terça-feira, 12 de novembro de 2024

Capacidade de transmissão para produção de hidrogênio no Nordeste

EPE avalia a capacidade de transmissão para produção de hidrogênio no Nordeste.
A capacidade de transmissão de energia para a produção de hidrogênio verde no Nordeste é um desafio que requer a colaboração entre os governos estaduais e o governo federal.

Para viabilizar a construção de novas linhas e subestações de energia, é essencial a aprovação de leilões de transmissão. No entanto, a melhoria do sistema de transmissão pode demorar a chegar, pois as obras de novas usinas e unidades eletrolisadores levam cerca de 3 anos, enquanto os projetos de novas linhas de transmissão se concluem entre 5 e 7 anos.

O Nordeste tem um potencial de 107 gigawatts para produção de hidrogênio verde. A região é fundamental na geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis, produzindo 68% de toda a energia solar e eólica do Brasil.

O Ceará deve ter sua produção de hidrogênio verde em larga escala a partir de 2026. Em janeiro/2023, o estado do Ceará produziu a primeira molécula de hidrogênio verde do país.

Estudo estima que a região poderia absorver até 8,35 GW de projetos em 8 pontos de conexão, próximos às regiões portuárias. O Ministério de Minas e Energia já registrou o interesse de acesso à transmissão de 11 projetos de produção de hidrogênio que totalizam 45,4 GW de potência instalada até 2038. Capacidade identificada também poderia atender data centers.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) acaba de publicar um novo estudo que traz uma avaliação prospectiva das margens do sistema de transmissão da região nordeste para conexão de cargas de produção de hidrogênio. Segundo dados do Ministério de Minas e Energia, que é responsável por receber os protocolos de acesso de consumidores livres à Rede Básica, foram registrados o interesse de 11 projetos que totalizam um montante de 45,4 GW de potência instalada até 2038.

A EPE realizou uma análise prospectiva para avaliar a capacidade do sistema de transmissão da região Nordeste para o atendimento de cargas de grande porte. A margem foi avaliada para 8 pontos de conexão em 500 kV (Parnaíba III, Pecém III, João Câmara III, João Pessoa II, Suape II, Messias, Porto Sergipe e Camaçari II), abrangendo todos os estados da região geoelétrica do Nordeste.

O estudo estimou uma margem total agregada na região Nordeste de 3,9 GW no cenário inferior e de 8,35 GW no cenário superior, conforme detalhado na figura.

Apesar de o foco da análise ter sido a conexão de cargas de produção de hidrogênio, os resultados de margens apresentados para os pontos de conexão selecionados se aplicam a quaisquer tipos de cargas de grande porte, inclusive a projetos de datacenters, empreendimentos para os quais tem se observado também um aumento no interesse de implantação na região Nordeste do Brasil. O MME identificou uma demanda de 9 GW de projetos de centros de processamento de dados no país.

A nota técnica “Avaliação Prospectiva das Capacidades da Rede de Transmissão da Região Nordeste para Conexão de Cargas de Grande Porte: Plantas de Produção de Hidrogênio” é a primeira etapa do “Estudo prospectivo para inserção de cargas de hidrogênio na região Nordeste”, com previsão de término em outubro de 2025, que terá como objetivo avaliar obras prospectivas para o aumento das margens para conexão de cargas de produção de hidrogênio na região Nordeste.

Casa dos Ventos avança na produção de hidrogênio verde no Ceará com uso de água de reuso

A produção de hidrogênio verde é vista como uma peça chave na transição para uma economia de baixo carbono, substituindo combustíveis fósseis. (pv-magazine-brasil)

Papel das energias renováveis nas políticas da transição energética

As energias renováveis são um elemento fundamental para a transição energética, pois são uma alternativa limpa e sustentável às fontes de energia poluentes.
O papel das energias renováveis nas políticas de transição energética é:

Contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa

Reduzir a dependência de combustíveis fósseis

Promover o desenvolvimento de uma economia verde e sustentável

Gerar empregos

Impulsionar inovações tecnológicas

Promover o acesso à eletricidade em áreas remotas

A transição energética é o processo de substituir fontes de energia poluentes, como o petróleo, o gás natural e o carvão, por fontes renováveis, como o sol, a água, o vento e a biomassa.

Para uma transição energética bem-sucedida, é importante:

Criar um marco regulatório robusto

Promover leilões de energia renovável

Financiar e implementar projetos de grande escala em energia renovável

Investir em pesquisa e desenvolvimento

Envolver as comunidades locais no processo de planejamento

As energias renováveis para a transição energética

As fontes renováveis, em rápido crescimento, são a coluna de suporte da transição energética: graças à inovação contínua, são cada vez mais eficientes e competitivas. E novas tecnologias estão surgindo no horizonte.

