sexta-feira, 26 de maio de 2023

GD atinge 19 GW e 70% da capacidade solar no país

Segmento mantém média de acrescentar praticamente 1 GW por mês no sistema elétrico brasileiro.

O Brasil alcançou a marca de 19 GW de capacidade em geração própria de energia elétrica, também chamada de Geração Distribuída (GD). O resultado, puxado em 98,6% pela energia solar, conta também com a evolução de outras fontes, como a biomassa, o biogás, a energia eólica, a energia movida a potencial hidráulico e a cogeração a gás natural, aponta levantamento da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD).

Entidade ressalta que a modalidade começou 2023 com o ritmo de crescimento que terminou em 2022, com a média de acrescentar praticamente 1 GW de capacidade instalada ao sistema por mês. Dessa vez o feito aconteceu em 6 dias. Atualmente a GD responde por cerca de 70% de toda a potência de energia solar do Brasil, com chances reais de acrescentando mais de 8 GW ao longo do ano.

São 1,8 milhão de usinas de microgeração e minigeração distribuídas pelo país e 2,3 milhões de unidades consumidoras (UC’s) que utilizam a tecnologia. Cada UC representa a casa de uma família, um estabelecimento comercial ou outro imóvel abastecido por micro ou mini usinas, todas elas utilizando fontes renováveis.

De acordo com a ABGD, com os atuais 19 GW de potência instalada, a geração distribuída tem capacidade suficiente para abastecer aproximadamente 9,5 milhões de residências, ou 38 milhões de pessoas. Entre os consumidores beneficiados, a maioria (48,5%) dos projetos é do grupo residencial, seguido pelo consumo comercial (28,3%), rural (14,9%) e industrial (7,1%). (canalenergia)

Biocombustíveis são ineficientes em relação à área cultivada

Biocombustíveis são ineficientes em relação à área cultivada, afirma instituto de pesquisa alemão.
O Instituto de Pesquisa de Energia e Meio Ambiente (IFEU) realizou estudo sobre as superfícies atualmente consagradas à produção de biocombustíveis na Europa.

Encomendado pela Federação Europeia de Transporte e Meio Ambiente, o estudo constatou que a superfície europeia destinada a cultura de biocombustíveis é da ordem de 9,6 milhões de hectares. Área equivalente a dos Estados de Santa Catarina ou de Pernambuco, ou ainda da ilha irlandesa.

Também afirma que, se toda a superfície cultivada com biocombustíveis retornasse ao estado primário (vegetação natural), ela absorveria em torno de 65 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera, ou seja, quase o dobro da obtida com a cultura de biocombustíveis.

Alemanha avalia eliminar uso de alimentos na produção de biocombustíveis.

Medida avaliada pelo governo local seria colocado em prática até 2030.

Quando comparada a energia solar, a pesquisa constatou que, para produzir a mesma quantidade de energia sob a forma de eletricidade, os painéis fotovoltaicos ocupariam uma superfície de apenas 2,5% da área europeia total consagrada à cultura de biocombustíveis.

Ainda segundo o estudo, estas superfícies cultivadas, se reconvertidas à produção alimentar humana, poderiam suprir as necessidades calóricas de pelo menos 120 milhões de pessoas.

Dados são altamente impactantes para o Brasil.

(ecodebate)

Brasil mantém 6º lugar no ranking mundial de energia eólica

Os dados do Global Wind Energy Council (GWEC) mostram que o país ficou em 3º lugar com mais de 4 GW de instalações no ano passado.
O Brasil registrou um incremento de 4 GW na capacidade eólica no ano de 2022. Esse resultado representa seu segundo recorde consecutivo no ano de 2022. Esse volume coloca o país em terceiro lugar em volume de expansão, atrás somente da China e Estados Unidos. Os dados são do Global Wind Energy Council (GWEC) que divulgou em 27/03/23, o Global Wind Report 2023, que pode ser acessado neste link.

A publicação foi lançada pela primeira vez no Brasil no evento Encontro de Negócios da ABEEólica, o primeiro depois da pandemia.  O relatório apresenta dados completos, detalhados e analíticos do setor eólico mundial onde mostra que o Brasil se manteve na 6ª posição no ranking de capacidade total instalada de energia eólica onshore. Para fins de comparação, em 2012, ocupávamos o 15º lugar.

Segundo a ABEEólica, tanto o recorde de capacidade instalada nova quanto a manutenção de sua posição no ranking demonstram a força e a resiliência do país, que soube aproveitar oportunidades de crescimento por meio de leilões privados e acordos bilaterais de compra de energia (PPAs), no mercado livre, apesar do fraco desempenho da economia brasileira nos últimos 10 anos.

O relatório destaca ainda que os recursos renováveis disponíveis no Brasil, especialmente a abundância de ventos de qualidade onshore e offshore, classificados como únicos no mundo, o que abre uma janela de oportunidade para o hidrogênio verde.

Futuro

A GWEC Market Intelligence espera que 26,5 GW de energia eólica onshore sejam adicionados na América Latina em 2023-2027, com o Brasil contribuindo com 60% desse volume. Se essa previsão se confirmar serão 16 GW no período, consolidando ainda mais sua liderança regional. Pela previsão, até 2024, o GWEC espera ultrapassar os 100 GW anuais de capacidade instalada. As condições do mercado mudarão uma vez que os países vão competir por investimentos extremamente necessários em seus setores eólicos: para conquistar o investidor, será preciso demonstrar seu potencial de mercado, oferecer condições atrativas de investimento e apresentar medidas regulatórias mais eficazes, afirmou em comunicado Ben Backwell, CEO do GWEC.

