sexta-feira, 20 de março de 2020

Município do Piauí abrigará pequenas usinas solares

Município do Piauí abrigará pequenas usinas solares para atender demanda local.
Com projeto elaborado na cidade de Coivaeasm Ideia é alugar painéis solares a pequenos e médios consumidores com o objetivo de beneficiá-los com economia de energia.
O município de Coivaras, a 68,5 quilômetros de Teresina, no Piauí, receberá pequenas usinas solares. O projeto, de autoria da Renovabilis Solar, foi apresentado ao governador do estado Wellington Dias, em reunião no Palácio de Karnak, em janeiro. O investimento inicial é de R$ 20 milhões e terá a parceria da Senso Solar.
De acordo com o engenheiro da Renovabilis José Carlos Vieira, a ideia é alugar as placas solares a pequenos e médios consumidores, com o objetivo de facilitar o acesso a essa tecnologia por um valor menor.
“O Piauí receberá mais investimentos como esse. Serão seis usinas em Coivaras para atender pequenos e médios consumidores, locando os equipamentos para que eles possam ter a energia mais barata”, comentou o engenheiro.
As obras já foram iniciadas no município e dentro de 120 dias deve ter a primeira unidade funcionando. Vieira destaca que o Piauí tem grande potencial para a geração de energia solar. “O estado é uma escolha certeira porque conta com muitos incentivos e a aproximação com o governo é muito boa, além de ser agraciada pelo sol, que irradia uma quantidade atrativa para atrair novos investimentos na área”, afirmou.
Segundo o governador do estado, o Piauí quer se consolidar cada vez mais como o estado das energias limpas do Brasil e ao mesmo tempo trabalhar com pequenos, médios e grandes investimentos.
O Piauí vive um crescimento exponencial na instalação de usinas fotovoltaicas, há cerca de 4 anos, sendo referência para o resto do país. Segundo a Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, o estado já pode ser considerado primeiro no ranking nacional, levando em consideração a potência instalada, incluindo operação, construção, e os leilões. De acordo com os dados, a potência instalada no Piauí chega a 989,9 MW. Em segundo lugar vem o Ceará com 829,1 MW e a Bahia em terceiro, com 776,8 MW.
Segundo dados da Secretaria de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Piauí, o estado abriga hoje o maior parque solar da América do Sul, o Nova Olinda, localizado no município de Ribeira, a 377 quilômetros da capital, Teresina. Junto a mais dois parques nas cidades de João Costa e São João são produzidos 270 megawatts.
A nova aposta no estado é na maior usina fotovoltaica em construção na América do Sul, localizada no município de São Gonçalo do Gurgueia, a 820 quilômetros ao Sul de Teresina, que terá capacidade para produzir 608 megawatts. A chegada do empreendimento movimentou 4.400 cadastros no Sistema Nacional de Emprego (Sine) do estado. Para se ter uma ideia do tamanho deste novo parque, a capacidade brasileira em março deste ano era de 2064 megawatts e só essa nova usina em São Gonçalo vai produzir 465 megawatts. (portalsolar)

BNDES aprova financiamento de R$ 1 bilhão para parque da EDP

BNDES aprova financiamento de R$ 1 bilhão para parque da EDP Renováveis no RN.
Projeto vai gerar energia para 800 mil casas e deverá ficar pronto em 2022.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou financiamento de R$ 1 bilhão para a implantação de seis parques eólicos e subestação associada, com capacidade instalada de 319,2 MW. O parque fica localizado no Rio Grande do Norte e vai gerar energia suficiente para abastecer cerca de 800 mil residências.
Os parques ficarão localizados nos municípios de Jandaíra, Lajes e Pedro Avelino e começarão a ser construídos em janeiro de 2021. A previsão é de que as operações comerciais dos parques iniciem ao longo de 2022. O projeto tem previsão de criação de aproximadamente 500 empregos diretos e 200 indiretos durante a fase de construção. Parte dessa mão de obra será contratada entre as localidades próximas ao empreendimento, no interior do estado.
O financiamento concedido pelo BNDES ao projeto corresponde, aproximadamente, a 70% do investimento total. Na operação, cada parque eólico configura uma Sociedade de Propósito Específico. elas são controladas pela MV Holding S.A., que por sua vez, é controlada pela EDP Renováveis Brasil S.A. (canalenergia)

