sexta-feira, 22 de março de 2024

Rivian é a marca de carros mais amada nos EUA

Rivian é a marca de carros mais amada nos EUA, diz Consumer Reports.
Rivian R1T 2022
2022 Rivian R1T
Pesquisa mostra que os proprietários comprariam alegremente outro Rivian.

Rivian, fabricante norte-americana que vende a picape elétrica R1T, o SUV R1S e a van de entrega ECV, é a marca de automóveis mais amada em USA, de acordo com a Consumer Reports, que perguntou a seus membros se comprariam o mesmo veículo novamente.

A empresa superou nomes como Mini, BMW, Porsche e Tesla aos olhos dos proprietários, que avaliaram quais as mais satisfatórias em áreas como conforto, prazer ao dirigir, espaço interno, usabilidade e custo. No caso da Rivian, 86% dos proprietários disseram que comprariam o mesmo veículo novamente, seguidos pelos proprietários de Mini, com 77%, e de BMW, com 76%. A Porsche, que historicamente tem uma marca forte, divide os holofotes com sua rival alemã, a BMW.

Conselhos e Truques

A Tesla, que é indiscutivelmente o maior nome do setor de carros elétricos, está atrás da Porsche, com 74% dos proprietários dizendo que comprariam o mesmo veículo elétrico novamente, seguida de perto pela Genesis e Lexus, ambas com 74%. A Ford está em 15º lugar na lista da CR, com 67% dos membros dizendo que comprariam o mesmo carro novamente. A Infiniti está em último lugar, com 43%.

Mas o que essa classificação significa exatamente? Não tem nada a ver com confiabilidade, com certeza - a Rivian foi classificada como a 28ª fabricante de automóveis mais confiável dos Estados Unidos pela Consumer Reports, abaixo da média do setor. Em vez disso, a porcentagem reflete o grau de satisfação dos clientes com a compra em relação às suas expectativas.

Rivian R1T 2022

A CR diz que os carros mais satisfatórios não são necessariamente os melhores do mercado, e vice-versa, e nós concordamos. Uma pessoa pode adorar um Land Rover e comprar outro com prazer, embora a Internet esteja repleta de listas que mostram que a empresa britânica fabrica alguns dos carros menos confiáveis do mundo. No entanto, quando se trata da satisfação do proprietário, o Rivian está no topo das tabelas da Consumer Reports, conquistando um lugar na lista dos "mais satisfatórios" em termos de conforto, direção, armazenamento da cabine e usabilidade.

Conselhos e Truques

Não é de surpreender, portanto, que o R1T - o primeiro veículo de passageiros da Rivian - também seja o VE mais satisfatório de se ter no livro da CR. O SUV R1S, bem como o Hyundai Ioniq 6, foram classificados pelos membros da CR como alguns dos 10 carros mais satisfatórios de se ter, juntamente com nomes como o Chevrolet Corvette e o Mazda MX-5 Miata.

Canadá foi o primeiro mercado fora dos EUA em que a Rivian desembarcou oficialmente.

Estava sendo vendida apenas nos Estados Unidos, Rivian devendo chegar em mercados como o Canadá, sendo o primeiro mercado fora da sua sede, ainda em 2023.

(msn)

Registrado no Brasil e com Incríveis 1.300 km de Autonomia

BYD Seal Híbrido: Registrado no Brasil e com Incríveis 1.300 km de Autonomia

Descubra o incrível BYD Seal híbrido plug-in, recém-registrado no Brasil, com autonomia impressionante de até 1.300 km! Conheça suas características, design e tecnologia neste emocionante lançamento automotivo. BYD Seal é revelado em nova versão híbrida plug-in com visual "clean".
Trata-se de um sedã híbrido plug-in da linha Seal que foi revelado pelo órgão regulador na China. Alvo de uma estratégia ousada, o BYD Seal rapidamente está se tornando uma família de produtos, que agora inclui Seal EV, Seal DM-i PHEV, Seal U (nome de exportação para o Song Plus) e seu mais novo membro, o Seal 06.
BYD Seal 06

Este é o novo BYD Seal 06, revelado pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) na China.

