamada geração distribuída, modalidade na qual os consumidores também podem gerar a própria energia elétrica em suas residências, geralmente por meio de painéis solares ou outra solução com fontes renováveis. As contribuições poderão ser recebidas entre 17 de outubro e 30 de novembro. Está prevista também a realização de uma audiência pública em Brasília para manifestações presenciais no dia 7 do mês que vem.
Elaborada em 2012, a resolução que trata da micro e minigeração de energia distribuída diz que o consumidor pode tanto consumir quanto injetar na rede de distribuição a energia produzida. Esse excedente fica como crédito e pode ser usado para o abatimento de uma ou mais contas de luz do mesmo titular.
Além disso, a resolução estabelece subsídios para incentivar esse tipo de prática, como a isenção do pagamento de tarifas pelo uso da rede elétrica e também do pagamento de outros componentes da conta de energia, como os encargos setoriais (que geram receita para subsidiar a tarifa social, por exemplo).
Porém, esses incentivos são cobrados de todos os consumidores, inclusive dos usuários “comuns” que recebem a energia somente da distribuidora. Com a revisão da norma, a intenção da agência reguladora é reduzir gradualmente esses subsídios. Na avaliação da Aneel, atualmente a produção desse tipo de energia já tem um custo viável, diferentemente de quando a medida foi implantada.
Placas fotovoltaicas usadas para transformar energia solar em elétrica instalada em residência de Brasília.
Período de transição
A proposta que a Aneel vai colocar em consulta prevê um período de transição para as alterações nas regras. Quem possui o sistema vai permanecer com as regras atuais em vigor até o ano de 2030. Os consumidores que realizarem o pedido da instalação de geração distribuída após a publicação da norma (prevista para 2020), passam a pagar o custo da rede.
Em 2030, ou quando atingido uma quantidade de geração distribuída pré-determinada em cada distribuidora, esses consumidores passam a compensar a componente de energia da Tarifa de Energia (TE) e pagam, além dos custos de rede, os encargos setoriais.
No caso da geração remota, quando o consumidor instala seu sistema gerador em local diferente do local de consumo, desde que ambos estejam em sua titularidade e dentro da área de concessão da mesma distribuidora, a proposta prevê dois cenários. Segundo a agência, quem já possui a geração distribuída continua com as regras atualmente vigentes até o final de 2030. Já os novos pedidos de acesso após a publicação da norma passam a pagar custos de rede e encargos.
“As alterações ao sistema de compensação propostas equilibram a regra para que os custos referentes ao uso da rede de distribuição e os encargos sejam pagos pelos consumidores que possuem geração distribuída. Isso vai permitir que a modalidade se desenvolva ainda mais e de forma sustentável, sem impactar a tarifa de energia dos consumidores que não possuem o sistema”, disse a agência.
Painéis solares instalados em prédios no Rio.
Avanço da modalidade
De acordo com o relator do processo e diretor da Aneel, Rodrigo Limp, as alterações na regra proporcionarão um “avanço responsável da modalidade”. “A proposta em consulta reconhece que a geração distribuída veio para ficar, que a modalidade está crescendo exponencialmente e alcançou a maturidade, portanto, é tempo de revisarmos o normativo para mais adiante não termos um efeito colateral negativo ao sistema elétrico”, disse.
De acordo com a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), a resolução trouxe condições mais favoráveis para a geração distribuída em um período no qual o custo das placas fotovoltaicas era muito elevado, mas, com a diminuição dos valores, a medida está impactando o caixa das distribuidoras. Com isso, as empresas acabam solicitando a compensação por meio das tarifas.
A associação calcula que atualmente em cerca de 120 mil o número de consumidores beneficiados pela geração distribuída. A Abradee estima em cerca de R$ 650 milhões por ano o valor pago pelos demais consumidores com os subsídios para este tipo de geração.
“Pela regulamentação atual, os consumidores que usam a geração distribuída acabam pagando menos pelos serviços das distribuidoras, embora continuem usando suas redes. Isso significa que os demais consumidores vão pagar pela diferença”, disse a associação.
Segundo o presidente da Abradee, Marcos Madureira, pela regulamentação atual, os consumidores que usam a geração distribuída acabam pagando menos pelos serviços das distribuidoras, embora continuem usando as redes. “Além disso, esses usuários ficam desonerados de outras componentes da conta de energia, como os encargos setoriais -que geram receita para subsidiar a tarifa social, por exemplo- e, dessa forma, a diferença é arcada pelos demais consumidores”. (ecodebate)

Hospitais públicos de São Paulo serão abastecidos por energia solar

Projeto está em fase de discussão entre Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SIMA) e CPFL Energia.
A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (SIMA) e a CPFL Energia buscam alternativas para a implantação de sistemas fotovoltaicos e eficiência energética em hospitais públicos e filantrópicos ao longo de três anos.
O processo está na fase de avaliação do montante de recursos necessários e quais unidades serão atendidas. A previsão é fechar o termo ainda neste ano e iniciar o processo em 2020. O objetivo é diminuir os gastos com energia em prédios públicos e aumentar a eficiência energética.
Segundo o subsecretário da SIMA, Glaucio Attorre, para viabilizar o projeto, serão utilizados recursos do programa de eficiência energética da Aneel que não foram utilizados pelas distribuidoras em anos anteriores.
A SIMA também vai participar neste ano da chamada pública de projetos de eficiência energética da Enel, com propostas de implantar sistemas fotovoltaicos nos prédios da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Parque da Juventude.
De acordo com Attorre, a secretaria também trabalha para tornar mais célere o processo de obtenção de licenças ambientais para empreendimentos fotovoltaicos.
“Atuamos em conjunto com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), responsável pelo licenciamento para empreendimentos fotovoltaicos para tornar mais célebre o processo de obtenção de licenças”, disse.
Attorre também destacou que a secretaria vem atuando em parceria com a Solatio para viabilizar a aprovação do projeto da companhia que consiste na instalação de um complexo fotovoltaico de 600 MW, dividido em nove lotes, no município de Castilho. A expectativa é que a aprovação ocorra até o fim deste ano.
No total, São Paulo conta com 220 MW de usinas solares de grande porte. Em geração distribuída solar, o estado possui 19 mil unidades consumidoras e um total de 153 MW, de acordo com dados da Aneel. (portalsolar)