quinta-feira, 26 de março de 2020

Bolsonaro lança programa de incentivo à energia solar

Bolsonaro vai lançar programa de incentivo à energia solar.
Batizado de “Pró-Sol”, em alusão ao pré-sal, presidente quer mostrar aos países estrangeiros que o Brasil vai avançar em sua política para ter uma matriz energética mais limpa.
O governo Bolsonaro está desenhando uma política de incentivos ao uso da energia solar, em resposta aos questionamentos internacionais que está recebendo. Batizado de Pró-Sol em alusão ao pré-sal, o programa vai além da renovação dos incentivos para a instalação de placas solares. 
O programa está sendo apresentado para as empresas que investem no setor de energia solar e está previsto para ser anunciado nos próximos meses. 
De acordo com o presidente, a ideia é também mostrar aos países internacionais que o Brasil tem condições de avançar neste segmento para ter uma matriz energética mais limpa e, desta forma, combater a emergência climática. A situação nessa área ficou um pouco estremecida depois das discussões que aconteceram durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, em relação à preservação da Amazônia.
Em 05/01/20 o Presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo direcionado a todos os brasileiros, sobre sua posição contrária à taxação da energia solar. Segundo ele, “no que depender da Presidência da República não haverá taxação da energia solar e ponto final”.
“Ninguém fala no governo a não ser eu sobre essa questão. Não me interessa parecer de secretário, seja quem for. A intenção do governo é não taxar. Agora que fique bem claro que quem decide essa questão é a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica. É uma agência autônoma e não tenho qualquer ingerência sobre ela. A decisão é deles, mas que fique claro que nós do governo não discutiremos mais esse assunto.”
E reforça: “A taxação da energia solar, no que depender do Presidente Jair Bolsonaro e de seus ministros, é não!” O presidente ainda publicou, em sua conta no Facebook, que conversou com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, para garantir a tramitação de um projeto de lei em regime de urgência nas duas Casas proibindo a taxação da energia solar fotovoltaica no país.
A energia solar é uma energia elétrica não apenas limpa e renovável, mas também cada vez mais competitiva, ampliando a diversificação do suprimento elétrico do país, que hoje é demasiadamente dependente de hidrelétricas e termelétricas fósseis. Conforme aponta os especialistas do setor, “isso contribui para o alívio de nossos reservatórios hídricos e reduz a pressão para outros usos estratégicos, como suprimento humano, agricultura, irrigação e processos industriais. Adicionalmente, garante a redução do acionamento de termelétricas fósseis, mais caras e poluentes, ajudando na diminuição de custos aos consumidores e na mitigação dos impactos do aquecimento global”.
A fonte solar já apresenta um dos preços mais competitivos para a geração de energia limpa e renovável no mercado elétrico brasileiro, além de promover o alívio financeiro das famílias e o aumento da competitividade do setor produtivo no País.
Os números já impressionam, mas segundo Koloszuk ainda estão muito aquém do potencial da tecnologia e das necessidades do Brasil.
Crescimento
Nos próximos cinco anos, os projetos de energia solar fotovoltaica já contratados pelo governo federal deverão movimentar R$ 9,5 bilhões em investimentos, conforme estimativa calculada pela Greener, empresa de inteligência de mercado e desenvolvimento de projetos para o setor solar. 
A geração solar centralizada, contratada por meio de leilões de energia no Ambiente de Contratação Regulado (ACR), já soma no país 4,4 GW em capacidade instalada fotovoltaica, com metade desse volume em operação. 
De acordo com a consultoria, ainda há 1 GW em construção e mais 1,1 GW aguardando a construção. No total, os projetos solares do mercado regulado já movimentaram R$ 10,6 bilhões em investimentos no país até 2019.
Há ainda 3,2 GW de projetos solares em fase avançada de desenvolvimento no mercado livre, a maior parte dos empreendimentos está localizada nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), as usinas de geração centralizada solar fotovoltaica em operação no Brasil viabilizaram a geração de mais de 50 mil novos empregos locais qualificados pelo setor nas regiões onde os projetos foram implantados.
As usinas em operação geram energia elétrica limpa e renovável suficiente para suprir, segundo a Absolar, um consumo equivalente à necessidade de mais de três milhões de brasileiros.
O Brasil liderou a América Latina nos investimentos em energias renováveis, registrando US$ 6,5 bilhões em 2019, uma alta de 74% em relação ao ano anterior. Em segundo lugar, o México, registrou aumento de 17% nos investimentos para o setor, somando US$ 4,3 bilhões.
Por sua vez, a Argentina apresentou queda de 18% nos recursos para projetos de energia limpa, totalizando US$ 2 bilhões em 2019. (portalsolar)