Este é o novo BYD Seal 06, mais um modelo da montadora chinesa que chegará ao mercado em breve. Trata-se de um sedã híbrido plug-in da linha Seal que foi revelado pelo órgão regulador na China.

Alvo de uma estratégia ousada, o BYD Seal rapidamente está se tornando uma família de produtos, que agora inclui Seal EV, Seal DM-i PHEV, Seal U (nome de exportação para o Song Plus) e seu mais novo membro, o Seal 06.

BYD Seal 06

De acordo com as primeiras imagens e informações que constam no pedido de homologação, reveladas pelo site CarNewsChina, O BYD Seal 06 é um veículo de 5 lugares com dimensões (comprimento/largura/altura) de 4.830/1.875/1.495 mm, respectivamente, e a distância entre eixos é de 2.790 mm. Dependendo da opção de trem de força, o peso em ordem de marcha é de 1.660 kg ou 1.775 kg.

Conselhos e Truques

Falando do visual, este novo Seal 06 traz uma nova proposta de design dentro da linha, se diferenciando pela ausência dos característicos "faróis de bumerangue", com faróis em forma de "L duplo". Na parte traseira, ele é bem semelhante ao já revelado BYD Seal DM-i, que tem quase a mesma largura e altura. O comprimento aumentou em 130 mm, e a distância entre eixos agora é 110 mm mais longa.

O Seal 06 é baseado na plataforma híbrida DM-i e terá duas variantes de trem de força com motores elétricos de 120 kW (163 cv) e 160 kW (218 cv). Ambas as variantes apresentarão o motor a combustão interna 1.5 litro e 74 kW (100 cv) de potência máxima desenvolvido internamente pela BYD. A velocidade máxima de ambas as variantes é limitada a 180 km/h.

BYD Seal 06

A bateria será do tipo Blade com química de fosfato de ferro de lítio (LFP) da subsidiária da BYD, FinDreams. Sua capacidade não foi revelada, mas, de acordo com informações da CarNewsChina, haverá duas opções com capacidade de aproximadamente 10 kWh e 16 kWh, o suficiente para alcances CLTC de 60 e 90 km, respectivamente.

Conselhos e Truques

Ainda não temos muitos detalhes sobre a novidade, mas foi relatado na China que Seal 06 será posicionado abaixo do BYD Seal e Seal DM-i, mais ou menos no mesmo nível que o recentemente revelado BYD Qin L (uma versão mais refinada do Qin PHEV).

Sedã BYD Seal estreia versão híbrido Plug-in com autonomia elétrica de 200 km.

A versão híbrida plug-in do BYD Seal teve lançamento na China em agosto/23, com um preço inicial de aproximadamente a R$ 120 mil em conversão direta. (msn)

quarta-feira, 20 de março de 2024

"O futuro não será só elétrico, mas eclético"

"O futuro não será só elétrico, mas eclético", defende CEO da Scania Brasil.
A incorporação de veículos leves e caminhões eletrificados à frota brasileira é inevitável diante do desafio de descarbonização da economia, embora ainda seja difícil estipular quando isso vai ocorrer.

O caminho seguro e paulatino para a eletrificação, cujos custos ainda são proibitivos para a conversão completa da frota, passa pela utilização de alternativas, como o uso de biocombustíveis para caminhões, e pelas mudanças no processo de produção de carros elétricos.

Por enquanto, o desafio da indústria é eleger as melhores alternativas para diminuir a pegada de carbono e oferecer retorno para o investidor.

Essas foram algumas das conclusões do painel sobre eletrificação no setor de transportes ocorrido em 29/01/24, durante a 11ª edição do Latin America Investment Conference (LAIC).

Evento organizado pelo UBS, o painel teve participação de Christopher Podgorski, CEO da Scania Brasil, e Alexandre Baldy, presidente da BYD Brasil.