Além de permitir a geração de eletricidade sem emitir gases de efeito estufa, são virtualmente inesgotáveis. As energias renováveis são o elemento-chave da transição energética. A rigor, a energia utilizada não é renovada, mas transformada em energia elétrica. São as fontes como o vento ou a luz solar que se renovam, independentemente do uso, ao contrário do que ocorre, por exemplo, com as matérias-primas de origem fóssil, como o carvão ou o petróleo.

Transição Energética em 2024: Um Ano de Transformação e Desafios

As tecnologias maduras: hidrelétrica e geotérmica

A forma mais antiga de geração de eletricidade a partir de fontes renováveis é a energia hidrelétrica (as primeiras usinas datam do final do século XIX). É também a mais importante, com uma capacidade mundial instalada superior à soma de todas as demais. É uma tecnologia madura, que não está sujeita a mudanças revolucionárias, mas as novas tecnologias podem aumentar a eficiência das usinas e sua vida útil. Além disso, em muitos países, especialmente naqueles em desenvolvimento, ainda há grandes oportunidades de crescimento e valorização dos recursos hídricos.

A energia geotérmica também é uma tecnologia consolidada, que nasceu no início do século XX: a primeira usina do mundo, de Larderello, na Toscana, foi inaugurada em 1911, mas os primeiros experimentos haviam começado em 1904. A energia geotérmica atualmente tem um papel secundário em nível global, principalmente porque apenas certas áreas do mundo têm recursos geotérmicos importantes. No entanto, tecnologias inovadoras, como usinas de baixa entalpia, podem aumentar consideravelmente o número de países capazes de desenvolver a energia geotérmica.

O grande crescimento da energia solar e eólica

A energia solar, junto à energia eólica, é a grande protagonista da transição energética em curso. Pouco importante até algumas décadas atrás, hoje vive um crescimento vertiginoso: a capacidade fotovoltaica global aumentou de 40 GW para 580 GW entre 2010 e 2019. A inovação tecnológica é a principal responsável, especialmente no setor da ciência dos materiais, que tem tornado as usinas fotovoltaicas economicamente competitivas em relação às fontes fósseis: segundo a IRENA (Agência Internacional de Energia Renovável), os custos de produção de eletricidade a partir de usinas fotovoltaicas diminuíram 82% no último decênio. E as perspectivas são ainda mais animadoras: com tecnologias de nova geração, será possível aumentar a eficiência dos painéis solares em 30% e a produtividade em mais de 20% em relação aos valores atuais.

Também no setor da energia eólica, a tecnologia avançou muito: atualmente, as pás eólicas atingem um diâmetro de 200 metros, e o tamanho deverá crescer ainda mais. Também neste caso, o aumento da produtividade reduziu os custos: entre 2010 e 2019, caíram 39% para a eólica onshore e 29% para a eólica offshore. O resultado é um crescimento espetacular: a capacidade total dos parques eólicos onshore aumentou de 178 GW em 2010 para 594 GW em 2019. O desenvolvimento das centrais offshore foi mais lento, com apenas 28 GW instalados em 2019, mas a margem de crescimento é enorme.

A energia global poderia ser 100% renovável?

As tecnologias emergentes: energia marinha, hidrogênio e armazenamento

Entre as fontes de energias renováveis do futuro, o mar é muito promissor, com seu imenso potencial: a forma mais intuitiva de gerar eletricidade é utilizando a energia das ondas, mas outra possibilidade é obtê-la através das marés, com a vantagem que podem ser previstas com precisão. Outros métodos são baseados na diferença de temperatura entre as águas superficiais e profundas, ou na diferença de salinidade entre as diversas massas de água. As tecnologias para explorar essas fontes de energia ainda não estão maduras o suficiente para permitir seu amplo uso comercial, mas algumas usinas experimentais e protótipos já foram construídos com bons resultados, principalmente no que diz respeito às ondas e marés. Seu grande potencial teórico é estimado em 700 GW e 200 GW, respectivamente.

Outro recurso do futuro também merece ser citado: o hidrogênio, que não é uma fonte de energia, e sim um vetor energético que, se obtido por meio de fontes renováveis, é 100% verde. Sua contribuição pode ser muito importante especialmente para tornar sustentável alguns setores difíceis de eletrificar, como a indústria pesada, o transporte marítimo, a aeronáutica e o transporte rodoviário com veículos pesados. As tecnologias do hidrogênio ainda estão em estágio inicial, não prontas em escala comercial, mas o tempo necessário para a sua decolagem pode ser muito menor em relação a outras tecnologias.

