sábado, 6 de junho de 2020

Central solar fotovoltaica na barragem mais alta da Europa

Megaprojeto – Central solar fotovoltaica na barragem mais alta da Europa.
A construção de uma central solar na barragem de Muttsee, na Suíça, acaba de ser aprovada pelas autoridades helvéticas.
As obras terão início no verão de 2021.
Está prevista a instalação de 6.000 módulos solares fotovoltaicos que permitem revestir uma área de 10.000 m2 na vertente sul da barragem.
Com este projeto pioneiro, que contempla a construção de uma central solar com uma capacidade instalada de 2 MW e uma produção anual de eletricidade de 2,7 GWh, a Axpo reforça o seu compromisso de ampliar a produção de energia 100% renovável.
Construção de central solar na barragem de Muttsee
A Axpo recebeu luz verde por parte das entidades competentes (o município de Glarus Sul, o cantão de Glaurus e a Secretaria Federal de Energia Suíça) para construir a primeira central solar alpina em grande escala, que será instalada nas paredes da barragem de Muttsee – a mais alta da Europa, situada a 2.500 metros acima do nível do mar.
Com este projeto pioneiro, a Axpo reforça o seu compromisso com as energias renováveis e aumenta o fornecimento de eletricidade durante os meses de inverno.
Este projeto pioneiro inclui a construção de uma central com capacidade instalada de 2 megawatts e uma produção anual de eletricidade de 2,7 gigawatts hora, equivalente ao consumo médio anual de 600 lares.
Nos meses de inverno, a produção de eletricidade é significativamente inferior à procura, o que incentivou os especialistas da Axpo a procurar soluções sustentáveis para dar resposta a este problema.
Central Solar na barragem de Muttesee.
Neste sentido, a central solar projetada pela Axpo nos Alpes de Glarus representa um importante contributo para aumentar a oferta de energia limpa nos meses frios.
Um dos grandes problemas que as centrais solares suíças enfrentam durante o inverno é o facto de estarem constantemente tapadas por uma camada de nevoeiro. A instalação dos painéis solares a grande altitude permite evitar esta situação e captar mais radiação solar.
Por outro lado, a eficiência dos sistemas fotovoltaicos e os módulos solares é maior a baixas temperaturas. Além disso, as camadas de neve refletem a luz do sol, o que se traduz num maior rendimento da energia solar.
Está prevista a construção de 6.000 módulos fotovoltaicos que ocuparão uma área de 10.000 metros quadrados no lado sul da barragem de Muttsee, cuja orientação e inclinação das paredes é ideal para produzir energia no inverno.
Outra das vantagens que viabiliza este projeto é o facto de já existir a infraestrutura necessária – nomeadamente, a ligação à rede de 16 kW – e a estrutura atual da barragem servir, tal como está, para a instalação da central solar, não sendo necessário ocupar mais espaço.
Assista ao pequeno vídeo construção de central solar na barragem de Muttsee: https://www.youtube.com/watch?v=Eu4CcNSxBg8&feature=emb_logo.
Sobre o Grupo Axpo
O Grupo suíço Axpo produz, comercializa e distribui energia de forma fiável em mais de 30 países europeus, aos quais se uniram recentemente os EUA. Com uma equipa de 5.000 trabalhadores, combina a experiência de mais de 100 anos na produção de energia amiga do ambiente e a capacidade de inovação para um futuro energético sustentável.
Com mais de 1 km de extensão, a barragem do Lago Muttsee é maior de toda a Europa e está situada a uma altitude de quase 2.500 metros do nível do mar, a Usina Solar “Vertical” será instalada na Barragem nos Alpes Suíço.
Axpo é líder internacional em trading energético e no desenvolvimento de soluções personalizadas para os seus clientes e gere a maior carteira de energias renováveis da Península Ibérica. Recentemente, foi considerado melhor Trader Energético do mundo, pelo conceituado ranking da “Energy Risk”. (portal-energia)

Toyota e Hino desenvolvem caminhão movido a hidrogênio

Toyota e Hino vão desenvolver caminhão movido a célula de hidrogênio.
Toyota e Hino farão caminhão movido a hidrogênio.
Com o objetivo de atender a demanda mundial pela redução das emissões de poluentes, a montadora Toyota e a Hino – fabricante japonesa de motores diesel –, se uniram para fabricar caminhões de grande porte movidos a célula de combustível a hidrogênio, energia limpa proveniente de uma reação eletroquímica entre os gases oxigênio e hidrogênio.
O caminhão Profia, da Hino, passou por mudanças para receber a nova motorização e está em fase de testes.
Toyota e Hino trabalham para produzir caminhão movido a hidrogênio.
O chassi foi projetado para acomodar duas pilhas de células semelhantes às que já são usadas no Mirai – sedã movido a hidrogênio que foi anunciado pela Toyota em outubro passado.
A meta é que os caminhões com a nova tecnologia tenham 600 km de autonomia.
Para as empresas, o combustível usado nos caminhões precisa mudar com urgência, já que o diesel é responsável por cerca de 60% das emissões de gás carbônico por veículos comerciais no Japão.
Toyota e Hino vão desenvolver caminhão a hidrogênio.
As parceiras têm metas ambiciosas para reduzir as emissões de CO2 até 2050 e estão desenvolvendo, também, carros elétricos para produção em série nos próximos anos. Ambas já trabalharam juntas em projetos similares. Em 2003, elas apresentaram o conceito de um ônibus motivo a hidrogênio. (biodieselbr)

