quinta-feira, 4 de abril de 2024

UHEs e renováveis levam a menor taxa de emissão de CO2 na geração desde 2012

Interligações ao SIN também contribuíram para a queda no índice medidos em toneladas por MWH.

Geração de energia elétrica tem a menor emissão de CO2 dos últimos onze anos

Entrada de fontes limpas de energia, cenário hídrico favorável e ações do MME para a descarbonização do setor contribuíram para resultado.
O Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou, em 2023, uma emissão de 38,5 kg de dióxido de carbono (CO2) a cada um megawatthora (MWh) gerado. Trata-se da menor taxa desde 2012, segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A entrada de fontes limpas de geração de energia elétrica no SIN, o cenário hídrico bastante favorável e as ações do MME para reduzir a geração de energia elétrica a partir de óleo diesel contribuíram para essa baixa na emissão de CO2 em 2023.

No SIN, as usinas hidrelétricas representaram cerca de 70% de toda a geração verificada de energia elétrica (561.583 GWh, de janeiro a novembro de 2023), enquanto a energia eólica representou 15% do referido total, segundo os dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

No ano passado (2023), o Brasil expandiu a capacidade instalada de geração de energia elétrica em quase 20 gigawatts (GW), incluindo a geração distribuída, com destaque para a geração de fonte solar e fonte eólica, que representaram 69% e 25% do total dessa expansão.

Essas três principais fontes de geração de energia elétrica no Brasil reduzem a necessidade de geração de fonte térmica fóssil, que causa forte emissão de CO2. No entanto, observa-se que as termelétricas continuam sendo necessárias para garantir a segurança eletroenergética do sistema.

Sistemas Isolados

A interligação de sistemas isolados ao SIN também teve uma grande contribuição para a diminuição do uso de fontes fósseis no país. Em 2023, os municípios de Parintins e Itacoatiara, no estado do Amazonas, e Juruti, no Pará, receberam linhas de transmissão que inseriram essas localidades no SIN, proporcionando qualidade e segurança do suprimento de energia elétrica para essas populações.

A interligação reduz a geração à óleo diesel e a emissão de CO2 na atmosfera. Uma das vantagens é a diminuição dos gastos com a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo pago por todos os consumidores de energia elétrica. Em 2023, o Brasil economizou R$1,3 bilhão com CCC, que chegou ao patamar de R$ 11,6 bilhões, menor do que era esperado pela ANEEL para o ano. O valor alcançado no ano passado também representa uma queda em comparação com montante atingido em 2022 (R$ 12,9 bilhões). (agenciagov.ebc)

SUV elétrico compacto da Ford está confirmado

SUV elétrico compacto da Ford está confirmado; rival do Peugeot e-2008.
Ford Puma (2024)
Ford Puma ST (2024)

Será chamado de Puma Gen-E: 135 cv e 350 a 400 km de autonomia para encarar SUVs elétricos compactos da Stellantis.

O Ford Puma elétrico, anunciado há dois anos, terá a designação adicional "Gen-E". A versão elétrica do recém-atualizado Puma movido a combustão está programada para ser apresentada em 2024 e também entrará em produção em série este ano.

"Além disso, o modelo de carro de passeio mais vendido da Ford na Europa, o Ford Puma, estará disponível como um veículo totalmente elétrico a partir de 2024 e será produzido em Craiova, Romênia", anunciou a Ford em março de 2022. Agora há novidades sobre o pequeno SUV. O novo modelo Puma será chamado de Gen-E. O fabricante confirmou a informação recentemente, segundo a Autocar.

O novo modelo competirá com os SUVs compactos Stellantis (como o Peugeot E-2008) e o Mini Aceman, entre outros. A plataforma e o trem de força serão retirados do novo Ford E-Transit Courier, que deverá ser lançado no final de 2024.

A Courier elétrica tem uma potência de 100 kW (136 cv) e 290 Nm de torque. Na apresentação do veículo com teto alto de 4,34 metros de comprimento, foi declarado que a propulsão elétrica havia sido desenvolvida para a Courier e o Puma. Dessa forma, o Puma Gen-E também deve ter 100 kW e, portanto, ser tão potente quanto os antigos carros elétricos da Stellantis.

