sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Baterias atingirão US$ 92/ kwh em 2024

Baterias devem atingir US$ 92/ kwh em 2024, aponta Tolmasquim.
Sistemas de armazenamento poderão ser viabilizados para a intermitência das renováveis e a eletrificação do transporte enquanto em outros setores terão no H2 verde o último elo para a descarbonização da economia.

Atuando tanto para ajudar na intermitência das renováveis quanto para eletrificação dos transportes, a viabilidade dos sistemas de armazenamento começará a mudar a partir do próximo ano, quando preço das baterias devem atingir um preço de US$ 92 o kWh. A previsão foi apresentada pelo diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da Petrobras, Maurício Tolmasquim, durante um evento sobre transição energética na PUC-Rio em 31/05/23.

Para o especialista, alguns setores como aço, cimento, logística de cargas pesadas, navios e aviação possuem mais dificuldades para redução da pegada de carbono de suas atividades, representando 30% das emissões industriais no país e que terão como solução o hidrogênio verde no futuro.

“O hidrogênio não é a panaceia que irá resolver todos os problemas, mas será o último elo que permitirá a descarbonização da economia”, afirma o executivo.

Além das baterias, Tolmasquim ressalta a busca pela redução do CO2 na atmosfera através da eletrificação, inserção das renováveis e remoção de carbono. Ele lembra que o chamado NetZero prevê maior inserção da mobilidade elétrica do que o Acordo de Paris, que foca mais nos biocombustíveis, e que se em 2028 os elétricos devem estar mais baratos do que os de motores a combustão, políticas públicas recentes lançadas pelos Estados Unidos devem trazer essa equiparação de preços para esse ano e impactar todo mercado global automotivo.

Tolmasquin falou sobre inserção das renováveis, eletrificação das economias, baterias e remoção de CO2 (PUC-Rio).

“É uma medida disruptiva que irá afetar o planeta como um todo”, aponta, lembrando que atualmente 13% das vendas de veículos no mundo são de eletrificados. Já no Brasil a baixa representatividade, cerca de 0,3% do montante da comercialização mundial, é justificado pela entrada do etanol no país como alternativa.

Mercado de Carbono

Sobre o mercado de carbono, o diretor da Petrobras salienta a existência de 30 projetos no mundo em captura ou armazenamento do CO2, sendo um deles no Brasil, na área do pré-sal, onde a empresa colocou 40 milhões de toneladas de CO2, cerca de 1/4 do montante global. “A ideia é injetar CO2 não só em campos de petróleo, mas também em aquíferos, como num projeto piloto que está sendo iniciado no Rio de Janeiro e que prevê o abatimento de 100 milhões de toneladas”, revela, citando a possibilidade de vender a solução para indústrias.

Outras alternativas importantes são as relacionadas a natureza, como reflorestamento e conservação, em que o Brasil possui 15% da oportunidade de sequestro de carbono baseada nessas frentes, que lidam contra o desmatamento e as emissões do agronegócio.

Tolmasquim finalizou sua apresentação destacando os investimentos de US$ 3,7 bilhões aprovados pela petroleira para descarbonização de suas operações, afirmando que a criação da diretoria que ele lidera irá aumentar os aportes em fontes renováveis e que o grande desafio da empresa será trabalhar nas emissões de escopo 3, de relações indiretas com fornecedores e outros atores da cadeia de petróleo e gás. (canalenergia)

Número de pedidos globais de turbinas eólicas bate recorde no 1° trimestre

Um novo estudo da Wood Mackenzie mostrou que o número global de pedidos de turbinas eólicas atingiu um novo recorde no primeiro trimestre de 2023, com 23,5 gigawatts (GW) de atividade, um crescimento de 27% na comparação anual.

Segundo o estudo, a atividade foi impulsionada por um novo recorde estabelecido na China (15,2 GW). Além disso, o crescimento recorde na América Latina/ AL (1,7GW) e nos Estados Unidos saltando pra 1,8 GW de atividade contribuíram para o número.

Com isso, nos totais, os pedidos globais atingiram cerca de R$ 15,2 bilhões, um aumento de R$ 3 bilhões em relação ao ano anterior.

Pedidos globais de turbinas eólicas crescem 27% no primeiro trimestre de 2023, segundo Woodmac.

O número global de pedidos de turbinas eólicas subiu 27% no primeiro trimestre de 2023, em relação a mesma fase do ano passado. Segundo estudo da Wood Mackenzie, com 23,5 GW em demanda, o segmento foi responsável por movimentar US$ 15,2 bilhões em investimentos, representando um novo recorde no setor.

