quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

WEG surfa em boom no mercado brasileiro de energia solar distribuída

WEG surfa em recente “boom” no mercado brasileiro de energia solar distribuída.
A fabricante de equipamentos elétricos WEG tem surfado em um recente “boom” no mercado brasileiro de energia solar distribuída, que envolve a instalação por consumidores ou empresas de sistemas de geração própria em telhados ou grandes terrenos, disse à Reuters um executivo da companhia catarinense.
As aplicações de geração distribuída solar já somam mais de 1,3 gigawatt em capacidade no Brasil e atendem à demanda de 151 mil clientes, sendo que a WEG atuou no fornecimento de componentes ou instalação de cerca de um terço disso, segundo o diretor de Novas Energias da empresa, João Paulo Gualberto.
Em meio à acelerada expansão da tecnologia, principalmente a partir deste ano, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira consulta pública sobre proposta para reduzir subsídios concedidos aos consumidores que investem nesses sistemas, mas o movimento do regulador não assusta a companhia catarinense.
“Isso tomou uma proporção que nos surpreender, pelo tamanho do crescimento. Nós estamos respondendo a esse crescimento com cuidado, porque há uma possível mudança regulatória… mas isso é um fato novo no setor, e eu acho que pode representar até uma oportunidade para a WEG em termos de participação no mercado”, disse Gualberto.
Ele estimou que a companhia tem atualmente “entre 25% e 35% de Market share” e destacou que muitos dos concorrentes são grupos menores, que seriam mais sensíveis a uma eventual redução do mercado como efeito do corte de subsídios.
“Se perdermos metade de nossas vendas em geração distribuída solar, apesar de ser uma queda importante em reais, em percentual de faturamento do grupo é pequeno. Agora, para os concorrentes, que são dedicados ao negócio solar, perder metade do faturamento pode ser bastante impactante.”
Gualberto estimou que o negócio de geração distribuída solar da WEG representa cerca de 4% do faturamento da companhia. A WEG teve a receita líquida de vendas de 11,9 bilhões de reais em 2018.
Associações do setor estimam que as instalações de sistemas de geração distribuída já movimentam milhares de empresas no Brasil, muitos deles de pequeno porte.
De acordo com o diretor de Novas Energias, a WEG atua nesse mercado tanto em parceira com as empresas menores, os chamados ”integradores”, em sistemas de pequeno e médio porte, para os quais fornece kits de equipamentos, como diretamente, principalmente em instalações de grande porte.
Nichos
Na avaliação do executivo da WEG, as mudanças regulatórias desejadas pela Aneel deverão impactar mais as instalações solares distribuídas de grande porte, conhecidas no setor como sistemas de geração remota, ou “fazendas solar”.
Pela proposta do regulador, novos sistemas desses instalados após a aprovação das normas já terão uma atratividade menor para os investidores, de forma a reduzir o custo bancado por outros consumidores a título de subsídio à tecnologia.
“Essas vão perder atratividade, vai haver uma redução significativa. Mas ao mesmo tempo devemos ter manutenção ou até aumento nos sistemas dos menores, residenciais e comerciais. Não sei se chega a compensar. Devemos ter uma desaceleração em sistema instalado, pelo menos por um curto período, até que o mercado se acomode novamente”, afirmou Gualberto.
A questão, segundo ele, é que a WEG é mais forte nesse mercado de pequenas, instalações, no qual tem visto crescimento significativo nos últimos dois a três anos.
Gualberto destacou que a forte demanda atual nesse nicho levou a WEG a instalar um centro e distribuição de seus kits de geração solar distribuída em Itajaí (SC), onde são embarcadas mais de 100 unidades por dia.
“O negócio está bastante aquecido, e esse é o tipo de negócio que a gente espera que não tenha tanto impacto… mesmo uma mudança regulatória não deve ser tão significativa que permita uma desaceleração ou redução da atratividade, que impossibilite o negócio”, afirmou.
Já nos sistemas de grande porte a empresa está no momento fornecendo uma aplicação de 4,2 megawatts para o Aeroporto de Salvador, ao mesmo tempo em que mantém conversas com outros operadores de aeroportos de gestão privada. (portalsolar)

