terça-feira, 10 de dezembro de 2019

3 motivos para usar energia solar e nunca mais mudar

Os 3 motivos de quem usa energia solar e nunca mais quer mudar.
Se tem uma coisa que deixa a vida de qualquer pessoa economicamente mais rentável ― e com dinheiro sobrando no bolso no final do mês ― é diminuir o custo de vida e os gastos com supérfluos.
Fácil falar, né?
A verdade é que os custos essenciais como moradia, transporte, celular, água e eletricidade estão entre os gastos que acabam consumindo até mais da metade do orçamento familiar.
Onde a energia solar entra nisso tudo, é fácil: a conta de energia fica 95% mais barata.
Imagine só, de uma fatura de energia elétrica de R$ 300,00 para uma de R$ 30,00.
Esse e mais outros 2 motivos estão entre as razões daqueles que já possuem telhados com painéis solares e nem imaginam mais a vida sem essa tecnologia em casa.
Confira!
# 1 Conta de luz até 95% mais barata
Esta é a poderosa motivação para a maioria dos brasileiros que, mesmo adotando medidas de economia de energia em casa, ainda pagam valores absurdos na conta de luz no final do mês.
E a mesma motivação funciona para empresas.
O alto consumo de energia elétrica para manter suas atividades chegam a valores exorbitantes que poderiam ser direcionados para outras implementações.
Para muitos, essa é a melhor e mais atrativa característica da energia solar.
Um sistema fotovoltaico é imbatível para acabar com a conta de luz cara, proporcionando até 95% de redução!
Não é à toa que só tem aumentado o uso dos simuladores de energia solar, que conseguem estipular os custos que você teria para instalar energia solar na sua casa ou empresa.
Funciona assim: toda a energia fotovoltaica gerada será injetada no quadro geral de força elétrica da sua casa ou empresa e irá alimentar todos os equipamentos que estiverem ligados à tomada.
Caso a potência (quantidade de energia) gerada pelo sistema seja superior ao consumo desses equipamentos, a parte da energia excedente será exportada para a rede.
Na sua conta de luz, após instalação do sistema de captação de energia solar, irão aparecer dois valores: o tradicional da energia consumida e o novo da energia injetada.
E é a partir desse processo que a economia proporcionada pelo SOL começa a acontecer para você.
O valor da energia injetada é utilizado como crédito energético e serve para abater o valor da energia consumida da distribuidora a noite, por exemplo.
Ou seja, você pode gerar créditos para zerar o consumo de energia vinda da distribuidora!
Já imaginou essa redução de custos na sua casa ou no seu negócio?
# 2 Economia por mais de 25 anos
Após o financiamento da compra e instalação de energia solar, você tem a vantagem de se preocupar com conta de luz só depois de 25 anos!
São mais de 25 anos gerando a sua própria energia elétrica de qualidade.
E se engana quem ainda contesta o custo de compra e instalação.
A conta fecha com o saldo super positivo porque, além da facilidade de financiamento, o investimento se paga em torno de 3 anos.
Quem tem não se arrepende do investimento e ainda prova com a redução da conta de energia o quanto o investimento se paga em pouco tempo.
# 3 Energia limpa, fácil de manter e sem apagões
Não existe produção e nem emissão de poluentes decorrente da geração de energia solar, como por exemplo, o CO2.
Você pode chamar de energia limpa, verde ou energia renovável.
O importante mesmo é que investindo na instalação de um sistema fotovoltaico na sua casa ou empresa, você:
•        Não é mais refém das oscilações de tarifas energéticas;
•        Contribui para preservação ambiental tão necessária para nosso planeta;
•        Fica livre dos racionamentos e apagões.
E para quem já usou o simulador de energia solar, investiu na tecnologia e não paga mais caro na conta de energia, só resta uma preocupação: manutenção.
E, falando sério, os sistemas fotovoltaicos funcionam 12h por dia, gerando energia diariamente e precisam de baixíssima manutenção.
Vai ser preciso lavar os módulos a cada 6 meses se ficarem muito sujos.
Geralmente quando a chuva não se encarrega da limpeza, como em casos de pássaros e poluição.
Quem é que não quer essa facilidade na vida?
E o dinheiro economizado na conta de luz fica sobrando no seu bolso. (ecodebate)

