sábado, 8 de julho de 2023

Audi, Porsche e Raizen ampliam rede de carregamento elétrico

A iniciativa conjunta recebeu investimentos de cerca de R$ 24 milhões e instalará um total de 20 carregadores rápidos, prioritariamente em postos Shell, até março/2024, como parte do programa global Shell Recharge.

Audi, Porsche e Raízen investem R$ 24 milhões em rede de recarga para veículos elétricos.

Serão 20 estações de recarga rápida Shell Recharge para veículos elétricos até março/2024.
Audi e Porsche anunciam uma parceria com a Raízen para ampliação da rede de carregamento para veículos elétricos.

As montadoras de luxo alemãs Audi e Porsche anunciaram uma parceria com a Raízen para investir cerca de R$ 24 milhões na instalação de 20 carregadores rápidos, prioritariamente em postos da Shell, até 2024, no programa Shell Recharge.

A rede de recarga será formada por carregadores de 150 kW, que alimentam 80% da bateria em aproximadamente 30 minutos.

A parceria para ampliar a rede de eletropostos é uma estratégia de incentivo ao mercado de eletrificados, em crescimento no Brasil. Ao mesmo tempo, o interesse das montadoras de luxo sinaliza o perfil de consumidores dos carros elétricos no país.

A Audi tem o 9º eletrificado mais vendido no Brasil, de acordo com ranking da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O modelo Q5 pode variar de R$ 388 mil a R$ 450 mil. Já o Cayenne, da Porsche, com versões de R$ 629 mil a R$ 659 mil, é o 10° mais vendido.

A título de comparação, os carros populares (motores a combustão) ficam na faixa de R$ 65 mil a R$ 90 mil.

Os projetos de eletrificação das duas montadoras somam mais de R$ 60 milhões no país. No final de 2021, a Audi anunciou R$ 20 milhões para eletrificação integral de sua rede de mais de 40 concessionárias, que passaram a disponibilizar o carregador de 150 kW aos clientes. Em 2022, 30 concessionárias em todas as regiões do Brasil inauguraram eletropostos.

A Porsche aportou, até o momento, R$ 32 milhões na construção de um ecossistema de soluções de carregamento.

Segundo a empresa, mais de 708 carregadores AC foram instalados em residências de clientes das linhas Panamera (que custa acima de R$ 600 mil) e do esportivo elétrico Taycan (mais de R$ 700 mil). Outros 172 carregadores foram instalados em pontos de conveniência como hotéis e restaurantes e estabelecimentos.

Aumento da infraestrutura de recarga eleva confiança

Dados da ABVE apontam para uma expansão de 50% nos emplacamentos de carros elétricos no primeiro trimestre de 2023, em comparação com mesmo período de 2022. Foram 14.787 unidades vendidas, entre janeiro de março de 2023.

O interesse do consumidor brasileiro pelos modelos elétricos plug-in (que podem ser recarregados por conector externo) também está aumentando. Dos 5.989 emplacamentos de março, 2.172 foram de PHEV (elétricos híbridos plug-in) e 587 de BEV (elétricos 100% a bateria), totalizando 2.750 veículos plug-in no mês.

“Esse total indica um crescimento expressivo de 194% desse segmento na comparação com o total de 939 elétricos plug-ins leves comercializados em março de 2022”, explica a associação.

“Tais números são muito representativos para o mercado da eletromobilidade no Brasil, pois sinalizam uma maior confiança dos compradores com a tecnologia de veículos elétricos recarregáveis por conector externo. Essa confiança tem sido reforçada pelo aumento da infraestrutura de recarga”, analisa.

Segundo a ABVE, havia em dezembro/2022 um total de aproximadamente 2.950 eletropostos públicos e semi-públicos no país. A previsão dos empresários do setor é de que haverá pelo menos 10 mil até 2025. (epbr)

Abdan investirá US$ 70 bilhões em atividade nuclear até 2050

Abdan quer US$ 70 bilhões em investimentos na atividade nuclear até 2050.

Para associação, demora na indicação de nomes em estatais traz insegurança para setor.

As atividades nucleares no Brasil podem atrair um total de US$ 70 bilhões em investimentos até 2050, gerando 50 mil empregos. Esses investimentos não estariam destinados apenas para o uso na energia nuclear. Setores como a mineração, o de tecnologia médica e o reator nuclear também estão inseridos no plano. De acordo com o presidente da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Atividade Nuclear, Celso Cunha, que esteve na abertura do Nuclear Trade& Technology Exchange, realizado em 03/05/23, o montante está baseado nas premissas do PNE 2050 e em usinas adicionais do modelo SMR.