Um papel decisivo terá também os sistemas de storage, ou seja, armazenamento de energia, necessários para compensar a intermitência de fontes renováveis como a solar e a eólica. Historicamente, a tecnologia de armazenamento mais importante é a das usinas hidrelétricas reversíveis, mas a tendência atual é de grande crescimento das baterias, principalmente de lítio, que podem ser transportadas para qualquer local. A difusão dos sistemas de armazenamento ainda é limitada, mas está aumentando rapidamente graças, novamente, à inovação tecnológica, que melhora continuamente a qualidade e o rendimento das baterias, reduzindo os custos. Quando o armazenamento estará totalmente integrado às redes elétricas, as fontes inconstantes poderão fornecer eletricidade à rede a qualquer momento, independentemente das condições atmosféricas: assim, será possível ter uma matriz de geração elétrica totalmente sem emissões. Um futuro não muito distante. (enelgreenpower)

Bombeiros de G) suspendem norma sobre recarga de veículos elétricos

Bombeiros de Goiás suspendem norma sobre recarga de veículos elétricos em garagens.

O Corpo de Bombeiros de Goiás decidiu suspender a Norma 45/2024, que estava em vigor desde julho, e vai aguardar o parecer de uma comissão interestadual de bombeiros, que terá 90 dias para apresentar uma proposta consensual sobre os critérios de segurança nas operações de recarga de veículos elétricos em garagens.

Conselho Nacional de Bombeiros acata sugestões da ABVE e fixa prazo de 90 dias para uma comissão  apresentar uma proposta de regulamentação consensual entre diferentes estados.
O Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil (Ligabom) suspendeu a Norma 45/2024, em vigor desde julho, e decidiu aguardar o resultado de uma comissão interestadual de bombeiros, que deverá apresentar, em 90 dias, uma proposta consensual de regulamentação de critérios de segurança nas operações de recarga de veículos elétricos em garagens.

A decisão foi anunciada pela Portaria 5.956, divulgada em 11/10/24, 2 dias depois de uma reunião on-line entre oficiais do Corpo de Bombeiros de Goiás e diretores da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), realizada a pedido da associação para defender o aperfeiçoamento e o adiamento da vigência da norma.

“Foi mais um exemplo do notável senso de responsabilidade com que os bombeiros de Goiás e outros Estados estão conduzindo o debate sobre segurança nas operações de recarga de veículos elétricos, sempre buscando o consenso entre as exigências de segurança, a eficácia econômica e o rigor técnico das normas”, disse o presidente da associação, Ricardo Bastos.

Bombeiros de Goiás acatam sugestões da ABVE e suspendem norma sobre recarga de veículos elétricos em garagens.

A comissão terá um prazo de 90 dias para apresentar suas conclusões e será presidida pelo coronel Max Alexandre Schroeder, comandante da Escola de Bombeiros do Estado de São Paulo e ex-chefe do Departamento de Segurança e Prevenção Contra Incêndio do Corpo de Bombeiros paulista (CBMESP). O comitê terá representantes de bombeiros de diferentes estados.

A decisão da Ligabom de criar um comitê específico para procurar adotar uma norma de aplicação nacional atende a uma das principais reivindicações da ABVE, desde as primeiras discussões levantadas pelos bombeiros sobre o tema.

Respeitadas as características regionais e a autonomia dos corpos de bombeiros dos diferentes estados, a ABVE sempre defendeu uma norma básica de validade nacional e consensual sobre os critérios de segurança e prevenção de acidentes em operações de recarga de veículos elétricos nas garagens de edifícios comerciais e residenciais. (pv-magazine-brasil)

domingo, 10 de novembro de 2024

Startup Norueguesa combina solar com recarga de veículos elétricos

Startup Norueguesa combina solar com recarga de veículos elétricos e gerenciamento de energia.
A Evert, com sede na Noruega, disse que sua nova solução pode simplificar a instalação de energia solar fotovoltaica, gerenciamento de energia e carregamento de veículos elétricos, combinando vários dispositivos em uma unidade empacotada com software. É feita para os mercados residenciais e comerciais europeus e deve estar disponível em meados de 2025.
A startup norueguesa Evert está desenvolvendo uma solução residencial e comercial que combina inversor solar fotovoltaico, carregamento de veículos elétricos e gerenciamento de energia em uma unidade, substituindo vários equipamentos de vários fornecedores.