Governo federal estuda reduzir impostos sobre geradores solares

Presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Ministério de Minas e Energia a realização de estudos sobre a possibilidade de diminuição de taxas sobre painéis fotovoltaicos
O presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a realização de estudos sobre a possibilidade de redução de impostos sobre placas de energia solar. Ainda não há detalhes de quais impostos sobre os equipamentos de geração solar poderiam ser diminuídos ou em que proporção.
“Solicitei para o almirante Bento estudar a questão dos impostos para material que tem a ver com energia solar. Esse estudo deve terminar em breve, e aí apresentamos para o Paulo Guedes. Se puder diminuir impostos, vamos diminuir”, disse o presidente.
O presidente também disse que gostaria de ver brasileiros investindo na instalação de painéis solares nos telhados de suas residências, “a exemplo do que existe nos países asiáticos”.
As instalações de painéis fotovoltaicos em telhados para a geração de energia solar estão em plena expansão no Brasil. Segundo especialistas do setor a maior parte dos painéis são importados da China.
Esse sistema é utilizado por meio da distribuída, que conta atualmente com subsídios. Porém, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estuda a redução desses incentivos de forma a evitar impactos sobre as tarifas dos consumidores que não possuem as instalações à medida que a tecnologia avance.
A proposta da Aneel, que será submetida a processo de consulta pública até 30 de novembro, foi bastante criticada por investidores do setor de energia solar. Para a ABSOLAR – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), a proposta “desconsiderou diversos benefícios” da geração distribuída, principalmente a geração de empregos e o menor impacto sobre o meio ambiente.
A ABSOLAR encaminhou uma contribuição à Agência Reguladora em maio de 2019, durante a Audiência Pública nº 001/2019, da Aneel. A Audiência discutiu e colheu contribuições da sociedade sobre a Análise de Impacto Regulatório (AIR) preparada pela Aneel, referente a possíveis aprimoramentos às regras aplicadas à geração distribuída no Brasil.
O documento da ABSOLAR, contendo 158 páginas de análises, estudos técnicos, projeções e recomendações, identifica lacunas e pontos de aprimoramento na AIR da Aneel. A entidade recomenda o aprimoramento das premissas e critérios da valoração de atributos proposta pela Aneel, incorporando também os aspectos sociais, ambientais e estratégicos, de valor elevado e tangível para a sociedade brasileira. (portalsolar)

E se o vazamento fosse de uma central nuclear?

