segunda-feira, 10 de junho de 2019

Impactos do óleo de dendê sobre a biodiversidade neotropical

Biocombustíveis – Impactos do óleo de palma (dendê) sobre a biodiversidade neotropical.
Plantação de dendê, Culturas Energéticas – NACE da Embrapa Agroenergia e Embrapa Cerrados.
Caros Colegas,
Estou indicando artigos liderados por Lain Pardo, meu ex-aluno de doutorado, que estudou os impactos da expansão do óleo de palma (dendê) sobre os mamíferos nativos na Colômbia, usando o método de captura de câmeras.
Como vocês sabem, o dendê está se expandindo rapidamente na América Latina e em outros lugares nos trópicos.
O último artigo de Lain tem duas conclusões fundamentais:
1 – Reduções na diversidade de mamíferos não são tão severas se as faixas de floresta ripária forem retidas nas plantações de dendezeiros, em vez de serem completamente removidas.
2 – As perdas de mamíferos também são menores se for permitido que a vegetação de cobertura do solo se regenere sob dendezeiros, em vez de manter o sub-bosque nu de cobertura.
Os artigos anteriores de Lain (listados abaixo) fornecem descobertas importantes:
1 – Em geral, as plantações de dendezeiros têm uma biodiversidade de mamíferos substancialmente menores do que a floresta nativa ciliar e as savanas que substituem.
2 – Algumas espécies de mamíferos são muito mais vulneráveis à expansão da palmeira do que outras, sendo os mesopredadores generalistas e os herbívoros relativamente tolerantes, e muitas outras espécies sendo altamente vulneráveis.
3 – Em escala de paisagem, quando o dendê aumenta para mais da metade da cobertura do solo (45-75%), a diversidade de mamíferos diminui drasticamente.
236 mil hectares é a área de óleo de palma (dendê) plantada no Brasil. (ecodebate)

Expansão da matriz elétrica fica em 750 MW em maio/19

Expansão da matriz elétrica fica em 750 MW em maio, aponta Aneel.
Entrada em operação da UG 13 da usina de Belo Monte respondeu por 611 MW de capacidade no mês passado.
A expansão da capacidade instalada em operação comercial do país somou 750 MW em novos projetos no mês de maio. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, no acumulado do ano, o país já tem 2.209 MW em capacidade instalada adicional em 2019. Desse montante, 1.935 MW estão alocados no ACR e outros 274 MW fora desse ambiente. São 5 novas usinas no mês e 59 ao total de janeiro a maio.
A maior responsável por esse aumento no mês passado foi a fonte hídrica, especificamente, pela inclusão da UG 13 da UHE Belo Monte com 611,11 MW de potência instalada. Outros 100 MW devem-se à UG 2 da UHE Colíder. Nesse volume total estão mais duas PCHs e uma CGH que contribuíram com 21,88 MW de capacidade instalada. A fonte térmica a biomassa teve mais 17 MW.
De um total de pouco mais de 24 GW de projetos cujas obras são fiscalizadas pela Aneel, divididos em 617 usinas, a maior parte está sob a sinalização amarela. São 11,7 GW em nova capacidade que encontram algumas dificuldades para sua implantação. Há ainda 8,9 GW em usinas sem restrições e 3,4 GW sem previsão de entrara em operação.
Em 2019 ainda são previstas usinas que somam 4,3 GW em potência, o maior volume anual até o ano de 2024. Desse montante são 3 GW somente pela fonte hídrica. Depois desse volume o maior é de 973 MW em 2020. A curva continua a redução até 2022, depois desse ano não há mais novas usinas hidrelétricas contratadas. Ao total as UHEs somam 6,4 GW fiscalizados.
Eólica são mais de 5,1 GW de potência contratada até 2024. Nos anos de 2020 e 2023 estão os maiores valores anuais com 1,2 GW para entrar em operação. Já a solar soma até o momento 2,9 GW em novas usinas contratadas, os maiores valores de acréscimo são em 2021 e 2022 com 890 MW e 1,6 GW, respectivamente. As térmicas a combustível fóssil somam 7 GW, sendo 6,6 GW destinado ao ACR. (canalenergia)