Transição do carvão para gás natural e renovável em USA reduz uso de água

Transição do carvão para o gás natural e renovável no setor elétrico dos EUA está reduzindo drasticamente o uso de água.
Termelétrica a carvão.
“Embora a maior atenção tenha sido focada nos benefícios climáticos e na qualidade do ar da troca do carvão, este novo estudo mostra que a transição para o gás natural – e mais ainda para fontes de energia renovável – resultou na economia de bilhões de galões de água, “Disse Avner Vengosh, professor de geoquímica e qualidade da água na Escola de Meio Ambiente Nicholas da Duke”.
Essas economias no consumo e na retirada de água ocorreram apesar da intensificação do uso da água associada à produção de fracking e gás de xisto, mostra o novo estudo.
“Para cada megawatt de eletricidade produzida usando gás natural em vez de carvão, a quantidade de água retirada dos rios e águas subterrâneas locais é reduzida em 10.500 galões*, o equivalente a um suprimento de água de 100 dias para uma família americana típica”, disse Andrew Kondash, um pesquisador de pós-doutorado em Duke, que liderou o estudo como parte de sua dissertação de doutorado sob Vengosh.
O consumo de água – a quantidade de água usada por uma usina e nunca voltou ao meio ambiente – cai 260 galões por megawatt, disse ele.
Nessas taxas de redução, se o aumento do gás de xisto como fonte de energia e o declínio do carvão continuar durante a próxima década, até 2030, cerca de 483 bilhões de metros cúbicos de água serão economizados a cada ano, prevê o estudo da Duke.
Se todas as usinas a carvão forem convertidas em gás natural, a economia anual de água atingirá 12.250 bilhões de galões* – 260% do uso anual de água industrial dos EUA.
Indústria do carvão está perdendo a guerra.
Embora a magnitude do uso da água para mineração e fraturamento de carvão seja semelhante, os sistemas de refrigeração nas usinas de gás natural usam muito menos água em geral do que os das usinas de carvão. Isso pode resultar rapidamente em economias substanciais, já que 40% de todo o uso de água nos Estados Unidos atualmente serve para resfriamento de usinas termelétricas, observou Vengosh.
“A quantidade de água usada para o resfriamento de usinas termelétricas eclipsa todos os outros usos no setor de eletricidade, incluindo mineração de carvão, lavagem de carvão, transporte de minério e gás, perfuração e fraturamento”, disse ele.
Economias ainda maiores poderiam ser obtidas com a mudança para energia solar ou eólica. O novo estudo mostra que a intensidade da água dessas fontes de energia renovável, medida pelo uso da água por quilowatt de eletricidade, é de apenas 1% a 2% da intensidade da água do carvão ou do gás natural.
“Mudar para energia solar ou eólica eliminaria grande parte da captação e consumo de água para geração de eletricidade nos EUA”, disse Vengosh.
O gás natural ultrapassou o carvão como principal combustível fóssil para geração de eletricidade nos Estados Unidos em 2015, principalmente devido ao aumento da exploração não convencional de gás de xisto. Em 2018, 35,1% da eletricidade dos EUA veio de gás natural, enquanto 27,4% vieram de carvão, 6,5% vieram de energia eólica e 2,3% vieram de energia solar, de acordo com a Administração de Informações de Energia dos EUA (EIA).
Dalia Patiño-Echeverri, Professora Associada de Gendell de Sistemas de Energia da Duke’s Nicholas School, foi coautora do estudo com Kondash e Vengosh.
Eles publicaram seu artigo revisado por pares em 14 de outubro na revista de acesso aberto Environmental Research Letters.
* Para um resultado aproximado de galões para litros multiplique o valor de volume por 3,785. (ecodebate)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