Na parte de mineração e combustível nuclear, o foco será na expansão do urânio. O Brasil possui uma das maiores reservas do mundo. Caetité é a produção atual, mas a mina de urânio associado de Santa Quitéria (Ceará) retomou seu processo de licenciamento. Segundo Cunha, as reservas dessas minas são capazes de suprir as usinas de Angra 1, 2 e 3, além de uma quarta e ainda sobra para comercialização. Isso iria demandar uma ampliação na fábrica da Indústrias Nucleares do Brasil com tecnologia brasileira, o que demandará mais investimentos e eliminaria a dependência de mercados externos. Ainda de acordo com Cunha, a região do Cristalino entre o Mato Grosso e o Pará, também poderá ser uma nova fronteira de exploração mineral para a atividade nuclear.

Sobre a usina de Angra 3, Cunha acredita na retomada definitiva da obra. O fato de ter sido um projeto lançado ainda na outra passagem do presidente Lula é um fato a favor da continuidade do empreendimento. Para ele, setembro será considerado um mês chave para a usina, com a expectativa que até lá mais anúncios e diretrizes, como o financiamento, sejam divulgados. Este ano também é vital, para o programa nuclear brasileiro, uma vez que uma grande empresa internacional deverá ser requisitada para a conclusão da usina, mas apenas uma nova usina pode assegurar a sua permanência no Brasil. “A quarta usina é fundamental para manter o interesse [estrangeiro]. Temos grandes empresas nacionais com capacidade de fazer uma boa parte das coisas, mas ainda precisa das estrangeiras, não dá para fazer tudo sozinho”.

Ainda de acordo com Cunha, a demora do Ministério de Minas e Energia em definir os nomes que irão comandar as estatais ligadas à área nuclear traz insegurança. O governo ainda não decidiu os presidentes da EnBPar, INB, Nuclep e Eletronuclear. Segundo ele, há por parte do mercado a preocupação se tratativas e negociações estão sendo feitas com as pessoas certas. “Ninguém quer risco”, avisa. por outro lado, ele admite que as nomeações devem ser criteriosas, uma vez que Angra 3, por exemplo, é uma obra bilionária e envolve altos contratos.

A mão de obra foi outro ponto que Cunha abordou durante o evento. As próximas centrais nucleares irão demandar pessoal. Muitos profissionais estão se aposentando e com a demora na conclusão de Angra 3, a transferência de conhecimento pode ser afetada. Há lacunas na gestão e no canteiro de obras. Atualmente a UFRJ forma cerca de 30 engenheiros nucleares por ano. O último concurso da Amazul para engenheiros dessa área absorveu 15 graduados. (canalenergia)

MME quer rever 8 gw das térmicas da Eletrobras

MME quer rever 8 GW das “térmicas da Eletrobras”. Além de reduzir investimentos em térmicas, ministério estuda programa para usar R$ 800 milhões.

Ministério quer reverter térmicas da Eletrobras no Congresso.

Congresso impôs contratação de novos empreendimentos a gás na lei que permitiu privatização da Eletrobras.

O MME (Ministério de Minas e Energia) quer rever, no Congresso, a obrigatoriedade de contratação de 8 GW (gigawatts) de energia termelétrica a gás natural, estabelecida na lei que permitiu a privatização da Eletrobras. A afirmação é do ministro Alexandre Silveira (PSD-MG) e foi dada em 03/05/23. Em janeiro/23, o TCU (Tribunal de Contas da União) recomendou ao governo a não contratação dos empreendimentos. (poder360)

quinta-feira, 6 de julho de 2023

Califórnia proíbe a partir de 2036 novos caminhões e ônibus a diesel

Califórnia define proibição a novos caminhões e ônibus a diesel a partir de 2036.
Caminhões e ônibus movidos a diesel não serão mais vendidos na Califórnia a partir de 2036. É o que determina uma rigorosa regulação aprovada pelos reguladores estaduais em 28/04/23 para afastar o estado dos combustíveis fósseis e combater as mudanças climáticas, informam o New York Times e a CNBC. A regra combate a poluição causada por caminhões pesados usados para transportar mercadorias até os portos e exige que as empresas divulguem o uso desses caminhões até 2024.

A regra não pode ser implementada sem aprovação da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Mas está relacionada aos padrões que o governo de Joe Biden já aprovou no mês passado para eliminar gradualmente caminhões-baú movidos a diesel, semirreboques e grandes picapes de passageiros. Se a EPA aprovar a regra da Califórnia, outros estados poderão adotar os mesmos padrões posteriormente, explica a AP.

As propostas – que efetivamente exigiriam que todos os novos caminhões comerciais fossem elétricos – provocaram críticas da indústria de caminhões, que diz ser impossível cumprir os requisitos. Entretanto, receberam elogios de ativistas, que dizem que a nova regra vai beneficiar comunidades próximas a portos e armazéns movimentados, relata o Washington Post.