A alta foi impulsionada, principalmente, pela China, onde os fornecedores buscam cumprir o 14º plano de desenvolvimento de energia verde, e que tem duração de cinco anos. Sozinha, a China respondeu por 15,2 GW dos pedidos, seguida pelos Estado Unidos, com 1,8 GW, e América Latina, com 1,7 GW.

Na avaliação de Luke Lewandowski, diretor de Pesquisa da Wood Mackenzie, o setor não deve desacelerar tão cedo, já que determinadas regiões – fora da China – começaram a apresentar um crescimento significativo.

“A América Latina teve um recorde no primeiro trimestre, graças à atividade na Argentina e no Brasil, e agora os Estados Unidos têm confiança renovada e crescimento de pedidos, em parte, graças à Lei de Redução da Inflação (IRA, na sigla em inglês)”, disse o executivo.

Mesmo com o crescimento nessas regiões, o relatório aponta que a atividade geral dos fabricantes de equipamentos originais (OEMs, na sigla em inglês) no Ocidente permaneceu estável, com os pedidos do primeiro trimestre caindo 9% em relação ao ano anterior. 

Segundo Wood Mackenzie, as estratégias entre esses dois mercados permanecem fundamentalmente diferentes, visto que a China segue com demanda alta por turbinas eólicas para atender as metas governamentais, enquanto os OEMs ocidentais focam na lucratividade.

Em relação aos preços, Lewandowski destaca estabilidade em mercados como os EUA, onde estratégias de desenvolvimento de tecnologia e indexação foram empregadas para acelerar o retorno à lucratividade, ajudando a estabilizar os valores no período.

Já as encomendas para o segmento de eólica offshore tiveram uma queda de 12% em relação ao ano anterior. O maior crescimento foi registrado na Europa, que representou 3 GW. No geral, a energia eólica offshore representou 13% de todos os pedidos no primeiro trimestre.

Pelo segundo trimestre consecutivo, a Envision conquistou a maior parcela de novos pedidos (3,6 GW), seguida pela Vestas (3,3 GW) e Sany (2,6 GW). (megawhat)

Claro prevê 1gwh nesse ano com GD mercado livre

Claro alcança marca de 200MW de produção no programa de geração de energia renovável.
Com 5 anos de operação, o programa Energia da Claro se consolidou como referência na modalidade de autoconsumo remoto de energia. Com 85 usinas em operação, a iniciativa da Claro, que prevê o uso de fontes renováveis e ações de proteção ao meio ambiente em todas as operações e instalações da empresa no Brasil, acaba de alcançar a marca de 200MW de produção de energia, proveniente de fontes limpas como solar, hidrelétrica, biogás e cogeração qualificada, volume que o Brasil inteiro gerava em 2018, quando o programa completava 1 ano de existência.
Com plantas geradoras em vários estados, como Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e DF, além de projetos em construção nas demais unidades federativas, atualmente, a frente de geração distribuída do programa atende a 70% do consumo da empresa em baixa tensão, abastecendo mais de 25 mil unidades consumidoras e mais de 70% das antenas da Claro com energia renovável proveniente das 85 usinas conectadas.
Faz parte do programa a maior usina de Geração Distribuída (GD), em capacidade instalada de potência, em operação no Brasil. Movida a biogás, a planta tem autorização para gerar até 4,65 megawatts médios (MWm) de energia, que conseguem abastecer 2.991 unidades da Claro, entre torres de telefonia, data centers e outras estruturas operacionais da companhia.

A operadora ainda investe no mercado livre de energia e tem contratos de longo prazo, no modelo PPA (Power Purchase Agreement), para aquisição de energia eólica, com o objetivo de atender a 100% de seu consumo em unidades de média tensão, o que faz com que seus data centers, prédios administrativos e operações de grande porte utilizem somente energia limpa.

"Contemplando nossa produção em geração distribuída e os contratos firmados no mercado livre, o 'Energia da Claro' deve gerar mais de 1 GWh/ano provenientes de fontes renováveis em 2023, o que equivale a 80% da energia consumida em todas as operações e instalações da empresa no Brasil. A Claro tem o compromisso de reduzir a emissão de poluentes na atmosfera e, com isso, colaborar com o controle das mudanças climáticas. Estamos empenhados em nos tornarmos praticamente autossuficientes em energia de fonte limpa e, assim, colaborar com a preservação dos recursos naturais", afirma Hamilton Silva, diretor de infraestrutura da Claro.

