segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Embraer faz parceria para estudar Combustível de Aviação “100% Sustentável”

Embraer firma parceria para estudos em Combustível de Aviação “100% Sustentável”.
A Embraer acaba de anunciar uma parceria com a Pratt & Whitney, fabricante americana de motores de aviões, com foco em Combustível de Aviação 100% Sustentável (SAF, na sigla em inglês). De acordo com o anúncio da empresa brasileira, a iniciativa reflete um compromisso junto às suas metas ambientais da indústria da aviação. Entre essas metas, está a de atingir zero emissões líquidas de CO2 nos voos até 2050.

Equipes técnicas da Embraer e da Pratt & Whitney trabalharão em conjunto para definir um plano integrado de testes de solo e voo em uma aeronave E195-E2, a maior aeronave da família E-Jet E2 da Embraer. O avião usará 100% de SAF, com motores GTF, desenvolvidos pela fabricante americana.

Embraer apresentou o E195-E2 na primeira edição do Selangor Aviation Show, na Malásia. O jato comercial de corredor único foi apresentado como o mais eficiente e sustentável do mundo em sua categoria, capaz de produzir 25% menos emissões por assento do que um turboélice comum e com os mais baixos níveis de ruído externo e emissões entre todas as aeronaves a jato.

Já o Combustível de Aviação 100% Sustentável desempenha papel importante para a descarbonização das viagens aéreas, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis. Como traz o anúncio da Embraer, o SAF é produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de cozinha usado ou resíduos sólidos urbanos. Seu potencial pode alcançar a redução das emissões de CO2 do ciclo de vida em até 80%, em comparação com o combustível fóssil para aviação.

Hoje, os padrões técnicos elaborados pela ASTM International permitem que as aeronaves operem com SAF em misturas de até 50% com querosene. A colaboração entre fabricantes aeronáuticos fornecedores de combustível e reguladores permitirá que novos padrões certifiquem a operação com 100% SAF.

Inovação em combustíveis sustentáveis

Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, lembra que a empresa brasileira “tem um histórico reconhecido de inovação em combustíveis sustentáveis, o que inclui a primeira aeronave certificada a operar com etanol, em 2004”. Atualmente, a empresa brasileira está fazendo avanços em sua tecnologia de SAF, com os compostos atuais misturando camelina e cana-de-açúcar para a produção de biodiesel. A Embraer planeja ter todas as suas aeronaves compatíveis com o produto até 2030.

“A Pratt & Whitney atua em testes e certificação de SAF há quase duas décadas. Continuaremos estrategicamente a apoiar os testes de voo com 100% SAF para clientes importantes que expandem a aceitação do SAF, incluindo a parceria com a Embraer para testar as aeronaves E-Jets E2 com 100% SAF, como parte de sua meta de emissões líquidas zero para 2050”, disse Graham Webb, diretor de sustentabilidade da Pratt & Whitney.

O jato Embraer E195-E2, equipado com motores GTF da Pratt & Whitney, oferece mais de 24% em melhoria de eficiência de combustível e emissões mais baixas de CO2 por assento do que a geração anterior do E195. A Pratt & Whitney equipa uma série de outras aeronaves da Embraer, incluindo os jatos executivos das séries Phenom 300 e 100, e a aeronave de transporte militar C-390 Millennium, que usa motores IAE V2500. (biodieselbr)

Volkswagen apresenta linha de carros elétricos de olho no Brasil

A Volkswagen realizou um evento fechado para a imprensa em 06/12/21 para dar início à ID Week (Semana ID) e, com isso, apresentar dois modelos elétricos que podem (e devem) chegar ao Brasil em um futuro próximo.

Duas unidades do ID.3, uma delas estática, e duas do ID.4 foram as principais atrações no Jockey Clube de São Paulo, e o Canaltech pôde experimentar ambos em um teste-drive “relâmpago”, de cerca de 5 minutos, no entorno da sede do evento.

A montadora não forneceu informações sobre preço, data de lançamento ou versões dos carros elétricos que serão disponibilizadas em território brasileiro, mas deve fazer isso nos próximos meses, quando terminar o que Pablo Di Si, presidente e CEO da Volkswagen para a América Latina, chamou de “clínicas”.