“O futuro não será só elétrico, mas eclético”, diz Podgorski. “Diferentes tecnologias vão competir entre si, pois o Brasil – um país de dimensões continentais – vai exigir diversas soluções de descarbonização até a eletrificação”, diz Podgorski.

Segundo ele, fontes de energia verde como biodiesel, biometano e HVO (óleo vegetal hidro tratado) já estão sendo incorporadas à frota de caminhões da Scania.

“Dentro dessa busca por alternativas viáveis visando à descarbonização, temos 7 mil caminhões movidos a biometano circulando na América Latina, um combustível que reduz 90% das emissões de carbono”, afirma o executivo da Scania, lembrando que é preciso oferece um portfólio de soluções no curto, médio e longo prazo.

Podgorski conta que a Scania começou esse processo em 2014, com a fabricação de ônibus híbridos para aplicação urbana e conurbana. Dois anos depois, com o Acordo de Paris, a estratégia de descarbonização foi aplicada no plano de negócios da montadora.

A Scania se comprometeu, com base na frota de 2015, a reduzir em 20% da emissão de carbono dos seus caminhões até 2025. “O fim da história é a eletrificação, vários estudos sobre os sistemas de transportes apontam que até 2050 é possível”, diz Podgorski.

Aposta no plug-in

Baldy, da BYD, diz que o Brasil não é uma ilha e, a despeito dos custos ainda elevados dos carros elétricos, a agenda de descarbonização da frota se dará por etapas.

“Os carros elétricos híbridos plug-in têm uma aceitação mais relevante que os carros puramente elétricos, precisamos inicialmente de um tempo de transição e adaptação para uso urbano”, afirma Baldy.

O executivo da montadora chinesa explica como a BYD conseguiu reduzir o preço de seus veículos, que são em média US$ 10 mil mais baratos que os fabricados por outras marcas.

Segundo ele, a solução para reduzir custos foi ampliar o índice de verticalização na produção, com fabricação própria de maior volume de peças para depender menos de fornecedores, uma estratégia alinhada com a crise pós-pandemia de cadeias de suprimento.

“Essa capacidade disruptiva da empresa busca uniformidade na composição de fornecimento e competitividade, uma vez que para um veículo elétrico que custa em média US$ 50 mil, a diferença de US$ 10 mil é significativa”, diz Baldy.

Para os dois executivos, o desafio no curto prazo é convencer os clientes a deixar de usar caminhões e veículos a combustão.

Baldy diz que, no caso dos carros elétricos, é preciso romper o que ele chama de resistência cultural. “O brasileiro tem uma relação com automóveis de passeio diferente dos europeus e americanos, nas camadas sociais menores, o carro aqui é visto como um ativo de seu patrimônio”, afirma.

Ele diz que o carro híbrido, primeiro passo para a transição, ainda é novidade, daí o receio de aderir ao novo mercado. “A implementação de infraestrutura de carregamento de bateria e o início da produção aqui no Brasil vão dar velocidade a essa transição”, afirma Baldy.

A tarefa da Scania também é complexa. “A eletrificação de caminhões tem custo elevado, mas a manutenção tem custo menor de componentes e, no longo prazo, é possível recuperar o investimento”, diz Podgorski, acrescentando que aas empresas de transporte tendem a relevar num primeiro momento os custos adicionais para cumprir metas de descarbonização.

“Essas curvas de custos de elétricos versus veículos a combustão em algum momento ainda vão se encontrar”, diz Podgorski. “O óleo diesel é duro de abater, mas a jornada já começou e não tem volta”. (biodieselbr)

Primeiras casas para baixa renda do MCMV terão placas fotovoltaicas

ANEEL deverá decidir sobre abertura de CP para aprimoramento de regras do programa.
Ministros assinam primeiros contratos do Novo Minha Casa, Minha Casa para famílias de baixa renda.

Após cinco anos sem novos projetos para a faixa 1, Ministério das Cidades retoma construções por São Paulo.