Empresas compraram 19,5 GW em energia renovável

Empresas compraram 19,5 GW em energia renovável, aponta BNEF.
Levantamento aponta que maior parte dos acordos estão nos Estados Unidos com 13,6 GW, Brasil ganha destaque ao lado do Chile na América Latina.
As empresas compraram uma quantidade recorde de energia limpa por meio de PPAs em 2019. Esse volume representa um aumento de mais de 40% em relação ao registro do ano anterior. De acordo com um levantamento da Bloomberg NEF, a maioria dessas compras ocorreu nos Estados Unidos, mas também está na base da forte tendência de alta o aumento dos compromissos de sustentabilidade corporativa em todo o mundo. Os dados constam do Corporate Energy Market Outlook, edição do primeiro semestre de 2020. Foram cerca de 19,5 GW em contratos assinados por mais de 100 empresas em 23 países diferentes em 2019. No ano anterior o montante somou 13,6 GW, mais do que o triplo da atividade vista em 2017.
De acordo com análise da empresa, o total de 2019 foi equivalente a mais de 10% de toda a capacidade de energia renovável adicionada globalmente no ano passado. Os projetos envolvidos deverão receber investimentos entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões para serem desenvolvidos e construídos.
No acumulado desde 2008, a estimativa é de que os PPAs somam mais de 50 GW. Essa é a estimativa de Jonas Rooze, analista de sustentabilidade da BNEF. Ele comentou em comunicado que esse volume é maior do que as frotas de geração de energia de mercados como Vietnã e Polônia.
À frente desse processo estão as empresas de tecnologia. O Google assinou contratos para comprar mais de 2,7 GW globalmente em 2019, mais do que qualquer outra corporação. Em setembro de 2019, a gigante da tecnologia anunciou PPAs para comprar 1,9 GW em seis países, este, o maior anúncio individual já feito por uma corporação. A empresa usou um processo exclusivo de leilão reverso para assinar esses contratos, com os desenvolvedores participando de um processo de licitação pública ao vivo. Ainda figuram nessa lista o Facebook com 1,1 GW, a Amazon com 0,9 GW e a Microsoft, 0,8 GW.
No levantamento, destacou a BNEF, há um número crescente de empresas de petróleo e gás. A Occidental Petroleum, Chevron e Energy Transfer Partners assinaram contratos solares em 2019, seguindo as etapas da ExxonMobil, que iniciou a tendência assinando dois PPAs, totalizando 575 MW no final de 2018.
Os PPAs na região das Américas totalizaram 15,7 GW, onde os EUA compuseram a maior parte disso, com 13,6 GW. Mais de 80% desses contratos assinados nos EUA em 2019, ou 11,2 GW, estavam sob o modelo virtual de PPA – contratos sintéticos que só podem ser assinados em mercados desregulados. Os 2,4 GW restantes de energia limpa comprados por empresas nos EUA em 2019 foram transacionados sob tarifas verdes, oferecidas por empresas de serviços públicos em mercados regulamentados. Na Europa, Oriente Médio, África (EMEA) e América Latina, foram registrados novos recordes.
Na América Latina, especificamente, teve um crescimento triplo no mercado corporativo de PPA, o Brasil e o Chile emergiram como os principais mercados. Os clientes brasileiros com demanda anual superior a 3 MW, conhecidos como consumidores atacadistas, negociaram contratos diretamente com desenvolvedores de energia limpa. No Chile, grandes empresas de mineração como o BHP Group e Antofagasta, enfrentando pressões semelhantes dos investidores às empresas de petróleo e gás, estão negociando acordos especiais de fornecimento de energia limpa com os varejistas. A Colômbia é o próximo mercado latino-americano a assistir, após o lançamento bem-sucedido de seus primeiros leilões de energia limpa.
Os compromissos de sustentabilidade corporativa também dispararam em 2019 e foram um dos principais vetores do ano de 2019. Quase 400 empresas em todo o mundo se comprometeram a estabelecer uma meta, mais do que duplicando o número total de empresas com PPAs. Essas empresas se comprometeram a reduzir suas emissões de acordo com o Acordo de Paris, e a energia limpa será uma parte essencial dessa estratégia. Além disso, 63 organizações estabeleceram uma meta de ‘RE100’, comprometendo-se a compensar 100% de sua demanda de eletricidade com energia limpa. O RE100 totalizou 221 membros até 2019, consumindo coletivamente 233 TWh de eletricidade em 2018, com base em seus últimos registros.
A BNEF estima que essas 221 empresas RE100 precisarão comprar 210 TWh adicional de eletricidade limpa em 2030 para cumprir suas metas. Se esse déficit fosse atendido com PPAs externos, ele catalisaria uma estimativa de 105 GW de energia solar e eólica nova globalmente. O financiamento dessas novas adições exigiria um investimento adicional de US$ 98 bilhões. (canalenergia)

