terça-feira, 6 de junho de 2023

Enel X Way implanta carregadores para veículos elétricos no Brasil

ENEL X WAY implanta mais de 500 carregadores públicos para veículos elétricos no Brasil.
Companhia também entregou mais de 3 mil carregadores para o setor privado.

A Enel X Way colocou no mercado brasileiro mais de 500 carregadores públicos e semi públicos para veículos elétricos em 2022. A companhia também entregou mais de 3 mil carregadores para o setor privado, sendo equipamentos rápidos e semi rápidos em estradas, postos de abastecimento, indústria, comércio e residências em parcerias com montadoras, concessionários, distribuidores de combustível e redes de estacionamentos.

De acordo com o responsável pela Enel X Way no Brasil, Paulo Maisonnave, a companhia esta auxiliando as montadoras que desejam entrar no mercado brasileiro a criar uma infraestrutura que dê segurança aos consumidores e fazendo aliança com diversos setores, que já perceberam esta transição como inevitável. O portfólio da empresa vai desde carregadores de 7 kW AC até 350 kW DC que possibilitam cargas completas de um automóvel em menos de 15 minutos.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que as vendas de veículos elétricos não param de crescer no país. O ano de 2023 começou com 4.503 unidades emplacadas em janeiro, um aumento de 76% em comparação a janeiro/2022 (2.558) e de 241% em relação ao mesmo mês de 2021 (1.321).

No final de 2020 o Brasil ganhou a 1ª rede de recarga ultrarrápida para carros elétricos.

Rede de carregamento tem centenas de eletropostos, portanto, será a maior da América do Sul.

Com isso, a frota total de eletrificados leves atingiu 131.007 unidades em circulação. (canalenergia)

domingo, 4 de junho de 2023

Brasil apresenta a maior produção de energia limpa dos últimos 12 anos

Em janeiro/2023, as fontes renováveis de energia foram responsáveis por 91,2% do abastecimento do SIN.
Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revelaram que o Brasil registrou, no primeiro trimestre/2023, a maior produção de energia limpa dos últimos 12 anos. Com isso, mais de 90% da energia gerada e utilizada pela sociedade foi produzida a partir de fontes renováveis – hidráulica, eólica, biomassa e solar, o que não acontecia desde 2011. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, os resultados apurados nos 3 primeiros meses deste ano representam não só o bom aproveitamento das hidrelétricas e dos recursos, mas, também, o resultado das políticas para a atração de investimentos e a ampliação do número de parques eólicos e usinas solares no país.

Em janeiro, as fontes renováveis de energia hidráulica, eólica e solar, somadas, foram responsáveis por 91,2% do abastecimento do Sistema Interligado Nacional (SIN). Nos meses seguintes, esse patamar se manteve elevado, com fevereiro registrando 92,6% e março, com base nos dados apurados até o dia 29, chegando a 92,4%. A participação de geração das fontes renováveis não superava 90% desde 2011, reflexo não só do bom aproveitamento de recursos, como também da ampliação do número de usinas.

De acordo com o ONS, os números confirmam que o Brasil tem uma capacidade diferenciada de geração de energia limpa, se comparado com outros países. O sistema elétrico brasileiro já é sustentado por fontes renováveis que também oferecem segurança energética, isto é, conseguem atender plenamente às demandas de carga e potência.

Ainda de acordo com a ONS, os cenários prospectivos para os próximos meses são positivos. Estudos apontam que o subsistema Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO), ao final de agosto, deve atingir Energia Armazenada (EAR) entre 76,2%, nas análises menos favoráveis, e 90%, na perspectiva mais elevada. Mesmo se confirmada a suposição inferior, o indicador estará 20,2% acima do aferido em agosto de 2022.

O SE/CO é responsável por 70% da energia armazenada no país. Para 31 de agosto, a EAR do SIN deve variar entre 77,6% e 89,3%. Os armazenamentos projetados pelo Operador indicam condições confortáveis para o atendimento ao SIN em 2023.

Segundo o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o ano de 2023 deverá ter recorde histórico de expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica. A expectativa é de um crescimento da geração de cerca de 10,3 GW (2023). O MME estima que as usinas solares centralizadas e eólicas responderão por mais de 90% da ampliação na capacidade de geração do Brasil.

Investimentos

Alexandre Silveira reforçou o empenho do MME e do Governo Federal em avançar na geração de energia limpa e renovável. Na última semana, o ministro participou, ao lado do presidente da República, da inauguração do primeiro complexo de geração associada de eólica e solar no Brasil, no sertão paraibano.

Durante o evento, Silveira anunciou o investimento de aproximadamente R$ 50 bilhões para a execução do maior programa de transmissão de energia elétrica no Nordeste brasileiro, com a construção de mais linhas que consigam escoar a geração de energia solar e eólica no País.

