quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Térmicas não serão ligadas fora de mérito

- As termelétricas com maior custo de operação do sistema elétrico não serão acionadas em caráter emergencial, conhecido como "fora da ordem de mérito", mesmo com o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento direto do assunto em 01/11/17.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reuniu autoridades da área de energia do governo federal, entende que ainda não é o momento de ligar essas usinas e aposta em um bom início de período de chuvas em novembro para recompor os lagos das usinas, segundo as fontes.

"A notícia é boa e está chovendo [próximo das usinas]. Não haverá nenhuma medida além das que já vêm sendo adotadas", disse uma das fontes, sob a condição de anonimato. (dci)

Térmica em Peruíbe viabilizará terminal de GNL em SP

Térmica em Peruíbe pode viabilizar terminal de GNL em São Paulo.
Condomínio de GNL abre porta para elevar competitividade da geração térmica.
Abraget abre chamada pública a partir de hoje para formar grupo de investidores interessados em dividir custos de implantação da infraestrutura de fornecimento do combustível
A Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas lançou em 18/10/17 uma chamada pública que pode representar um fator de melhoria na competitividade do setor em leilões de energia nova da Agência Nacional de Energia Elétrica. A entidade abriu as inscrições para interessados em participar do projeto de condomínio de GNL. A meta é dividir os custos de logística no fornecimento de gás natural liquefeito para os investidores em ativos de geração a gás, e assim atribuir mais competitividade à fonte.
De acordo com o presidente da Abraget, Xisto Vieira Filho, o GNL é a saída para o Brasil nos próximos anos em termos de geração a gás. E dentre os custos fixos de uma planta dessa natureza a logística possui um peso importante no processo de implementação desse tipo de usinas. São necessários investimentos em terminais de regaseificação flutuantes, ou mesmo em terra com a FSRU, estrutura de porto e proximidade de gasodutos.
“Se o investidor for sozinho no leilão ele terá que arcar com todos esses portes e isso aumenta muito o seu custo fixo, deixando a sua geração menos competitiva”, comentou executivo à Agência CanalEnergia. “Com o condomínio é possível obter a redução dos custos fixos e atrair mais investidores com o compartilhamento do investimento em logística”, acrescentou.
Não há uma estimativa de qual seria o percentual de ganho de competitividade. Vieira Filho explicou que esse benefício depende do tipo de instalação, da tecnologia aplicada, da origem do fornecimento do GNL, dentre outros fatores. Mas, apontou que em um condomínio com cinco investidores, o custo que seria de apenas um será dividido por todos o que reduz a necessidade de capex.
O formato desse condomínio ainda não está definido. A ideia é de ter uma capacidade de atender a uma geração térmica de 3 GW. A divisão entre as usinas pode ser preenchida de diversas formas. Vieira filho destacou que há flexibilidade no que diz respeito à capacidade das usinas, mas que está restrito ao máximo apontado no edital. Contudo, diz que o ideal seria que cada condomínio atendesse a seis centrais de 500 MW.
O executivo lembra que o volume de gás importado dependerá do tipo de geração a ser contratado. A Abraget vem defendendo com o governo a realização de leilões de energia de segurança energética. Mas que isso depende do governo e de como ele deverá promover a contratação. “O importante é que o condomínio pode colocar 3 GW de energia na base”, indicou.
Nessa primeira iniciativa o edital prevê a construção do condomínio em uma de duas localidades a ser definida. Será no Porto do Açu (RJ) ou no Porto Central (ES). Essa escolha deve-se ao fato de que ambos fazem parte de seu quadro de associados. A decisão virá de acordo com o preenchimento das condições prévias para receber o empreendimento e que estes sejam economicamente viáveis. E, disse o presidente da Abraget, dependendo do resultado, uma nova chamada poderá ser realizada no ano que vem.
O período de inscrições será de cerca de um mês e a Abraget afirma que há diversos associados interessados que se manifestaram extra oficialmente para o sistema proposto. Não há uma meta de quantas inscrições deverão ser feitas. (canalenergia)