“Nossa intenção é mostrar que temos uma estratégia complementar. Temos veículos flex, carros elétricos e híbridos. Queremos mostrar ao Brasil que vamos trazer o melhor da tecnologia da Europa para o Brasil. Está confirmado que teremos carros elétricos. Quais serão, nós veremos após as clínicas, pois acreditamos muito nas clínicas com os consumidores”, comentou o executivo.
Carros elétricos da Volkswagen foram apresentados à mídia em evento fechado.

No bate-papo reservado com a reportagem do Canaltech, mesmo não confirmando de forma oficial, Pablo Di Si deu a entender que o ID.3 e o ID.4 devem mesmo ser os escolhidos para inaugurar a “família elétrica” da marca alemã no Brasil.

“O brasileiro olha muito o design como primeiro atributo, e olha a conectividade. São duas coisas que o ID.3 e o ID.4 têm, então já saímos bem. Aí você coloca silêncio, espaço interno, conforto e prazer de dirigir. Acho que os dois podem se dar muito bem no Brasil e na América Latina”.

O executivo admitiu que a infraestrutura do país para veículos elétricos ainda não é a ideal, mas não viu isso como um problema para que a marca efetivamente aposte no segmento em breve.

“No Brasil talvez demore um pouquinho mais do que nos Estados Unidos e na Europa, pois o Brasil é um continente. Se eu estiver errado e infra ficar pronta em 2 anos, é só importar. A parte mais fácil é importar 200 mil, 500 mil carros. O line-up da VW é um dos mais abrangentes do mundo”, concluiu.

ID.3: o caçula da família elétrica Volkswagen

ID.3 mostrado à imprensa tinha 204 cavalos de potência e muita tecnologia.

O ID.3 pode ser considerado o caçulinha da família elétrica Volkswagen, pois é o que tem as menores dimensões. A aposta da marca alemã para cativar os órfãos do Golf tem 4,26 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,55 m de altura, com 2,76 m de distância entre eixos.

Apesar do tamanho similar ao do irmão a combustão, o peso é sensivelmente maior por conta das baterias. O ID.3 carrega 1.719 kg e, para isso, foi equipado com três tipos de bateria e três níveis de potência.

Construído sob a plataforma MEB, ele oferece três conjuntos: 45 kWh, com autonomia para 330 km; 58 kWh (420 km) ou 77 kWh (550 km). Em termos de potência, o cliente poderá escolher modelos com 145, 204 ou 299 cavalos. O exposto no evento foi o de 204 cavalos e 58 kWh.

O pacote de acessórios também será dividido em versões, com a básica oferecendo sistema de navegação nativo, aquecimento dos bancos e cabo de carga, enquanto a mais completa acrescentará ainda piloto automático, câmera de ré, iluminação ambiente e outros mimos.

ID.4: SUV elétrico promete chacoalhar o mercado

ID.4 é o SUV elétrico da Volkswagen cotado para vir ao Brasil.

O segundo da família elétrica que deve ser confirmado pela Volkswagen para o mercado brasileiro em 2022 é o ID.4. Ele já tinha dado as caras por aqui no início de novembro, como atração do Boat Show, evento realizado em São Paulo. Agora, deu mais um passo para ficar em definitivo por aqui.

O ID.4 é maior do que o irmão em todas as dimensões. Ele mede 4,58 m de comprimento, 1,85 m de largura, 1,64 m de altura e entre-eixos de 2,77 m. O modelo que ficou estático no pavilhão no mês passado também é mais potente que o ID.3.

Ele tem um conjunto de baterias de 77 kWh, que oferece uma autonomia de até 522 km no ciclo europeu (WLTP) e oferece potência de 204 cavalos. Há ainda versões com 148 ou 170 cavalos na variante “normal” do ID.4.

O modelo esportivo (ID.4 GTX), por sua vez, chega a 299 cv, com torque imediato de 46,9 kgfm, por conta de um segundo motor, instalado na frente do veículo.

De acordo com a marca, independentemente do modelo do ID.4, bastam 30 minutos de recarga rápida para recuperar até 80% da bateria (considerando uma recarga DC, de 100 kW).