Os ministros Alexandre Padilha, Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Jader Filho, Cidades, Simone Tebet, Planejamento e Orçamento, junto com o presidente da Caixa, Carlos Vieira, do prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis, e do deputado federal Baleia Rossi (MDB-SP), assinaram em 01/02/24, os primeiros contratos do novo Minha Casa, Minha Vida (MCMV), após a retomada do programa em fevereiro/2023.

A primeira contratação foi do residencial Pôr do Sol no município de Jaguariúna (SP). Mais de 460 pessoas serão beneficiadas com a construção de 115 casas com 47m². As moradias são destinadas à Faixa 1, famílias com renda mensal de até R$ 2.640.

O projeto já foi adaptado para contemplar as novas exigências e melhorias do Novo MCMV, como: casas maiores do que 40m², duas placas fotovoltaicas por unidade habitacional, áreas de convivência coletiva e Caixa Selo Azul de Sustentabilidade.

O investimento total é de R$ 21,4 milhões, sendo R$ 14,9 milhões do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e R$ 6,5 milhões de contrapartida municipal. A previsão de entrega é de 18 meses após a data de contratação.

O início das contratações para famílias que recebem até dois salários-mínimos após cinco anos sem novas construções marca a retomada do MCMV depois da recriação do Ministério das Cidades pelo governo Lula. A meta para 2024 é contratar 187,5 mil novas moradias com investimentos do FAR.

Para os primeiros quatro meses deste ano, está prevista a entrega de aproximadamente 7.350 unidades habitacionais.

“É um projeto moderno, que preza pela sustentabilidade e está caprichado”, comemorou o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha. “Finalmente a política habitacional que valoriza o bem-estar do povo está de volta. Milhões de brasileiros voltaram a sonhar com a casa própria e isso também significa proteção social”.

O ministro Jader Filho destacou que a retomada do Minha Casa, Minha Vida é uma determinação do presidente Lula desde o início do seu governo. “Ele dizia, ‘Este é um programa que criamos lá em 2009, gera empregos e já são hoje mais de 6 milhões de unidades habitacionais’”, contou o ministro. “É uma honra poder estar hoje dando o pontapé inicial nessa nova fase”.

O ministro fez questão de destacar que é a primeira contratação realizada na faixa 1 após 5 anos e enfatizou as qualidades do projeto que foi assinado. “É um projeto especial, com as questões de sustentabilidade, as unidades habitacionais têm área acima da média e acredito que é um excelente projeto para iniciarmos essa nova fase”, disse. “Agora estamos recepcionando as construtoras e prefeituras para darmos sequência aos contratos”.

O prefeito de Jaguariúna, Gustavo Reis, agradeceu ao Governo Federal pela oportunidade de ser a primeira cidade a receber novas contratações do programa MCMV. “É um projeto que mexe com o sonho das pessoas, de sair do aluguel e ter sua casa própria”, disse. “É um modelo que tem o selo azul de sustentabilidade da Caixa; energia solar fotovoltaica e cisterna para fazer o reuso da água da chuva. É um modelo para o País. Esse é o primeiro de milhares”.

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, ressaltou a capacidade do ministro Jader e da equipe do Ministério das Cidades, em parceria com a Caixa, na retomada do programa. “Estou extremamente emocionada hoje”, afirmou. “Nesta data, após um ano de reconstrução e quase 5 anos após o abandono deste programa pelo governo passado, a retomada da contratação de casas para quem mais precisa, quem ganha até dois salários-mínimos, principalmente as mulheres com filhos que precisam de casa para morar”.
Unidades do Minha Casa, Minha Vida terão painéis solares com placas fotovoltaicas

Retomada

Desde sua criação, em 2009, o Minha Casa, Minha Vida já entregou cerca de 7 milhões de novas unidades habitacionais espalhadas pelo Brasil. Na Faixa 1, já foram mais de 1,6 milhão de moradias entregues.

O novo Minha Casa, Minha Vida está com melhores taxas e condições e pretende contratar 2 milhões de unidades até 2026. Em 2023, foram contratadas mais de 460 mil unidades por meio de financiamento do FGTS, superando a previsão inicial de 375 mil.

