segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Criação postos de carregamento prá carros elétricos entre RJ e SP

BMW vai criar postos de carregamento para carros elétricos entre Rio e SP.
Fruto de parceria com a EDP Brasil, iniciativa tem a intenção é viabilizar a viagem de carros ecologicamente corretos entre as duas maiores cidades do País.
O i3 apresentado no Salão de Frankfurt desse ano ganha uma versão mais esportiva, chamada de i3S.
Não é segredo para ninguém que o grande empecilho de ter um carro elétrico no Brasil, além do preço, é a pequena quantidade de postos de reabastecimento para veículos desse tipo. É, praticamente, o que impossibilita uma viagem mais longa, visto que a autonomia das baterias dificilmente ultrapassa os 300 km atualmente.
De olho nisso, a BMW, em parceria com a EDP Brasil, vai construir o primeiro corredor com postos de carregamento para carros elétricos que interligará as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa prevê a instalação de seis estações de recarga até o final do primeiro trimestre de 2018, para abastecerem veículos com propulsão elétrica que circulam pela Rodovia Presidente Dutra, entre as capitais dos dois estados.
O BMW i3 foi o primeiro veículo 100% elétrico a ser vendido nas concessionárias do país. Custava R$ 170 mil e tinha autonomia de pouco mais de 300 quilômetros. A versão atualizada, mostrada durante o Salão Frankfurt, no entanto, ainda não está disponível por aqui. A construção desses pontos de recarga, contudo, indica que o novo modelo deve chegar por aqui em breve, talvez no início de 2018. (globo)

BMW investe em postos para carros elétricos

Pelos cálculos da BMW, o custo em energia para a carga completa de um i3 (suficiente para rodar 160 quilômetros) equivale hoje a R$ 13,40. Um carro compacto exige gasto três vezes maior para percorrer igual distância rodoviária com gasolina. A empresa de energia CPFL é outra a investir em postos.
A alemã BMW e a EDP Brasil, empresa do setor de energia, vão construir o primeiro corredor com postos de carregamento para carros elétricos que interligará as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa prevê a instalação de seis estações de recarga até o final do primeiro trimestre de 2018, para abastecerem.
Equipe PROMOB-e
A alemã BMW e a EDP Brasil, empresa do setor de energia, vão construir o primeiro corredor com postos de carregamento para carros elétricos que interligará as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa prevê a instalação de seis estações de recarga até o final do primeiro trimestre de 2018, para abastecerem veículos com motor elétrico que circulam pela Rodovia Presidente Dutra.
A ideia da BMW é estimular a instalação de postos nas principais rodovias do Brasil. (promobe)

Câmara paulistana adia meta de combustível limpo em ônibus

Câmara de São Paulo adia meta de combustível limpo em ônibus.
A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou em 12/12/17 projeto de lei que adia o prazo em 20 anos o prazo para que os coletivos deixem de usar combustíveis fósseis.
Pela meta prevista na Lei de Mudanças Climáticas/ 2009, a cidade de São Paulo deveria ter veículos 100% limpos o próximo ano. Mas o município não conseguirá cumprir o prazo. Atualmente, menos de 2% dos 14 mil ônibus da cidade usam combustíveis alternativos.
O projeto prevê ainda que, em dez anos, os coletivos devem reduzir as emissões de dióxido de carbono pela metade e de material particulado em 90%. Para entrar em vigor, o texto ainda precisa ser aprovado em segunda instância e sancionado pelo prefeito João Doria.
O texto também prevê o retorno da inspeção veicular à capital como ferramenta para melhorar a qualidade do ar. Pelo projeto, a inspeção seria obrigatória para automóveis com mais de três anos e seria realizada a cada dois anos.
O prefeito João Doria já afirmou que defende a realização da inspeção de forma gratuita. Algumas categorias, porém, poderão pagar multa se estiverem em desacordo com as inspeções. As sanções chegarão a R$ 5 mil para caminhões e fretados, segundo o projeto de lei que tramita na Câmara.
O texto aprovado foi feito com participação de ONGs ligadas ao meio ambiente e traz medidas mais rígidas em relação a projetos anteriores. O substitutivo é assinado pelos vereadores Milton Leite (DEM), que é presidente da Casa, Gilberto Natalini (PV) e Caio Miranda Carneiro (PSB). Segundo a Câmara, são também autores os vereadores Adilson Amadeu (PTB), Senival Moura (PT), Ricardo Teixeira (PROS), Alessandro Guedes (PT), Conte Lopes (PP) e João Jorge (PSDB). (biodieselbr)