terça-feira, 24 de março de 2020

Carros elétricos não pagam Zona Azul em Curitiba

Carros elétricos não precisam pagar Zona Azul em Curitiba/PR.
Como forma de incentivar o uso de automóveis elétricos e não poluentes, o prefeito de Curitiba – Rafael Greca assinou no mês de novembro um decreto que isenta o pagamento da Zona Azul para carros 100% elétricos nas vias públicas da capital. Com a decisão, o dono do veículo poderá ficar sem pagar o estacionamento por até duas horas.
O decreto vale para veículos elétricos particulares e também para carros de compartilhamento elétrico (sharing) – aluguel de curta duração e para curta distância desses veículos – na cidade. Segundo o prefeito: “Esse projeto é só o começo. Temos ainda poucos veículos elétricos em circulação, mas no futuro serão muitos, com o aumento da produção de montadoras, como Renault e outras fabricantes, e a implantação do car sharing”.
O objetivo da capital do Paraná é ser a primeira cidade com energia limpa do país. Além da iniciativa, os ônibus que circulam na cidade em breve terão tecnologia Euro 6, com índices mais baixos de emissões.
Segundo dados do Detran-PR, a frota de veículos elétricos em Curitiba ainda é pequena – são 89 automóveis – mas deve crescer significativamente nos próximos anos. Para usufruir da isenção – o decreto tem validade de dois anos – os donos de veículos e as empresas de car sharing deverão fazer um cadastro na Urbanização de Curitiba (Urbs). As informações necessárias para o cadastro serão divulgadas por meio de portaria.
Tecnologia Euro 6
O sistema EURO 6 é um conjunto de normas regulamentadoras sobre emissão de poluentes para motores diesel, já colocada em prática na Europa – pioneira na implementação de novas políticas nessa área. Esse conjunto de normas impõe limites ainda mais rígidos no controle da poluição e exige algumas mudanças por parte das fabricantes de veículos pesados.
Em comparação com a norma vigente no Brasil, que hoje é o sistema EURO 5, o EURO 6 prevê uma redução ainda maior no nível de emissão de poluentes. (hypeness)

