sábado, 16 de janeiro de 2016

Itaipu retoma liderança em produção mundial de energia em 2015

Itaipu retoma liderança mundial de energia em 2015
A usina de Itaipu, compartilhada entre Brasil e Paraguai, ultrapassou a rival chinesa de Três Gargantas e retomou a liderança mundial em produção de energia elétrica em 2015, informou em 07/01/16 a companhia em comunicado.
A empresa binacional disse que produziu 89,2 milhões de megawatts por hora (MWh) no ano passado, 2,5% a mais do que a usina chinesa, que gerou 87 milhões de MWh e tinha conquistado a ponta em 2014.
O sub-rendimento de Itaipu em 2014 coincidiu com a severa crise hídrica vivida pelo Brasil, afetando também os dados de 2015, inferiores à média dos últimos anos. No entanto, a usina conseguiu se recuperar e fechou o ano com 89.215.690 de MHw produzidos, um resultado 1,62% superior ao de 2014.
Por isso, a previsão é que Itaipu volte a ultrapassar a marca de 90 milhões de MWh em 2016, uma meta que não conseguiu cumprir nos últimos dois anos.
Com uma potência instalada de 14 mil MW (frente aos 22,4 mil MW de Três Gargantas), Itaipu responde atualmente por 17% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e atende mais de 75% do mercado paraguaio. Desde que entrou em funcionamento, em maio de 1984, a usina produziu 2,3 bilhões de MWh. (uol)

Itaipu supera Três Gargantas e retoma liderança

Itaipu supera Três Gargantas e retoma liderança mundial em produção de energia
A usina de Itaipu, projeto binacional localizado na fronteira entre Brasil e Paraguai, retomou em 2015 o posto de maior geradora de energia elétrica do mundo. De acordo com a administração da hidrelétrica, a produção da usina alcançou 89,2 milhões de MWh, superando os 87 milhões de MWh da chinesa Três Gargantas. A hidrelétrica asiática havia superado o projeto sul-americano pela primeira vez na história em 2014, ano marcado pela falta de chuvas no Brasil.
"Esses números nos deixam ainda mais otimistas de que estamos no caminho certo para continuar buscando a excelência na produção sustentável e projetar um 2016 melhor ainda. Já nesta primeira semana de 2016, estamos produzindo 17% a mais do que no mesmo período de 2015", destacou em nota o diretor técnico executivo de Itaipu, Airton Dipp. O aumento da produção é possível em função do expressivo volume de chuvas que atinge a região Sul do Brasil.
Maior produtora de energia limpa do mundo em termos acumulados, com mais de 2,312 bilhões de megawats-hora (MWh) desde sua entrada em operação, em maio de 1984, a usina deve voltar a produzir mais de 90 milhões de Mwh em 2016, segundo projeções da administração da hidrelétrica. A usina tem capacidade instalada de 14.000 MW, abaixo dos 22.400 MW da usina de Três Gargantas. (paranaonline)

Itaipu retoma liderança em produção mundial de energia

Hidrelétrica binacional supera chinesa Três Gargantas e produz 89,2 milhões de MWh.
A usina de Itaipu produziu mais que a usina de Três Gargantas, na China, em 2015, e voltou a assumir a liderança mundial em produção anual de energia elétrica. A hidrelétrica, que pertence ao Brasil e ao Paraguai, também detém outra marca histórica: é a maior produtora de energia acumulada limpa e renovável do planeta, com mais de 2,312 bilhões de MWh desde sua entrada em operação, em maio de 1984.
Mesmo com uma capacidade instalada de 14.000 MW, menor do que a chinesa, que tem 22.400 MW, Itaipu produziu 2,5% a mais que Três Gargantas no ano passado. Foram 89,2 milhões de MWh contra 87 milhões de MWh. Os dados de geração da hidrelétrica chinesa só foram divulgados em 07/01/16. Desde que ela entrou em operação, Itaipu perdeu a posição de líder mundial de produção anual de eletricidade apenas em 2014, quando o Brasil enfrentou a maior crise hídrica da histórica. Em 2015, a produção ficou abaixo da média dos últimos anos, mas foi considerada excelente levando em conta o cenário de seca enfrentado por grande parte do País, pelo segundo ano consecutivo, principalmente no primeiro semestre.
Itaipu encerrou 2015 com uma produção 1,6% maior do que em 2014, quando gerou 87.795.393 MWh. A projeção para 2016 também é positiva. A expectativa é que a binacional volte a produzir acima dos 90 milhões de MWh, o que não ocorreu nos últimos dois anos. De acordo com o diretor técnico executivo de Itaipu, Airton Dipp, os números dão ainda mais otimismo de estar no caminho certo para continuar buscando a excelência na produção sustentável e projetar um 2016 melhor ainda. Segundo ele, já nesta primeira semana de 2016, a usina está produzindo 17% a mais do que no mesmo período de 2015.
Itaipu responde atualmente por 15% de toda a energia elétrica consumida no Brasil e atende mais de 75% do mercado paraguaio de eletricidade. Para Brasil e Paraguai, sócios da usina, a produção de Itaipu é fundamental para a infraestrutura energética, para a integração e para o desenvolvimento dos dois países. (canalenergia)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Energia limpa

