sábado, 24 de novembro de 2012

Caminhos para energia solar na matriz energética

O caminho para a entrada da geração fotovoltaica passa pela construção de políticas que permitam ao mercado, comparando preço e eficiência, escolher a tecnologia adequada para o momento produtivo. A sinalização vem do relatório “A inserção da energia solar no Brasil”, resultado das atividades do Grupo de Trabalho Cogen Solar, da Associação da Indústria de Cogeração de Energia, que reuniu profissionais de uma série de empresas e contou com apoio técnico da PSR.
Segundo as recomendações, o trabalho buscou mostrar que a inclusão do setor fotovoltaica dentro de uma agenda estratégica de política industrial se torna fundamental, uma vez que o setor vive momento de forte expansão no mercado mundial.
Quem precisa ficar antenado com o mundo da geração solar fotovoltaica tem uma boa oportunidade no curso “Energia solar fotovoltaica – Desenho e Aplicações no Brasil”, que o Ambiente Energia promoverá nos dias 27 e 28 de novembro, em São Paulo, em parceria com a Effitech.
Além de fazer uma introdução sobre energia solar fotovoltaica, o programa vai focar em temas como cálculo e dimensionamento de instalações solares fotovoltaicas, atualiadade normativa no Brasil e potencial de implantação no país.
Farão parte do programa itens como o desenvolvimento da tecnologia no mundo, principais componentes e tecnologias no mercado, sistemas fotovoltaicos, estimativa de produção energética, avaliação de rentabilidade econômica, avaliação de rentabilidade econômica, aplicação dos sistemas em rede (on-grid) e fora da rede (off-grid).
O curso será ministrado por Ruben Agullo, engenheiro mecânico formado pela Universidade de Málaga e mestre em Energias Renováveis pela Universidade de Zaragoza, na Espanha. Agullo tem experiência de sete anos em projetos, desenho, implantação e gerenciamento de instalações solares térmicas e fotovoltaicas. Já participou da instalação de mais de 50 projetos fotovoltaicos com uma potência total instalada ade 10 MW. (ambienteenergia)

Cana e a matriz energética

Cana é a fonte renovável que mais crescerá na matriz energética
Plano Decenal do governo prevê alta do etanol e da bioeletricidade, mas reconhece desafios.
A cana-de-açúcar é uma das fontes de energia que mais crescerá no Brasil na próxima década, segundo previsto pelo governo no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2021. Na quarta-feira (31-10) é encerrado o prazo para contribuições da sociedade à consulta pública sobre o PDE. O documento, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), prevê que os derivados da cana-de-açúcar vão crescer 8,1% ao ano na próxima década, ficando atrás apenas do gás natural, com 9,1%.
Com esse crescimento, a cana aumentará sua participação na matriz elétrica brasileira de 16,4% em 2011 para 21,2% em 2021. As projeções mostram que os derivados da cultura representarão quase metade da energia renovável total utilizada no país daqui a dez anos. As fontes renováveis, que hoje representam 43,1% do consumo, crescerão para 45% em 2021. O etanol e a biomassa de cana crescerão mais rápido do que a média das fontes renováveis na próxima década: em média 8,1% ao ano, contra 5,1% anuais, respectivamente.
Os principais derivados da cana considerados na conta são o etanol e a eletricidade gerada a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar. Mas o PDE considera que, até 2021, o Brasil já poderá ter produções “modestas” de biocombustíveis avançados, como o diesel de cana, o etanol celulósico e o bioquerosene de aviação.
“Um dos desafios para aumentar a competitividade dos biocombustíveis é investir em pesquisa e desenvolvimento, porque ainda não há uma estratégia vencedora”, disse na quarta-feira (31-10) Daniela Corrêa, especialista em regulação da Superintendência de Biocombustíveis e Qualidade de Produtos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Desafios do etanol
Os números do próprio PDE mostram que o desafio não é fácil. Apesar de apontar boas perspectivas para o etanol, devido ao aumento da frota flex, o PDE 2021 reconhece as dificuldades do setor sucroenergético em ampliar a produção de etanol no curto prazo. Por isso, o documento traz projeções de produção mais baixas que o PDE 2020, definido em 2011.
No ano passado, o plano calculava que o Brasil produziria 73,3 bilhões de litros de etanol em 2020, enquanto o PDE 2021 reduziu essa projeção para 68,3 bilhões de litros em 2021. As projeções de exportação também foram significativamente reduzidas, de 6,8 bilhões de litros ao fim do período do PDE 2020 para 3,3 bilhões de litros no PDE 2021.
Segundo Daniela, da ANP, quebras de safra causadas por problemas climáticos têm afetado a produção de cana-de-açúcar, além de outros fatores. “As projeções da EPE apontam que só em 2016 a produtividade da cana recuperará os níveis de 2008”, afirmou a especialista, após palestrar no 7º Congresso Internacional de Bioenergia, em São Paulo.
Desde 2008, a crise financeira e o clima têm atrapalhado o crescimento da produção. Segundo os empresários do setor, os custos subiram muito nos últimos anos, mas os preços do etanol não acompanharam essa alta porque a gasolina permanece com preço congelado pelo governo. (noticiasagricolas)