Um debate que gera muita polêmica, e que está em evidência no mundo de hoje pós Fukushima, diz respeito ao modo de produzir energia elétrica utilizando o combustível nuclear.
No Brasil este assunto voltou a tona depois da eleição do governo de extrema direita. A ascensão do almirante Bento Júnior como ministro de Minas e Energia, e sua entrevista (jornal Folha de São Paulo em 7/12/2018), mesmo antes de tomar posse, deixou clara a prioridade do governo no incentivo que seria dado a energia nuclear para produção de eletricidade, e para gerar força motriz de submarinos.
As duas usinas nucleares instaladas no Rio de Janeiro (Angra 1 e Angra 2) produziram em 2018, uma irrisível contribuição de 2,5% da energia elétrica gerada no país. Logo, sem nenhuma influência significativa na oferta de energia elétrica.
Angra 3 em construção desde 1984 (iniciada há 35 anos), considerada a obra de infraestrutura mais “enrolada” do Brasil, sofreu sua primeira interrupção em 1986 por questões econômicas. Retomada em 2010, novamente foi paralisada em 2015. Além da falta de recursos para finalizá-la, a Operação Radioatividade, segundo as investigações realizadas pela polícia federal, envolveu o também almirante Othon Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, em crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, que acabou levando a sua condenação (43 anos de prisão).
Como prioridade governamental, Angra 3 para ser concluída precisa ainda algo em torno de US$ 3 bilhões (R$ 12 bilhões). Sendo que 70% dos equipamentos e materiais já foram comprados (na mesma época dos equipamentos de Angra 2), e estão armazenados até hoje. Os equipamentos já adquiridos são de um modelo de reator ultrapassado, o mesmo do acidente de Fukushima, um PWR (Pressurized Water Reactor) de 2ª geração.
Todavia, apesar deste histórico de Angra 3, sua conclusão e a construção de uma central com 6 novos reatores no município de Itacuruba-PE, na beira do Rio São Francisco, está prevista para até 2050, com recursos financeiros envolvendo aproximadamente US$ 33 bilhões (R$ 132 bilhões).
Pouco se sabe como se dará estes investimentos, de onde virá os recursos para terminar a construção de Angra 3 e construir 6 novas usinas, quais os modelos de negócios que regerão tais empreendimentos. O que se sabe é que Angra 3 foi incluída no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI).
Estas obras faraônicas e megalomaníacas, caso sejam levadas adiante, sem justificativa do ponto de vista econômico, da sustentabilidade e da segurança energética, da questão social, da ética (levando em conta que os resíduos radioativos serão deixados para as gerações futuras); além da questão ambiental, poderão ter reflexos catastróficos para o Nordeste, para os sertanejos.
Esta discussão sobre a instalação de usinas nucleares no país é fundamental, ainda mais nos dias atuais em que um vazamento de óleo cru, de origem “indefinida”, invadiu mais de 25% da costa brasileira. Ficando assim demonstrada neste episódio uma clara conduta de omissão, de incapacidade do governo federal, responsável pela implementação do Plano Nacional de Contingência (existe desde 2013), de definir estratégias para emergências ambientais, de lidar com situações desastrosas (vide também os incêndios na Amazônia).
Claro que a negligência, a incapacidade e o despreparo do governo diante de desastres/crimes ambientais já ocorridos, tem que ser levados em conta, principalmente quando se anuncia a construção destes verdadeiros “monstros adormecidos”, que são as usinas nucleares, e do potencial de destruição da vida que carregam intrinsecamente, caso ocorra acidentes severos, de vazamento de material radioativo.
Somos contra estas usinas, não só porque o Brasil tem outras opções de produzir energia elétrica, a partir de fontes renováveis de energia, mais barata, menos agressiva ao meio ambiente, e mais segura. Mas também pelo princípio da precaução, da incerteza científica.
A incerteza científica, ao contrário de permitir a atividade potencialmente danosa, impede-a como elemento essencial do princípio da precaução. Tal princípio no direito ambiental é uma construção que leva em conta a razoabilidade e a proporcionalidade, como bem define o da professor Mauricio Mota Universidade Estadual do Rio de Janeiro em seu trabalho intitulado “Princípio da Precaução no Direito Ambiental: uma construção a partir da razoabilidade e da proporcionalidade”.  Lembrando também que a própria Constituição da República (em plena desmontagem no atual governo) estabelece em seu artigo 225, caput, que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, impondo-se ao Poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Ora, vazamento de material radioativo por uma usina nuclear é possível sim, e já aconteceu em passado recente. Não se pode admitir argumentos que tentam minimizar o risco, e mesmo negar que tal risco exista. E existindo o vazamento, caso aconteça, seria devastador, pois é incomparável a qualquer outro tipo de desastre, como queda de avião, rompimento de barragens, etc.
Os elementos radioativos vazados do núcleo do reator contaminariam o ar, a terra, o solo. Nada mais oportuno lembrar que absorção da radiação emitida é acumulativa aumenta com o tempo, pois os radionuclídeos se acumulam no corpo da população exposta. O que acarretaria sérios prejuízos já conhecidos a saúde humana e de todo ser vivo, ao longo de dezenas, centenas e mesmo milhares de anos.
Então diante de tantos fatos, de tantas constatações, de tantas evidências o que leva o governo brasileiro a tantas maledicências, a tantos descalabros, em propor usinas nucleares em nosso país? Talvez por uma simples razão: a de não gostar do povo brasileiro, do povo nordestino.
Em Pernambuco estamos diante de uma proposta de emenda a Constituição Estadual que mudaria o artigo 216, que veda a instalação de usinas nucleares em seu território. A PEC proposta pelo deputado Alberto Feitosa tiraria este impedimento constitucional, caso sua admissibilidade seja aceita pela Comissão de Constituição, Legislação e Justiça, e em seguida iria para votação em plenário. Precisando assim maioria simplificada de votos (49), ou seja, 33 votos para ser aprovada.
Esta insanidade, caso aprovada, seria de triste memória para os legisladores pernambucanos. Portanto é hora da pressão democrática sobre os deputados. Pois como diz o poeta: quem sabe faz a hora, não espera acontecer. (ecodebate)