O investimento em renováveis é parte integrante do planejamento energético realizado pelo Ministério de Minas e Energia, gerando um fomento constante que permita que sejam competitivas e disponíveis na cesta de ofertas da expansão energética do País.

Nesse sentido, o Plano Decenal de Expansão (PDE), importante instrumento indicativo do planejamento nacional para o período decenal, estima que, até 2031, cerca de R$ 119 bilhões sejam investidos na geração renovável centralizada. Cerca de 60% desse total deve ser disponibilizado para as fontes solar e eólica, principais vetores da expansão renovável no Brasil. Na geração descentralizada, que inclui a Geração Distribuída e os Sistemas Isolados, esse montante poderá alcançar R$ 121 bilhões, com quase 80% do total referente às fontes anteriormente citadas. (canalenergia)

Enel SP instala 40 novas árvores solares

Equipamentos capturam energia solar e convertem em elétrica, podendo servir como fonte de carregamento via USB.
A Enel Distribuição São Paulo já instalou 40 árvores solares em sua área de concessão. Em 2022, a capital paulista ganhou 9 árvores, sendo uma na ciclovia da Marginal do Rio Pinheiros, uma na Praça da Cidadania, 2 no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), 2 na sede do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), e 3 no Instituto Federal de São Paulo, sede Canindé. A iniciativa é voltada ao uso inteligente e eficiente da energia elétrica e a companhia já investiu mais de R$ 1,7 milhão no projeto.

Dentre os locais que contam com o equipamento estão praças e parques públicos da capital, de Santo André, Carapicuíba, Cotia, Embu Guaçu e Itapecerica da Serra. Além da Universidade Federal do ABC, no campus São Bernardo do Campo e Santo André, na Santa Casa e Hospital das Clínicas de São Paulo, e na Prefeitura e na Unidade de Pronto Atendimento de Rio Grande da Serra.

Os equipamentos possuem um design semelhante a uma planta natural e, por meio de filmes fotovoltaicos em suas “folhas”, capturam a energia solar e convertem em energia elétrica, podendo servir como fonte de carregamento via USB para celulares e tablets. A estrutura possui dimensões que lembram uma árvore: cerca de 3 metros de altura e pouco mais de 4 metros de largura. Os equipamentos contam com capacidade para realizar uma geração independente e sustentável de energia, e possuem 5 saídas USB para uso das pessoas que frequentam os locais.

Devido ao seu formato, com cinco folhas e iluminação decorativa em LED, também compõem de forma harmoniosa a paisagem dos ambientes onde estão sendo instaladas. O projeto das árvores solares está alinhado aos compromissos assumidos pela companhia com a Agenda 2030 das Nações Unidas e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente com o ODS 7 – Energia Limpa e Acessível e com o ODS 9 – Inovação de Infraestrutura. (canalenergia)

Bonö entrega usina de energia solar localizada em aterro sanitário

Usina, que recebeu R$ 28 milhões de grupo liderado pela prefeitura de Curitiba, possui 4,55 megawatts de potência.
A Böno Fotovoltaico inaugurou em 29/03/23 uma usina solar construída em um aterro sanitário já desativado. O empreendimento que fica localizado em Curitiba, no Paraná, recebeu investimentos na ordem de R$ 28 milhões e conta com potência instalada de 4,55 MW.

Bonö inaugura primeira usina de energia solar em aterro sanitário da América Latina.

Inauguração da 1ª usina solar em aterro sanitário da América Latina, no aterro sanitário de Caximba, na capital paranaense (Curitiba).

A usina possui cerca de 8,6 mil painéis solares, suficientes para abastecer mais de 30% dos prédios públicos de Curitiba, com retorno do investimento em cerca de cinco anos. Com o projeto, o município conseguirá reduzir a emissão de 2 mil toneladas de CO2 na atmosfera, colaborando assim para o cumprimento das metas da cidade de redução dos gases do efeito estufa para o combate ao aquecimento global.

A usina solar inédita é fruto de colaboração entre a Böno, a prefeitura de Curitiba, C40 Cities Climate Leadership Group e Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Com a entrada em operação, o empreendimento transforma um passivo ambiental em energia limpa, renovável e barata, que vai gerar uma economia de R$ 3,5 milhões ao ano nos gastos com eletricidade dos prédios públicos do município. (canalenergia)

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Vertimento turbinável chegará a R$ 6/MWh até 2025

Custo com vertimento turbinável pode chegar a R$ 6/MWh até 2025.
Projeção da PSR aponta concentração do curtailment em algumas usinas como desafio ainda maior, assim como as discussões e diferenciações entre flexibilidade e serviços ancilares.

