segunda-feira, 6 de junho de 2011

''Não faz sentido investir em energia nuclear''

A decisão da Alemanha de abandonar a energia nuclear terá reflexo no Brasil?
Certamente
Até o acidente de Fukushima (Japão), o governo brasileiro planejava a expansão do parque nuclear no País. Não apenas terminar Angra 3, mas construir mais quatro a seis usinas, especialmente na região Nordeste. Depois do acidente, o Japão mudou vários procedimentos na área e a Alemanha anunciou que vai desativar suas usinas. Não faz sentido continuar investindo em energia nuclear aqui.
Nós precisamos de energia nuclear?
Não
Temos um enorme potencial hídrico e boas perspectivas no gás natural e na chamada energia renovável, como biomassa, eólica, solar e outras.
Que impacto traria desistir dos projetos nucleares?
Daria mais espaço para dezenas de projetos de energia renovável. O Brasil tem capacidade para liderar investimentos nessa área.
Até outro dia, energia renovável era uma aposta típica de investidores de nicho, algo quase exótico. Por que as grandes empresas estão apostando nisso agora?
Até alguns anos atrás, a energia renovável tinha um custo de implantação muito alto. Com o desenvolvimento da indústria, ela está se tornando economicamente viável. Um exemplo: em 2004, o custo da energia eólica era R$ 300 o megawatts/hora, em valores atualizados. No último leilão, em agosto do ano passado, o megawatt/hora foi negociado, em média, por R$ 130. A energia eólica hoje é competitiva. Temos visto um interesse muito intenso de novos investidores em participar do próximo leilão, em julho. Só o nosso escritório está olhando mais de 40 projetos de parques eólicos para clientes. (OESP)

Cautela com projetos de energia nuclear

Haverá cautela com projetos de energia nuclear, diz EPE
A cautela tem como pano de fundo a decisão da Alemanha de suspender seu programa nuclear após o desastre com a usina nuclear de Fukushima, no Japão.
O executivo, porém, defendeu que o País não abandone os projetos nucleares para que não fique defasado em tecnologias no futuro.
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, deixou claro hoje que o governo vai analisar com mais cautela a entrada de projetos de energia nuclear na discussão do Plano Nacional Energético 2035. A cautela tem como pano de fundo a decisão da Alemanha de suspender seu programa nuclear após o desastre com a usina nuclear de Fukushima, no Japão.
"Acho que não devemos tomar medidas precipitadas, nem para um lado nem para o outro. Temos que estudar. É uma situação nova", afirmou o executivo, que fez hoje palestra para associados do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças no Rio de Janeiro (Ibef-RJ).
Para Tolmasquim, o Brasil está em uma posição privilegiada por ter uma grande variedade de opções de geração de energia e, com isso, pode olhar com mais cautela para a questão nuclear. O executivo, porém, defendeu que o País não abandone os projetos nucleares para que não fique defasado em tecnologias no futuro. "Angra III vai continuar. Não tem sentido econômico razoável, depois de tantos anos, começar e parar de novo", afirmou. Já sobre a possibilidade de incluir novas usinas, o presidente da EPE disse que o tema ainda está sendo analisado. (exame)

Novas usinas nucleares estão fora do plano

Novas usinas nucleares estão fora do plano
A instalação de novas usinas nucleares no País ficou de fora da versão preliminar do plano de expansão energética para o período de 2011 a 2020. "A expansão da geração com fontes nucleares não contemplou neste plano outras usinas além da de Angra 3, tendo em vista, principalmente, os prazos necessários para a implantação de novas centrais", argumentam os técnicos no documento.
Ainda não há uma decisão oficial sobre o futuro das quatro novas usinas que o governo vem estudando, mas o próprio ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, já reconheceu que os projetos podem não sair do papel.
Depois do acidente em Fukushima, no Japão, o Palácio do Planalto resolveu reavaliar os planos. A única decisão tomada até agora é que a construção de Angra 3 não será interrompida. A expectativa é que usina seja concluída em 2015.
O governo também não prevê nenhum investimento novo em outras formas de geração térmica de energia, como queima de gás natural, carvão ou óleo combustível. Os recursos previstos no plano decenal para o segmento - R$ 24,7 bilhões - estão todos concentrados em projetos já em andamento
O governo alemão anunciou na segunda-feira passada um acordo para o fechamento de todas as usinas nucleares do país até 2022. Após o acidente de Fukushima, a Alemanha foi palco de grandes protestos contra o uso de energia nuclear. (OESP)