Base da matriz energética brasileira

Brasil tem a base da sua matriz energética proveniente de fontes renováveis
Matriz elétrica em 2011 (em mil megawatts – MW)
Hidráulica – 83,4
Gás – 13,4
Biomassa – 9,8
Importação – 8,17
Derivados de petróleo – 7,3
Nuclear – 2,07
Carvão e derivados – 1,9
Eólica – 1,7
Total de usinas
1.019 hidrelétricas ou PCHS
145 térmicas a gás
983 térmicas a óleo
445 de biomassa
2 nuclear
10 térmicas a carvão
81 eólicas
Participação das fontas renováveis na matriz elétrica
Total de energia limpa gerada em comparação com outros mercados
Brasil (2011) – 88,8%
Mundo (2009) – 19,5%
OECD (2009) – 18,3% (OESP)

Matriz energética

O Brasil possui a matriz energética mais renovável do mundo industrializado com 45,3% de sua produção proveniente de fontes como recursos hídricos, biomassa e etanol, além das energias eólica e solar. As usinas hidrelétricas são responsáveis pela geração de mais de 75% da eletricidade do País. Vale lembrar que a matriz energética mundial é composta por 13% de fontes renováveis no caso de Países industrializados, caindo para 6% entre as nações em desenvolvimento.
Plano Nacional de Energia - 2030
O modelo energético brasileiro apresenta um forte potencial de expansão, o que resulta em uma série de oportunidades de investimento de longo prazo. A estimativa do Ministério de Minas e Energia para o período 2008-2017 indica aportes públicos e privados da ordem de R$ 352 bilhões para a ampliação do parque energético nacional.


