quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Fontes renováveis representaram 50% da matriz energética brasileira em 2024

Fontes renováveis representaram 50% da matriz energética brasileira em 2024, um marco histórico alcançado pela primeira vez, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia (MME). Esse aumento foi impulsionado pela expansão das energias eólica e solar, além do uso contínuo de biomassa, consolidando a matriz energética nacional como uma das mais renováveis do mundo.

Marco histórico: A participação de 50% de fontes renováveis na oferta interna de energia (OIE) foi alcançada em 2024, atingindo 322 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep).

Fontes de maior crescimento: A expansão da energia solar e eólica foi fundamental para este resultado.

Desempenho em relação a outros países: A participação renovável brasileira em 2024 foi quase quatro vezes maior que a média global (14,2%) e superior à média dos países da OCDE (13%).

Matriz elétrica: Para a geração de eletricidade, a participação renovável foi ainda maior, chegando a 88,2% em 2024, com destaque para a energia hidráulica (56,8%), eólica (14,1%) e solar (9,3%).

A Oferta Interna de Energia (OIE) chegou a 322 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em 2024, com crescimento de 2,4% em relação a 2023. O consumo de eletricidade aumentou 5,5%. A fonte solar, com crescimento mais acelerado, passou a representar 2,2% da matriz energética brasileira ao final de 2024, com 7,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep).
Fontes renováveis de energia, solar e eólica

As fontes renováveis atingiram 50% da matriz energética brasileira em 2024, um avanço de 0,9% em relação ao ano anterior, de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME). A matriz energética abrange, além da geração e consumo de eletricidade, outros usos da energia em processos como a combustão em setores como indústria e transportes. Com a marca, o Brasil tem uma participação de renováveis quase 4 vezes superior à média global de 14,2% e ao verificado nos países da OCDE (13%).

Esse crescimento da participação de renováveis foi impulsionado, principalmente, pela expansão da energia solar, que registrou aumento de 33,2%, seguida pela eólica (12,4%) e pelos óleos vegetais (28,35%). Ao mesmo tempo, o consumo final de derivados de petróleo e de gás natural caiu 0,7% e 3,4%, respectivamente.

Os dados fazem parte da edição de 2025 da Resenha Energética Brasileira, publicada pelo MME em 01/12/25.

A Oferta Interna de Energia (OIE) alcançou seu maior nível histórico em 2024, chegando a 322 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep), com crescimento de 2,4% em relação a 2023. O consumo de eletricidade aumentou 5,5%, de 53 milhões de toneladas equivalentes de petróleo em 2023 para 55,9 milhões em 2024.

A fonte solar passou a representar 2,2% da matriz energética brasileira ao final de 2024, com 7,2 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) — na matriz elétrica, atualmente, a participação da fonte solar é de 23%, com 60 GW de 256 GW em operação no país, incluindo os micros e miniusinas de geração distribuída.

No setor de transportes, o consumo final de energia cresceu 2,7%, com destaque no uso de biocombustíveis: o etanol registrou alta de 15,6% e o biodiesel, 19,2%. Esse movimento foi reforçado pela sanção da Lei do Combustível do Futuro (14.993/24), que estabelece mandatos para biocombustíveis, biometano e diesel verde.
No campo da eficiência energética, o Brasil mostrou evolução consistente. O Índice ODEX, que mede os ganhos de eficiência do país, indica que em 2023 estávamos 11,8% mais eficientes do que em 2005. Resultado do fortalecimento de políticas e programas do governo, como o Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel) que, desde 1986, já economizou cerca de 263 bilhões de quilowatt-hora (kWh). (pv-magazine-brasil)

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