E-Transit Courier - Estúdio

Ford E-Transit Courier: 100 kW de potência e 4,34 metros de comprimento

A Ford não forneceu nenhum detalhe preciso sobre o tamanho da bateria na apresentação da Courier elétrica. Foi dito apenas que a bateria poderia ser carregada de 10 a 80% em 35 minutos com 100 kW de potência DC. Isso significa que o carregamento leva cinco minutos a mais do que o Peugeot E-2008 com uma bateria de 50 kWh. Portanto, o Ford deve ter uma bateria um pouco maior e ir um pouco mais longe do que o Peugeot. Uma bateria de 55 kWh seria concebível para uma autonomia de cerca de 350 a 400 quilômetros.

O CEO da Ford Europa, Martin Sander, disse à Autocar que a atual geração do Puma, lançada em 2019, permanecerá à venda por "muitos anos". O Puma a combustão está disponível a partir de cerca de 27.400 euros; a versão elétrica será, obviamente, muito mais cara.

Novo Peugeot e-2008 2024 - destaque

Peugeot e-2008 2024 reestilizado na Europa

O preço também ficará próximo do praticado pela Stellantis. Como exemplo, o renovado E-2008 está disponível a partir de cerca de 39.000 euros (R$ 208.000), o que já é bastante caro para os europeus nesse segmento.

Na Alemanha, o Puma movido a combustão vendeu cerca de 21.000 unidades em 2023. Isso o colocou em terceiro lugar nas estatísticas de vendas da Ford - logo atrás do Focus e do Kuga. Portanto, não deve ser difícil para a versão elétrica superar as cerca de 3.700 vendas do Mustang Mach-E e se tornar o best-seller elétrico da Ford. No entanto, mais dois recém-chegados elétricos também são esperados: o Explorer, que supostamente será entregue a partir de agosto, e sua variante tipo cupê, que a Autocar chamou de Capri. Ambos serão baseados na plataforma modular elétrica MEB da Volkswagen.

SUV Mustang Mach-E, 1º carro elétrico da Ford no Brasil

Conclusão

Até o momento, a Ford não tem se destacado muito quando se trata de carros elétricos. A maré pode mudar com o Puma elétrico. Entretanto, se a especulação da Autocar estiver correta, é improvável que o carro supere a concorrência da Stellantis. Da mesma forma, os veículos MEB Explorer e Capri provavelmente serão ofuscados pelos originais da VW. Portanto, vamos esperar pela nova plataforma elétrica para carros compactos que a Ford está desenvolvendo, como o CEO da empresa, Farley, anunciou há poucos dias. (msn)

terça-feira, 2 de abril de 2024

Consumo de energia tem mais de 92% da carga de fontes renováveis

Recorde: em dia de maior consumo, mais de 92% da energia veio de fontes renováveis (Caio Coronel/Itaipu/).
Em dia de recorde, 92% do consumo de energia veio de fontes renováveis

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, usinas hidrelétricas, eólicas, solares e micro/mini geração distribuídas foram as principais geradoras

O Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou consumo recorde de energia em 07/02/24, com carga total, às 14h15 hs, de 101.860 megawatt (MW), sendo 92,4% de fornecimento por fontes renováveis, especialmente usinas hidrelétricas, usinas eólicas, usinas solares e micro e mini geração distribuídas. Os dados são do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Desde novembro do ano passado, houve três picos entre os maiores da história.

Conselhos e Truques

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, comemorou o fato. “Nosso Sistema Interligado Nacional deu mais uma demonstração de robustez. Podemos nos orgulhar, quase 93% da geração de energia elétrica do país foram atendidos por usinas renováveis. Mas nosso trabalho é contínuo. Por isso, o Ministério de Minas e Energia e as vinculadas continuarão trabalhando para buscar o equilíbrio entre segurança energética e modicidade tarifária às brasileiras e brasileiros”, disse Silveira.