O chamado vertimento turbinável, situação na quais usinas hidráulicas poderiam estar gerando energia pela quantidade abundante de água passando por suas comportas, mas que não acontece em consequência direta da inserção e sobrecontratação das renováveis complementares, pode custar R$ 6 o MWh até 2025 e concentrado em alguns empreendimentos, o que impõe um desafio ainda maior para o setor na visão da PSR.

Os dados trazidos em 30/03/23, pelo coordenador de projetos e consultor de assuntos regulatórios da consultoria, Jairo Terra, mostram ser preciso a implementação de um mecanismo que possa de fato revelar quais os custos das fontes eólica e solar, que trazem um modelo de negócios em que os valores variáveis operativos são tratados como nulos, além da discussão sobre qual é o verdadeiro custo das hidrelétricas, o que varia muito de usina a usina.

“Tem UHE que prefere pagar ao invés de deixar de gerar e comprometer de alguma forma suas máquinas”, comentou o especialista durante o terceiro bloco de apresentações e debates do Workshop PSR, evento promovido em parceria com o Grupo CanalEnergia/Informa Markets no Rio de Janeiro. Ele também afirmou que o quadro técnico da PSR está desenvolvendo diversos estudos envolvendo as temáticas de serviços ancilares, flexibilidade e separação de lastro e energia, haja visto que muitos geradores têm passado por situações críticas.

“Serviços ancilares hoje não são remunerados e tem competido com a geração das usinas, como no caso do suporte reativo, algo que deveria ser pago considerando o custo de oportunidade e de disponibilização dos equipamentos de determinada maneira”, complementa, citando um levantamento no qual avalia como ficaria a flexibilidade do sistema sem hidrelétricas, com valores expressivos entre R$ 20/MWh a R$ 100/MWh.

Além do vertimento turbinável, também chamado de curtailment, a apresentação apontou outras problemáticas para a fonte, como falta de previsibilidade do tempo de concessões, ausência de incentivos à eficiência, muito por conta da regulamentação desenhada para o MRE, além das restrições operativas, principalmente de cunho ambienta e social, e a falta de remuneração adequada aos serviços prestados ao sistema. “Não há outro caminho que não o aprimoramento regulatório”, ressalta. Os rumos para a fonte hídrica foram tratados também recentemente em uma reportagem especial aqui da Agência CanalEnergia.

Restrições operativas impostas às hidrelétricas podem trazer prejuízos ao O&M das turbinas (Cemig).

Novos mercados de capacidade, serviços ancilares e flexibilidade

Uma tônica das apresentações do começo da tarde foi a necessidade de definição e conceituação entre os novos produtos, bem como a definição das necessidades do sistema e especificação dos serviços de forma isonômica, no sentido de que a consagração virá daquele recurso que prover melhor determinado serviço e de maneira menos onerosa.

“Temos que ver as necessidades reais sob ponto de vista do sistema, mas precisamos definir o que é flexibilidade, como um recurso disponível todo momento para o sistema ou definir algum momento em que será provido especificamente”, resume Terra, tecendo sua conceituação como a habilidade do gerador de seguir a carga líquida do sistema.

Pelo lado da capacidade, são pelo menos 7 GW de potencial de ampliação de usinas com espaços vazios para novas turbinas a um custo muito baixo, além da repotenciação ao longo dos anos. Já segundo o PDE 2032 serão necessários 5 GW para atendimento da ponta até 2028, o que segundo Jairo Terra exigiria um leilão de capacidade com as hídricas ainda nesse ano, citando também as projeções da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) de 13 GW até 2031.

“Serão R$ 4,4 bilhões anuais de investimentos para o mercado de potência a partir de 2028, com base e atualização sob os preços ofertados no último leilão de reserva de capacidade”, informa o especialista.

Questionado sobre a competitividade entre térmicas e UHEs nos certames, Terra ressalta que para essa comparação direta é preciso calcular a contribuição de potências das hidrelétricas, do quanto tem de risco de não entregar a energia, e que faz sentido a participação de eólicas e solares no leilão de capacidade cumprindo os contratos conforme cada momento avaliado para o sistema, o que deve valer para qualquer fonte.

Sobre serviços ancilares, o especialista da PSR citou boas oportunidades com controle de frequência, suporte de reativos e de auto restabelecimento de geradores, diretamente proporcional ao maior incremento de renováveis intermitentes na matriz. Ademais trouxe dados do Chile e Reino Unido, que gastam US$ 585 milhões e US$ 2 bilhões respectivamente com o segmento, sendo importante trazer um regulamento que remunere esse tipo de serviço no Brasil, que hoje pela lei recairia no consumidor.

Por fim, os últimos destaques do painel foram as perspectivas futuras do lastro de flexibilidade como um novo produto a ser gerado e remunerado, e o resultado da enquete feita com o público, sobre quais os serviços seriam mais interessantes para o sistema no futuro, com 50% indo para flexibilidade, 25% para capacidade e 15% para os serviços ancilares. (canalenergia)