A nova regra para caminhões e ônibus foi adotada um dia após o California Air Resources Board (CARB) adotar regulamentos para limitar as emissões de locomotivas a diesel, lembra a Reuters. O estado vai programar as regras mais ambiciosas de emissões sobre as ferrovias dos Estados Unidos, consideradas altamente poluentes.

A decisão histórica do CARB exige a eliminação de motores de locomotivas ineficientes com mais de 23 anos até 2030 e o aumento do uso de tecnologias de emissão zero para transportar carga dos portos e em pátios ferroviários. E também proíbe motores a diesel de ficarem em marcha lenta por mais de 30 minutos, detalha o Guardian.

A proposta, aprovada por unanimidade, recebeu apoio de ambientalistas e moradores de comunidades atravessadas por ferrovias. Eles destacaram o fardo doloroso colocado sobre as comunidades, deixadas na linha de frente para lidar com taxas mais altas de asma, câncer e outros efeitos devastadores à saúde, junto com o estrondo implacável que sacode os bairros ao longo dos trilhos.

De acordo com os reguladores da Califórnia, as emissões provenientes da queima de óleo diesel respondem por cerca de 70% do risco de câncer dos habitantes do estado, devido à poluição. (biodieselbr)

O futuro da mobilidade é elétrica, sustentável e inclusiva

Painel debateu soluções para o transporte nas grandes cidades.
Ao questionar o futuro da mobilidade, colocando mudanças climáticas, eletrificação e incentivo para usuários de veículos verdes, buscou-se trilhar caminhos inovadores e sustentáveis para a melhora da qualidade de vida urbana.

Em discussão promovida pelo aplicativo de mobilidade e conveniência 99, na Semana de Inovação da Enap, os temas foram novas tecnologias e possibilidades de incentivo ao setor de transporte público e privado, com ressalvas à necessidade de inovação e, idealmente, a participação do governo junto ao terceiro setor.

Responsável pelo laboratório de inovações DriverLab, da 99, Thiago Hipólito apresentou os desafios de encontrar soluções viáveis para um setor ainda em efervescência. E classificou a criatividade e o estudo para criação de novas soluções como o maior capital deste setor.

Nos próximos anos, vários modelos de veículos elétricos capazes de decolar e fazer pouso vertical devem ser lançados no mercado.

Futuro promissor da mobilidade urbana será aéreo

Investimento em veículos aéreos autônomos eVTOL tem como objetivo reduzir congestionamentos e promover maior sustentabilidade.

“Existe uma grande necessidade de se trabalhar junto à administração pública para tentar resolver os problemas que a burocracia e a falta de legislação específica trazem. É claro que, ao se falar sobre iniciativas verdes para o transporte público e privado, muita gente fala que são ‘bolhas’. Mas é necessário criar incentivos para tentar minimizar essa impressão de que é um luxo para se entender que é uma tendência mundial”, sintetizou Hipólito.

A gerente de relações governamentais da Raízen, empresa integrada de energia, Giuliana Franco, falou sobre a necessidade de se criar energia  renovável para tentar democratizar o uso de novas tecnologias, como os carros e bicicletas elétricas, para tentar fornecer um transporte mais rápido e sem tantos danos causados, por exemplo, pela emissão de gases.

No painel, houve, ainda, críticas ao modelo de transporte público implementado no Brasil, com veículos antigos, precários e excessivamente poluentes. Uma das ideias apontadas foi a possibilidade de se implementar novas frotas, elétricas, para diminuir a emissão de carbono e aproveitar a energia renovável produzida em grande escala a partir de plantações de cana de açúcar, por exemplo.

Bicicleta elétrica com painel solar é o futuro da mobilidade urbana sustentável que está nas mãos da Organic Transit.

A mobilidade urbana é um tema cada vez mais importante na agenda global de sustentabilidade. Com o crescente aumento da população nas cidades e a preocupação com as mudanças climáticas, é fundamental que sejam encontradas soluções que minimizem a emissão de gases poluentes no transporte. Nesse sentido, a bicicleta elétrica com painel solar surge como uma opção promissora e sustentável.

Esse tipo de veículo híbrido combina o uso dos pedais, uma bateria elétrica e um painel solar, permitindo que o usuário se desloque sem emitir gases poluentes e ainda economize dinheiro em combustível.

BMW Group Brasil, Energy Source e WEG ampliam parceria para mobilidade elétrica sustentável no Brasil

Projeto permite carregamento rápido com energia livre de CO2 e proporciona uma segunda vida às baterias do BMW i3 usadas. Novo sistema de recarga em corrente contínua é quatro vezes mais rápido quando comparado com a recarga convencional em corrente alternada.

Cidades do futuro contam com transportes sustentáveis

Veículos Elétricos são a melhor opção para se locomover de forma segura, econômica e sem causar danos ao planeta. (enap)