sábado, 8 de junho de 2019

Turbinas Eólicas Urbanas

Turbinas Eólicas Urbanas – O-Wind Turbine.
Duas das grandes limitações da energia eólica é a dimensão dos dispositivos comuns e o facto de as turbinas tradicionais só conseguirem capturar vento que viaje de uma única direção – é por esses motivos que os moinhos eólicos se encontram em locais afastados das cidades, em espaços altos e sem obstáculos nas proximidades.
Contudo, se nas zonas mais rurais os ventos mantêm-se (sensivelmente) constantes na direção que tomam, os ventos citadinos são totalmente diferentes, multidirecionais e em constante mudança de direção.
Com os centros urbanos cada vez maiores e mais numerosos, dois alunos da Universidade de Lancaster desenvolveram o O-Wind Turbine, uma turbina eólica que consegue capturar ventos de todas as direções para gerar energia.
Como funciona? Esta turbina é um dispositivo de 25 cm que gira, independentemente da direção com que o vento lhe chegue – ao girar ativa um gerador que converte a energia da turbina em elétrica.
Esta é uma solução sustentável, acessível e possível de aplicar em todas as cidades, principalmente como uma fonte doméstica de energia elétrica, reduzindo assim a pegada carbónica e ecológica das habitações. (simplyflow)

Leilão de Roraima transforma em realidade projetos híbridos

Brasil Bio Fuels viabiliza empreendimentos que serão movidos a biomassa, óleo vegetal e energia solar. Eneva viabiliza projeto que vai usar gás do campo de Azulão e vai ter investimentos de R$ 1,8 bilhão.
O leilão de Roraima, realizado em 31/05/19, que contratou 293,8 MW e investimentos de R$ 1,62 bilhão, vai trazer para o mercado projetos híbridos como os viabilizados pela Brasil Bio Fuels. A empresa conseguiu viabilizar dois projetos, um com óleo vegetal e biomassa da palma em São João da Baliza, no Sul do estado, de 17 MW e outro em Boa Vista, de óleo vegetal e energia solar, de 56 MW. O total de investimentos ultrapassa os R$ 600 milhões. De acordo com Milton Steagall, CEO da BBF, o leilão foi positivo no modelo de contratação, já que estimulou outras fontes de energia. “A Aneel inovou, deu estímulo as fontes alternativas, para acabar com o monopólio do diesel, que já está há décadas instalado”, afirma.
Ele conta que a usina de São João da Baliza era um projeto antigo da BBF, que tentou ser viabilizado em um leilão de 2010 de sistema isolado, mas que não teve êxito. A empresa tem uma planta de esmagamento de palma, o que a faz ter um custo baixo de combustível. Steagall lembra que a indústria da Palma trabalha 12 meses no ano, sem ter uma entressafra expressiva. Ele pretende já em março de 2020 pedir autorização para começar a gerar energia, antecipando em um ano o prazo de começo de operação. Ele já tem os equipamentos comprados e deve gerar de 200 a 250 empregos diretos. O projeto que envolve energia solar ainda não tem os fornecedores definidos.
O aparecimento de projetos híbridos também foi ressaltado positivamente pela diretora da Thymos Energia, Thais Prandini. Segundo ela, apesar do leilão ter sido exitoso, ele foi muito específico, o que o deixa à parte dos demais certames. A garantia do abastecimento para Roraima nos próximos anos assegurada pelo certame mesmo que o linhão do estado não saia também foi citada por ela como ponto positivo do leilão. “A gente sabe que vai ter energia para entrar lá”, avisa. A diretora da Thymos apostava em um preço mais baixo, já que os contratos eram de longo prazo. Sobre a falta de ofertas para o produto energia, ela acredita que a eminente interligação do estado pode ter afastado os proponentes.
Quem também viabilizou projetos no leilão foi a Eneva. Ela vai construir no estado a UTE Jaguatirica II (132,3 MW) movido a gás natural e abastecido com o gás produzido pela Eneva no campo de Azulão, no Amazonas. A usina terá disponibilidade de potência de 117 MW, pelo prazo de 15 anos, a partir de 28 de junho de 2021. A usina vai receber receita fixa anual de R$ 429.300.196,62. A Eneva deverá investir R$ 1,8 bilhão no empreendimento. O início da implantação do projeto está previsto para o primeiro semestre de 2019.