A Usina Hidrelétrica Belo Monte, no Pará, respondeu por 10% da carga. A micro e mini geração distribuída (MGD) contribuíram com 13.953 MW durante o pico. De acordo com o ONS, as altas temperaturas do verão brasileiro e a volta às aulas responderam pela elevação da carga.

O recorde anterior de consumo foi registrado às 14h20 hs de 14/11/2023, quando o SIN foi demandado em 101.475 MW. No dia anterior, a carga total ultrapassou pela primeira vez a marca dos 100.000 MW provocada por uma onda de calor no Brasil, que exigiu maior potência das fontes de energia elétrica.
Mercado de energia apresenta crescimento no Estado. (msn)

BNDES aprova R$ 500 milhões para projetos de eletrificação da Volkswagen

O anunciou em 05/02/24 que aprovou R$ 500 milhões em financiamento aos projetos da Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), aos projetos da Volkswagen na pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para carros híbridos e elétricos.

O financiamento, da linha BNDES Mais Inovação, que tem custo financeiro em taxa referencial (TR), está alinhado à nova política industrial e seus objetivos de mobilidade sustentável.

O anúncio vem três dias após a montadora ampliar em R$ 9 bilhões, para um total de R$ 16 bilhões, o plano de investimentos de 2022 a 2028.

Serão desenvolvidos estudos e pesquisas para a concepção de uma plataforma de veículos híbridos flex, nos quais o motor convencional movido a gasolina ou etanol funciona junto com um motor elétrico.

O financiamento, conforme informa o BNDES, abrange também estudos de veículos 100% elétricos no Brasil. (biodieselbr)

VW aposta mais em híbridos que elétricos ao elevar investimentos no Brasil

Início de fevereiro/24, o banco estatal BNDES aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para VW desenvolver produtos “alinhados à sustentabilidade, à eficiência e à transição energética para os próximos anos”. Valor meramente simbólico: apenas 3,1% do investimento total do fabricante.
A Volkswagen antecipou seus planos para o País e elevou o total investido que antes era de R$ 7 bilhões até 2026 para R$ 16 bilhões até 2028. Esse montante inclui 16 lançamentos e quatro modelos inéditos no mercado brasileiro. A fabricante alemã não revelou quais são os produtos inteiramente novos, além das evoluções periódicas dos produtos atuais.

O presidente da empresa, Ciro Possobom, marcou o posicionamento mercadológico em encontro com a imprensa. “A estratégia do Brasil não pode ser igual à chinesa, que deu prioridade ao carro elétrico. Acreditamos no motor flex e não está nos planos uma mudança radical, pois aumentaria demais os custos de produção. O flex é um ativo do país e um híbrido desse tipo faz mais sentido”.

Veículos elétricos (VE) não estão incluídos, nessa rodada de investimentos em manufatura, pois a previsão é apenas para 2030, embora a empresa vá importar pelo menos mais um VE até 2028.

A VW contempla investimentos em todas as suas quatro fábricas, inclusive a de motores em São Carlos (SP), onde será produzido o novo TSI de 1,5 litro flex que atende aplicação híbrida.

O modelo para São José dos Pinhais (PR) deverá ser uma picape intermediária na mesma faixa da Rampage e da Toro. Talvez o nome Tarok seja o escolhido, mas de porte maior que o protótipo exibido no Salão do Automóvel de 2018. São Bernardo do Campo (SP) estará comprometida com a nova arquitetura híbrida flex MEB Hybrid e dois produtos inéditos.

Possobom adiantou que também haverá um modelo somente com motor a combustão em São Bernardo. Quem sabe uma Saveiro de cabine dupla e quatro portas, hoje apenas com duas portas? A concorrente direta Strada, líder absoluta, tem 60% de suas vendas concentradas nas de quatro portas. Um segundo novo produto será híbrido flex, talvez baseado no Virtus.

Para Taubaté (SP) tudo indica um inédito SUV compacto que será bem diferente do crossover Nivus. O executivo descartou a entrada da marca no segmento de subcompactos, onde concorrem apenas Kwid e Mobi.

