quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Enerbios obtém licenciamento prévio para complexo eólico de 200 MW

Estimativa é de que o empreendimento receba investimentos de mais de R$ 1 bilhão, empresa estuda três caminhos para a comercialização da energia.
Maior parque de geração de energia eólica da região Sul será inaugurado no Paraná em 2019.
O Instituto Ambiental do Paraná emitiu a licença ambiental prévia para o Complexo Eólico Palmas II, de titularidade da Enerbios, do Grupo Enercons, com 200 MW de potencia instalada. O investimento é estimado em mais de R$ 1 bilhão e a produção é capaz de atender a 350 mil habitantes, segundo cálculos da empresa. O empreendimento foi desenvolvido em associação à alemã Innovent, à Cia Ambiental e Ventos do Sul, tendo iniciado as atividades de medição de vento na região em 2009.
Em comunicado o presidente da Enerbios, Ivo Pugnaloni, aponta que a empresa começará a detalhar o Projeto Básico Ambiental e concluirá a cotação final para aquisição dos equipamentos e serviços, que já está em curso. Enquanto isso, completará ainda questões  em termos financeiros e societários. Ele, que é o responsável técnico pelos projetos de engenharia, acrescentou ainda que o licenciamento ambiental na etapa prévia já antecipa o êxito das etapas de licenciamento da instalação e da operação, pois é a parte mais difícil do processo.
A energia gerada poderá ter três destinos, o mercado livre de energia de geração distribuída ou o mercado regulado, mas neste último caso o preço oferecido nos leilões volte a ser vantajoso.
O Complexo Eólico Palmas II conta com 16 mil hectares de área arrendada a mais de 50 proprietários rurais e está situado no município de Palmas, no Sul do Paraná, na divisa com Santa Catarina. Ele é composto de oito usinas eólicas diferentes, denominadas Taipinha, Tradição, Piloto Tradição, São Francisco, Santa Cruz, Campo Alegre, Santa Maria e Pederneiras nas quais as atividades agrícolas de lavoura, pastagem e reflorestamento continuarão a ser praticadas normalmente.
Complexo Eólico Palmas II vai gerar energia elétrica para 240 mil pessoas. (canalenergia)

Complexo Eólico Palmas II obtém Licenciamento Prévio pelo IAP

A empresa Enerbios, do Grupo Enercons, obteve em 17/12/18 a Licença Prévia(LP) do Instituto Ambiental do Paraná (IAP)) para a implantação do Complexo Eólico Palmas II, no município de Palmas, no Sul do Estado. O empreendimento, com 200 MW e investimento 1,3 bilhões de reais será iniciado em 2019. A Licença Prévia (LP), que antecede os licenciamentos de Instalação e Operação, aprova a localização e concepção do Empreendimento, atestando  viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implantação. O novo complexo será instalado no lado paranaense da PRC 280 e ficará junto ao Complexo Palmas I,  em frente aos parques de Agua Doce, Santa Catarina.
O anúncio pelo engenheiro responsável técnico pelo projeto e presidente da ENERBIOS, Ivo Pugnaloni, ocorreu  durante o Programa Pauta Dinâmica, da Rádio Club na manhã de 17/12/18. “É uma emoção muito grande, a gente antever o que vai acontecer com a região de Palmas,  referindo-se ao volume de investimentos e as perspectivas de aumento de arrecadação de impostos com a geração de energia pelos parques” disse ele. Destacou ainda a produção de energia mais barata para as indústrias locais.
Diretor da Enerbios, Pugnaloni, comemorou a obtenção do licenciamento ambiental prévio, durante programação da Rádio Club FM.
Lembrou que este projeto vem sendo trabalhado desde 2009 com estudos, arrendamentos de áreas dos produtores e medições dos ventos e, agora, comemora-se a obtenção do licenciamento prévio. Destacou o papel importante do governo municipal em motivar e acompanhar de forma próxima os trâmites para licenciamento do empreendimento.