Em 2023, foram selecionadas 187,5 mil unidades habitacionais com recursos do FAR, em mais de 1,2 mil empreendimentos que beneficiarão 559 municípios em todo o Brasil. Com a retomada do programa, até o fim de 2024, serão entregues mais cerca de 12 mil unidades habitacionais, beneficiando 49 mil pessoas em todo Brasil – nas modalidades FAR e Entidades – e outras 21,7 mil foram autorizadas para retomada.

Maior programa habitacional do Brasil

O MCMV foi retomado pelo Governo Federal, sob a gestão do Ministério das Cidades, no dia 14 de fevereiro de 2023 e aprovado pelo Congresso Nacional em 13 de junho. O maior programa de habitação do Brasil tem como meta contratar dois milhões de novas unidades até 2026. O Ministério das Cidades já retomou mais de 13 mil moradias em 38 empreendimentos de todo Brasil.

O programa criado no governo do presidente Lula tem por finalidade promover o direito à moradia a famílias residentes em áreas urbanas e rurais, sobretudo da população mais carente, associado ao desenvolvimento urbano e econômico, à geração de trabalho e de renda e à elevação de qualidade de vida da população. (gov.br)

segunda-feira, 18 de março de 2024

Transportes elétricos ultrapassam energias renováveis e lideram transição

BNEF: Transportes elétricos ultrapassam energias renováveis e lideram investimentos na transição.
Mobilidade elétrica ultrapassa renováveis

Investimento em mobilidade elétrica é recorde

O investimento global na transição energética de baixo carbono aumentou 17% em 2023, atingindo US$ 1,77 trilhão, de acordo com o Energy Transition Investment Trends 2024, relatório foi publicado em 31/01/24 pela fornecedora de pesquisas BloombergNEF (BNEF). Este número representa um novo nível recorde de investimento anual e demonstra a resiliência da transição para energias limpas num ano de turbulência geopolítica, taxas de juros elevadas e inflação de custos.

O relatório concluiu que os transportes elétricos são agora o maior setor de gastos na transição energética, com incremento de 36% em 2023, para US$ 634 bilhões. Este valor inclui gastos com carros elétricos, ônibus, veículos de duas e três rodas e veículos comerciais, bem como a infraestrutura associada.

Os transportes elétricos ultrapassaram o setor de energias renováveis, que registou um aumento de 8%, para US$ 623 bilhões. Este valor reflete o investimento na construção de instalações de produção de energia renovável, como centrais eólicas, solares e geotérmicas, e centrais de produção de biocombustíveis – entre outras coisas. O investimento na rede elétrica foi o terceiro maior contribuinte, com US$ 310 bilhões. As redes são um facilitador fundamental para a transição energética e o investimento nelas terá de aumentar nos próximos anos.

“O ano passado trouxe novos recordes para o investimento global em energias renováveis. O forte crescimento nos EUA e na Europa impulsionou a ascensão global, mesmo quando a China, o maior mercado mundial de energias renováveis, fraquejou, registrou uma queda de 11%. Apesar de um ano de notícias difíceis, uma quantidade recorde de capacidade eólica offshore também atingiu o fechamento financeiro”, disse Meredith Annex, head de energia limpa da BNEF e coautora do relatório.

Houve também um forte crescimento em áreas emergentes como o hidrogênio (com o investimento triplicando ano após ano), captura e armazenamento de carbono (quase duplicando) e armazenamento de energia (até 76%).

Destaque foi a China

De longe, o maior país para investimento foi a China, com US$ 676 bilhões investidos em 2023 – o equivalente a 38% do total global. Embora a China continue dominante, sua liderança foi reduzida. Em conjunto, a União Europeia, os EUA e o Reino Unido ultrapassaram a China com US$ 718 bilhões em investimentos – um número que não conseguiram alcançar em 2022. O investimento nos EUA aumentou 22% em termos anuais, para US$ 303 bilhões, à medida que os efeitos da Lei de Redução da Inflação começaram a ser sentidos.