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Resíduos de Construções e Demolições no Brasil em 2016

Os dados a seguir tem como base o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2016, uma publicação da Associação das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe que anualmente divulga os dados estatísticos relacionados com suas atividades no país. Nos artigos anteriores, estão descritos os dados gerais e também os relacionados com a disposição final dos resíduos sólidos urbanos – RSU e outras informações complementares. Neste artigo estão descritos os dados referentes aos resíduos sólidos de construções e demolições – RCD.
O volume coletado não representa a totalidade dos RCD produzidos, pois grande parte dos municípios coletam somente os resíduos que são abandonados nos espaços públicos ou descartados irregularmente em áreas controladas. Parte significativa dos RCD ainda é disposta de formas irregulares em locais periféricos, às vezes pelas próprias empresas que os recolhem que não dispõe de espaços licenciados e adequados ao seu tratamento e reutilização.
Em 2016 foram coletadas 45,1 milhões de toneladas de RCD nos municípios brasileiros com diminuição de 0,08% em relação ao panorama anterior. O relatório da Abrelpe não possui informações sobre os destinos e tratamentos destes resíduos, limitando-se aos índices de coleta em toneladas/dia e geração per capita em Kg/habitante/dia para as regiões e para o país. Possivelmente estas informações não foram repassadas pelos municípios, considerando que muitos também não possuem espaços adequados e licenciados para o depósito e tratamento dos RCD e outros resíduos provenientes da limpeza urbana.
Região
2015- RCD
coletado (ton/dia)
2015– RCD
per capita (kg/hab/dia)
2016 – RCD
coletado (ton/dia)
2016 – RCD
per capita (kg/hab/dia)
Norte
4.736
0,271
4.720
0,266
Nordeste
24.310
0,430
24.387
0,428
Centro Oeste
13.916
0,901
13.813
0,882
Sudeste
64.097
0,748
63.981
0,741
Sul
16.662
0,570
16.718
0,568
Brasil
123.721
0,605
123.619
0,600

Tabela 1 – Resíduos de construções e demolições – RCD no Brasil em 2015 e 2016. (ecodebate)

Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2016

A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – Abrelpe divulgou o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2016. Os resultados foram obtidos com a soma das projeções de cada região do país, e além dos resíduos sólidos urbanos – RSU, também analisa a geração e destinação dos resíduos de saúde – RSS, construções e demolições – RCD e os previstos nos acordos de logística reversa. Este é o primeiro artigo de uma série com base nestas informações.
Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil em 2016.
Com relação aos RSU, em 2016 foram produzidas 78,3 milhões de toneladas com queda de 2% em comparação ao panorama de 2015. A coleta atingiu 91% dos resíduos gerados com 71,3 milhões de toneladas recolhidas, enquanto 7 milhões de toneladas não foram recolhidas, ficando absolutamente sem nenhum tipo de tratamento e dispersas nos ambientes. A disposição final dos RSU em aterros sanitários adequados piorou em relação ao índice anterior e caiu de 58,7% para 58,4% ou seja, 41,7 milhões de toneladas do total recolhido. As restantes 29,6 milhões de toneladas correspondentes a 41,6%, foram dispostas inadequadamente em lixões ou aterros controlados por 3.331 municípios do país.
Os recursos financeiros aplicados pelos municípios brasileiros em 2016 para a gestão dos RSU foi de R$ 9,92 mensais com queda de 0,7%. A geração de postos de trabalho diretos no setor de limpeza pública retraiu 5,7% com perda de 17.700 vagas. Considerando o mercado global da limpeza no Brasil, em 2016 foram movimentados 27,3 bilhões, com queda de 0,6% comparado ao panorama anterior.
A geração diária de RSU em 2016 foi de 214.405 toneladas com 1,040 Kg/habitante/dia. No ano anterior de 2015 foram 218.874 toneladas/dia e 1,071 kg/habitante/dia, representando em 2016 uma queda de 2,9% na produção individual diária de resíduos.
Ano
Toneladas/Dia
Kg/habitante/dia
2015
218.874
1,071
2016
214.405 (-2%)
1,040 (-2,9%)
Tabela 1 – Geração diária total e individual de RSU no Brasil em 2016.
A Abrelpe informa que em relação com a cobertura da coleta houve um pequeno avanço, sendo que a Região Sudeste apresenta o maior percentual de coleta e representa 52,7% do total de RSU gerados, enquanto a Região norte participa com 6,4% do total e a Região Nordeste tem o menor percentual de coleta com 79%.
Região
Participação no total RSU
Coleta
Per capita (Kg/hab/dia)
Norte
6,4%
81%
0,87
Nordeste
22%
79%
0,97
Centro Oeste
8,2%
94%
1,09
Sudeste
52,7%
98%
1,21
Sul
10,7%
95%
0,75
Brasil
100%
91%
1,04
Tabela 2 – Participação no total de RSU, percentual de coleta e geração per capita nas regiões.
Quanto à coleta seletiva, 3.878 municípios apresentam iniciativas, mas na quase totalidade destes não há programas que garantam a universalidade e a eficiência dos projetos, sendo atividades parciais e limitadas que ainda estão sendo implantadas e que dispõe de recursos limitados. A Região Sul é a que apresenta o maior índice de municípios com iniciativas de coleta seletiva com 89,8% tendo ações neste sentido.
Região
Municípios com iniciativas de coleta seletiva dos RSU
Norte
58,4%
Nordeste
49,6%
Centro Oeste
43,3%
Sudeste
87,2%
Sul
89,8%
Brasil
69,9%
Tabela 3 – Municípios com iniciativas de coleta seletiva em 2016.
A queda da produção de RSU em 2016 não está relacionada com uma melhor gestão ou com atitudes conscientes e positivas dos consumidores. A Abrelpe reconhece que a crise econômica foi o principal fator destes resultados, com uma diminuição do consumo em todas as regiões, a piora dos índices e o aumento de resíduos não recolhidos, destinados para lixões e aterros controlados. Os investimentos dos municípios neste setor também foram afetados pela crise econômica e permaneceram insuficientes, agravando em muitas situações os problemas ambientais e sociais relacionados com a gestão e disposição inadequada dos RSU. (ecodebate)

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Competitividade de fontes limpas no mercado livre de energia sofre redução

 Queda no Índice FDR sinaliza declínio de novas migrações de consumidores especiais em 2017.
A FDR Energia anunciou em 25/10/17 o lançamento da atualização de outubro do Índice de Atratividade do Mercado Livre para Fontes Limpas de Energia. O levantamento mostra que o valor médio para todo o país ficou em “0,471”, o menor número desde janeiro de 2017.
“A principal razão foi o recente aumento do preço da energia negociada para o ano de 2018”, afirmou Erick Azevedo, sócio diretor da empresa, que ainda ressaltou: “O aumento é reflexo da escassez de chuvas em todo o País”. Segundo ele, um dos principais impactos dessa queda de atratividade das fontes limpas é a redução de novas migrações para o mercado livre de energia.
No ranking de atratividade entre as unidades da Federação, o Tocantins continua na liderança com índice “0,592”. Em segundo lugar o estado do Pará com “0,582”, seguido do Espírito Santo com “0,551”, Rio de Janeiro com “0,549” e Santa Catarina com “0,536”. “Caso se confirmem as previsões dos principais institutos de meteorologia de que teremos um verão com um índice de chuvas próximo à média, o preço para energia em 2018 irá cair e teremos uma retomada nas migrações para o mercado livre”, sinaliza Azevedo.
O índice, tal qual o modelo do IDH, elaborado pela ONU, é calculado em um intervalo de “0,000” (para a menor atratividade) e “1,000” para a maior atratividade. O levantamento mostra que estados que possuem valores no índice abaixo de 0,4 podem ser considerados inviáveis financeiramente para migração para o ACL. Já os que têm entre 0,4 e 0,6 podem ser considerados com viabilidade moderada e entre 0,6 e 0,8, com boa viabilidade. Acima de 0,8, com alta viabilidade. (canalenergia)