sábado, 4 de junho de 2011

O hidrogênio, energia do futuro

Fatos e ações
O hidrogênio transformar-se em combustível renovável e inesgotável do futuro? Os investigadores seguem duas pistas diferentes: a primeira, em fase avançada de estudo e desenvolvimento, consiste na pilha de combustível; a segunda - mais distante - consiste na fusão de núcleos de hidrogênio.
Por oposição à pilha clássica "consumidora" dos reagentes eletroquímicos que geram a corrente, a pilha de combustível consiste num gerador de eletricidade (e acessoriamente de calor) que utiliza a reação entre o hidrogénio renovado em permanência (enquanto combustível) e o oxigénio do ar (enquanto comburente) para, através da libertação de elétrons, produzir água. A Europa, Estados Unidos e Japão desenvolvem uma intensa atividade de investigação industrial sobre grande número de variantes de pilhas de combustível - destinadas quer aos motores eléctricos dos automóveis, quer às novas gerações de centrais eléctricas e térmicas. Este promissor modo de produção de energia sustentável deveria, seriamente, penetrar no mercado dentro de uma ou duas décadas.
A ambição sem precedentes da fusão é a reprodução, de forma controlada, do gigantesco processo de produção de energia desenvolvido no universo estelar através da fusão de núcleos de hidrogénio com núcleos mais pesados de hélio. De há quatro décadas a esta parte, a Europa investiu num grande esforço de investigação sobre esta energia do futuro que levantaria definitivamente a hipoteca que representa o progressivo esgotamento dos recursos fósseis, sem produção de emissões poluentes nem de resíduos radioativos. Atualmente, a fusão é objeto de uma vasta cooperação mundial (ITER) tendo em vista à construção, a prazo, de um primeiro reator experimental.
As pilhas do futuro
Candidata a fonte de energia limpa destinada aos veículos do futuro, a pilha de combustível constitui, igualmente, uma promissora alternativa para aplicações à escala industrial. No âmbito de um projeto europeu, um consórcio de empresas alemãs e dinamarquesas implementou, desta forma, um novo tipo de grupo electrogéneo móvel, capaz de alimentar instalações em eletricidade e calor.
A energia das estrelas
No primeiro plano a nível mundial, o saber-fazer europeu no domínio da investigação sobre fusão foi largamente adquirido graças ao considerável investimento realizado no JET (Joint European Torus) em Abdington (Reino Unido). Foi nesta instalação futurista que se efetuaram, com sucesso, experiências de breve produção de energia de fusão que atingiram uma potência de 1,7 MW. (ec.europa.eu)


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