No Dia do Meio Ambiente é preciso repensar como gerar energia no futuro

No Dia Mundial do Meio Ambiente, é preciso repensar como vamos gerar nossa energia no futuro.
A pandemia de covid-19 não vai interromper as mudanças climáticas, apesar da queda nas emissões.
Em 5 de junho é celebrado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data é dedicada ao incentivo de estímulos às mudanças de atitudes e conscientizar globalmente a respeito do meio ambiente. De acordo com informações da ONU divulgadas em abril, as reduções de emissões devido à pandemia são uma boa notícia, mas apenas no curto prazo, podendo até aumentar quando as atividades econômicas de todos os países voltarem ao normal. Previsões indicam aumento na temperatura global nos próximos 5 anos
Vários recordes de calor foram quebrados nos últimos anos e décadas: o relatório confirma que 2019 foi o segundo ano mais quente já registrado e 2010-2019 foi a década mais quente já registrada. Desde a década de 1980, cada década sucessiva tem sido mais quente do que qualquer década anterior desde 1850.
A mudança climática está afetando a saúde da população global: os relatórios mostram que, em 2019, temperaturas recordes levaram a mais de 100 mortes no Japão e 1.462 mortes na França. Os casos de dengue também aumentaram em 2019, devido às temperaturas mais altas que facilitam a transmissão da doença por mosquitos.
Segundo Alexandre Brandão, CEO do Grupo Alexandria, a energia é a base de todo o funcionamento das sociedades, por isso as fontes de energia limpa terão grande destaque neste novo cenário que ainda está para ser desenhado.
A energia solar é uma aliada no combate às mudanças climáticas, por ser uma fonte de energia renovável.
“Um dos caminhos de solução para o desafio do clima é fazer a transição para uma economia de baixo carbono, investindo em novas formas de geração de energia, em especial, as limpas”, analisa Alexandre.
COP 26
A construção de usinas híbridas solar + biogás deve se tornar uma tendência global, por ser ambientalmente correta e possível de ser instalada também em áreas periféricas de grandes cidades, para aproveitamento do lixo orgânico na produção do biogás.
E será tema de uma palestra de Alexandre Brandão na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26), que acontecerá na Escócia.
Sobre a Alexandria
A Alexandria é uma empresa que combina experiência e amplo conhecimento em energia e no mundo financeiro. Com espírito inovador e foco em tecnologia, estamos estruturados por uma rede de pessoas com grande expertise em inovação e investimento.
Em dois anos de atuação, a Alexandria já conta com 20 MW entre usinas de energia solar instaladas ou em fase de construção.
Fontes de Energia Renovável: o futuro chegou!
Empresas do portfolio: Grupo Pátria, Martins, Fertipar, Grupo Muffato, UFPR, UTFPR, UBEC, Grupo Marista, Grupo Positivo, Marisol, entre outros. (segs)

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Não podemos perder o protagonismo dos biocombustíveis