Assista ao vídeo e dê a primeira olhada no ID.3 e no ID.4, elétricos da Volkswagen: https://www.youtube.com/watch?v=rCK54zV5iOY.  (yahoo)

Citroen Ami, carro elétrico que não precisa de CNH

Citroen Ami, carro elétrico que não precisa de CNH, pode vir ao Brasil.

O carro elétrico, independentemente da marca, costuma chamar a atenção pela forte aceleração e o torque imediato, mas o Citroen Ami, que pode ser lançado no Brasil pela marca francesa em um futuro próximo, não tem nada disso. Muito pelo contrário.

O modelo francês é um dos carros elétricos mais lentos do mundo e, na Europa, sequer é considerado como tal, e sim um quadriciclo. Por conta disso, não requer que o motorista tenha uma CNH comum, bastando uma licença conhecida como AM.

A licença AM é oferecida para os condutores que tenham idade mínima de 14 anos (no Brasil seria a partir de 16 anos) e desejam conduzir motocicletas e quadriciclos leves, com potência menor do que 50 cm³. E é nesse módulo que o Citroen Ami se enquadra.

O modelo tem sob o capô uma bateria de 5,5 kWh, que dá a ele autonomia de 70 quilômetros. O motor elétrico, por sua vez, é de apenas 8cv, o que resulta em uma velocidade máxima de 45 km/h.

Citroen Ami é sucesso entre jovens
Citroen Ami tem motor de apenas 8 cavalos.

O simpático carro elétrico (ou quadriciclo, se preferir) é sucesso de vendas na Europa, principalmente entre os jovens, pois é disponibilizado por valores em torno de R$ 127 mensais, após pagamento de uma taxa inicial de cerca de R$ 21.800.

Por conta desse sucesso, Vanessa Castanho, presidente da Citroën para a América Latina, confessou ao InsideEVs que pensa em trazer o modelo para o Brasil, mas admitiu que precisa, primeiro, verificar como funcionará a legislação.

Caso seja enquadrado como carro no país, ele teria, obrigatoriamente, que ser equipado com airbags duplo, o que aumentaria o custo e, possivelmente, inviabilizaria seu lançamento por aqui.

"Não tem como a gente não querer ter o Ami na América Latina e aqui no Brasil", comentou a executiva.

Polícia e Autoescolas

Guarda Costeira e polícia na Grécia contam com o Ami.

O carro elétrico mais lento do mundo também já está sendo utilizado para outras duas funcionalidades bem distintas na Europa. Em parceria com a Sojadis, a Citroen já disponibilizou o modelo para autoescolas, com direito à instalação de pedais de acelerador e freio para o instrutor.

Versão do Citroen Ami para Auto Escola tem pedais na direita.

Em Chalki, ilha situada próxima ao Mar Egeu, na Grécia, o modelo faz, oficialmente, parte da frota policial da área. O simpático Citroen Ami foi personalizado para equipar as rondas da Guarda Costeira e da polícia local. Os carros foram locados gratuitamente por 48 meses às autoridades. (yahoo)

sábado, 22 de janeiro de 2022

Zona de Convergência do Atlântico Sul é boa para matriz brasileira

Zona de Convergência do Atlântico Sul é boa para matriz brasileira, diz Climatempo.

Estudo mostra que apesar de beneficiar fonte hídrica, fenômeno climático pode impactar na geração eólica e solar.
Estudo da Climatempo sobre a Zona de Convergência do Atlântico Sul mostra que dependendo da região em que ela atua ou da fonte de energia que está sendo gerada, o fenômeno pode ser ter tanto impactos positivos quanto negativos. Porém ao analisar a matriz brasileira, a ZCAS aparece como solução ou alívio para períodos de crise hídrica iguais ao que presenciamos atualmente. A ZCAS é o principal sistema meteorológico do verão no Brasil responsável por um período prolongado de chuva frequente e volumosa sobre parte das Regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste. O estudo está disponível na Biblioteca CanalEnergia.
De acordo com o estudo, há um grande interesse de vários profissionais de diversos setores em entender e prever esse sistema, uma vez que ele está associado a chuvas intensas. A estrutura da ZCAS depende das condições de outros sistemas meteorológicos e oceânicos. Com isso, as mudanças climáticas são capazes de alterar a localização e intensidade da ZCAS e consequentemente, o impacto no setor elétrico.