Cemig aplicará R$ 450 milhões em eficiência energética até 2025

Cemig vai aplicar R$ 450 milhões em eficiência energética até 2025.
Companhia trabalha para universalizar a modernização de equipamentos elétricos em todos os hospitais, escolas, asilos públicos e unidades prisionais do estado de MG.
O Conselho de Administração da Cemig aprovou um aporte de R$ 450 milhões para a área de eficiência energética durante os próximos cinco anos, com foco na melhoria de instalações e redução da conta de energia dos consumidores. Mais do que isso, a companhia trabalha com o objetivo de modernizar os equipamentos elétricos de todos os hospitais, escolas, creches, asilos públicos e unidades prisionais de sua área de concessão em Minas Gerais, trocando também toda iluminação antiga pela tecnologia LED, como revela o Gerente de Eficiência Energética da Cemig, Ronaldo Lucas Queiroz, em entrevista à Agência CanalEnergia.
“É um recurso alto quando comparado ao mínimo que pode ser feito pelo programa da Aneel, mas queremos universalizar a troca de iluminação, freezer e geladeiras para todas as instituições que nunca receberam nada da Cemig”, afirma o executivo, destacando a implementação do projeto para 3 mil unidades de ensino estaduais e 8 mil municipais, num investimento planificado em R$ 46 milhões até 2021. “Muitas vezes entramos nas salas de aula e constatamos situações de iluminação precária e que não proporciona aos alunos um ambiente adequado de ensino”, avalia.
Em 2019, a concessionária desenvolveu projetos em 89 hospitais, e neste ano inicia uma nova etapa que prevê mais de R$ 100 milhões para ampliação ao atendimento de eficientização dos equipamentos em as todas instituições públicas e filantrópicas mineiras. Outra demanda que será atendida são as creches municipais, asilos e 38 Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (APACs), além da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC), que terão seus sistemas elétricos modernizados a partir da substituição de 4.600 lâmpadas, 115 geladeiras,39 freezers horizontal e instalação de 542 chuveiros eletrônicos.
Item importante: iluminação adequada cria condições favoráveis aos centros cirúrgicos.
Recentemente, a empresa também anunciou a implantação de pequenas usinas fotovoltaicas em todas as APACs de sua área de concessão, possibilitando também a capacitação de recuperandos com treinamentos de elétrica predial básica e montagem e manutenção de plantas solares. Outro projeto revelado na entrevista é a implementação de 75 kwp na Santa Casa de Belo Horizonte, que deve ser concluída em fevereiro.
“Essa semana está sendo concluída a montagem para iniciar a operação na próxima semana”, revela, afirmando que a ideia da companhia é construir 30 usinas em hospitais públicos, de acordo com os critérios técnicos de seleção. “Instalamos 125 UFVs em 2019 em escolas públicas e devemos partir para a geração fotovoltaica também em outros clientes até 2024”, reforça Queiroz, afirmando que a possibilidade de aquecimento solar terá sua viabilidade testada.
Outra frente da estatal para o segmento é o Cemig nas Escolas, um programa educacional que busca conscientizar a população por meio de palestras e a visitação ao circuito de eficiência energética, formado pela tenda e uma unidade móvel aberto ao público em geral. Ao todo serão mais de 100 municípios e 300 mil alunos beneficiados, onde serão aplicados, aproximadamente, R$ 12 milhões.
Já o Cemig no Campo leva orientações sobre o uso correto e sustentável da energia elétrica às comunidades quilombolas e aldeias indígenas do estado, prevendo a modernização de equipamentos como lâmpadas, chuveiros e geladeiras em 200 comunidades, beneficiando diretamente 17 mil famílias. Além da troca tradicional dos equipamentos, o projeto oferece palestras que abordam as temáticas de eficiência energética, produção e agricultura familiar e saneamento no ambiente rural.
Aquecimento solar terá viabilidade testada pela companhia junto a diferentes clientes.
Além das iniciativas junto aos consumidores, a companhia também realiza campanha, tanto interna quanto externa, de conscientização para mudança de hábitos, sobretudo para a força de trabalho da empresa, que conta com treinamentos e plataformas de divulgação da atuação dentro do assunto. Inclusive a sede da Avenida Barbacena passará por um retrofit esse ano, com a atualização de todos os equipamentos.
Vale lembrar também que a empresa conta com capacidade para desenvolver projetos em grandes plantas industriais, provendo um benefício diferente do que do programa de eficiência clássico, que traz resultados para a sociedade e não para um cliente comercial ou industrial. Para tanto, foi oficializada em outubro do ano passado a criação da Cemig SIM, braço destinado a tocar não só projetos de eficiência energética, mas também microgeração solar, cogeração e mobilidade elétrica.
Investimentos e capacidade de produção
A meta da Cemig é investir cerca de R$ 90 milhões por ano no segmento, o dobro do aplicado em 2018, e substancialmente maior do que todos os aportes feitos desde 2012, em média R$ 40 milhões ao ano, valor obrigatório pela legislação do setor. Já em 2019 foram desembolsados R$ 85 milhões, devido a uma acumulação nos recursos, visto os contratos de desempenho voltarem para a conta da companhia, que usa esse dinheiro para reinvestir na própria área.
“Conseguimos organizar uma estrutura física melhor, com maior capacidade de produção, quase que dobrando a média histórica de realizando, trabalhando de forma a universalizar um segmento. Quais projetos podemos fazer que sejam para todos? É uma mudança significativa”, pontua Ronaldo Queiroz.
Sobre a última Chamada Pública para a modalidade, realizada em 2019, ele conta que o resultado foi o recebimento de 126 propostas, sendo apenas 14 aprovadas, segundo os critérios da Aneel, com R$ 15 milhões sendo destinados a projetos em instituições públicas e de ensino federal. “Essa diferença entre número de inscritos e aprovados mostra um potencial de melhoria que precisa ter por parte dos proponentes na elaboração e viabilidade dos projetos”, critica o executivo, afirmando encontrar muitos projetos que não geram benefícios.
Para este ano, Ronaldo revela que a CP deve ser publicada em junho, com o edital girando em torno de R$ 50 milhões para captação dos projetos. Além disso, a Cemig estuda uma publicação de uma chamada de projetos de inovação, no intuito de buscar ideias que possam ser testadas nos clientes e que seriam aprovadas na Aneel com a tipologia de projeto piloto. “Um edital em que startups e outros ecossistemas de inovação ligados ao setor poderiam apresentar propostas”, finaliza.
Sede da companhia em Belo Horizonte passará por retrofit em todos os equipamentos elétricos. (canalenergia)