Itaipu reforça frota sustentável com 20 novos veículos elétricos

Entrega oficial foi feita pelo diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Renault do Brasil, Marcus Vinícius Aguiar, ao diretor administrativo, Marcos Antonio Baumgärtner.
A Itaipu Binacional recebeu oficialmente esta semana no Centro de Inovação em Mobilidade Elétrica Sustentável (CI-MES), os 20 novos veículos que farão parte da frota de elétricos da empresa. Os automóveis são modelo Zoe, produzidos pela montadora francesa Renault. A entrega foi feita pelo diretor de Relações Institucionais e Governamentais da Renault do Brasil, Marcus Vinícius Aguiar, ao diretor administrativo da Itaipu, Marcos Antonio Baumgärtner.
Itaipu Binacional
Os veículos são da segunda geração do modelo, com autonomia de até 400 quilômetros, duas vezes superior à da primeira geração, lançada em 2012. O novo modelo também permite uma recarga rápida total da bateria em apenas 1h40. Marcos Baumgärtner afirmou que a intenção da empresa é fazer com que, nos próximos anos, toda a frota de Itaipu seja composta por veículos sustentáveis – especialmente, modelos com motor elétrico e a biometano.
“Esse é mais um passo que estamos dando em direção à sustentabilidade. E um exemplo não apenas para o setor elétrico, mas para toda a comunidade. Queremos ver circulando nas ruas carros sustentáveis e que não poluam o ambiente. Por isso, os veículos que temos comprado são sempre nessa linha”, afirmou.
Marcus Aguiar lembrou que a montadora participa do Programa Veículo Elétrico de Itaipu desde 2012 e que a parceria é importante, entre outros motivos, para divulgar a nova tecnologia no país. “A Renault está tentando trabalhar em conjunto com outros players e parceiros, como Itaipu, para trazer o veículo elétrico o mais rápido possível para a realidade brasileira.”
Sobre o novo Zoe, ele afirmou que “a grande diferença desse modelo é a autonomia. Com 400 quilômetros, perde-se o mito de que o veículo elétrico não vai conseguir ir ao destino e voltar”.
Itaipu Binacional
Segundo Celso Novais, assessor de Mobilidade Elétrica Sustentável de Itaipu, o veículo elétrico já deixou de ser uma aposta de futuro e hoje está presente nos grandes centros, especialmente na Europa. “O que está acontecendo, e o novo Zoe demonstra isso, é que a autonomia dos elétricos está aumentando cada vez mais e os preços, caindo”.
Novais citou outras inovações que estão a caminho, como o carro autônomo e os serviços de compartilhamento. “Na minha visão, nos próximos cinco anos nós vamos ter mais mudanças na área de mobilidade do que ocorreram nos últimos 20 anos, afetando a vida de todo o mundo. Mas vai mudar para melhor”, previu.
A entrega dos novos veículos também contou com a presença do gerente de programas de veículos elétricos da Renault na América Latina, Adriano Castro; do superintendente de Serviços Gerais de Itaipu, Valtemir de Souza Pereira; e do gerente da Divisão de Transportes, Alvino Antônio Lugo.
Atualmente, a Itaipu mantém cerca de cem veículos elétricos circulando no complexo, entre eles, carros de passeio, caminhão, ônibus, utilitário e até um avião elétrico. Da parceria com a Renault, também tem compactos elétricos Twizy, montados na própria empresa e utilizados no serviço de compartilhamento pelos empregados. (canalenergia)