O presidente da empresa, Pedro Zinner, classificou o projeto como de alta complexidade e importante para o país, já que inaugura a produção na bacia do Amazonas, aumenta a segurança energética em Roraima de forma mais limpa e amplia a oferta de energia em uma região dependente do diesel e da energia vinda da Venezuela. Para a construção da UTE Jaguatirica II, a Epecista será a Techint. Os equipamentos críticos da ilha de potência da UTE serão fornecidos pela Siemens. A construção da planta de GNL, tancagem e regaseificação será coordenada pela Eneva, e os equipamentos serão fornecidos pela Galileo Technologies. Para o desenvolvimento do Campo de Azulão, a companhia utilizará os fornecedores com as quais já trabalha na Bacia do Parnaíba.
Com o resultado do Leilão, a Eneva expande o modelo Reservoir-to-Wire para mais uma bacia sedimentar e atinge capacidade contratada total de 2,7 GW, com garantia de faturamento bruto anual mínimo de R$2,7 bilhões. (canalenergia)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Energia Solar, mas sem sol

Energia Solar, mas sem sol. Como é possível?
Já pensou não precisar mais usar o telhado para produzir energia solar em sua casa ou empresa?
Chamada de a nova geração de células solares orgânicas, elas não precisam mais ficar expostas diretamente ao sol para captá-lo e transformá-lo em energia elétrica, basta estarem instaladas em um ambiente com luz natural.
Isso quer dizer que a eletricidade será gerada com a claridade natural, mesmo em ambientes internos.
O estudo foi apresentado no Japão pelo pesquisador Ryota Arai e seus colegas da Universidade Kyushu e da empresa Ricoh.
Eles explicam que o trabalho consistiu em selecionar os melhores materiais para compor células solares orgânicas capazes de gerar eletricidade de forma eficiente em ambientes de baixa iluminação.
Mas, embora seja uma revolução no setor, a nova tecnologia ainda está longe da viabilidade entregue pelas tradicionais placas de silício, as mais utilizadas hoje na geração de energia solar fotovoltaica.
As células solares orgânicas são flexíveis e baratas, mas ainda estão correndo atrás do silício em termos de eficiência na conversão da luz em eletricidade.
Novos painéis solares não irão mais precisar do sol para gerar energia elétrica.
Segundo os cientistas, os estudos estão avançando para viabilizar o uso da tecnologia de forma a alimentar os aparelhos elétricos sem a necessidade de fios. Vamos aguardar!
Enquanto isso, os painéis solares atualmente instalados sobre os telhados produzem energia limpa e ainda podem trazer até 95% de redução no valor da conta de energia elétrica.
Através da instalação de um conjunto de equipamentos que formam os chamados sistemas fotovoltaicos conectados à rede (On-Grid), consumidores conseguem gerar sua própria energia com a luz do sol e trocar ela pela energia da rede durante a noite.
Você pode imaginar que não existe geração de energia solar no período noturno, não é mesmo?
Digamos que se trata de uma fonte intermitente que não pode ser fornecida continuamente devido a fatores não controláveis.
Por esse motivo, nesses sistemas a energia gerada no dia e não consumida é injetada na rede e emprestada à distribuidora, que a devolve ao consumidor na forma de créditos energéticos.
Esses créditos são usados para abater da energia consumida da rede durante a noite, o que permite manter a sua casa sempre abastecida pela energia elétrica que você mesmo produziu.
Essa é a razão pela qual os sistemas conectados à rede são os que mais se espalham pelo Brasil e pelo mundo.
Através do segmento de geração distribuída regulado pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), mais de 72 mil brasileiros hoje utilizam esses geradores solares como fonte da própria energia, um público que deve chegar a 886.700 deles até 2024, segundo a projeção da própria ANEEL.
Energia solar fotovoltaica não necessita de calor para funcionar, mas apenas da luz emitida pelo Sol, é por essa razão que um sistema solar fotovoltaico tem seu pleno funcionamento em um dia de céu limpo, sem o surgimento de nuvens, independente da época do ano, não importando se está frio ou calor. (ecodebate)