domingo, 8 de dezembro de 2019

Todo o potencial das microalgas

Há 12 anos, a engenheira química Luisa Fernanda Rios Pinto, de 37 anos, deixou a Colômbia, seu país de origem, para cursar mestrado na Unicamp, em Campinas. O objetivo inicialmente era estudar a extração de betacarotenos (pró-vitamina A) do óleo de palma, por meio de um processo chamado destilação molecular.
Porém, em 2010, ela conheceu uma proposta da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), de pesquisa de microalgas para alimentar peixes. Foi um divisor de águas em sua carreira. Ao descobrir o potencial das microalgas para produção de biodiesel –que já começava a ser discutido em outros países – resolveu tentar doutorado no tema.
E não parou mais. Até o ano passado foi bolsista de Pós-doutorado da Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPESP) e pesquisadora de pós-doutorado no ALGAE R&D Centre da Murdoch University em Perth, Austrália (2016), quando trabalhou com Navid Moheimani (um dos principais nomes mundiais no tema).
Atualmente pesquisadora da Unicamp, onde orienta alunos que também se interessam pelo cultivo de microalgas e seu uso, Luisa quer ampliar o acesso ao seu estudo e conhecimento na produção de produtos, cinética de reações, processos de separação convencionais e não convencionais e purificação a partir da biomassa de microalgas.
Porém, é possível que você, leitor(a) desta reportagem, ainda esteja se questionando qual a relevância desse estudo, uma vez que não temos biodiesel ou bioetanol a partir do cultivo de microalgas nos postos de combustíveis.
Note: ainda não temos, porém, segundo a pesquisadora, não há dúvidas de que chegaremos a essa realidade. “Hoje, tudo tem que ser pensado enquanto ciclo de vida. Ou seja, se eu fosse montar uma biorrefinaria, eu teria que questionar os impactos dela, seja para a população, seja para o meio ambiente. Quando falamos em biocombustíveis a partir do cultivo das microalgas estamos falando em um ciclo completo, uma vez que elas possuem o potencial de transformar o CO2 emitido pela própria refinaria em oxigênio de novo”, explica.
Isso porque as microalgas – que são organismos unicelulares que crescem tanto em água doce quanto em água salgada – são responsáveis pela transformação do gás carbônico em oxigênio. “Elas garantem a produção de até 50% do oxigênio do planeta, sendo extremamente importantes para a humanidade”, destaca Luisa.
De acordo com a pesquisadora, existem três frentes de estudos envolvendo as microalgas, uma delas, evidentemente, é na produção de biodiesel. A segunda é a partir de sua concentração de lipídios, voltada para o desenvolvimento de alimentos (entre os quais o óleo de microalgas, que já é fabricado nos Estados Unidos) e uso na indústria cosmética. Além de serem fonte de proteína para peixes, que naturalmente já se alimentam delas em seu habitat natural. “Dizem que as microalgas têm cheiro de peixe, quando na verdade é o contrário”, diz Luísa.
Ao verificar o potencial das microalgas para produção de biodiesel, a colombiana Luisa Fernanda Rios Pinto mudou o foco de seu trabalho.
Projeto
Atualmente, de acordo com Luisa, um dos principais bloqueadores do uso de biocombustível a partir do cultivo da microalga é o preço. Como ainda é um processo em desenvolvimento, a tecnologia encarece o produto. Segundo estudos, o valor seria até 60% a mais, quando comparado aos demais biocombustíveis.