Não podemos perder o protagonismo dos biocombustíveis, diz Adriano Pires.
Enquanto o mundo tem 14% de fontes renováveis na matriz energética, o Brasil se destaca com mais de 40%. Para atingir esta saudável liderança, o estímulo ao desenvolvimento e uso dos biocombustíveis foi e é fundamental.
Verificamos nos últimos meses, antes da crise do coronavírus, um importante crescimento da participação do etanol hidratado como combustível para os veículos do Ciclo Otto e o percentual de biodiesel na mistura com o diesel fóssil vem crescendo ano a ano, atingindo 12% em março de 2020.
A crise que estamos enfrentando tem dois fatores que devem ser entendidos e tratados de formas distintas. A pandemia da covid-19 provocou uma forte redução na demanda mundial dos combustíveis líquidos, devido ao isolamento social recomendado pela OMS, e a reação da Arábia Saudita, aumentando a sua oferta de petróleo, a ação feita pela Rússia, de não reduzir a sua produção.
Isso causou uma forte e brusca queda nos preços internacionais do petróleo bem como de seus derivados. A explicação principal seria a tentativa de inviabilizar a produção de shale nos Estados Unidos e mesmo a produção dos biocombustíveis.
Os dois fatores citados acima estão, também, provocando no Brasil uma forte queda na demanda pelos combustíveis líquidos. O consumo de etanol está caindo algo como 45% em linha do que está ocorrendo no ciclo Otto (gasolina e etanol).
“A indústria brasileira de etanol e biodiesel dificilmente irá resistir a esta crise. Portanto, são necessárias ações urgentes para que a indústria consiga passar por essa tormenta”.
Seria favorável ao setor, o aumento da alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-Combustíveis) para a gasolina. Isso ajudaria na competitividade no presente do etanol frente a gasolina e estaríamos criando um colchão para usar quando os preços do petróleo voltassem a crescer.
Outra medida, possível, seria a criação de uma linha de financiamento do BNDES atrelada ao programa federal RenovaBio, de forma a garantir ao menos a manutenção dos investimentos em produtividade.
Também seria bem-vindo uma warrantagem da produção de abril e maio, com 6 bilhões de litros para serem vendidos em dois anos e financiamento do governo como garantia de estoque para tirar o excesso de produção do mercado.
A ausência de medidas em auxílio aos biocombustíveis pode acometer, ainda neste ano, um pedaço relevante dos mais de 1 milhão de empregos do setor no interior do Brasil. Em função do novo cenário, a meta de comercialização de 28,7 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) do RenovaBio em 2020, deveria ser revista.
Uma nova meta precisa ser definida antes de 27 de abril, data originalmente prevista para início da comercialização de CBios. No entanto, o novo volume precisa de aprovação do comitê do RenovaBio e no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), procedimento que pode se estender por cerca de 90 dias.
Caso essa indefinição não atrapalhe o início da comercialização, cria-se uma alternativa positiva aos usineiros. A venda de CBios pode representar certo alívio às empresas que estão com dificuldades financeiras e, os valores reduzidos podem ser atrativos às distribuidoras.
Ainda há grande incerteza sobre a evolução da pandemia de coronavírus e as restrições necessárias para conter a propagação. O que é certo é que teremos nas próximas semanas e meses uma grande volatilidade do preço do barril de petróleo.
Cortes de produção futura acontecerão, mas com a queda abruta da demanda no presente os preços continuarão baixos. Portanto, é preciso que medidas concretas sejam tomadas para que o setor de biocombustíveis se fortaleça e consiga resistir a crise.
Esta proposta, que vem sendo discutida e apoiada pelos diversos agentes que atuam na cadeia de suprimentos dos combustíveis líquidos, permite que:
- Petrobras continue com sua política de preços alinhada ao mercado internacional;
- Preserva a viabilidade do mercado de biocombustíveis;
- Favorece a criação de ambiente de negócio com atratividade para realização de investimentos, inclusive a venda de parte das refinarias da Petrobras;
Para viabilização do uso, imediato, da Cide, (sem noventena) o Congresso precisa aprovar uma PEC em regime de urgência, podendo ser avaliada a possibilidade de ajuste no PIS/Cofins até o efetivo uso da Cide. E mais adiante a troca do PIS/Cofins pela Cide.
Não podemos perder o protagonismo na transição energética mundial. O governo e o Congresso, entendendo a gravidade da situação, precisam agir com celeridade.
Adriano Pires é sócio fundador e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE); com mais de 30 anos de atuação, ele tem mestrado em planejamento energético pela UFRJ e doutorado em economia industrial pela Universidade Paris XIII. (biodieselbr)

Energia solar atinge 2,5 gigawatts na geração distribuída no Brasil

Para o diretor da ANEEL, André Pepitone, avanço da modalidade mostra que regulação foi acertada.
O fato de o Brasil ter atingido em 13/04 a marca de 2,5 gigawatts (GW) de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos e pequenos terrenos foi vista pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) como um resultado positivo das regulações do setor.
“O avanço dos sistemas fotovoltaicos em geração distribuída, que agora já ultrapassam os 2 mil GW de potência instalada, mostra como a ANEEL acertou ao regular esse tema”, disse ao Portal Solar o diretor-geral da ANEEL, André Pepitone.
“Foram os regulamentos da ANEEL, em 2012 e 2015, que permitiram que a tecnologia se expandisse, transformando os chamados “prosumidores” numa realidade no mercado brasileiro de energia, em processo semelhante ao que já foi observado em outros países onde essa prática também se desenvolve”, completou o executivo.
No entanto, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOAR), embora tenha avançado nos últimos anos, o Brasil – detentor de um dos melhores recursos solares do planeta – continua com um mercado ainda muito pequeno, já que possui 84,4 milhões de consumidores de energia elétrica e apenas 0,3% faz uso do sol para produzir eletricidade (pouco de mais de 200 mil conexões).
Na comparação com outros países, o Brasil possui entre 10% a 20% das conexões existentes em nações como Austrália, China, EUA e Japão, que já ultrapassaram a marca de 2 milhões de sistemas solares fotovoltaicos, bem como da Alemanha, Índia, Reino Unido e outros, que já superaram a marca de 1 milhão.
“Todavia, depois que passar a questão do isolamento pelo novo coronavírus, há uma boa perspectiva de melhorar este quadro no País, dado que o Governo Federal e o Congresso Nacional sinalizaram que pretendem desenvolver a geração distribuída a partir do sol”, aponta o presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, Ronaldo Koloszuk.
“O próximo passo agora é construir um marco legal transparente, estável, previsível e justo, que desfaça a insegurança jurídica que paira sobre o mercado e que reforce a confiança da sociedade em um futuro com mais liberdade, prosperidade e sustentabilidade para os consumidores e a população”, acrescenta o CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia. (portalsolar)