O nível atual de investimentos em tecnologias de energia limpa não é nem de longe suficiente para colocar o mundo no caminho certo para a neutralidade carbônica até a metade do século. De acordo com o relatório, os investimentos na transição energética deveriam representar uma média de US$ 4,8 trilhões por ano, entre 2024 e 2030, para se alinhar com o Cenário Net Zero da BNEF, uma trajetória alinhada pelo Acordo de Paris a partir do New Energy Outlook 2022. Isto é quase três vezes o investimento total observado em 2023.

“O nosso relatório mostra a rapidez com que as oportunidades de energia limpa estão crescendo e, no entanto, o quão longe ainda estamos”, disse Albert Cheung, vice-CEO da BNEF. “Os gastos com investimentos na transição energética cresceram 17% no ano passado, mas precisam crescer mais de 170% se quisermos chegar ao Net Zero nos próximos anos. Só uma ação determinada por parte dos políticos que tomam decisões pode desbloquear este tipo de mudança radical”.

Além disso, o relatório da BNEF concluiu que o investimento na cadeia global de fornecimento de energia limpa, incluindo fábricas de equipamentos e produção de metais para baterias para tecnologias energéticas, atingiu um novo recorde de US$ 135 bilhões em 2023 (contra apenas US$ 46 bilhões em 2020), e deverá aumentar ainda mais nos próximos dois anos.

A BNEF prevê que este valor aumente para US$ 259 bilhões até 2025, com base nos planos de investimento atualmente anunciados. Nos próximos dois anos, apenas o setor eólico necessitará de aumento no seu investimento na cadeia de abastecimento para entrar no caminho certo para uma trajetória Net Zero; as outras áreas estão investindo em ritmo suficiente.

Antoine Vagneur-Jones, head de Comércio e Cadeias de Suprimentos da BNEF, afirmou: “O investimento abundante na cadeia de abastecimento deverá continuar a reduzir os preços dos equipamentos na maioria dos setores, o que é uma boa notícia para a transição energética. Mas o excesso de oferta que se segue anuncia uma era de margens reduzidas para os fabricantes de energia solar e de baterias”.

Além de acompanhar o financiamento para a implantação de energia limpa e o investimento na cadeia de abastecimento de energia limpa, o relatório Energy Transition Investment Trends 2024 também acompanha dois outros tipos de financiamento:

Aumento de capital em tecnologia climática: capital levantado por empresas focadas no clima e na transição energética (US$ 84 bilhões em 2023)

Este número diminuiu nos últimos dois anos, uma vez que o aumento das taxas de juro tornou mais difícil para as empresas angariar capital. As empresas arrecadaram US$ 168 bilhões em 2021 e US$ 127 bilhões em 2022.

As empresas focadas na energia limpa angariaram mais capital do que qualquer outro setor em 2023, com US$ 49 bilhões.

As empresas do setor de transportes limpos foram as que registaram uma queda mais acentuada no financiamento, de US$ 47 bilhões obtidos em 2022 para apenas US$ 18 bilhões em 2023. Os transportes continuaram a ser o segundo maior setor de financiamento, seguido pela Indústria, Edifícios, Agricultura e “Clima e Carbono”.

Emissão de dívida de transição energética: dívida emitida por empresas e governos para financiar a transição energética (US$ 824 bilhões em 2023)

Este valor aumentou 4% em 2023, depois de ter caído 10% em 2022. A estabilização ou queda das taxas de juros em vários mercados ajudou as empresas e os governos a aumentar a dívida para fins de transição energética e estas tendências refletem o mercado mais amplo.

Os serviços públicos levantaram a maior dívida para a transição energética (US$ 328 bilhões), seguidos pelas instituições financeiras (US$ 176 bilhões) e pelos governos (US$ 141 bilhões).

A emissão de dívida de transição energética das empresas de petróleo e gás caiu para US$ 8,3 bilhões, abaixo dos US$ 17,5 bilhões em 2022. (paranoaenergia)