Um exemplo que ajuda a entender está no óleo de microalgas para a culinária, que já é comercializado em países como os Estados Unidos. “Aqui no Brasil, acredito que isso deva chegar aos mercados no ano que vem. Porém, ele deverá custar até três vezes mais do que o óleo de soja”, diz. Para ela, inclusive, o produto deveria ser comparado aos azeites, tamanho sua propriedade nutritiva.
Por este motivo, ela vem estudando o cultivo de microalgas numa reação supercrítica – em altas temperaturas – avaliando a possibilidade de acelerar etapas no crescimento e, portanto, baratear o custo. Porém, ainda sem sucesso. Além disso, atualmente orienta um aluno que estuda caminho semelhante, mas com outra técnica de cultivo.
O debate sobre a relevância do tema, especialmente neste momento, onde nos preocupamos com as consequências do aquecimento global, por exemplo, é para a pesquisadora fundamental. “Todos nós podemos cultivar microalgas em casa e, num futuro não muito distante, quem sabe cada um de nós poderá produzir seu próprio biocombustível?”.
Atualmente, ela mantém um canal no Instagram para ampliar o acesso a informações sobre o tema (Woman In Science). O próximo passo é ter um blog, cujo lançamento está previsto ainda para esse ano.
Rede pública
Luisa é orientadora de pesquisas de três alunos de escolas públicas de Campinas, selecionados pela Universidade: Larissa Alves, Luana Silva, ambas de 17 anos, e Kaysa Américo, de 16 anos. Como parte da política de disseminar o conhecimento e construir uma geração que pense no futuro do Planeta, o programa permite levar a ciência aos jovens. No caso do trabalho com Luisa, o trio estuda como o cultivo de microalgas responde ao uso de nutrientes, observando sua capacidade de acumular lipídeos (o que permite, por meio da biomassa, a produção dos bicombustíveis).
“Outra curiosidade está no uso das microalgas como emulsificantes para sorvetes ou mesmo maioneses”, diz a professora, sendo esse o estudo de uma aluna sua de doutorado. Luisa lembra ainda de um estudo realizado por ela, na Austrália, que aponta o uso eficaz de microalgas na suinocultura. Explica-se: geralmente quando é feita a higienização do local onde os porcos vivem, a água utilizada é descartada na natureza, porém, contaminada. As microalgas mostraram eficiência para que a água pudesse ser reutilizada”.
Fotossíntese
As microalgas são organismos unicelulares e microscópicos que vivem em meios aquáticos e têm uma característica curiosa: embora não sejam plantas, são capazes de realizar fotossíntese e se desenvolver utilizando luz do sol e gás carbônico.
Elas se reproduzem muito rapidamente, gerando grandes quantidades de óleo e biomassa em pouco tempo. A produtividade, segundo pesquisas, pode ser de até 100 vezes maior do que os cultivos agrícolas tradicionais. E justamente por isso vem chamando a atenção de setores que necessitam de grandes quantidades de matéria-prima, como o de biocombustíveis.
Já existem pelo menos quatro empresas no Brasil produzindo microalgas: duas no Nordeste, com foco em nutrição humana e animal, e outras duas no interior de São Paulo, já atendendo indústrias de cosméticos e rações, ou projetos para tratamento de efluentes. Contudo, há ainda muito que avançar no conhecimento e desenvolvimento de tecnologias para impulsionar o setor.
Petrobras e Embrapa já demonstraram interesse pelo uso na área de biocombustível. E os estudos vêm ganhando força no País. (biodieselbr)