Brasil melhorou em 14% a eficiência energética entre 2005 e 2018

Empresa de Pesquisa Energética publicou atlas sobre o assunto referente a 2019 que conta com um capítulo desenvolvido em parceria com a IEA.
A Empresa de Pesquisa Energética publicou o Atlas de Eficiência Energética Brasil 2019. De acordo com a organização, o documento tem por objetivos principais o desenvolvimento e o preenchimento de um banco de indicadores de eficiência energética, para fins de monitoramento do desempenho de eficiência energética no país. O relatório, indica a EPE, consolida o terceiro ciclo de trabalho da empresa na elaboração do banco de dados de indicadores nesse campo.  Segundo análise, o Brasil apresentou melhoria na eficiência no período de 2005 a 2018 em 14% com destaque para o segmento residencial.
Na publicação, disponível para download, a EPE lembra de diversos programas de eficiência que foram implantados no país. Dentre eles estão as ações do Procel, que resultaram em uma economia de 23 TWh, equivalente a 4,87% do consumo total de energia no Brasil. Bem como o Conpet, no segmento de petróleo e gás, entre outros relacionados ao Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE).
A empresa destaca que há barreiras que ainda dificultam a difusão da eficiência energética. Dentre estes relata a baixa priorização dos projetos de eficiência pelas empresas e consumidores, falta de conhecimento sobre o potencial e medidas de eficiência, carência de informações e dados, falta de confiança sobre os reais custos e benefícios das ações de eficiência, modelos de negócio para realização de investimentos em eficiência e resistência às mudanças. Por isso, defende a aplicação de ações estruturadas para a disseminação do tema.
Entre os dados apresentados está o fato de que o ODEX – índice de conservação de energia que considera a variação de indicadores de consumo e pondera em relação ao peso no consumo – apurado em 2018 mostra que país ficou 14% mais eficiente energeticamente entre 2005 e 2018. A partir da base 100 estabelecida no ano 2005 para efeitos de comparação, o segmento residencial apresentou a maior evolução, chegando em 2018 ao índice 79 – quanto menor mais eficiente. Os transportes vêm logo atrás com índice 82, ambos melhores que a média do país. A indústria ficou com o índice 93 nesse horizonte de tempo.
Em sua análise, os resultados obtidos indicam que “o país não poderá prescindir de ações que visam o melhor uso da energia como parte da estratégia de atendimento à demanda de energia e combate às mudanças do clima. Além desse papel, a eficiência energética contribui para a segurança energética, modicidade tarifária, postergação de investimentos em geração elétrica, maior competitividade e produtividade, geração de empregos, mais bem-estar para a população, menores gastos com saúde pública e redução de impactos ambientais”, aponta no documento.
Essa edição apresentou um capítulo específico desenvolvido em parceria com a Agência Internacional de Energia com dados globais. Em 2018, a eficiência energética gerou US$ 1,6 trilhão a mais em valor para a mesma quantidade de energia em comparação a 2017.

No entanto, esse benefício teria sido cerca de US$ 2,6 trilhões a mais se a intensidade de energia tivesse melhorado a uma taxa anual de 3% desde 2015. (canalenergia)

domingo, 22 de março de 2020

Produção de biodiesel cresceu 10% em 2019

Outro recorde!
Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a indústria nacional de biodiesel fechou o ano de 2019 com praticamente 5,9 bilhões de litros fabricados.
Este montante está cerca de 10% acima do volume que foi produzido pelas usinas brasileiras no ano anterior. (biodieselbr)