A energia limpa refere-se a fontes que são renováveis e que não lançam poluentes na atmosfera, interferindo no ciclo do carbono, ao contrário dos combustíveis fósseis.
Quando se fala em 'energia limpa', não estamos falando de um tipo de geração de energia que não cause nenhum impacto ambiental, pois, até o momento, esse sonho ainda não se tornou realidade. Na verdade, a energia limpa refere-se àquela fonte de energia que não lança poluentes na atmosfera e que apresenta um impacto sobre a natureza somente no local da instalação da usina. Entre as formas de energia que atendem a esses requisitos estão: energia eólica, energia solar, energia maremotriz, energia geotérmica, energia hidráulica e energia nuclear.
Todas essas formas de energia causam impactos ambientais, mesmo que sejam mínimos, porém, não interferem na poluição em nível global.
Agora, quando falamos em energia necessária para a movimentação dos veículos, a energia limpa refere-se àquela que não contribui de maneira significativa para a quantidade de carbono (mais especificadamente dióxido de carbono (CO2)) na atmosfera e, consequentemente, não intensifica o efeito estufa e não agrava o problema do aquecimento global. Entre elas, podemos citar a biomassa (biocombustível), como o etanol e o biodiesel.
Para mostrar como esses combustíveis não interferem no ciclo do carbono, vamos citar como exemplo o biodiesel, que pode ser produzido a partir de vários óleos vegetais, tais como soja, amendoim, mamona, algodão, babaçu, palma, girassol, dendê, canola, gergelim e milho. Ao serem queimados, assim como qualquer material orgânico, os biocombustíveis também liberam dióxido de carbono. Mas esse gás volta a fixar-se no vegetal durante o seu crescimento por meio da fotossíntese. Desse modo, o balanço de carbono fica igual a zero para a atmosfera e, por isso, esses combustíveis são considerados “limpos”. Já os combustíveis fósseis, como os derivados do petróleo, emitem gás carbônico desde a sua extração até a sua queima.
Vamos falar agora resumidamente de cada um desses tipos de energia limpa:
# Energia eólica: Instalam-se eólias, isto é, hélices presas em um pilar, que captam a energia mecânica produzida pelos ventos para transformá-la em energia elétrica. A instalação desse tipo de usina pode causar alteração na paisagem, poluição sonora, interferência em transmissões de rádio e televisão, além da ameaça aos pássaros.
# Energia solar: Os painéis solares com células voltaicas, cujo principal componente é o silício, captam a energia do sol que pode ser usada em residências para aquecer a água e ambientes, além de, de forma indireta, produzirem energia elétrica.
Entre os impactos ambientais, temos os que ocorrem somente na extração e no processamento do silício.
Infelizmente o custo da instalação desse tipo de geração de energia ainda continua elevado, não sendo acessível para a maioria da população. Mas o custo da construção dos painéis solares vem diminuindo e, com o tempo, o gasto inicial é compensado pela economia na conta de energia elétrica convencional.
A energia eólica e solar são exemplos de formas de energia limpa
# Energia maremotriz: A energia cinética proveniente das ondas dos mares é aproveitada para gerar energia elétrica ao passar pelas turbinas.
Ilustração de turbinas instaladas no mar para a geração de energia maremotriz.
# Energia geotérmica: “Geo” significa terra e “térmica” corresponde a calor, portanto, a energia geotérmica é a energia calorífica da terra. Ela é oriunda do magma que fica a menos de 64 km da superfície terrestre. Esse calor faz a água de camadas subterrâneas evaporarem e esse vapor é conduzido por meio de tubos até lâminas de uma turbina que são giradas por ele. Um gerador transforma essa energia mecânica em elétrica.
Usina de geração de energia geotérmica
Os tipos de energia citados até agora são os que causam menos impactos ao meio ambiente, porém não possuem um rendimento muito apreciável. As analisadas a seguir têm maior rendimento, maior versatilidade e, infelizmente, maior impacto ambiental.
# Energia hidráulica: São construídas grandes usinas hidrelétricas que aproveitam o movimento das águas de rios que possuem desníveis naturais ou artificiais. A construção dessas usinas pode causar alagamentos, mudanças na paisagem original, deslocamento populacional, destruição de ecossistemas, entre outros.
A construção de usinas para a geração de energia hidráulica gera grande impacto ambiental.
# Energia nuclear: As reações de fissão nuclear resultam na emissão de uma quantidade colossal de energia, que é usada nessas usinas para aquecer a água. O vapor gerado faz as turbinas girarem, produzindo energia elétrica.
A construção e manutenção de uma usina nuclear possui custo muito elevado, riscos de acidentes, problemas com o lixo nuclear gerado e ainda tem o problema da água aquecida que retorna aos lagos, rios e mares, podendo causar a morte de peixes e outros seres vivos.
Torres de resfriamento em usina de geração de energia nuclear.
# Biocombustíveis: São produzidos a partir da biomassa, ou seja, de matéria orgânica animal e vegetal. Dois que chamam a atenção atualmente são o etanol, produzido no Brasil a partir da cana-de-açúcar e, em outros países, como os Estados Unidos, a partir do milho; e o biodiesel, obtido a partir de óleos vegetais, residuais (como de frituras) e gorduras animais.
Os biocombustíveis são oriundos de matéria orgânica como o milho. (brasilescola)