A empresa soma mais de 500 mil toneladas de CO2 evitadas até o momento por meio de suas estruturas de energia renovável. (tiinside)

quarta-feira, 2 de agosto de 2023

MME aponta prioridades da transição energética brasileira

Baterias já são viáveis em projetos de geração distribuída solar para comunidades remotas.

Acesso a financiamento de baixo custo, arcabouço regulatório, estímulo a pesquisa, inovação e melhorias na estrutura tributária com o foco no mercado de carbono foram citadas por diretora da pasta.

Uma das frentes priorizadas pelo MME é a chamada descarbonização da Amazônia, não só pelo combate ao desmatamento e avanço do agronegócio, mas pela região ser basicamente atendida por geradores a diesel, numa proporção de 80%.

MME reforça protagonismo brasileiro na transição energética em reunião do G20

As políticas de universalização de acesso à energia limpa, o alto percentual de renováveis na matriz elétrica nacional e ações para promoção da eficiência energética foram os grandes destaques da participação do Brasil no encontro realizado na Índia.

O Ministério de Minas e Energia (MME) representou o Brasil na 2ª reunião do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas (ETWG) do G20, agora sob a presidência da Índia, em 02 e 03/04/23. O grupo se reuniu na cidade indiana de Gandhinagar e debateu o desenvolvimento de políticas e estratégias para apoiar a transição global para fontes de energia limpas e sustentáveis.

A participação brasileira foi destaque em todos os debates, devido ao protagonismo nacional nos temas levantados pelas delegações dos países do G20. São eles: as lacunas tecnológicas e o financiamento de baixo custo para a transição energética; segurança energética e cadeias de abastecimento diversificadas; eficiência energética, transições industriais de baixo carbono e consumo responsável; combustíveis para o futuro e o acesso universal à energia limpa.

“São debates que permitem ampliar a cooperação internacional com a redução das emissões de gases de efeito estufa e ampliação do acesso de energia limpa, consideradas prioridades do Governo do presidente Lula. Com esse esforço conjunto, garantiremos uma transição energética justa, acessível e inclusiva, permitindo que ninguém seja deixado para trás neste importante processo”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, sobre a participação do Brasil neste GT do G20.

Um dos temas destacados foi a ampliação do uso de bioenergia para que os países possam atingir as metas climáticas de descarbonização. O diretor do Departamento de Informações e Estudos Energéticos, da Secretaria de Planejamento e Transição Energética do MME, Gustavo Masili, representou o país no evento e destacou a experiência brasileira nesse sentido.

“No Brasil, a bioenergia nunca foi deixada de lado. A bioenergia moderna e sustentável é a fonte de energia limpa mais importante em nosso país. Para ser preciso, corresponde a um terço da oferta total de energia. É uma das principais razões pelas quais temos, de longe, a matriz energética mais renovável de todas as grandes economias do mundo”, destacou Masili.

Na ocasião, foi proposta a formação da Aliança Global de Biocombustíveis, que recebeu amplo apoio dos países membros. Para o Brasil, este foi um passo importante para alcançar as metas de descarbonização, bem como promover um crescimento econômico social, especialmente em países em desenvolvimento, com a criação de empregos de alta qualidade nas regiões produtoras.

Ampliação das “tecnologias limpas”

Uma das prioridades do GT foi a implantação de tecnologias limpas, como a energia solar fotovoltaica e a energia eólica. Nesse sentido, o Brasil foi visto como um importante colaborador para as discussões do grupo e um potencial parceiro em futuras colaborações em questões de energia sustentável. Atualmente, mais de 85% da matriz elétrica é de fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica e solar, o que a torna uma das matrizes mais renováveis do mundo.

Luz para Todos

Sobre a questão do acesso universal à energia limpa, foi ressaltado o sucesso brasileiro com um dos maiores programas globais de inclusão e acesso à energia elétrica: o Luz para Todos. Criado em 2003, no governo do presidente Lula, o programa oferece 100% de cobertura de energia elétrica em áreas urbanas e 98% em áreas rurais. O representante do MME, Gustavo Masili, afirmou aos participantes que o exemplo brasileiro pode ser replicado no mundo, em que quase 733 milhões de pessoas ainda não tem acesso à eletricidade.