Estão associadas ao projeto, a Cia Ambiental,  INNOVENT  da Alemanha e a VENTOS DO SUL, além dos proprietários das áreas que receberão os parques.“Hoje é um marco importante para o desenvolvimento do nosso projeto em Palmas, nos permitindo já em 2019 dar início à fase de implantação”, comemorou Paulo Gustavo Yazbek, Gerente Geral da Innovent no Brasil, empresa com presença na matriz energético eólica  na China, Taiwan, Alemanha,  Turquia, França, Suécia e outros países do Mar do Norte.
Salientou  que o Complexo Eólico Palmas II irá contribuir decisivamente na alteração matriz energética do Paraná, que também será beneficiado com a geração do impostos, tal qual o município.  Yasbek salientou ainda a geração de empregos. “Nos congratulamos com todos os cidadãos de Palmas,  governo municipal(Executivo e Legislativo), que sempre deram apoio ao projeto, com os proprietários das áreas que sempre nos receberam muito bem e com a imprensa de Palmas que sempre divulgaram nossas atividades” mencionou.
A Diretora de Licenciamento do IAP, Edilaine Vieira da Silva, parabenizou Palmas pela obtenção do licenciamento e explicou os procedimentos que deverão ser adotados a partir de agora para que as empresas recebam a licença de Instalação.  Considerou que de todas as fases previstas, a Licença Prévia é a mais importante no processo. É sempre um prazer para os técnicos do IAP trabalhar com fontes alternativas energia. Destacou que, finalmente, o Paraná começou a investir nas fontes fotovoltaicas e eólicas. ” Parabéns para Palmas que é pioneira na geração eólica e que estará recebendo este empreendimento que será o maior do Paraná”, finalizou.
PRIMEIRA FASE
A primeira etapa  de construção do Complexo Eólico Palmas (CEP) II terá início nos primeiros meses do próximo ano com a implantação da usina Tradição Piloto, com potência instalada de 6,6 MW. “A energia desse primeiro Parque Eólico, denominado “Tradição Piloto”, já está vendida. Permanecemos abertos a novos investidores nacionais e estrangeiros, bem como de empresas interessadas na aquisição de energia renovável e muito mais barata do que no mercado regulado”, destacou Pugnaloni.
Conforme anunciado anteriormente pelo o Diretor da INNOVENT no Brasil, será a utilizado um tipo de torre construída com treliças, muito usadas na Europa, na China e na Índia, mas ainda desconhecidas no Brasil, para suportar os geradores de 120 metros de altura, já que estas possuem igual resistência, mas sofrem muito menor tração lateral do vento.
O Diretor da Ventos do Sul, Ivan Gilioli, reiterou que a intenção é contratar parte dos serviços e produtos na região de Palmas, pois esta já se notabiliza em todo o Brasil como uma região fornecedora de serviços especializados no setor eólico.
COMPLEXO PALMAS II
Ao todo o empreendimento  terá oito parques eólicos – Campo Alegre, Pederneiras, Santa Cruz, Santa Maria, São Francisco, Taipinha, Tradição e Tradição Piloto – que deverão estar  interligados à subestação de Palmas, através de linha de transmissão de 28 quilômetros, com traçado  previsto para faixa de domínio da PRC-280.
A estimativa dos investidores é que durante a fase de implantação deverão ser gerados até 500 postos de trabalho diretos, entre as mais diversas funções e formações, onde pretende-se priorizar a contratação de mão de obra local. Posteriormente, para a operação e manutenção serão pelo menos 25 postos de trabalho fixos. Também haverão empregos diretos na execução de pelo menos 19 programas ambientais durante e após as obras.
Assista ao vídeo de Complexo Eólico de Palmas II: https://www.youtube.com/watch?v=9ruXu-UqgR8 (rbj)