Quais são os tipos de energias limpas existentes?

São cinco os principais tipos de energia limpa – aquela que não libera (ou libera pouco) gases ou resíduos que contribuem para o aquecimento global, em sua produção ou consumo.
- Solar
A energia luminosa do sol é transformada em eletricidade por um dispositivo eletrônico, a célula fotovoltaica. Já as placas solares usam o calor do sol para aquecer água. Maiores produtores: Japão e EUA.
Prós: fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutenção; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
Contras: produção interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol.
- Eólica
O vento gira as pás de um gigantesco cata-vento, que aciona um gerador, produzindo corrente elétrica. Maiores produtores: Alemanha, Espanha e EUA.
Prós: fonte inesgotável de energia; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
Contras: poluição visual (um parque eólico pode ter centenas de cata-ventos) e, às vezes, sonora (alguns cata-ventos são muito barulhentos); morte de pássaros (que, muitas vezes, se chocam com as pás dos cata-ventos).
- Das marés
As águas do mar movimentam uma turbina que aciona um gerador de eletricidade, num processo similar ao da energia eólica. Não existe tecnologia para exploração comercial. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na produção.
Prós: fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades costeiras.
Contras: a diferença de nível dos mares ao longo do dia deve ser de ao menos 5 metros; produção irregular devido ao ciclo da maré, que dura 12h30.
- Biogás
Transformação de excrementos animais e lixo orgânico, como restos de alimentos, em uma mistura gasosa, que substitui o gás de cozinha, derivado do petróleo. A matéria-prima é fermentada por bactérias num biodigestor, liberando gás e adubo.
Prós: substitui diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo orgânico; gera fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o gás, em vez de pagar por ele.
Contra: o gás é difícil de ser armazenado.
- Biocombustíveis
Geração de etanol e biodiesel para veículos automotores a partir de produtos agrícolas (como semente de mamona e cana-de-açúcar) e cascas, galhos e folhas de árvores, que sofrem processos físico-químicos. O Brasil está entre os maiores produtores mundiais.
Prós: substitui diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricação absorvem CO2 em sua fase de crescimento.
Contra: produção da matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de alimentos. (abril)