“Trata-se de um dos maiores programas globais de inclusão e o Brasil está empenhado em trabalhar ao lado do G20 para fornecer esse exemplo de acesso universal à energia limpa e justa”, destacou Masili. Também foi compartilhada a experiência do programa em levar fornecer energia renovável para famílias em áreas remotas da região da Amazônia.

Eficiência Energética

Sobre a eficiência energética, por exemplo, foram ressaltadas as políticas como a Lei Nacional de Eficiência Energética para estimular o desenvolvimento tecnológico, tornar produtos e serviços mais eficientes e preservar o meio ambiente. Também foram compartilhadas experiências do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) e o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que têm como foco a promoção da eficiência energética no setor industrial, um dos mais intensivos em energia do país.

Para o Brasil, a eficiência energética é uma das prioridades, uma vez que é instrumento de segurança energética, que traz previsibilidade, planejamento e racionalidade no uso de um recurso energético.

Mais sobre a ETWG

A 2ª reunião do Grupo de Trabalho de Transições Energéticas (ETWG) do G20 contou com a participação de mais de 100 delegados de países membros do G20, 10 países convidados especiais e 14 organizações internacionais. Os participantes também avançaram nas negociações para que o G20 apresente roadmap para financiamento de baixo custo para a transição energética em países em desenvolvimento e para colaboração em minerais críticos. Uma reunião ministerial do G20 está programada para ser realizada na cidade de Goa em julho deste ano, onde devem ser apresentadas as metas definidas a partir das reuniões do GT. (gov.br)

O que é uma smart city e como ela pode transformar a vida urbana

Conheça o conceito de cidade inteligente (smart city), seus benefícios e desafios.

As cidades estão passando por uma transformação acelerada em todo o mundo, impulsionadas pela inovação tecnológica e pela busca por soluções mais eficientes e sustentáveis. Entre os termos cada vez mais presentes no vocabulário urbano, destaca-se o conceito de “smart city” ou “cidade inteligente“. Mas afinal, o que realmente define uma smart city e quais são suas características?

Uma smart city é muito mais do que apenas uma cidade com uma infraestrutura tecnológica avançada. É um ecossistema urbano que integra tecnologias de informação e comunicação (TIC) e dispositivos físicos conectados à rede da Internet das Coisas (IoT) para otimizar a eficiência das operações e serviços da cidade, ao mesmo tempo em que busca se conectar de forma mais efetiva com os cidadãos.

Uma das principais características de uma smart city é a coleta de dados específicos por meio de diferentes métodos eletrônicos e sensores espalhados pela cidade. Esses dados são utilizados para gerenciar ativos, recursos e serviços de forma mais eficiente, resultando em uma melhoria geral nas operações urbanas. Desde a gestão do tráfego até o uso de energia, os dados coletados permitem que as cidades tomem decisões mais embasadas e implementem soluções mais eficientes.

Além disso, uma cidade inteligente busca utilizar a tecnologia para promover a interação entre os funcionários municipais, os cidadãos e a infraestrutura urbana. Isso inclui a possibilidade de monitorar em tempo real o que está acontecendo na cidade e como ela está evoluindo, permitindo uma resposta mais rápida e eficaz aos desafios urbanos. As TIC também são utilizadas para melhorar a qualidade dos serviços urbanos, reduzir custos, aumentar a interatividade com o governo e promover o engajamento cívico.

No entanto, o termo “smart city” ainda é bastante amplo e aberto a diferentes interpretações. O grau de inteligência de uma cidade varia de acordo com várias características, tais como: uma infraestrutura baseada em tecnologia, iniciativas ambientais, transporte público eficaz e altamente funcional, planos urbanos confiantes e progressistas, e a capacidade das pessoas de viver e trabalhar dentro da cidade utilizando seus recursos.

Segundo o Cities Motion Index, um ranking elaborado pelo IESE Business School da Espanha, existem 10 critérios que definem uma cidade inteligente:

1) Capital humano: refere-se à capacidade de atrair e reter talentos em diferentes áreas, bem como ao nível de educação e cultura da população.

2) Coesão social: refere-se ao grau de coexistência entre grupos de pessoas com diferentes rendas, culturas, idades e profissões, bem como à qualidade dos serviços públicos de saúde, assistência social e segurança.

3) Economia: refere-se ao desenvolvimento econômico sustentável do território, com base na inovação, no empreendedorismo e na produtividade.

4) Meio ambiente: refere-se à gestão dos recursos naturais e à redução dos impactos ambientais da atividade humana, como emissão de gases de efeito estufa, poluição do ar e do solo e geração de resíduos.