Os recursos públicos virão principalmente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), iniciativa federal lançada em 2007 para promover a aceleração da expansão econômica no País.
Para a área hidrelétrica estão previstos cerca de R$ 83 bilhões. Hoje, apenas um terço do potencial hidráulico nacional é utilizado. Usinas de grande porte a serem instaladas na região amazônica constituem a nova fronteira hidrelétrica nacional e irão interferir não apenas na dimensão do sistema de geração, mas também no perfil de distribuição de energia em todo o País, abrindo novas possibilidades de desenvolvimento regional e nacional.
Outros R$ 23 bilhões devem ser aplicados na expansão da produção e oferta de biocombustíveis como etanol e biodiesel. O cenário internacional aponta o interesse de vários Países em conhecer e adotar o uso dos biocombustíveis em suas frotas – e, para atendê-los, o Brasil é capaz de fornecedor o produto, os serviços e o conhecimento.
A força do etanol brasileiro
O volume total de etanol produzido em 2008 alcançou a marca dos 27 bilhões de litros, com um aumento de 17,9% se comparado ao período anterior. As estimativas oficiais são de que este número irá crescer para 37 bilhões de litros em 2015.
Conheça algumas iniciativas brasileiras no setor energético:
Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa)
Criado em 2002 pelo Ministério de Minas e Energia, o Programa tem o objetivo de desenvolver fontes alternativas e renováveis de energia para a produção de eletricidade, levando em conta características e potencialidades regionais e locais e investindo na redução de emissões de gases de efeito estufa.
Em uma primeira fase, foi estabelecida a meta de implantação de 3.300 MW de capacidade instalada de centrais eólicas, de biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas, divididos em partes iguais para as três fontes.
Atualmente, o Brasil conta com 36 usinas eólicas espalhadas por todo o País, de Norte a Sul. Juntas, elas somam uma potência total de 602.284 kW de energia limpa. O que ainda se caracteriza por ser mínimo perante o potencial de 300 Giga Watts que poderão ser explorados nas próximas décadas.
Até o final de 2010, o Proinfa deverá ser concluído com a oferta de 1,5 GW de energia eólica em todo País, devido a investimentos de R$ 4,6 bilhões para a expansão dessa fonte.
No total o Programa prevê a implantação de 144 usinas, totalizando 3.299,40 MW de capacidade instalada, sendo 1.191,24 MW provenientes de 63 PCHs, 1.422,92 MW de 54 usinas eólicas, e 685,24 MW de 27 usinas a base de biomassa. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, essa energia tem garantia de contratação por 20 anos pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras).
Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel)
Com o slogan “Energia é dinheiro, não desperdice”, o Procel foi criado em 1985 e tem como principais objetivos diminuir o desperdício de energia elétrica no País e buscar a eficiência energética no setor elétrico, para atingir as seguintes metas essenciais: desenvolvimento tecnológico; segurança energética; eficiência econômica, novos parâmetros incorporados à cidadania e a redução de impactos ambientais.
De acordo com estudos realizados recentemente, a quantidade de carbono evitada pelos Programas do Procel será expressiva ao longo dos anos. A eficiência energética terá, até o ano 2010, contribuído para evitar a emissão de cerca de 230 milhões de toneladas de carbono na atmosfera - correspondentes a quase 29% das emissões totais de gases estufa do setor elétrico brasileiro.
Vale destacar que desde a criação do Programa até 2005, foram economizados 2.158 GWh de energia, provavelmente devido às iniciativas para como promoção de iluminação mais eficiente (com a substituição de lâmpadas na iluminação pública e nos setores comercial e residencial); o aumento da eficiência de eletrodomésticos (refrigeradores, freezers e condicionadores de ar) e de motores (por meio de etiquetagem e concessão do Selo Procel).
Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural
O objetivo do Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural é incentivar o uso eficiente destas fontes de energia não-renováveis no transporte, nas residências, no comércio, na indústria e na agropecuária.
Criada em 1991, a iniciativa estabelece convênios de cooperação técnica e parcerias com órgãos governamentais, não governamentais, representantes de entidades ligadas ao tema e também organiza e promove projetos. A racionalização do uso da energia é fundamental para diminuir impactos ambientais, reduzir custos, aumentar a produtividade e assegurar o desenvolvimento sustentável do País.
A meta do governo é obter um ganho de eficiência energética de 25% no uso de derivados de petróleo e do gás natural nos próximos 20 anos, sem afetar o nível das atividades dos diversos setores da economia nacional. Os recursos técnicos, administrativos e financeiros do Programa são fornecidos pela Petrobras.
Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel
Desde 2004 o Brasil conta com o Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, que regulamenta a produção e a distribuição do biodiesel brasileiro, produzido com oleaginosas. O País é o terceiro maior produtor dessa fonte energética do mundo, atrás apenas da Alemanha, Estados Unidos e França.