sábado, 4 de junho de 2011

Combustível a Hidrogênio

Hidrogênio: combustível do futuro.
O hidrogênio é considerado o combustível do futuro por ser uma fonte de energia renovável, inesgotável e não poluente, que trará benefícios para toda a humanidade, e o mais importante: para o meio ambiente.
No estado natural e sob condições normais, o hidrogênio é um gás incolor, inodoro e insípido, quando é queimado com oxigênio puro, os únicos produtos são calor e água. Indústrias Petrolíferas estudam a adoção desse elemento para gerar energia elétrica e como combustível veicular.
Mas por que os veículos movidos a hidrogênio não poluem a atmosfera? Entenda melhor como essa substância simples e abundante pode ser utilizada como uma fonte potencial de combustível.
A ideia é que os motores elétricos substituam os motores à combustão para evitar a poluição atmosférica. No mesmo contexto existe a conscientização de que os combustíveis fósseis são limitados e não renováveis, as pesquisas em combustíveis e fontes de energia alternativa vêm crescendo em ritmo acelerado e em escala mundial.
O hidrogênio é um composto com grande capacidade de armazenar energia, sendo um combustível de baixo peso molecular, possui a maior quantidade de energia por unidade de massa que qualquer outro combustível conhecido e, quando resfriado ao estado líquido, o hidrogênio ocupa um espaço equivalente a 1/700 daquele que ocuparia no estado gasoso. Essa é uma das razões pelas quais o hidrogênio é utilizado como combustível para propulsão de foguetes e cápsulas espaciais, que requerem combustíveis de baixo peso, compactos e com grande capacidade de armazenamento de energia.
Quando produzido de fontes e tecnologias renováveis, como hidráulica, solar ou eólica, o hidrogênio torna-se um combustível renovável. Pode também ser gerado da gaseificação do bagaço da cana-de-açúcar, ou de fontes fósseis, como o gás natural, a nafta e outros hidrocarbonetos.
Estudos revelam que o hidrogênio será fundamental na produção energética mundial dos próximos anos, devido às emissões de gases do efeito estufa na atmosfera e o aquecimento global, que precisam urgentemente de redução. (brasilescola)

O hidrogênio, energia do futuro

Fatos e ações
O hidrogênio transformar-se em combustível renovável e inesgotável do futuro? Os investigadores seguem duas pistas diferentes: a primeira, em fase avançada de estudo e desenvolvimento, consiste na pilha de combustível; a segunda - mais distante - consiste na fusão de núcleos de hidrogênio.
Por oposição à pilha clássica "consumidora" dos reagentes eletroquímicos que geram a corrente, a pilha de combustível consiste num gerador de eletricidade (e acessoriamente de calor) que utiliza a reação entre o hidrogénio renovado em permanência (enquanto combustível) e o oxigénio do ar (enquanto comburente) para, através da libertação de elétrons, produzir água. A Europa, Estados Unidos e Japão desenvolvem uma intensa atividade de investigação industrial sobre grande número de variantes de pilhas de combustível - destinadas quer aos motores eléctricos dos automóveis, quer às novas gerações de centrais eléctricas e térmicas. Este promissor modo de produção de energia sustentável deveria, seriamente, penetrar no mercado dentro de uma ou duas décadas.
A ambição sem precedentes da fusão é a reprodução, de forma controlada, do gigantesco processo de produção de energia desenvolvido no universo estelar através da fusão de núcleos de hidrogénio com núcleos mais pesados de hélio. De há quatro décadas a esta parte, a Europa investiu num grande esforço de investigação sobre esta energia do futuro que levantaria definitivamente a hipoteca que representa o progressivo esgotamento dos recursos fósseis, sem produção de emissões poluentes nem de resíduos radioativos. Atualmente, a fusão é objeto de uma vasta cooperação mundial (ITER) tendo em vista à construção, a prazo, de um primeiro reator experimental.
As pilhas do futuro
Candidata a fonte de energia limpa destinada aos veículos do futuro, a pilha de combustível constitui, igualmente, uma promissora alternativa para aplicações à escala industrial. No âmbito de um projeto europeu, um consórcio de empresas alemãs e dinamarquesas implementou, desta forma, um novo tipo de grupo electrogéneo móvel, capaz de alimentar instalações em eletricidade e calor.
A energia das estrelas
No primeiro plano a nível mundial, o saber-fazer europeu no domínio da investigação sobre fusão foi largamente adquirido graças ao considerável investimento realizado no JET (Joint European Torus) em Abdington (Reino Unido). Foi nesta instalação futurista que se efetuaram, com sucesso, experiências de breve produção de energia de fusão que atingiram uma potência de 1,7 MW. (ec.europa.eu)