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

MME enquadra projetos eólicos como prioritários

Obras são relativas a expansão dos parques eólicos Ventos da Bahia III e IX, com capacidade total de 62 MW.
O Ministério de Minas e Energia aprovou como prioritário, dois projetos relativos às centrais de geração eólica Ventos da Bahia III e IX. As EOLs possuem, respectivamente, 30,8 MW e 28,6 MW e estão em operação comercial deste setembro deste ano. Com a declaração, os projetos podem emitir debêntures de infraestrutura, com incentivos para o investidor. A decisão foi publicada através de despacho no Diário Oficial da União de 13/12/18. (canalenergia)

Energia eólica muda realidade de agricultor no sertão paraibano

Além de estrada e infraestrutura elétrica, produção de aerogeradores garantem renda extra a famílias com terras em usinas, trazendo novas perspectivas e oportunidades para a região de Santa Luzia (PB) e arredores.
ENERGIA: Complexo Santa Luzia, na Paraíba, muda realidade no Sertão do Seridó.
“Diziam que essa terra aqui não prestava nem para criar cobra”. O agricultor Luiz Cardoso Filho (Seu Piúga), 73 anos, já tinha concordado com os moradores da zona rural de Santa Luzia, no Sertão do Seridó, Paraíba, quando recebeu a proposta de “vender vento”. Após anos de sofrimento dependendo da pouca chuva para sobreviver, em 2010 descobriu que suas terras estavam dentro da área do projeto de construção do maior complexo de energia eólica da América Latina, orçado em mais de R$ 2 bilhões.
Hoje já funcionam três parques que somam 45 aerogeradores . Até 2023 entrarão em operação mais 15 parques, chegando ao total de 189 turbinas eólicas que, juntas, terão uma capacidade instalada de 565 MW – quase nove vezes a capacidade eólica atual de todo o Estado da Paraíba. O empreendimento espalhado por 900 km² em Santa Luzia e arredores pertence à Neoenergia, controlada pelo grupo espanhol Iberdrola.
Três das turbinas que já estão em funcionamento foram instaladas nas terras de Seu Piúga, que recebe um aluguel mensal pelo “empréstimo” do espaço. Com a renda certa e farta para quem comia o que colhia durante a vida toda, hoje ele cria bode, gado e galinha só “para não adoecer parado” e usa o dinheiro para viver com a esposa, a dona de casa Arlinda Maria do Nascimento Cardoso, 69, e ajudar os quatro filhos, nove netos e dez bisnetos. Analfabeto, ele ajuda a custear os estudos em Nutrição de uma das netas em Natal (RN), que será a primeira da família a concluir o ensino superior.
Hoje o agricultor circula pelo município com o carro que comprou com o dinheiro do arrendamento e ensina aos engenheiros que cuidam da obra o valor do conhecimento empírico do homem do campo. “Já disse a eles que quando a pá vira de lado é sinal de chuva. Quando ela muda, pode contar, dá dois dias no máximo e a água cai”, garante.
Os benefícios dos investimentos no Complexo Santa Luzia também se estenderam aos outros mais de 15 mil habitantes da região, através dos arrendamentos; da melhoria dos acessos, como a pavimentação de 60 quilômetros de estrada ligando a zona rural ao centro da cidade; ou às contrapartidas socioambientais.
IMPACTOS
O projeto da Neoenergia na Paraíba reforça a vocação que a geração eólica encontrou de levar desenvolvimento social a regiões sem qualquer perspectiva do Nordeste brasileiro. Na cidade de Santa Luzia, por exemplo, apenas 10,8% da população está ocupada e 46,3% vive com até dois salários mínimos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O quadro é um resumo do que vive a região do Seridó paraibano.
Entre 2009, quando foi realizado o primeiro leilão de energia eólica pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), até o fim de 2017, o Nordeste recebeu cerca de R$ 80 bilhões em investimentos na geração a partir do vento, 80% do valor de todo o País, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).
Na manhã do dia 18 de novembro a fonte bateu um novo recorde na região, alcançando uma geração instantânea que ultrapassou em 4% a carga total do subsistema, o que tornou a região exportadora de energia naquele momento, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). “Essa é uma realidade totalmente oposta ao histórico do submercado que é, por natureza, importador de energia”, comentou a Abeeólica. Também em novembro, outro recorde: a produção de energia a partir do vento alcançou a capacidade instalada de 14 GW. (penoticias)

domingo, 16 de dezembro de 2018

Toyota apresenta primeiro veículo híbrido flex com etanol

Modelo funciona também a eletricidade, sem necessidade de conexão à rede elétrica.
Modelo funciona também a eletricidade, sem necessidade de conexão à rede elétrica.
A Toyota apresentou a tecnologia para a produção no Brasil do primeiro veículo híbrido flex fuel do mundo, em cerimônia nesta quinta-feira, 13 de dezembro, no Palácio do Planalto. A tecnologia que combina eletricidade com gasolina e etanol é resultado de parceria da montadora japonesa com universidades federais brasileiras. A empresa planeja investir no país em torno de R$ 1 bilhão na produção de híbridos
O veiculo, com certeza, trará impactos muito positivos para o meio ambiente, baixa emissão de poluentes e eficiência energética”, disse o ministro da Indústria e Comércio, Marcos Jorge de Lima. Ele destacou que o lançamento de um carro com tecnologia inédita  já é fruto da novo regime automotivo do Brasil, o  Rota 2030, aprovado esse ano pelo Congresso.
O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, lembrou que no Brasil estão instaladas as maiores montadoras do mundo, mas não foi possível desenvolver até agora um carro brasileiro. “E não se conseguiu porque a nossa pesquisa, o nosso compromisso com as novas tecnologias e com a inovação, tem sido muito baixo nessa área”, observou Moreira.


Prius híbrido flex.
A empresa realizou desde março diversos testes com o protótipo lançado hoje com tecnologia brasileira. O veículo é um modelo Prius, que deverá ser fabricado inicialmente no Brasil para, na etapa seguinte, ter sua tecnologia exportada para outras partes do mundo.
O presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang, disse que desde 2017 a empresa investiu R$ 1,6 bilhão em todas as unidades produtivas no país. Pioneira em tecnologia híbrida no mundo, a montadora vendeu mais de 12 milhões de veículos que combinam combustível e eletricidade e que contribuíram, segundo o executivo, para a redução de 900 milhões de toneladas de gás carbônico. No Brasil foram vendidas mais de 5 mil unidades do Prius.
“O novo modelo que vamos produzir aqui é a combinação de tecnologia híbrida-etanol. Uma combinação inédita no mundo. Vai ser a primeira tecnologia aqui no Brasil, e por que não pensar que no futuro nós poderemos exportar essa tecnologia para outros países?”, indagou Chang.
Veículo foi apresentado oficialmente na Investe São Paulo.
O CEO da Toyota para a America Latina, Steve St Angelo destacou que outros países tem direcionado seus esforços no desenvolvimento de veículos apenas elétricos, o que põe uma grande pressão sobre a rede de energia. No caso do protótipo brasileiro, a tecnologia não requer conexão a redes elétricas. “É auto carregável, o que permite a países como o Brasil e da América terem veículos livre de carbono sem ter que investir em infraestrutura.” (canalenergia)