Os fundadores da empresa são ex-instaladores de energia solar fotovoltaica. “Percebemos rapidamente que o processo era mais complicado do que deveria ser”, disse o cofundador e CEO da Evert, Kristoffer Fossan, à pv magazine.

A solução proposta destina-se a integrar vários dispositivos em uma unidade, incluindo o inversor fotovoltaico, variando de 5 a 22 kW, controlador de carga solar MPPT, sistema de gerenciamento de energia e um carregador bidirecional de veículo elétrico de 22 kW.

Possui conectividade com a rede e sistemas de armazenamento, além de protocolos de comunicação, como Lorawan, Wifi, Modbus e Canbus. O software de gerenciamento Evert fornece acesso remoto e monitoramento via web e smartphone. Mais detalhes sobre os recursos e eletrônicos não estão sendo divulgados.

Espaço combina garagem solar com recarga de carros

Dois em um, projeto otimiza área de estacionamento para gerar energia renovável

“Nossa solução é direcionada a instaladores e distribuidores que atendem aos mercados solar residencial e comercial para poder oferecer a seus clientes um sistema completo de gerenciamento de energia”, disse Fossen. Está planejado suporte para integração de energia eólica, off-grid, energia solar comunitária e usinas de energia virtual.

A unidade de gerenciamento de energia está atualmente em fase de protótipo. “Os protótipos são entregues ao nosso parceiro de fabricação e estamos estabelecendo parcerias com distribuidores e instaladores em toda a Europa”, disse Fossan. Os primeiros produtos comerciais são esperados em meados de 2025. A fabricação é terceirizada localmente na Noruega.

A Evert foi fundada em 2023. Está a caminho de empregar 30 pessoas até o final do ano.

(pv-magazine-brasil)

EDP fecha contrato de energia solar compartilhada para atender 40 lojas Pão de Açúcar

EDP fecha contrato de energia solar compartilhada para atender 40 lojas do Minuto Pão de Açúcar.

Com contrato válido até 2026, o grupo varejista dono da marca, o GPA, deve evitar a emissão de 648,5 toneladas de dióxido de carbono (CO2).

A EDP prevê ampliar sua capacidade instalada de geração solar distribuída de 258 MWp para 500 MWp até 2026, com investimentos anuais de aproximadamente R$ 600 milhões.
A EDP assinou um contrato de dois anos com o GPA, grupo varejista dono das marcas Pão de Açúcar e Extra, para geração de energia solar no modelo de geração distribuída compartilhada. No total, 40 unidades das lojas Minuto Pão de Açúcar localizadas no estado de São Paulo, passarão a receber os créditos de energia renovável. O contrato prevê o fornecimento de 16,8 GWh (sendo 701,85 MWh/mês), de 2024 a 2026, provenientes de usinas fotovoltaicas localizadas nos municípios de Lorena, Santa Adélia, Leme, Pirangi e Iperó, no interior de São Paulo.

Até 2026, a EDP prevê atingir uma capacidade instalada de cerca de 500 MWp, com aportes anuais de aproximadamente R$ 600 milhões. Atualmente, a companhia possui 90 usinas solares de geração distribuída no Brasil, com capacidade instalada total de 258 MWp. Desse total, 76 usinas (209 MWp) estão em operação, sendo 89 MWp dedicados para a geração distribuída compartilhada. Outras 14 usinas (49 MWp) estão em construção ou aguardando energização.

Pão de Açúcar e EDP assinam contrato para abastecer lojas com energia solar

“O fechamento deste contrato com um dos principais grupos do setor de varejo alimentar no Brasil reforça a nossa estratégia de liderar a geração distribuída solar e a transição energética no país. Temos investido na expansão da nossa capacidade de geração solar, buscando reforçar o pacote de produtos de energia renovável disponível para os nossos clientes, e contribuindo para que cada vez mais empresas descarbonizem seus negócios e tenham operações mais sustentáveis”, afirma o vice-presidente de Soluções para Clientes da EDP na América do Sul, Carlos Andrade.

Com a transação, o GPA deve evitar a emissão de 648,5 toneladas de dióxido de carbono (CO2) até o final do contrato. “Nosso objetivo é cada vez mais evoluir na gestão ambiental de nossos negócios, buscando soluções sustentáveis e eficientes, não só no âmbito energético – como estamos fazendo com a EDP – mas em toda a cadeia produtiva. Ao optar pela utilização de energia proveniente de usinas fotovoltaicas, reforçamos a importância da transição energética para matrizes de menor impacto e baixo carbono”, explica a gerente de Sustentabilidade do GPA, Renata Amaral. (pv-magazine-brasil)