sábado, 20 de janeiro de 2018

Brasil ingressará na Agência Internacional de Energia Renovável

Brasil vai ingressar na Agência Internacional de Energia Renovável
Entrada do país na Irena vai traz participação ativa em debate internacional sobre renováveis. Para presidente da EPE, país entra na elite mundial do tema.
A Comissão Interministerial de Participação em Organismos Internacionais do Governo Federal aprovou em 17/01/18, o início do processo de adesão do Brasil à Agência Internacional de Energia Renovável. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, destacou a importância da iniciativa ao lado do presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Luiz Barroso, que estava em Abu Dhabi na 8º Assembleia Geral da Irena.
De acordo com Coelho Filho, o Brasil é um dos melhores exemplos da substancial representatividade das energias renováveis na matriz, tanto elétrica quanto energética. Para ele, o país pode contribuir muito com a agência e seus países membros. Como país membro, haverá uma participação mais ativa do debate sobre temas relevantes da agenda energética internacional, bem como o benefício das ferramentas e iniciativas desenvolvidas pela Irena.
O ministro ainda lembrou que a Irena vem realizando um importante trabalho desde sua fundação, há apenas 9 anos, período em que logrou estabelecer-se como autoridade global em energia renovável, e criou um relevante ambiente de debate das políticas de energias renováveis, incluindo os biocombustíveis, em nível mundial. São 152 países membros e cerca de 30 países em processo de adesão, como o Brasil.
A Assembleia da Irena ocorrida nos dias 13 e 14 de janeiro teve como temas centrais a discussão de políticas públicas para integração de renováveis e eletrificação da mobilidade. O presidente da EPE, Luiz Barroso, que representou o Brasil pelo segundo ano no encontro, avaliou a importância da entrada do país na agência, definindo-a como mais uma ação da gestão do ministro Coelho Filho na internacionalização do país e no debate sobre renováveis. O Brasil também já havia se associado à Agência Internacional de Energia.
Segundo ele, o Brasil é pioneiro em uma série de políticas para inserção de energia renováveis que foram posteriormente referências para vários países. A participação do Brasil na Irena vai colocar o país na elite mundial da nova onda de discussões, exportando e importando o melhor do conhecimento sobre o tema. “Teremos a chance de aumentar o diálogo e a troca com outros países, visando ensinar aquilo que for possível e aprender sempre e com isso melhorar as políticas públicas de renováveis no país visando mais eficiência e ganhos ao consumidor final”, afirma.
As associações do setor comemoraram a entrada do Brasil na Irena. Para o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, cada vez mais a importância da agência de renováveis vem sendo notada como um fórum altamente qualificado para o debate e a aceleração da inserção das renováveis. “A Irena é um fórum extremamente importante porque ela concentra um braço técnico altamente qualificado que avalia, faz projeções do envolvimento dos setores e dos mercados de energias renováveis”, explica. O acompanhamento de dados como o número de empregos gerados pelas fontes renováveis no mundo foi outro aspecto citado pelo presidente da associação. Sauaia ressaltou ainda o papel que a Irena como fomentador do setor financeiro, viabilizando o acesso a recursos sem os quais os projetos não conseguiriam se desenvolver.
Em nota à imprensa, Sauaia disse que o ingresso na associação representa um importante passo em favor do desenvolvimento das energias renováveis no país e uma grande oportunidade para o Brasil, que é referência mundial em energias renováveis, de compartilhar seu conhecimento e experiências. Para ele, agora há uma oportunidade única de posicionar o Brasil e o setor fotovoltaico brasileiro como protagonista nas iniciativas desenvolvidas pela Irena, de maneira que o país possa incorporar as melhores práticas internacionais.
Na Associação Brasileira de Energia Eólica, o ingresso na Irena foi visto como um grande avanço para as energias renováveis de baixo impacto, como a energia eólica, na opinião da presidente executiva da associação, Élbia Gannoum. A fonte renovável tem batido sucessivos recordes de geração e vem dominando os leilões de energia nos últimos anos, conquistando espaço significativo na matriz. De acordo com ela, fazer parte da agência irá colocar o Brasil em um novo patamar de maturidade perante a comunidade internacional.
A executiva da ABeeólica acredita que o Brasil tem muito a contribuir nas discussões da Irena, já que tem mais de 500 parques eólicos em operação e produtividade bem acima da média mundial. Segundo ela, o Brasil tem muito a ganhar com o aprendizado de outros países e certamente vai se beneficiar muito do conhecimento que a agência tem acumulado.

A Agência teve como foco o fomento às tecnologias eólica e solar produzidas nos países desenvolvidos. A partir de 2011, passou a considerar os bicombustíveis e a energia hidráulica no escopo dos seus trabalhos. A alteração estimulou o ingresso de países em desenvolvimento, como a África do Sul, Índia e China. A participação brasileira na Irena contribuirá para a Plataforma Biofuturo, iniciativa do Ministério das Relações Exteriores, que conta com a participação do MME. As ações do MRE no campo internacional estão compatíveis com o Programa RenovaBio. (canalenergia)