Élbia Gannoum, presidente-executiva da ABEEólica, ressaltou na abertura do evento realizado em São Paulo, que o potencial de transição energética justa do setor eólico é enorme e que a indústria precisa conversar e discutir com o governo sobre políticas industriais, ação que está em andamento. E agora a ABEEólica deverá atuar de forma mais transversal com diversos ministérios uma vez que a fonte tem potencial de ser alcançada por diversos segmento da economia por causa desse processo de transição energética.

“Precisamos buscar mais mercado e apesar dos números, conjunturalmente no curtíssimo prazo percebemos que o mercado não está bom, não estamos contratando e a palavra de ordem agora é: cadê o mercado? Onde está o mercado? Quem sabe precisamos criar repaginar esse mercado que não estamos enxergando. Esse mercado está associado à transição energética e soluções energéticas onde forneceremos a energia para a indústria que exportará commodity verde, no futuro, será exportado H2 Verde e devemos pensar em valor agregado em conceito agregado.

“Por isso que devemos pensar em política industrial energética”, afirmou a executiva lembrando dos pacotes de Europa, Estados Unidos e Chile, ressaltando que esse pacote nacional não depende de dinheiro público como em outros países, mas sim apenas um ambiente amigável para atrair o investimento por meio de aparatos regulatórios para eólica offshore, H2 Verde e até ajustes no onshore. (canalenergia)

quarta-feira, 24 de maio de 2023

Copel inicia implementação de frota de veículos elétricos

Mudança faz parte das metas de ESG para a descarbonização da companhia.

A Copel está dando início a uma série de ações para alcançar a meta que prevê a eletrificação de seus veículos. Companhia assinou um contrato com a Mobilize, marca do Renault Group, dedicada à nova mobilidade e que oferece uma ampla gama de serviços, para a locação de carros elétricos que vão integrar a frota de veículos leves da empresa. A entrega dos carros acontece durante o Smart City Expo, que ocorreu em Curitiba.

A meta de descarbonização da frota de veículos leves da Copel é um dos pilares estratégicos da companhia que estão na visão 2030, anunciada pela empresa em novembro/2022. Até o fim do ano, 15% dos veículos leves serão substituídos por modelos elétricos, ou seja, 30 veículos. Já até 2027, 61 veículos (30% da frota) serão elétricos, chegando a 50% da frota em 2030 (102 carros). A Mobilize vai fornecer o Kwid E-Tech 100% elétrico à Copel.

Para a Copel, o programa é mais um passo para o alcance das metas ESG da empresa e para o incentivo à mobilidade elétrica. Em relação ao uso de veículos elétricos, a Copel realizou, entre 2021 e 2022, projeto de prova de conceito voltado à prática de carsharing corporativo no âmbito da companhia. Como fruto desta experiência, a eletrificação de uma parcela da sua frota de veículos leves vai se tornando realidade.

Copel testa caminhão elétrico para transporte de materiais.

Companhia já possui dois veículos elétricos usados em atividades cotidianas e tem planos para expandir a frota.

A Copel vai testar nesta semana a utilização de um caminhão elétrico para transporte de materiais entre Curitiba e municípios da Região Metropolitana, do Litoral e dos Campos Gerais do Paraná. O veículo é da chinesa JAC Motors, tem um peso bruto total de 7,5 toneladas e é o único deste porte disponível no mercado. (canalenergia)

Brasil ocupa 8º lugar no ranking mundial em energia solar

Brasil ocupa oitavo lugar no ranking mundial da fonte solar.
Dados da Absolar apontam que o país encerrou 2022 com 24 GW de potência solar e foi destaque de crescimento no ranking internacional da IRENA.

O Brasil entrou, pela primeira vez, na lista dos dez países com maior potência instalada acumulada da fonte solar fotovoltaica. Esses dados são da apuração da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), com base em dados da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA). O País encerrou 2022 com 24 GW de potência operacional solar e assumiu a oitava colocação no ranking internacional.

De acordo com a Absolar, os dados consideram a somatória das grandes usinas solares com os sistemas de geração própria solar de pequeno e médio portes, em telhados e fachadas de edifícios e também em pequenos terrenos, com base na potência total acumulada ao final de 2022. Segundo o mapeamento, a 8ª colocação do Brasil é fruto dos cerca de 10 GW adicionados no ano de 2022. Com isso, apenas no ano passado, o setor solar atraiu mais de R$ 45,7 bilhões de novos investimentos, crescimento de 64% em relação aos valores financeiros acumulados até o final de 2021 no País.

Ao analisar a capacidade instalada acumulada da tecnologia solar entre 2021 e 2022, o Brasil subiu cinco posições no ranking mundial da fonte fotovoltaica no período, saindo da 13ª colocação em 2021 para a oitava em 2022. O ranking é liderado pela China (392 GW), seguida pelos Estados Unidos (111 GW), Japão (78,8 GW), Alemanha (66,5 GW) e Índia (62,8 GW). (canalenergia)