5) Governança: refere-se à transparência, à participação e à colaboração entre os diferentes atores públicos e privados que atuam na cidade, bem como à eficácia e à eficiência da administração pública.

6) Planejamento urbano: refere-se ao desenho e à organização do espaço físico da cidade, levando em conta aspectos como densidade populacional, uso do solo, infraestrutura básica e acessibilidade.

7) Projeção internacional: refere-se à capacidade da cidade de se conectar com outras cidades e regiões do mundo, por meio de redes de cooperação, intercâmbio cultural e atração de investimentos.

8) Mobilidade e transporte: refere-se à facilidade de deslocamento das pessoas e das mercadorias dentro e fora da cidade, por meio de modais diversos, integrados e sustentáveis.

9) Capital social: refere-se ao nível de confiança, solidariedade e engajamento dos cidadãos com a cidade e entre si.

10) Tecnologia: refere-se ao uso das TIC para facilitar a comunicação, a informação e a prestação de serviços na cidade.

Algumas cidades que se destacam nesses critérios são Nova York (EUA), Londres (Reino Unido), Paris (França), Helsinki (Finlândia), Singapura (Singapura), Tóquio (Japão) e Seul (Coreia do Sul). No Brasil, São Paulo é a cidade mais bem colocada no ranking do IESE Business School.

O sucesso de uma smart city depende da colaboração entre os setores público e privado. Enquanto o governo local desempenha um papel fundamental na criação e manutenção de um ambiente baseado em dados, muitas vezes é necessária a colaboração com empresas para fornecer a tecnologia e a expertise necessárias. Além disso, os analistas de dados desempenham um papel crucial, avaliando as informações coletadas pelos sistemas da smart city e encontrando soluções para problemas e possíveis melhorias.

Benefícios das cidades inteligentes

Os benefícios das cidades inteligentes são diversos e abrangem diferentes áreas, como mobilidade, segurança, saúde, educação e cultura. Algumas das vantagens de se viver em uma cidade inteligente são:

– Maior eficiência no transporte público, com sistemas integrados que permitem o planejamento de rotas, o monitoramento do tráfego e a redução de emissões de poluentes.

– Maior segurança pública, com câmeras de vigilância, iluminação inteligente e sensores que detectam situações de risco e alertam as autoridades competentes.

– Maior qualidade na saúde, com hospitais conectados que facilitam o acesso aos dados dos pacientes, o diagnóstico e o tratamento de doenças, além de dispositivos vestíveis que monitoram os sinais vitais e enviam alertas em caso de emergência.

– Maior acesso à educação e à cultura, com escolas equipadas com recursos digitais que estimulam o aprendizado interativo e personalizado, além de plataformas que oferecem cursos online e conteúdos culturais diversificados.

– Maior sustentabilidade ambiental, com sistemas de gestão de resíduos, energia e água que promovem o consumo consciente e a economia circular.

Desafios das cidades inteligentes

Os desafios das cidades inteligentes também são variados e exigem a participação de diferentes atores, como governos, empresas, organizações sociais e cidadãos. Alguns dos obstáculos para a implementação das cidades inteligentes são:

– Alto custo de infraestrutura e manutenção dos equipamentos e sistemas tecnológicos necessários para a operação das cidades inteligentes.

– Falta de padronização e interoperabilidade entre as diferentes plataformas e soluções tecnológicas utilizadas nas cidades inteligentes.

– Risco de violação da privacidade e da segurança dos dados dos usuários dos serviços e aplicativos das cidades inteligentes.

– Falta de inclusão digital e social dos segmentos mais vulneráveis da população, que podem ficar excluídos ou marginalizados dos benefícios das cidades inteligentes.

– Falta de conscientização e engajamento dos cidadãos sobre o papel que eles desempenham nas cidades inteligentes, tanto como usuários quanto como produtores de dados e informações.

As cidades inteligentes são uma tendência global que pode trazer muitas oportunidades e melhorias para a sociedade. Uma cidade inteligente vai muito além da tecnologia. Ela busca utilizar a tecnologia como uma ferramenta para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos, promover a sustentabilidade e a eficiência dos serviços urbanos, e criar uma interação mais próxima entre a cidade, seus habitantes e sua infraestrutura.

É um conceito em constante evolução que promete transformar o futuro das cidades e moldar a forma como vivemos e nos relacionamos com o ambiente urbano. (ecodebate)