Em cinco anos de Programa foram dados importantes passos rumo à consolidação do biodiesel no Brasil. Inicialmente foi previsto o aumento gradual da adição do biocombustível ao diesel tradicional até 2013, quando a mistura deveria chegar a 5%. No entanto, o governo brasileiro decidiu fortalecer suas iniciativas nessa área e acaba de antecipar em três anos essa obrigatoriedade. Assim, o B5, como é chamada mistura dos diesel tradicional e do biodiesel, passou a ser obrigatório a partir de janeiro de 2010, em todo o território nacional. Essa medida deve elevar a produção de biodiesel de cerca de 176 milhões anuais para 2,4 bilhões de litros em 2010, reforçando a posição do Brasil na liderança mundial em energias renováveis em escala comercial.
Sob o aspecto social, a ampliação do uso do biodiesel vai aumentar a geração de emprego e renda, impacto no processo de inclusão social atualmente em curso no Brasil ao promover de forma crescente a agricultura familiar. Dos 2,4 bilhões de litros que serão demandados com o B5, 80% será fornecido por unidades produtoras detentoras do Selo Combustível Social. No viés econômico, haverá uma maior agregação de valor às matérias-primas oleaginosas de origem nacional.
O Brasil possui 43 usinas com a seguinte distribuição regional de capacidade:
Norte = 5%, Nordeste=19%, Centro-Oeste =33%, Sudeste =18% e Sul =25%. Isso representa capacidade instalada suficiente de 3,6 bilhões de litros/ano
Programa Luz Para Todos
O Governo Federal lançou em novembro de 2003 o desafio de acabar com a exclusão elétrica no País. É o Programa Luz para Todos que, originalmente, teve a meta de levar energia elétrica para mais de 10 milhões de pessoas do meio rural até o ano de 2008.
Resultado plenamente alcançado devido a investimentos da ordem de R$ 9,7 bilhões, dos quais R$ 6,5 bilhões pelo governo federal e o restante pelos governos estaduais e empresas distribuidoras.
Na prática, o Programa promoveu uma verdadeira revolução nas localidades mais distantes dos centros urbanos do País, oferecendo oportunidades de desenvolvimento humano antes impossíveis como o acesso à informação, melhora da qualidade de vida nas residências, novos negócios, entre outros.
Em razão do seu sucesso e do aumento da demanda surgida nos últimos anos, o Programa Luz para Todos foi ampliado para até 2010, com o objetivo de propiciar cerca de um milhão de novas instalações.
O Brasil possui uma matriz de energia elétrica que conta com a participação de 77,1% da hidroeletricidade. Energia proveniente de 140 usinas em operação, com perspectiva de aumento do uso dessa fonte. Ao longo dos últimos 30 anos, o País evitou a emissão de cerca de 800 milhões de toneladas de CO2 equivalente por meio do uso de etanol como substituto ou aditivo da gasolina.
A previsão do Plano Decenal de Energia é que o País terá 71 novas usinas até 2017, com potencial de geração de 29.000 MW, sendo 15 na bacia do Amazonas, 13 na bacia do Tocantins-Araguaia, 18 no rio Paraná e 8 no rio Uruguai. As 28 usinas hidrelétricas planejadas na região amazônica têm no seu conjunto, a capacidade instalada de 22.900 MW.
O Brasil usa energia hidrelétrica desde o final do século 19, mas as décadas de 1960 e 1970 marcaram a fase de maior investimento na construção de grandes usinas. Devido a essas opções feitas no passado, o País abriga hoje a maior hidrelétrica do mundo em geração de energia. Inaugurada em 1984 depois de um acordo binacional com o Paraguai, a Usina de Itaipu tem hoje potência instalada de 14 mil MW, com 20 unidades geradoras. Essa capacidade é suficiente para suprir cerca de 80% de toda a energia elétrica consumida no Paraguai e de 20% da demanda do sistema interligado brasileiro.
Já as usinas de Jirau e Santo Antônio – ainda em fase de construção, no Rio Madeira –, por exemplo, utilizam a tecnologia de turbinas bulbo, diminuindo o alagamento necessário e, consequentemente, efeitos negativos como o deslocamento de populações locais, a desapropriação de terras e o impacto ambiental. Para monitorar os impactos, o Brasil investe também no aperfeiçoamento das avaliações realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) antes da instalação de qualquer usina.
Energia eólica
De acordo com o Atlas Eólico Nacional, divulgado em 2001, o Brasil é o País da América Latina e Caribe com maior capacidade de produção de energia eólica, com potencial estimado de 143.000 Mega Watts (MW), mas a boa notícia promete ser muito melhor.
Segundo estimativas que devem ser concluídas em 2011, no segundo Atlas Eólico, o potencial brasileiro pode chegar a 300GW, superando o que pode ser alcançado pelas usinas hidrelétricas planejadas e já existentes. Isso se deve ao fato de que o novo Atlas está levando em consideração a captação de ventos com torres de 100 metros de altura e atualmente as torres possuem 50 metros.
É interessante observar que o Brasil tem um futuro promissor nessa área e está enxergando as oportunidades de investir em eólica e ampliar consideravelmente o uso dessa fonte energética. Atualmente, no Brasil, existem em operação parques eólicos que somam 359 MW instalados, porém com investimentos de R$ 4,6 bilhões até 2010, por meio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), o País terá oferta de 1,427 GW de energia eólica.
As iniciativas na área já estão atraindo investimentos de grupos nacionais e estrangeiros, o que deve aumentar. A expectativa é que cerca de 10.660 empregos diretos e indiretos sejam gerados nas próximas décadas. (brasil)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Novas fontes de energia para o crescimento