quarta-feira, 18 de março de 2020

Cade aprova compra de complexo solar da Steelcons pela Brookfield Energia

UFV Alex tem 278 MW e fica localizada no estado do Ceará.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou sem restrições a compra do complexo solar Alex, da Steelcons pela Brookfield Energia. As nove usinas somam 278,3 MW de potência, foram viabilizadas no leilão A-4 de 2018 e ficam localizadas no estado do Ceará. O aval foi publicado em 28/01/20 no Diário Oficial da União.
A operação ocorreu entre a Lethe Energia S.A, holding não operacional pertencente ao Grupo Brookfield e a Alex New Energies Investimentos e Participações S.A., que é da Newen, uma holding pertencente ao Grupo Steelcons. (canalenergia)

Brookfield adquire de projetos de energia solar após autorização do Cade

A Brookfield, grupo canadense que trabalha com o gerenciamento de ativos, focada em imóveis, energia renovável, infraestrutura e patrimônio privado, foi autorizada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para aquisição de um conjunto de projetos de energia solar no Nordeste do Brasil.
O Cade aprovou sem restrições a compra, pelo qual a Brookfield irá tomar o controle dos empreendimentos em fase pré-operacional detidos pela Alex Newen, uma companhia do grupo de engenharia e construção Steelcons, de acordo com a publicação no Diário Oficial da União em 28/01/20.
Os projetos solares envolvidos no negócio, do complexo Alex, a ser levantado no Ceará, somarão capacidade instalada total de 278 megawatts, segundo parecer do órgão estatal.
A compra marca mais um movimento dos canadenses para ampliar a presença no setor elétrico brasileiro, onde o grupo possui significativa atuação, com ativos que vão desde hidrelétricas e parques eólicos até linhas de transmissão de eletricidade.
O negócio também sugere a entrada da empresa nos investimentos em energia solar no Brasil. O valor da transação pelos ativos não foi divulgado pelo Cade.
A iniciativa da Brookfield em investir vem em um momento em que a produção energia solar tem apresentado um grande crescimento no Brasil, em meio a uma queda nos preços dos painéis solares.
Empreendimentos solares são equivalentes a apenas 1,45% do parque gerador do país, mas os últimos dois leilões do governo brasileiro para contratar novos projetos de energia, em junho e outubro de 2019, foram as primeiras ocasiões em que usinas solares tiveram o menor preço entre as fontes à disposição, ficando acima de parques eólicos e hidrelétricas em termos de competitividade.
A Steelcons, dona dos empreendimentos que a Brookfield adquiriu, sediada em Campinas, no interior de São Paulo, havia fechado a venda antecipada da energia de seus projetos solares em leilão realizado pelo governo federal em abril de 2018. (sunoresearch)