BDMG captará € 100 milhões para projetos de energias renováveis

BDMG vai captar 100 milhões de euros para projetos de energias renováveis.
Instituição fechou contrato de financiamento com Banco Europeu de Investimento para iniciativas de empresas de qualquer porte e do poder público no estado, a custo máximo de 50 milhões por projeto e pagamento em até 13 anos.
O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) irá captar 100 milhões de euros com o Banco Europeu de Investimento (BEI) para financiamento de projetos relacionados à economia sustentável, como usinas solares, de bioenergia ou as pequenas centrais hidrelétricas, além da parte de eficiência energética. O contrato foi assinado dia 21/10/19 em cerimônia na sede do BEI, em Luxemburgo, que contou com a participação do presidente do BDMG, Sergio Gusmão Suchodolski, e da diretoria da instituição europeia. Esta se trata da maior operação internacional da história do banco mineiro e a primeira do BEI em Minas Gerais.
Segundo o Banco, poderão ser atendidos projetos no estado de empresas de qualquer porte, com custo máximo de 50 milhões de euros por projeto. Iniciativas do poder público também poderão ser contempladas. O prazo para pagamento pode chegar a 13 anos, dependendo da natureza da operação e do tipo de negócio, com até dois anos de carência. Suchodolski ressaltou o ineditismo da parceria, destacando que o BEI é o maior emissor de green bonds (títulos verdes) do mundo. “Esta operação é uma oportunidade especial de contribuirmos para a diversificação da matriz econômica de Minas Gerais e de posicionar o estado no mapa mundial dos grandes investimentos em sustentabilidade”, comentou.
Conforme o presidente, os recursos chegam no momento em que o mercado de energia limpa e renovável mostram ascensão, reunindo grande potencial no estado. “Neste contexto, é compromisso do BDMG proporcionar recursos para apoiar o relançamento da economia mineira em bases sustentáveis e em sintonia com o perfil de crédito disponibilizado no mundo”, concluiu, afirmando que os recursos do BEI serão liberados em fases, e que pelo acordo, poderão ser até 20 repasses.
Nos primeiros nove meses deste ano, o Banco mineiro já desembolsou R$ 31 milhões para projetos de energia solar fotovoltaica – um dos principais focos de investimento da parceria BEI/BDMG. O valor é 142% maior do que o liberado no mesmo período do ano passado. Com os novos recursos, a ideia da instituição é impulsionar o financiamento a investimentos com a maior agilidade possível, a depender da entrada e do andamento dos projetos em carteira. (canalenergia)

Etanol de milho crescerá no Brasil até 20% para biocombustível

Etanol de milho crescerá no Brasil até 20% da participação no biocombustível nacional.
Unem projeta crescimento do etanol de milho no Brasil para ir de 5 até 20% da participação no biocombustível nacional.
O mercado do etanol de milho no Brasil vem crescendo nos últimos anos e deve seguir nesta toada de expansão, de acordo com a visão da Unem (União Nacional do Etanol de Milho). Os dados da entidade dão conta de que a produção deste tipo de bicombustível em Mato Grosso cresceu 66% no último ano e hoje já corresponde à 1,4 bilhão de litros no país.
Segundo o presidente da Unem, Guilherme Nolasco, os dados de projeção apontam que essa produção deva chegar aos 2 bilhões de litros ainda em 2020 e crescer dos atuais 5% de representatividade no total de bicombustíveis brasileiros para 20% em até 10 anos.
Para sustentar este crescimento, diversas novas usinas de produção de etanol de milho estão em processo de implementação. Serão cinco novas plantas em Mato Grosso até 2021 e uma em Roraima, além de alguns projetos se desenhando para Goiás.
Para Nolasco, nem mesmo o aumento recorde nas exportações brasileiras de milho e a possibilidade de problemas para a segunda safra de milho 2020, após o atraso no plantio da soja, abalam o otimismo do setor, uma vez que a liderança acredita na oferta abundante do cereal para atender toda a demanda e na valorização dos preços aos produtores. (noticiasagricolas)

Copel brasileira ganha leilão energia eólica em RN e fornecerá 90MW

Copel do Brasil ganha leilão energia eólica no RN e vai fornecer 90MW.
O fornecimento de energia começará em 2025 e a construção do complexo eólico deve começar em 2020.
21 de outubro – A concessionária brasileira de energia Copel (BVMF: CPLE6) recebeu 90 MW de projetos eólicos no último concurso de energia do país. A empresa construirá um novo complexo eólico no estado do Rio Grande do Norte chamado de Complexo Eólico de Jandaíra. Composto por quatro parques eólicos, o projeto deve começar no próximo ano. Exigirá investimentos de BRL 400 milhões (US $ 97,2 milhões / EUR 87 milhões).
A Copel garantiu nos contratos de compra de energia (PPAs) de 20 anos a um preço de BRL 98 por MWh. Segundo as diretrizes do leilão, o fornecimento de energia começará em 2025.
Atualmente, a Copel é o sexto maior gerador de energia eólica do Brasil e o segundo maior do Rio Grande do Norte, com um portfólio de cinco complexos eólicos operacionais e uma capacidade instalada combinada de 643,4 MW, suficiente para atender a demanda de 2 milhões de pessoas. (clickpetroleoegas)