Enel Green Power inaugura linha produtiva de painéis bifaciais

Enel Green Power inaugura nova linha de produção para painéis solares bifaciais.
Fábrica do Grupo italiano na região da Catânia irá desenvolver placas fotovoltaicas com a tecnologia de heterojunção (HJT), gerando eficiência superior a 20,5%.
A Enel Green Power inaugurou a nova linha de produção de sua fábrica 3SUN, localizada na província de Catânia, na Itália, para produzir painéis fotovoltaicos bifaciais com base na tecnologia de heterojunção (HJT), que combina silício amorfo e cristalino. O presidente da região da Sicília, Nello Musumeci, o prefeito de Catânia, Salvo Pogliese, o Responsável da Enel Green Power, Antonio Cammisecra, e o chefe da 3SUN, Antonello Irace, estiveram presentes na inauguração da nova produção fabril.
A iniciativa representa a conclusão do projeto de conversão tecnológica da fábrica 3SUN 2.0, lançado no segundo trimestre de 2018 e dividido em três etapas, com o objetivo de tornar a La fabbrica del sole da companhia capaz de produzir em ciclo contínuo, 24 horas por dia, 365 dias por ano, entregando cerca de 1.400 painéis por dia e um total de cerca de 500 mil ao ano. Antonio Cammisecra, CEO da Enel Green Power, destacou o início da nova linha de produção como um marco significativo e que eleva a excelência industrial italiana no cenário global, especialmente em um setor competitivo como a energia solar.
“Continuaremos com nosso compromisso de pesquisar e desenvolver essa tecnologia, na medida em que nos esforçamos para melhorar ainda mais seu desempenho, sustentabilidade e competitividade, com a confiança de que somos um posto de avanço tecnológico global do setor fotovoltaico”, avalia, afirmando que o investimento para a iniciativa foi financiado em parte pelos programas europeus de pesquisa e inovação, Horizon 2020, pelo Ministério do Desenvolvimento Econômico da Itália e pela Região da Sicília, além dos incentivos ao desenvolvimento do Smart Factory 4.0.
Segundo a empresa, os painéis bifaciais possuem uma eficiência superior a 20% e uma potência nominal de 400 W, com o recurso permitindo que a radiação solar seja capturada também da superfície traseira e alcance uma produção de energia 30% maior. Além disso, enquanto os módulos anteriores tiveram um ciclo de vida de até 25 anos, os novos painéis são duráveis ​​o suficiente para durar mais de 35 anos, com um alto desempenho, mesmo em condições climáticas extremas.
Esse salto tecnológico permitirá que a usina na Catânia atinja uma capacidade de produção nominal de cerca de 200 MW por ano e se torne, de acordo com a Enel, o parque fotovoltaico mais automatizado do mundo, com mais de 300 funcionários e negócios indiretos, empregando mais de 600 pessoas. O objetivo é superar o limite teórico da eficiência do silício nos próximos cinco anos, graças à constante inovação tecnológica, e alcançar mais de 28% de eficiência.
O Chefe da fábrica 3SUN, Antonello Irace, complementou afirmando que a empresa é a primeira no mundo a produzir painéis fotovoltaicos com base na inovadora tecnologia de junção bifacial ‘HJT’ em escala industrial. “Esperamos ser uma força motriz para toda a indústria e, promovendo a inovação na tecnologia fotovoltaica, queremos transformar a energia solar em uma solução pragmática de energia limpa, onde quer que o sol brilhe”, comentou.
Como funciona um Painel Solar Fotovoltaico Bifacial
Parecidos com as placas solares convencionais, os painéis bifaciais possuem células fotovoltaicas com duas faces. De um lado, é absorvida a energia radiante, os raios que incidem diretamente sobre o material. Do outro lado, é absorvida a luz refletida do solo ou da superfície do local.
Utilizando-se do efeito de albedo, que consiste no poder de reflexão de uma superfície, o painel bifacial aumenta a área útil de exposição, sendo capaz de gerar de 30% a 50% mais energia.
Nesse tipo de placa, as células solares, feitas de silício, são revestidas por camadas de filme encapsulante (EVA) e vidro especial dos dois lados. Tendo em vista essa configuração, eles não precisam ser apontados para o Sol.
Desse modo, é possível colocá-los no plano inclinado, em vários ângulos, e na vertical. Isso maximiza sua performance por m2, aumentando a economia.
Além dos dias ensolarados, as placas solares fotovoltaicas bifaciais geram mais energia do que os painéis comuns também nos períodos nublados. (canalenergia)