Esta semana o banco estatal BNDES aprovou um financiamento de R$ 500 milhões para VW desenvolver produtos “alinhados à sustentabilidade, à eficiência e à transição energética para os próximos anos”. Valor meramente simbólico: apenas 3,1% do investimento total do fabricante.

Volkswagen eleva investimentos e aposta mais em híbridos que elétricos

Mercado começa o ano com vendas encorajadoras

Fenabrave viu a confirmação, pelo menos no primeiro mês do ano, que as vendas ao mercado interno de veículos leves e pesados em 2024 devem surpreender. Foram comercializadas 161.601 unidades que representaram 13,2% a mais que janeiro de 2023. Se considerados apenas os veículos leves o avanço foi de 16,8%.

A média de emplacamentos foi de 7.300 unidades/dia, o melhor resultado para janeiro dos últimos três anos.

Para o presidente da associação, Maurício Andretta Jr., há uma melhora na venda no varejo de automóveis e comerciais leves, respondendo por 60% do total. Ele atribui isso “ao custo e ao acesso ao crédito que melhoraram a partir do último trimestre de 2023. Aliados à expectativa de redução dos juros básicos (taxa Selic) ao longo de 2024, podem incrementar a disponibilidade e diminuir a restrição de crédito por parte dos agentes financeiros”.

Durante vários meses no ano passado o mercado corporativo dominou a participação entre veículos comercializados. Locadoras também tiveram um 2023 muito forte no último trimestre. Para 2024 a Fenabrave prevê, preliminarmente, que o mercado interno crescerá 12% e a Anfavea estima um avanço bem menor, de 6%.

Os números podem sofrer revisões à medida que a economia brasileira reagir. Em 2023 o avanço deveu-se à grande safra agrícola plantada em 2022. No entanto, este ano não se repetirá por razões climáticas. Economistas esperam números para o PIB bem mais discretos e isso se reflete nas vendas de veículos.

Mudanças em análise no STF da lei Renato Ferrari, que regula as vendas entre fabricantes e concessionárias, têm potencial de gerar atritos entre as duas partes. Marcas chinesas vêm usando o expediente da venda direta para pessoas físicas, que contorna a atual lei, o que se reflete em preço menor aos compradores em razão da menor incidência de imposto.

Honda ZR-V se insere bem em segmento disputado

SUV que tomou o lugar do sedã Civic no Brasil (agora só com o Type R), seguindo a onda mundial de suvização do mercado, o ZR-V enfrenta bem a forte concorrência. Vindo do México, portanto isento de imposto de importação, dispõe de motor 2.0, apenas a gasolina, com 161 cv e 19,1 kgfm de torque. Câmbio é um CVT de sete marchas.

O ZR-V mostra bom desempenho, mas a diferença de potência em relação, por exemplo, ao líder Corolla Cross (177 cv e 21,4 kgfm com etanol) dá para sentir. Não chega a decepcionar, em especial no modo Sport, porém nesse aspecto um dos principais concorrentes o supera.

O estilo está entre os pontos altos. Discreto onde pode, mais arrojado onde deve. Destaques para desenho dos faróis de LED, vincos laterais e ponteira de escapamento cromada. No interior, o assoalho plano traseiro proporciona bom espaço para três passageiros e há duas portas USB-C, mas sem saídas para ar-condicionado. Porta-malas de 389 litros poderia ser um pouco maior. Traz tela multimídia de 9 pol. com espelhamento de Android Auto, Apple CarPlay e carregamento de telefone celular por indução.

Posição ao volante mais baixa, bancos com firmeza e boa sustentação lateral, além de freio de estacionamento de imobilização automática (auto hold) são pontos de honra para a Honda.

Preço: R$ 214.500.

O ZR-V mostra bom desempenho, mas a diferença de potência em relação, por exemplo, ao líder Corolla Cross (177 cv e 21,4 kgfm com etanol) dá para sentir. Não chega a decepcionar, em especial no modo Sport, porém nesse aspecto um dos principais concorrentes o supera. (msn)