O Brasil pode se orgulhar do título de país com a melhor matriz energética do mundo, com mais de 80% da energia proveniente de fontes renováveis. Mas o sistema vem se mostrando instável, sujeito a frequentes desligamentos que deixam boa parte da população no escuro. A instabilidade tende a se agravar com a construção de grandes usinas em regiões distantes e sem reservatórios - por restrições ambientais. Pequenas centrais hidrelétricas, usinas eólicas e unidades movidas a biomassa vão contribuir para manter a elevada participação das fontes de energia limpa, mas tornam mais complexa a operação, com riscos crescentes dos chamados "apaguinhos".
Para ampliar a oferta e melhorar a segurança energética, o País busca novas formas de geração ambientalmente corretas. Até 2021, 9% da energia consumida pelos brasileiros deve ser gerada pelos ventos. Hoje, essa participação é de apenas 1%. Para incentivar a energia solar, acabam de ser criadas novas regras para reduzir as barreiras à instalação de placas de captação solar. Pelo modelo, o consumidor ou empresa que produza mais energia do que consome poderá injetar a sobra no sistema e receber os créditos correspondentes na conta de luz.
Outra boa notícia vem do setor petrolífero, onde o cenário sofreu grande transformação desde a descoberta do pré-sal, em 2007. Com os novos recursos, o Brasil pode mais do que triplicar suas reservas de petróleo e entrar no seleto clube dos maiores produtores mundiais - hoje o Brasil está na 14.ª colocação no ranking das maiores reservas.
Para avançar no setor, o desafio é superar dificuldades tecnológicas para explorar petróleo a uma profundidade de cinco mil a sete mil metros abaixo do nível do mar. Este terceiro caderno da série Desafios Brasileiros, uma parceria inédita entre os jornais Estado e O Globo, trata destes e de outros dilemas do setor de energia no Brasil e do seu impacto no meio ambiente. A publicação atinge 2,5 milhões de leitores. A próxima edição, no dia 12 de novembro, mostrará os desafios da área de infraestrutura e logística. (OESP)