Na parte hídrica, A ZCAS aparece aumentando o volume e a intensidade da chuva em algumas regiões onde estão alguns dos reservatórios de água do sistema. Assim, quanto mais chuvas sobre os reservatórios das usinas, maior é o nível e mais energia a usina poderá gerar. Já no caso da fonte eólica, a formação de sistemas como a ZCAS altera o regime de ventos na região na direção e na magnitude. Essa alteração nos ventos faz com que as usinas gerem menos energia. Os picos na produção eólica acontecem nos períodos de pouca chuva no Brasil. Os menores valores de geração eólica também ocorrem nos meses da estação chuvosa. No entanto, não é possível relacionar diretamente a ZCAS com esta geração, uma vez que grande parte dos parques eólicos estão instalados na Bahia, Piauí e Rio Grande do Norte, onde há baixa frequência de ZCAS e maior ocorrência de fenômenos como o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis ou ainda a Zona de Convergência Intertropical.

No caso da fonte solar, a ZCAS causa aumento ou redução da produção devido a variação da nebulosidade em áreas de manufatura dessa modalidade, quanto maior a fração de nuvens no céu, maior será a área de sombreamento dos painéis e menor será a produção dessa energia. (canalenergia)

Energias renováveis batem recorde mundial, mas ainda não são suficientes

Renovável bate recorde no mundo, mas é insuficiente para a neutralidade de carbono.

Altos preços das commodities e da energia representam impedem um crescimento maior.

Um estudo divulgado pela Agência Internacional de Energia indica que, apesar do recorde batido, o ritmo ainda é insuficiente para colocar o planeta no caminho da neutralidade de carbono.
2021 assistiu a uma implantação sem precedentes de capacidade de eletricidade renovável no mundo, um ritmo muito insuficiente para colocar o planeta no caminho da neutralidade de carbono, segundo o relatório anual da Agência Internacional de Energia (AIE).

Este ano deverá bater o recorde do ano passado de 290 gigawatts (GW) de nova capacidade instalada, apesar do aumento do custo de alguns componentes e transporte, lê-se no relatório divulgado em 01/12/21.

A AIE reviu as suas projeções para cima e espera que 4.800 GW de instalações deverão estar disponíveis até 2026, mais 60% em relação a 2020 e equivalente à atual capacidade de eletricidade dos combustíveis nucleares e fósseis combinados.

A energia fotovoltaica deve ser responsável por mais de 50% deste crescimento, e a energia eólica offshore deve ver a sua capacidade triplicar.

No entanto, se os preços dos componentes e materiais se mantiverem tão elevados como estão até ao final de 2022, o custo do investimento em energia eólica poderá voltar aos níveis anteriores a 2015, e no solar, três anos de queda dos preços seriam eliminados, adverte o organismo.

"Os atuais preços elevados dos materiais representam novos desafios para o setor das renováveis, mas os preços elevados dos combustíveis fósseis também tornam as energias renováveis ainda mais competitivas", disse o diretor da agência, Fatih Birol.

Para a AIE, os governos poderiam facilitar a sua implantação através de medidas coerentes e consistentes, iniciando a adaptação das redes elétricas, combatendo a falta de aceitação social.

"Temos também de enfrentar as dificuldades de investimento nos países em desenvolvimento" apela a Agência.

Quanto às barragens, bioenergia e energia geotérmica a sua expansão só representará 11% do crescimento das energias renováveis até 2026, principalmente devido à falta de apoio e remuneração.

Assim, no final, este crescimento esperado das energias renováveis não será suficiente para colocar o mundo no caminho da neutralidade de carbono em 2050, o que é necessário para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C em comparação com o período pré-industrial.

Para isso, a taxa de nova capacidade renovável instalada até 2026 teria de duplicar a previsão da AIE, e o crescimento da procura de biocombustíveis teria de ser quatro vezes superior. (suinoculturaindustrial)